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O País – A verdade como notícia

Um muro em risco de desabar na Escola Básica Unidade 11, no município de Xai-Xai, periga a vida de mais de 1400 alunos. A área está interditada desde o ano passado e, até agora, nada foi feito. A Direção alega falta de fundos. Pais e encarregados de educação acusam a instituição de má gestão e exigem intervenção urgente.

O muro de vedação da escola básica Unidade 11, uma das maiores unidades de ensino primário de Xai-Xai, está na iminência de desabar há mais de um ano. A estrutura é suportada por três estacas, igualmente em degradação, colocando em risco alunos e residentes arredores do estabelecimento de ensino.

Para Rita Vicente, de 65 anos de idade, o cenário revela a falta de transparência na gestão dos fundos canalizados à escola há anos. Por isso, a munícipe exige uma resposta antes que o pior aconteça.

O Director da instituição reconhece que, no momento, ainda não há fundos para a resolução do problema. 

A obra está orçada em mais 500 mil meticais, entretanto, os membros do conselho de escola afastam a possibilidade de contribuir com o valor. 

Na lista de outras preocupações dos alunos, o destaque vai para a imundice no pátio e nos sanitários da escola. 

Os alunos da Escola Unidade 11 são parte dos 14 mil alunos que estudam em péssimas condições na província de Gaza . Em dias de chuva, sol e frio intenso eles ficam com o coração nas mãos.  

Sofia Inguane é professora na instituição, diz fazer o que pode, mas admite que a situação compromete  o processo de ensino e aprendizagem 

Refira-se que mais de 200 turmas estão ao relento por  falta de salas de aula em Gaza.

O país passa a contar com um sistema melhorado de Plataforma Bank Supervision Application, criada para responder ao crescimento do número das instituições de seguros no país. A mesma foi lançada esta sexta-feira em Maputo.

De 2020 a 2024 o número de operadores da área de seguros  passou de 809 para 961, dos quais 20 seguradoras, três micro-seguradoras, uma resseguradora e 8 entidades gestoras de fundos de pensões. 

No mesmo período, o volume de produção incrementou de 18.5 milhões de meticais para 23.3 milhões de meticais, daí que o governo entende a necessidade da introdução de uma plataforma melhorada de supervisão.

Aliado à necessidade de melhorar a eficiência operacional, o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique vai também aprimorar a formação de recursos humanos.

O crescimento de instituições e seu desempenho no mercado nacional é notório. Nos últimos quatros anos no sector contribuiu em 1.62 % para o PIB.

O Ministério da Educação queixa-se de fraco financiamento à investigação científica. O sector apela também às unidades estatísticas que forneçam dados fiáveis na área da ciência e tecnologia.

Dados apresentados, esta sexta-feira,  pelo Ministério da Educação e Cultura apontam que os países africanos investem menos de 1 por cento das suas economias na investigação científica, o que se reflecte na existência de infra-estruturas inadequadas e baixo número de investigadores.

“Existem na Região, infra-estruturas e recursos humanos de pesquisa e desenvolvimento inadequados, bem como uma incapacidade de traduzir a investigação em resultados comerciais; No que diz respeito aos recursos humanos em Investigação Científica e Desenvolvimento Experimental, o número global de investigadores na Região é, geralmente, baixo em comparação com o de outros países em desenvolvimento”, disse Edson Macuácua Secretário de Estado de Ciência e Ensino Superior.

Moçambique faz parte dos países que enfrentam estes desafios e, por isso, o sector da educação defende maior investimento.   

“Os países africanos investem menos de 1% do PIB em Investigação Científica e Desenvolvimento Experimental, pelo que estão aquém da meta fixada na Estratégia da Ciência, Tecnológica e Inovação de África (STISA). A maior parte da Investigação Científica e Desenvolvimento Experimental é financiada pelo sector público e com participação limitada do sector empresarial, indicando a necessidade de maior envolvimento privado para o fortalecimento dos Sistemas Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em África”.

O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior falava durante o lançamento do Inquérito à Investigação Científica e Desenvolvimento 2024. 

