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O País – A verdade como notícia

Imundice na vala de drenagem de Paquitequete, o histórico bairro da cidade de Pemba, em Cabo Delgado, está a pôr em risco a vida de pessoas, especialmente de crianças, que transformaram o local numa espécie de parque infantil.

A vala de Paquitequete nunca esteve limpa e sempre cheirou mal, mas agora, os moradores do bairro já não estão a suportar. 

“Esta vala precisa de limpeza para ficar bonita. Esta água entra nos quintais e quase todo bairro cheira mal porque não é bem tratada em termos de limpeza. Nós sempre fazemos limpeza, mas estamos cansadas porque esta vala é pequena. As garrafas e o lixo vêm de longe, das ilhas de Mfunvo e Kiziue [distrito de Metuge], trazidas pela maré alta, que faz transbordar água e até já destruiu muitas casas”, desabafou Mariamo Saide, moradora do bairro.

Além do lixo e do mau cheiro, os moradores de Paquitequete estão preocupados com a falta de segurança na vala e pedem a colocação de tampas, para evitar incidentes e proteger as crianças que passam ou brincam no local sem a noção do perigo.

“Esta vala deve ser coberta para não vermos lixo e as crianças passarem sem cair na água”, sugeriu Ngamo Yancubo, também residente do bairro.

O País procurou  ouvir do município de Pemba sobre as preocupações dos moradores de Paquitequete em relação a vala, mas mesmo com insistência, não obteve resposta.

A primeira-dama da República, Gueta Chapo,  disse, nesta quarta-feira, na Beira, que está  preocupada com o elevado número de mulheres em situação de reclusão, na cadeia central, condenadas por violência contra pessoas próximas, maridos e filhos. 

Gueta Chapo mostrou a sua preocupação perante   milhares de  mulheres residentes no chiveve, depois de ter visitado a cadeia central da Beira. A primeira-dama lamentou  o nível de  violência por parte de algumas mulheres, um comportamento que  culminou com a condenação das mesmas. A esposa do Presidente da República disse estar preocupada porque uma mãe é a principal educadora de uma sociedade. 

Gueta Chapo  tomou como exemplo o facto de algumas  mulheres maltratarem os filhos, enteados ou sobrinhos. 

“Quando a mãe descobre que essa criança comeu, a tia descobre, a madrasta descobre, a criança sofre. Leva porrada ou é espancada até a morte”, disse Gueta Chapo. 

A primeira-dama  tomou um outro exemplo. Disse que há outras mulheres que foram condenadas por agredirem os maridos, pois não ofereceram-lhes nada no dia 7 de Abril.   

“O marido chega em casa, além de ser cumprimentado com beijinho, é água quente, é óleo (…) Então, nós, como mulheres, temos essa obrigação de educar as mulheres, educar as nossas filhas, mas tudo é começa connosco. Começa na família, para não termos muitas crianças na rua, para não termos muitas mulheres presas. Estava aqui na penitenciária, e as mulheres pediram uma cela maior, mas o que adianta ter uma série maior, se as nossas mentes não mudaram”, questionou.   

Gueta Chapo pediu depois às mulheres para aprimorarem a atenção nas crianças que, segundo disse, estão a consumir drogas.

“O assunto de drogas nas nossas crianças é sério e, nas nossas escolas, as crianças já não estão a estudar. Só estão a fumar e a beber. Onde é que nós estamos como mães e como mulheres”, questionou. 

Foi dada oportunidade para as participantes desta reunião apresentarem as suas preocupações. Destaque foi para o assassinato de 12 mulheres de janeiro a esta parte.

“Em cada dia que passa, é uma mulher que está sendo morta, é uma rapariga que está sendo morta, e não temos clareza, nem onde ir. Pedimos a mamã Gueta e outras mulheres que estão aqui, para nos apoiarem nessa situação”, apelou Inês Chirinda, residente da Beira. 

A primeira-dama terminou exortando a todas as mulheres de Sofala a despirem-se das suas cores políticas e juntas encontrarem a melhor forma para combater os males que enfermam a sociedade.

Além de manter encontros com as mulheres, a primeira-dama ofereceu meios circulantes a mais de 200 líderes tradicionais dos 13 distritos da província de Sofala e solidarizou-se com crianças acolhidas no infantário Primeiro de Maio na Beira.

É celebrado hoje o Dia Mundial do Meio Ambiente. Neste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) focou as celebrações no combate à poluição pelo plástico. O Secretário-geral da ONU, António Guterres defende que o mundo precisa de um tratado mais ousado contra o plástico.

 Segundo Guterres, a poluição pelos plásticos sufoca o planeta, prejudica os ecossistemas, o bem-estar e o clima. Resíduos plásticos também entopem rios, poluem os oceanos e colocam a vida selvagem em perigo.

Segundo dados da ONU, estima-se que 11 milhões de toneladas de plásticos acabem em lagos, rios e mares anualmente.

