Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O incêndio ocorrido, ontem, nas instalações da Electricidade de Moçambique em Pemba destruiu 1.146 postes de madeira, mais de cinco mil metros de cabo eléctrico, 10 transformadores de tensão e quatro transformadores de corrente.

Num comunicado, a empresa refere que apesar dos estragos registados e do alvoroço das pessoas, causados pelo incêndio, não há vítimas humanas, nem houve corte no fornecimento de energia aos clientes na cidade de Pemba.

Até a altura da publicação da  nota, a EDM desconhecia a origem do incêndio, estando o caso sob alçada das autoridades competentes para o esclarecimento. Enquanto isso, as chamas estão controladas e a área afectada está interditada.

Decorre, esta quarta-feira, na cidade de Maputo, o velório de John Kachamila, antigo ministro dos Recursos Minerais, Energia e da Coordenação da Acção Ambiental. 

Amigos e familiares prestam hoje a última homenagem ao antigo ministro os Recursos Minerais, Energia e da Coordenação da Acção Ambiental, John Kachamila. O evento, que decorre no paços do Conselho Municipal de Maputo, conta também com a presença do Presidente da República. 

John Kachamila nasceu em Janeiro de 1946, em Lunguawa, no distrito do Lago, na província de Niassa. Juntou-se à Frente de Libertação de Moçambique em 1963. Viveu 10 anos na Jugoslávia, onde fez estudos superiores em geologia e minas. No governo de Moçambique, Kachamila, entre outros cargos, foi ministro para a Coordenação da Acção Ambiental e dos Recursos Minerais e Energia.

O Governo do Distrito de Quissanga desmente a informação que dá conta da obrigação da presença de professores nas zonas consideradas inseguras, devido aos ataques terroristas.

O administrador de Quissanga, Sidónio José, convocou uma conferência de imprensa para desmentir o suposto regresso de professores às zonas consideradas de alto risco de ataques terroristas.

Além de desmentir o suposto regresso forçado dos professores às zonas consideradas inseguras, o Governo do Distrito de Quissanga acusa a classe de propagar ondas de desinformação.

Para demonstrar a normalização da segurança e incentivar o regresso voluntário dos professores às zonas de origem, o Governo de Quissanga vai, brevemente, deixar a cidade de Pemba, onde esteve a funcionar desde o último ataque terrorista registado em Março de 2024.

Quissanga fica a cerca de 100 quilómetros da Cidade de Pemba e, actualmente, está na lista dos distritos vulneráveis aos ataques terroristas em Cabo Delgado.

A Cidade de Maputo foi palco da Conferência Internacional sobre Digitalização para Comunidades Inclusivas, evento que reuniu representantes do Governo, sector privado, Nações Unidas, academia e parceiros internacionais de desenvolvimento, sob o lema “Conectando Comunidades”.

Organizada em parceria com o Governo de Moçambique e as Nações Unidas, a conferência teve como objectivo discutir soluções tecnológicas que respondam aos desafios das comunidades rurais e marginalizadas, promovendo inclusão digital, literacia tecnológica e acesso equitativo aos serviços públicos.

Durante a conferência, foram apresentadas experiências e propostas concretas para acelerar a transformação digital em Moçambique, com enfoque na interoperabilidade de plataformas, financiamento inclusivo, investimento em infraestruturas digitais e capacitação de grupos vulneráveis.

A Vodacom Moçambique destacou-se como um dos principais intervenientes do evento. A operadora reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento digital inclusivo, destacou os seus investimentos contínuos em conectividade rural, alfabetização digital e parcerias inovadoras. A empresa defendeu ainda a importância da criação de quadros regulatórios favoráveis e modelos de financiamento misto que permitam reduzir o risco de investimento em zonas desfavorecidas.

Num dos momentos centrais do evento, Simon Karikari, Director Executivo da Vodacom Moçambique, participou no painel sobre o papel do sector privado na transformação digital. O gestor apelou à criação de Roteiros Conjuntos de Transformação Digital, que envolvam os sectores público e privado na definição de estratégias digitais com metas partilhadas, investimentos coordenados e foco na inclusão.

Karikari defendeu ainda os Modelos de Financiamento Inclusivo, baseados em mecanismos de financiamento combinados, como forma de promover o acesso a dispositivos acessíveis, formação em competências digitais e garantir que mulheres, jovens e comunidades de baixos rendimentos não sejam deixadas para trás.

A conferência sublinhou o papel da tecnologia como catalisador do desenvolvimento sustentável e destacou a importância de colocar as comunidades no centro da agenda digital. Ao alinhar a ambição do sector público com a experiência do sector privado, Moçambique posiciona-se para explorar novas vias de crescimento, resiliência e inclusão.

O Município de Maputo dá um ultimato de sete dias para que os vendedores informais abandonem os passeios na Praça dos Combatentes. Se não o fizerem de forma voluntária, a edilidade diz que vai procurar formas de proibir a venda. Os comerciantes pedem que lhes seja indicado um espaço para exercerem a sua actividade.