“Gostaríamos de informar que de 24 de Junho à 31 de Outubro do ano em curso, decorrerá em todo o país o processo de recolha de dados estatísticos junto das Instituições de Investigação Científica e do Ensino Superior, Empresas e Instituições sem Fins Lucrativos. Após o processamento e a análise dos dados em questão, será elaborado e publicado o 7.º Relatório de Indicadores de Investigação Científica e Desenvolvimento Experimental, referente ao ano de 2024”.

Os resultados do Inquérito poderão ser conhecidos em Novembro próximo.

O Ministério da Educação e Cultura diz que a existência de infraestruturas inadequadas e a falta de recursos humanos para a investigação deve-se ao fraco financiamento à investigação científica.  

Dados apresentados, esta sexta-feira,  pelo Ministério da Educação e Cultura apontam que os países africanos investem menos de 1% na investigação científica, o que se reflete na existência de infraestruturas inadequadas e baixo número de investigadores. 

Moçambique faz parte dos países que enfrentam estes desafios e, por isso, o sector da educação defende maior investimento na investigação científica.   

O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior falava durante o lançamento do Inquérito à Investigação Científica e Desenvolvimento 2024. 

Os resultados do Inquérito poderão ser conhecidos em Novembro próximo.  

Necessários mais de 250 milhões de meticais para reconstrução de edifícios vandalizados e destruídos no período pós eleitoral, na vila de Namacurra, na província de Zambézia. Entre os estabelecimentos vandalizados estão o edifício do governo, o tribunal e o sector de infraestrutura. 

Os rastos de destruição de infraestruturas do Estado continuam patentes no distrito de Namacurra, província da Zambézia. As vandalizações ocorreram no período pós-eleitoral em Dezembro de 2024. No edifício do governo distrital restam apenas escombros. Escombro também foi a residência oficial do administrador.

No leque das infraestruturas vandalizadas constam o edifício dos serviços distritais de infraestruturas, tribunal entre muitos outros. O novo administrador, Aly Aboobacar, fala de prejuízos na provisão dos serviços à população. 

O antigo administrador de Namacurra e primeiro secretário do comitê distrital são acusados pelos líderes comunitários de desentendimento, o que poderá ter contribuído para o não controle da situação.

Tomaram posse, esta quinta-feira, os novos líderes dos pelouros da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. O presidente da CTA, Álvaro Massingue, desafiou os empossados a serem proactivos e a procurarem produzir resultados para o desenvolvimento da economia nacional.

Classe empresarial esteve reunida para testemunhar uma das etapas mais importantes da nova era da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. A tomada de posse dos 23 novos líderes dos pelouros da CTA marcou o encerramento do processo de formação da nova direcção da agremiação.

Perante o presidente do órgão, Álvaro Massingue, os empossados subiram ao pódio e prestaram o juramento de bem servir a CTA. Um compromisso que para eles representa o alcance dos objectivos traçados.

No seu discurso, o presidente da CTA falou do papel que os 23 pelouros devem desempenhar nos próximos quatros anos.

Álvaro Massingue lembrou aos empossados que o sucesso dos objectivos preconizados pela sua direcção dependem do compromisso e entrega de cada um dos pelouros.

Falando em representação do Governo, o Secretário do Estado do Comércio sublinhou que a CTA é um importante parceiro para o desenvolvimento da economia do país.

A nova direcção da CTA foi eleita no mês passado.

Setecentos estudantes da Universidade Eduardo Mondlane vão perder o primeiro semestre de aulas deste ano, devido ao cancelamento das inscrições, por causa do pagamento fora do período regular. A Direcção do Registo Académico lamenta a situação, mas mantém a decisão de cancelamento.  

Dezenas de estudantes amotinaram-se no complexo pedagógico da Universidade Eduardo Mondlane, nesta quinta-feira, para reclamar com a direcção pedagógica o cancelamento das inscrições referentes ao primeiro semestre de 2025.

De acordo com a informação que consta no site da instituição, e confirmada pelos lesados, o processo decorreu entre 4 e 14 de Fevereiro. O risco de perder o semestre desespera os estudantes, alguns dos quais finalistas. Reconhecem a falha, mas insistem que a Universidade deve ser sensível à situação dos 700 estudantes. 

