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Familiares, amigos e colegas do antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Lázaro Menete despediram-se do finado, numa cerimónia que contou com a apresentação dos três antigos presidentes da República e o actual Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo. Menete é descrito como um patriota destemido, focado e comprometido com a defesa da Pátria

Partiu para a eternidade um homem que dedicou a vida à Defesa da pátria moçambicana.

General de Exército e antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Lázaro Henriques Lopes Menete perdeu a vida na última quinta-feira (6), vítima de doença.

Em sua honra, nesta terça-feira (10) o Quartel General tornou-se num lugar comum, recebendo amigos e familias e antigos colegas para o último adeus, numa cerimónia cujo destaque foram as presença do Presidente da República e sua Esposa e os antigos Presidentes da República, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi….

Entre lágrimas e lamentações, Menete é recordado pelos filhos como um pai que mesmo ocupado, procurava estar sempre presente. 

“Sempre nos disseste que o que importa na vida, o que importa é o que a pessoa faz em vida. E que não existe nada melhor do que deitar na almofada à noite e dormir tranquilamente. Ensinaste a lutar pelos sonhos e ir atrás deles, mesmo que muitos digam que não vamos conseguir”, ouviu-se.

Para a viúva, foi-se um homem que enfrentou a doença com a força de uma General.

“General Lázaro para todos e Lazarito para mim. A nação perdeu um general e eu perdi o meu grande amor. Para mim não foi apenas meu marido, ele foi meu porto seguro, o meu melhor amigo. Nós construímos uma vida juntos, tijolo por tijolo, entre risos e desafios. Nem todas as noites ele voltava para casa, pois muitas vezes a responsabilidade que ele tinha como general o chamava. E a minha missão como esposa era garantir que o peso da sua patente ficasse de fora sempre que ele chegasse à casa”, desabafou a viúva.

Os irmãos destacam os últimos momentos vividos com o finado.  

“Para nós, teus irmãos, a vida militar que abraçaste esteve ligada a períodos difíceis da nossa pátria, marcados pela guerra, o que em muitas ocasiões privou-nos da tua presença.  Nos últimos momentos da sua vida, já no leito hospitalar, manifestaste com serenidade a tua fé cristã e a sua condição de católico”.

Manete engrossou as fileiras do exército há 51 anos. Quem com ele trilhou caminhos, fala de um patriota comprometido, focado e dedicado. 

“Ao longo do seu mandato, conduziu as Forças Armadas, pelo exemplo, com parcimônio e dedicação à causa nacional. Sob o seu comando, impulsionou o fortalecimento da capacidade operacional, aprimoramento da organização e preparação das tropas, disciplina militar, além de reforçar a coesão institucional e a prontidão das Forças Armadas diante dos desafios de defesa e segurança do nosso país”, disse Norte Freitas, General das FADM.

 

 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, afirmou hoje, em Maputo, que a trajetória de vida  do General de Exército Lázaro Henriques Lopes Menete constitui um  património moral indispensável para a preservação da soberania  nacional. 

Ao intervir nas cerimónias fúnebres do antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), o  Presidente Chapo Estado destacou a integridade e o patriotismo  como ferramentas essenciais para a nova geração de moçambicanos  enfrentar as ameaças contemporâneas, nomeadamente o terrorismo  em Cabo Delgado e o crime organizado.

“Estamos aqui em nome do povo moçambicano. O General Lázaro  Henriques Lopes Menete, que foi um grande General do Exército,  como sabem, prestou toda a sua juventude ao serviço da pátria”,  declarou o estadista no Quartel-General das FADM. Para o estadista, a  homenagem não é apenas uma despedida, mas uma oportunidade  para reiterar os valores de responsabilidade e competência que  permitiram ao General atingir o topo da hierarquia militar. 

O Presidente da República sublinhou que a determinação e a  disciplina de Menete devem servir de espelho para os jovens,  enfatizando que o falecido dedicou a vida, desde tenra idade, à  defesa da independência e da integridade territorial. 

“Queria aproveitar esta para dizer à juventude moçambicana que o  General Lázaro Henriques Lopes Menete deixa grandes valores de  unidade nacional, de defesa da pátria moçambicana, de patriotismo,  de responsabilidade, de competência e, sobretudo, de defesa da  nossa independência nacional”, afirmou. 

O Chefe do Estado ainda traçou um paralelo com a actualidade,  recordando que Moçambique enfrenta desafios severos que testam a  resiliência das instituições e da sociedade. Enumerou o terrorismo, os  raptos e o tráfico de drogas e seres humanos como frentes de batalha  críticas. 

“Nós, neste momento, estamos a enfrentar desafios que tocam,  portanto, a integridade territorial do nosso país e, sobretudo, com o  terrorismo e, também, crimes organizados”, frisou, apontando o  combate à insurgência como a prioridade máxima. 

O Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança usou a  ocasião para render tributo aos militares que se encontram na linha da  frente no Teatro Operacional Norte (TON). Destacou o sacrifício  daqueles que, sob condições climatéricas adversas e em regime de  prontidão total, garantem a segurança das populações. 