Da Praça dos Combatentes à praça dos que estão no combate diário para ganhar dinheiro e sobreviver a todo o custo, onde quer que seja. E no meio disto, a postura municipal da Cidade de Maputo não é respeitada. 

O comércio informal voltou aos passeios da Praça dos Combatentes, depois de terem sido quase desactivado entre 2020 e 2021. E o número de comerciantes que cá está cresce à velocidade da luz…tudo está abarrotado. 

E as razões que os levam a vender nos passeios são as de costume. “Não tenho condições para continuar os meus estudos. Não tenho casa própria. Minha mãe criou-me com base nesse negócio. Cresci nisto. Gostaríamos de sair para o mercado, mas não existe outro mercado. Por isso, estamos nos passeios”, refere Maida António, comerciante nos passeios da Praça dos Combatentes, secundada por Emília, que afirma que: “se nós estamos aqui (nos passeios), não é por falta de algo a fazer lá em casa, mas é porque precisamos de dinheiro para sustentar os nossos filhos”.  

Muitas vezes é na companhia de filhos menores que homens e mulheres buscam sustento nos passeios da Cidade de Maputo. “Estou aqui na Praça desde 2021 a vender porque não trabalho, não tenho marido. Vivo com base no comércio. Tenho dois filhos. O mais novo tem dois anos e o pai faleceu enquanto ele tinha quatro meses na gravidez. De lá a esta parte, estou aqui na Praça”, contou Lurdes Bié, comerciante nos passeios de Xiquelene, Praça dos Combatentes.  

Aqui na Praça há, também, comerciantes que se formaram em algumas áreas, mas, por falta de oportunidades de emprego, argumentam eles, se refugiaram no comércio. “Sou formada em electricidade e gestão de recursos humanos, mas estou em casa sentada. No ano passado, eu tentei submeter documentos na contratação de agentes sazonais, mas disseram que este ano não vão contratar ninguém. Estou aqui (nos passeios) a vender para poder dar de comer ao meu filho e pai”, justificou Sónia Pedro, comerciante.  

Mas isto, entende o Município de Maputo, não deve colocar em causa a postura municipal. É, por isso, que nesta segunda-feira entrou para a última fase de sensibilização para a retirada dos vendedores que estão nos passeios. 

“A Praça dos Combatentes, vulgo Xiquelene, está ocupada até aos passeios e uma parte da faixa de rodagem e na prossecução do objectivo de devolver a Praça dos Combatentes em condição de circulação livre de pessoas e, por isso, estamos a fazer a última fase de sensibilização”, revelou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal da Cidade de Maputo. 

E esta última fase de sensibilização terá a duração de sete dias. Depois disso, revela o porta-voz da Polícia Municipal na Cidade de Maputo, serão tomadas outras medidas. 

“Haverá uma segunda fase e, nela, a Polícia vai proibir a venda neste local. A sensibilização nunca vai faltar e a atribuição de espaços nos mercados, também não vai faltar, mas a Polícia não vai permitir que as condições de venda sejam as que se vivem neste momento”, sentenciou Naftal Lay. 

Para que os comerciantes abandonem os passeios, Natfal Lay garante que o Município de Maputo já identificou alguns mercados para albergar os vendedores. “O mercado Mo Coreano não é o único. Mesmo a 100 metros da Praça dos Combatentes, temos o mercado 01 de Junho que, também tem lá condições para os vendedores exercerem a sua actividade. Temos o mercado compone e outros que dispõem de espaços”, garantiu o Polícia Municipal da Cidade de Maputo.

Entretanto, os comerciantes não têm o mesmo entendimento. Dizem que os referidos mercados não estão em condições.  “Não é só dizerem saiam e contactem o mercado mais próximo. Os mercados estão cheios. Se é para nós sairmos dos passeios, que nos levem onde há condições e  que permita que nós trabalhemos”, rebateu Emília, com um argumento reforçado por Sónia Pedro: “Vai ser difícil para a gente sair dos passeios. No mercado mocoreano não vamos caber todos. Esse mercado é longe da paragem. Os nossos clientes são passageiros. Não há clientes que irão até lá”. 

“O País” esteve nos dois mercados mais próximos da Praça dos Combatentes. O primeiro, mais conhecido por senta-baixo, já não tem espaço para acolher comerciantes. 

“O mercado está cheio, mas também passamos mal quando chove. Os que vivem nos arredores, abrem a água das suas casas de banho”, confirma Glória Castigo, comerciante que está no mercado senta-baixo. 

O outro mercado, o Coreano, está sem comerciantes….Tudo porque dizem que preferem correr riscos na estrada, que é onde conseguem vender.

Lembre-se, a edilidade de Maputo tinha dito que não ia retirar os informais das ruas, enquanto as condições não estivessem criadas para o efeito.