Para o secretário-geral da ONU, trata-se de uma urgência global. Guterres afirma que é preciso ir mais longe e mais depressa com políticas de redução de plásticos de uso único e de melhorias da gestão de resíduos.

O líder das Nações Unidas lembrou que, dentro de dois meses, os países vão se reunir para elaborar um novo tratado global para acabar com a poluição plástica. Para ele, é preciso um acordo ambicioso, fiável e justo.

Uma das prioridades segundo o secretário-geral é de que o tratado abranja o ciclo de vida do plástico e responda às necessidades das comunidades

Guterres lembra que o acordo deve ser implementado de forma rápida e completa. Os negociadores do Tratado contra a Poluição Plástica devem voltar à mesa de negociações em Agosto.

Este ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente se une à campanha #BeatPlasticPollution, (Combata à Poluição Plástica), liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.

Mais de dois mil vendedores informais manifestaram-se, esta quarta-feira, no Mercado Central, no município de Chibuto. O grupo nega abandonar os passeios. A Polícia foi chamada a intervir. Há dois detidos.

 A zona comercial de Chibuto acordou esta quarta-feira debaixo de protestos de vendedores informais. Pelo terceiro dia consecutivo, os comerciantes recusam-se a obedecer a ordem de retirada dos passeios, dada pela autarquia há três meses.

“Os vendedores ambulantes, nesse caso, que montam as coisas nos passeios, estão a ser retirados pelo Município, porque praticamente dizem que estão a fechar as vias de acesso”, explicou, Abdul Cadre, utente do Mercado Central.

Houve agitação e detenção de dois indivíduos.

“Nós queremos diálogo. Mas, por enquanto, o Conselho Municipal nunca apareceu aqui para falar conosco. Só manda polícias virem aqui nos torturar de uma forma desorganizada. Ontem levaram nossos dois colegas”, revelou um informal.

Os informais dizem que a condição para saírem dos passeios passa pela construção de mercados que alberguem a todos os vendedores. Ao todo são duas mil pessoas.

“Aqui eles precisam de banca para alguém ficar no lugar dele, mas já que não temos, não temos como fazer”.

O comércio esteve condicionado pela  manhã e a Polícia de Intervenção Rápida foi chamada ao local para repor a ordem. O vereador de actividades económicas de Chibuto disse que os vendedores insistem em desacatar as ordens.

“E acabamos recorrendo à polícia da PRM, ao nível do Comando Provincial, que era para nos ajudar a retirar os compulsivamente a esses vendedores. Tanto que, antes disso, de levarmos a cabo esta actividade, antes também tivemos que passar pelo mercado, estamos a falar do mercado central, onde comunicamos que a partir da segunda-feira precisariam de sair, precisariam de se retirar das vias públicas. O que vamos fazer será mesmo retirar da força e cada um saber escolher como se quer continuar a vender ou não” explicou, Gerlindo.

Os médicos residentes do Hospital Central de Maputo suspenderam temporariamente a paralisação das actividades, à luz dos acordos alcançados com o Governo, que se comprometeu a pagar uma parte das horas extras em dívida há 17 meses. 

Depois de muitas rondas de negociação entre o Governo e os médicos residentes do Hospital Central de Maputo, já há consensos entre as duas partes. Os médicos deverão retomar suas actividades, após três dias de paralisação. 

Os médicos residentes da maior unidade hospitalar do país entendem que, com o acordo alcançado com o governo, é razoável abrir uma nova etapa, uma vez que o Executivo se comprometeu a efectuar os pagamentos de forma gradual começando a partir deste mês.  

O representante dos médicos residentes do HCM diz que a decisão da retoma ao trabalho nas horas extraordinárias é também para o bem dos doentes, da classe médica assim como da academia. 

“Acreditamos que o Governo esteja preocupado em formar especialista e cuidar do povo e é por essa razão que decidimos suspender temporariamente a nossa paralisação. E como voto de confiança o Ministro da Saúde comprometeu-se a resolver os nossos problemas directamente, através de uma boa coordenação”, explicou. 

Segundo o presidente da Associação Médica de Moçambique, Napoleão Viola, caso o Governo não cumpra com o prometido poderá abrir-se espaço para novas medidas reivindicativas. 

Uma das medidas a serem tomadas pela agremiação será a convocação dos médicos de todo o país para uma reflexão, o que pode culminar com a paralisação de actividades a nível nacional. 

“Claro, isso só irá acontecer se o Governo não cumprir com aquilo com o que prometeu. Posso garantir que desta vez a paralisação será mais acentuada”, anota Napoleão Viola.  

Em relação ao caderno reivindicativo que submeteram ao Governo, os médicos dizem que já há avanços significativos na resolução dos seus problemas. Esta é a segunda vez nos últimos dois anos que os médicos do HCM paralisam actividades por falta de pagamento das horas extras.

Um menor de  nove anos de idade foi encontrado morto num congelador em Macanwine,  no Município de Xai-Xai. As circunstâncias do crime ficam por esclarecer. A Polícia promete pronunciar-se em breve.