“Queria usar esta ocasião para render homenagem aos jovens que  estão no Teatro Operacional Norte e, de segunda a segunda, 24/24 

horas, faça sol, faça chuva, faça frio, estão a defender as populações  e defender o território moçambicano contra o terrorismo”, enalteceu. 

A relação intrínseca entre estabilidade e progresso económico foi  outro ponto fulcral nas declarações do estadista moçambicano. Foi  categórico ao afirmar que a prosperidade de Moçambique está  condicionada à erradicação dos focos de violência. 

“Não há nenhum país no mundo que desenvolve sem paz e  segurança. A paz e a segurança são condições fundamentais para o  desenvolvimento do país”, explicou, justificando a concentração de  esforços governamentais no combate ao crime organizado e ao  terrorismo. 

O Chefe do Estado reforçou ainda a visão de unidade nacional,  rejeitando qualquer tentativa de isolar o sofrimento das populações  afectadas pelo conflito no norte do país. 

Para o governante, a dor de Cabo Delgado é sentida em todo o  território nacional, exigindo uma resposta coletiva e ininterrupta.  “Cabo Delgado é Moçambique, nós todos somos moçambicanos,  atacar Cabo Delgado é atacar Moçambique, atacar a população  dos distritos da zona norte da província de Cabo Delgado é atacar  Moçambique”, asseverou. 

Nesse sentido, garantiu que o Estado continuará a trabalhar  arduamente para que a ameaça terrorista seja definitivamente  eliminada. “Nós vamos continuar a trabalhar dia e noite, 24/24 horas,  para que, realmente, o terrorismo um dia passe para a história”,  prometeu, vinculando novamente este objectivo à necessidade de a  juventude assumir o testemunho ético deixado pelo General Menete. 

O Presidente da República terminou as suas declarações com um  apelo à reflexão sobre a herança de serviço do General, que o  estadista considera ser a fundação sobre a qual o país deve construir  o seu futuro. 

“Para isso, é preciso que a juventude assuma os valores que o nosso  General Lázaro Henriques Lopes Menete nos deixou, de defesa da 

pátria, de integridade, da nossa soberania, para que o nosso país  possa se desenvolver, porque não há desenvolvimento sem paz e  segurança”, concluiu.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Gaza refuta a versão da família de que o empresário encontrado morto nas matas de Mazivila, em Bilene, foi raptado. Segundo o SERNIC, tratava-se, na verdade, de um ajuste de contas, relacionado a uma suposta dívida. 

“Não se tratou de um crime de rapto, mas de um homicídio agravado”, declarou o porta-voz do SERNIC em Gaza, avançando que a vítima era um cidadão de 40 anos,  natural e residente da Macie, em Gaza, que se dedicava a venda de peças e acessórios de segunda mão de viaturas”, disse o porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe,  que vincou que os produtos vendidos pela vítima eram de proveniência duvidosa. 

Mucambe diz ainda que o assassinato do empresário teria sido, na verdade, um ajuste de contas, devido a uma suposta dívida. 

“A vítima foi assassinada depois de fracassada a cobrança coerciva para o pagamento total da dívida para os infratores. A família canalizou uma parcela de 200 mil meticais, por intermédio próximo as partes desavindas”, avançou. 

O SERNIC disse ter na sua posse  informações relevantes para o esclarecimento do caso.

A Governadora de Gaza, Margarida Mapadzene, reagiu ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias na Província. A Governante diz que ainda é preciso esperar pelo veredicto das autoridades competentes para o esclarecimento do caso. 

“Essas pessoas ainda estão no interrogatório e gozam de presunção de inocência. Aguardemos os órgãos de administração da justiça para julgar e decidir aquilo que terão acareado como a verdade”, disse Margarida Mapadzene, quando questionada sobre o desvio de donativos protagonizado por membros do governo provincial. 

A Governante apelou à calma e tranquilidade de todos, enquanto se aguarda pela acareação da justiça. 

 

Filipe Nyusi considera o antigo chefe do Estado-Maior das FADM, Lázaro Menete, uma referência para as Forças de Defesa e Segurança do país. Já Armando Guebuza enaltece a capacidade de liderança e disciplina de Menete.  

“Um oficial aprumado e organizado. Por isso, esta enchente toda de colegas é mesmo para poder justificar a sua função, pois ele comandou as Forças Armadas de Defesa de Moçambique num momento muito difícil”, disse Filipe Nyusi, durante a cerimónia de velório de Lázaro Menete. 

O ex-Presidente enalteceu também o trabalho de zelo e profissionalismo do antigo Chefe do Estado Maior das FADM na garantia da segurança do país. 

Por sua vez, o antigo Presidente da República, Emílio Guebuza, enalteceu a capacidade de disciplina e patriotismo de Lázaro Menete. “Mesmo em áreas diferentes, esteve na Marinha, esteve no exército, mas sempre distinguiu-se”, sublinhou. 

 

Moçambique registou 18 novos casos de sarampo no início de Março, elevando a 697 doentes, além de um morto, o total do actual surto, em cerca de sete meses, segundo dados oficiais. 