Os ataques terroristas e a falta de meios de transporte para a deslocação dos técnicos está a condicionar a extensão agrária em Cabo Delgado, uma província com extensas áreas agrícolas abandonadas devido à insegurança.

Alguns extensionistas agrários de Cabo Delgado trabalham a pé devido a falta de meio de transporte para deslocação aos campos de produção.

Outro problema que está a afectar a extensão agrária em Cabo Delgado  é o terrorismo, uma situação que também condiciona a mobilidade dos extensionistas.

Para minimizar os problemas que afectam a extensão agrícola em Cabo Delgado e garantir assistência aos camponeses, o Governo, através do Fundo do Fomento Agrário e Extensão Rural,  adquiriu mais 88 motorizadas para os extensionistas.

Dezenas de famílias vítimas do deslizamento de uma lixeira nos bairros 8 e 13 do município de Xai-Xai aguardam por reassentamento há um ano. Os residentes dizem expostos novos riscos e exigem resposta. Entretanto, o município diz que as famílias afectadas não aceitam abandonar as áreas em causa.

Já há um ano que várias famílias vivem em péssimas condições, após o deslizamento de uma lixeira. “Até hoje, que estamos em Julho, ainda não nos deram nada. Prometeram-nos terrenos e chapas, mas ainda não deram nada. Estamos na miséria mesmo”, disse Laura Cossa, uma das vítimas do deslizamento . 

O secretário do bairro comunal, Armando Nhabanga, diz que a promessa de reassentamento pela edilidade continua no papel. “Foram prometidos novos terrenos, naquela casa e outras casas (…) As pessoas estão a viver em zonas de risco. Já entregamos os documentos ao conselho municipal, mas ainda não foram indicados um sítio para viver”, afirmou Armando Nhabanga, secretário do Bairro Comunal. 

Félix Parruque, director de urbanização de Xai-Xai,  diz que o conselho municipal da cidade de Xai-Xai já identificou os espaços para reassentar as famílias. No entanto, elas recusam-se a abandonar a zona de risco. 

“Os espaços estão lá, na zona de Patrice Lumumba, mas as famílias não quiseram sair. Reconhecemos que, de facto, as famílias estão jusante da lixeira e correm algum risco, por conta da avalanche”, explicou Parruque. 

Enquanto persiste o debate entre as autoridades, há famílias que clamam por uma resposta. Angelina Fabião, de 65 anos de idade, é uma das vítimas e conta que ela e seu marido doente enfrentam as noites frias ao relento. “A sua recuperação é lenta porque pernoitamos ao relento e o sofrimento é maior devido ao frio”, lamentou.

Há 30 anos que Cristina Cossa vive a cinco metros da lixeira. Conta que viu parte da sua casa ser arrastada por resíduos e teme por um novo deslizamento. 

“A lixeira tem 10 metros de altura. Sofremos sempre que chove devido ao deslizamento de terra, que destrói casas. Pedimos que nos transfiram para um local seguro”, apelou. 

Após o deslizamento decidiu-se pelo encerramento da área, entretanto a colocação de um contentor pelo município preocupa residentes dos três bairros que falam em demora na remoção do lixo, facto que pode levar os problemas do passado.

O Director de urbanização assume o problema e diz que a edilidade debate com a falta de meios.

“Colocamos o contentor a pedido da comunidade. Também nos debatemos com alguns problemas de meios, o que criou esta ausência da retirada do contentor, com alguma regularidade (…) Então, pode ser por isso que a comunidade entendeu que foi reativada a lixeira, mas na verdade está encerrada por completo”, explicou  director de urbanização de Xai-Xai

Há pelo menos 40 famílias em zonas de risco, em particular nos bairros 8 e 13 que aguardam por reassentamento há cinco em Xai-Xai.

Um incêndio de grandes dimensões destruiu, esta terça-feira, um parque de armazenamento de materiais da empresa Electricidade de Moçambique, em Pemba, na província de Cabo Delgado. Ainda não se sabe a causa do incêndio.

Segundo testemunhas o incêndio terá começado por volta das 9 horas e até às 12 horas a situação não tinha sido controlada.

O incidente ocorreu há quase 100 metros do corpo de salvação pública, e os bombeiros da corporação foram os primeiros a chegar ao local. No entanto, não conseguiram controlar as chamas, solicitando, por isso, o reforço dos bombeiros do Aeroporto de Moçambique. No final foram chamados também os bombeiros dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Mesmo assim, o fogo destruiu quase tudo que havia no local.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa hoje na cerimónia oficial de  celebração dos 130 anos da empresa pública Caminhos de Ferro  de Moçambique (CFM), a ter lugar, na Estação Central de  Maputo.

As comemorações assinalam mais de um século de contributo  dos CFM para a integração territorial, desenvolvimento  económico e promoção da coesão nacional, através do  transporte ferroviário e portuário.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE