Está levantada a suspensão de toda a direcção da Reserva Especial de Niassa, e das entidades ligadas à exploração e gestão de áreas de conservação na província de Niassa. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado na província de Niassa, Silva Livone.
Quase 20 dias depois de o secretário de Estado na província de Niassa ter suspendido e banido várias entidades ligadas à exploração e gestão de áreas de conservação na província de Niassa, uma medida que visava reestruturar a administração da Reserva Especial de Niassa, nesta segunda-feira, Silva Livone mudou de ideia.
De acordo com este comunicado, Silva Livone decidiu readmitir toda a direcção da Reserva Especial de Niassa, bem como as entidades que exploram os recursos faunísticos na província.
O documento determina, com efeitos imediatos: o levantamento da suspensão da Direcção da Administração de Reserva Especial de Niassa; da suspensão das actividades de exploração de Recursos Faunísticos dos operadores: Sociedade Búfalo Safaris, Sociedade Nhalicanga Wildness, sediadas nos Distritos de Marrupa e Majune, na zona tampão da Reserva Especial do Niassa;
O documento determina ainda o levantamento da suspensão da ONG WCS de realizar qualquer actividade na área de exploração de Recursos Faunísticos na Província.
A medida, de acordo com o instrumento, resulta do relatório de campo e propostas de acções de seguimento da Comissão de Acompanhamento, adoptadas na IX Sessão Ordinária do Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Província do Niassa, realizada no dia 22 de Junho de 2026, na cidade de Lichinga.
Recorde-se que, na altura da suspensão, Silva Livone disse ao jornal O País que, com a medida, pretendia acabar com os desmandos na Reserva, promovidos pela desarticulação entre operadores, gestão da reserva e comunidades locais, tendo como consequências “conflitos” recorrentes entre homem e fauna bravia.