Segundo o Resumo Epidemiológico do Sarampo, elaborado pela Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP) e que compila dados de 29 de Julho de 2025, início do presente surto, até 08 de Março, citado por LusA, os casos da doença estão concentrados no centro e norte do país, com um morto, em Nampula.

 No balanço anterior da DNSP estavam contabilizados até 25 de Fevereiro um total de 679 doentes.

As províncias mais afectadas são Sofala, no centro do país, que conta actualmente com um acumulado de 238 casos, Nampula (195), Niassa (115) e Zambézia (102), sendo que continuam a registar novos doentes todas as semanas.

“O sarampo é uma doença infecciosa viral aguda, geralmente grave em menores de 05 anos”, alerta a Direção Nacional de Saúde Pública, pedindo a todos os pacientes com sintomas para se dirigirem às unidades de saúde.

Refira-se que a campanha de vacinação contra o sarampo e rubéola de todas as crianças dos 09 aos 59 meses decorreu de 31 de Julho a 04 de Agosto de 2023, em todos os distritos das províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, bem como em nove distritos da província de Niassa.

Anteriormente, de Janeiro de 2020 até Junho de 2023, Moçambique registou 2 565 casos de sarampo, 80% dos quais notificados nas províncias de Niassa (norte) e Zambézia, Tete, Manica e Sofala (centro), afectando sobretudo menores de 05 anos.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, participa, hoje, nas  cerimónias fúnebres do General de Exército, na reserva, Lázaro  Henriques Lopes Menete, que se realizam no  Quartel-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique  (FADM), na Cidade de Maputo. 

A cerimónia constitui uma homenagem das Forças de Defesa e  Segurança e da nação moçambicana à memória do General  Lázaro Menete, reconhecido pelo seu contributo na luta e no  processo de consolidação das instituições de defesa e segurança  do país. 

“A presença do Chefe do Estado nas exéquias enquadra-se na  homenagem e no reconhecimento do Estado moçambicano  pelo percurso e contributo do General de Exército na reserva  Lázaro Henriques Lopes Menete, associando-se o Presidente da  República, em nome da nação, às manifestações de pesar  dirigidas à família enlutada e às Forças de Defesa e Segurança”, lê-se no comunicado da Presidência da República.   

O reforço da escolta de viaturas na estrada número 380, que liga cinco distritos do Norte de Cabo Delgado, foi confirmado pelo representante dos empresários da região de Mueda, um dos distritos afectados pela insegurança.

Segundo Lucas Manuel, representante da CTA em Mueda, a operação desta vez ocorreu com condições mais favoráveis do que no passado, com o aumento do número de viaturas militares e membros de segurança, permitindo que os empresários chegassem aos seus destinos com maior segurança.

“A retoma da escolta desta vez foi mais ou menos com condições melhores que no passado, porque o número de viaturas militares aumentou, o número de membros de segurança também aumentou, então conseguiram sair naquele dia e chegaram aos seus destinos”, afirmou.

O representante acrescentou que o tráfego na rodovia voltou a circular normalmente, como vinha acontecendo antes deste semestre, e que os empresários se mostraram satisfeitos com o reforço.

O pedido pelo reforço da escolta vinha sendo feito há muito tempo pelos empresários, mas só após vários ataques armados o Governo reconheceu a necessidade de reforço da segurança ao longo desta principal via.

O modelo de escolta de viaturas na estrada N380 foi introduzido em 2021, depois de a via ter ficado praticamente intransitável por quase um ano, quando um grupo armado ocupou a vila de Mocímboa da Praia.

O reforço actual demonstra a continuidade dos esforços do Governo para garantir a circulação segura de pessoas e mercadorias nos distritos do Norte de Cabo Delgado, região que tem enfrentado desafios significativos de segurança nos últimos anos.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) procederam à assinatura do acordo de cedência dos direitos de organização do Campeonato Nacional da I Divisão – Moçambola – válido para as épocas desportivas 2025/26 e 2026/27.

O acordo foi rubricado pelo presidente da FMF, Feizal Ismael Sidat, e pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, reforçando o compromisso institucional entre as duas entidades para o fortalecimento do futebol profissional em Moçambique.

Nos termos do acordo, a FMF cede à LMF os direitos de organização do Moçambola, cabendo à Liga assegurar a gestão operacional da competição, incluindo a sua planificação, organização, coordenação logística e promoção, em estrita observância dos regulamentos, estatutos e orientações da Federação Moçambicana de Futebol.

Por sua vez, a FMF mantém o papel de entidade reguladora do futebol nacional, garantindo a supervisão institucional da competição e assegurando que o campeonato decorra em conformidade com as normas nacionais e internacionais que regem a modalidade.

A renovação deste acordo enquadra-se na estratégia de consolidação do modelo de gestão do futebol profissional no País, promovendo maior organização, sustentabilidade e valorização do principal campeonato nacional.

Com esta parceria renovada, FMF e LMF reiteram o compromisso de continuar a trabalhar de forma articulada para elevar a qualidade competitiva do Moçambola, reforçar a sua visibilidade e criar melhores condições para clubes, atletas, parceiros e adeptos.

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