O menor de nove anos de idade foi encontrado esta quarta-feira  sem vida,  no interior de um frigorífico avariado na residência do pai,  no bairro Macanwine, no posto administrativo da Praia de Xai-Xai, província de Gaza.

“Ontem, naquela hora de 20 horas, fui ligado pelo  o chefe do quarteirão  a me dizer que tinha um corpo sem vida no congelador. Então, logo que eu cheguei aqui, de verdade, vi que o corpo estava no congelador. Então, logo liguei para a SERNIC e a Polícia. Então, apareceu a Polícia aqui e vimos que a criança de verdade estava morta”, disse um residente.

O corpo da menor foi descoberto quatro dias após o seu desaparecimento, já em estado avançado de decomposição. O crime chocou os moradores de Macanwine, que levantam suspeitas sobre possível envolvimento de pessoas próximas.

“A justiça que faça  o seu trabalho para investigar e para saber como é que foi o caso da morte da criança” disse.

“Não se sabe ao certo. Então, talvez a perícia feita pelas autoridades  apure a verdade, a veracidade dos factos. Porque  a criança tinha sangue lá no congelador, então, isso é meio suspeito”, afirmou outro morador que revelou recorrentes discussões entre a mãe e a avó do menor que chegaram à porta do tribunal.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Medicina Legal estiveram no local para realizar os procedimentos de averiguação. A Polícia está a investigar o caso e poderá se pronunciar nos próximos dias.

Morreu o antigo combatente Lopes Tembe Ndelana, de 88 anos de idade. Foi um dos fundadores da UDENAMO e depois da Frelimo. Depois da independência teve carreira como diplomata e embaixador de Moçambique em vários países.

Lopes Tembe era uma das bibliotecas vivas e repositório da história da luta de libertação nacional. Foi um dos jovens que criaram a Udenamo, um dos três movimentos que se juntaram a 25 de Junho de 1962 para criar a Frelimo. 

Em comunicado, o partido Frelimo anuncia a morte e diz que o veterano foi vítima de doença e encontrava-se internado no Hospital Central de Maputo. 

Lopes Tembe participou em todo o processo que culminou com a criação da Frelimo e até mesmo de todas as movimentações anteriores que iniciaram com a criação da UDENAMO. 

Lopes Tembe escreveu em vida um livro de memórias intitulado Da UDENAMO à FRELIMO e à diplomacia moçambicana.

Um homem espetou uma faca à sua esposa, no pescoço, em Dondo, na província de Sofala. O autor do crime cortou a traqueia, condicionado a respiração da vítima. A mulher está na sala de reanimação, e ele anda fugitivo.

O casal vivia junto há apenas oito meses, e o crime ocorreu durante uma briga pelo código de um telefone.

De acordo com uma fonte próxima do casal que não quis ser identificada, a discussão começou quando o marido desconfiou que a esposa estava, através de mensagens no Whatsapp, a trocar mensagens de carácter privado com outro homem.

Ele pediu o telefone para dissipar dúvidas. O telefone foi entregue, só que ela recusou partilhar os códigos, e o marido não conseguiu desbloquear o telemóvel.

A nossa fonte contou ainda que o marido ficou irritadíssimo, pois ele tinha acesso aos códigos anteriores e não entedia porque a esposa estava a recusar partilhá-los, tendo concluído que estava a ser traído. 

Começou a briga que culminou com o esfaqueamento.

O director dos Serviços de Urgência e Reanimação do Hospital Central da Beira, Hugo Hugo,  confirma que a mulher foi vítima de agressão física grave.

O estado clínico da paciente tende a melhorar, e os médicos já ensaiam eliminar a respiração artificial, mas com vigilância permanente.

A polícia está, desde que ocorreu o crime, na noite da passada segunda-feira, até este momento, à procura do autor, que anda fugitivo.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) incinerou, hoje, na cidade de Chimoio, província de Manica, cerca de 400 quilogramas de cannabis sativa, vulgarmente chamado “suruma”. Foram igualmente incinerados fármacos e bebidas de fabrico caseiro, cujo proprietário da indústria operava ilegalmente. 

O SERNIC diz que está a fazer de tudo para que Manica não seja um corredor de tráfico e consumo de drogas. Esta quarta-feira, procedeu-se à incineração de suruma, uma droga que é produzida, consumida e traficada de forma abundante na província.

Não é apenas a suruma que preocupa o SERNIC. Foi possível também desmantelar uma fábrica clandestina de bebidas, que também foram destruídas na lixeira de Chizombero.

O SERNIC revela que, nos últimos tempos, o consumo de drogas na província de Manica, especialmente na cidade de Chimoio, tem aumentado de forma preocupante. A situação é ainda mais alarmante porque há casos de uso de drogas até em ambientes escolares. Apesar disso, a instituição garante que está a intensificar acções para combater o problema.

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