A Associação de Estudantes diz que tentou interceder junto da direcção da instituição, mas sem sucesso. 

A Direcção do Registo Académico diz que a instituição até foi tolerante. Betuel Canhanga lamenta o facto, porém não vislumbra outro desfecho. 

Assim, os 700 estudantes com inscrições canceladas só poderão frequentar as cadeiras no primeiro semestre de 2026.

O Presidente da República de Moçambique, saúda a comunidade muçulmana pela celebração do Eid Ul-Adhá, que se assinala amanhã, dia 06 de Junho.

Nesta ocasião de profunda relevância espiritual para a comunidade muçulmana, o Presidente da República dirige uma calorosa saudação a todos os muçulmanos moçambicanos, desejando que esta celebração seja marcada por paz, união, renovação da fé e reflexão sobre os valores de solidariedade, sacrifício e fraternidade que o Eid Ul-Adhá simboliza.

O Chefe de Estado encoraja ainda que o espírito de partilha que caracteriza esta festa seja vivido em plenitude, contribuindo para o fortalecimento da coesão social e da convivência harmoniosa entre todos os moçambicanos, independentemente das suas crenças religiosas.

Segundo a Presidência, Daniel Chapo reconhece e valoriza o papel das confissões religiosas, incluindo a comunidade islâmica, na promoção da paz, da moral, da solidariedade e do desenvolvimento do país. Nesta quadra festiva, reafirma o compromisso do Estado moçambicano em garantir a liberdade religiosa e em continuar a cultivar um ambiente de respeito mútuo e diversidade cultural e espiritual.

“O Presidente da República deseja, assim, a todos os muçulmanos em Moçambique e na diáspora, um Eid Ul-Adhá Mubarak, pleno de bênçãos, saúde, prosperidade e fé renovada”, escreve a Presidência.

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) realizou, esta quarta-feira, nas suas instalações, em Maputo, a décima sexta Assembleia Geral Ordinária. O momento marcou a eleição dos novos órgãos sociais para o mandato 2025–2030.

De acordo com uma nota de imprensa, a sessão decorreu em conformidade com os estatutos da agremiação, com destaque para a renovação da liderança do Conselho Directivo, agora sob comando de Paulo Chibanga, eleito por unanimidade com 100% dos votos.

A Assembleia Geral foi considerada um marco crucial na trajectória da AIMO, num contexto de reposicionamento estratégico da indústria moçambicana e de reforço do papel da organização na defesa dos interesses dos seus membros. Com um manifesto centrado na coesão, inovação e sustentabilidade industrial, os novos órgãos prometem imprimir uma nova dinâmica ao sector.

O presidente cessante do Conselho Directivo, Rogério Samo Gudo, fez um balanço positivo dos últimos cinco anos, destacando que quando assumiu a pasta em 2020, “o principal desafio foi trazer a voz da indústria para os diferentes parceiros, especialmente junto ao Governo. Iniciámos o mandato num período difícil, marcado pela pandemia da Covid-19, o que exigiu da equipa uma rápida adaptação e resiliência”, afirmou.

Rogério Samo Gudo destacou ainda avanços na adopção de políticas de capacitação voltadas à indústria, bem como a implementação de estratégias com foco na promoção da transformação da indústria extractiva. “Fizemos progressos, mas há ainda muito por fazer no fortalecimento institucional da AIMO e na consolidação de políticas públicas eficazes”, concluiu.

O novo presidente do Conselho Directivo, Paulo Chibanga, assumiu com entusiasmo e responsabilidade a liderança da associação. “Este é um mandato liderado por uma equipa jovem, mas que conta também com decanos experientes da indústria moçambicana. A nossa principal missão será promover a coesão entre os membros, fomentar o surgimento de novas indústrias e fortalecer a liderança industrial do país”, declarou.

Chibanga destacou ainda que a nova direcção pretende intensificar o trabalho de advocacia institucional, com o objectivo de proteger o sector, incentivar a exportação de conteúdo local e reduzir a dependência de produtos importados. “Defendemos também a busca activa por isenções industriais que possam impulsionar a competitividade das empresas nacionais”, acrescentou.

A nova composição dos órgãos sociais é a seguinte: Assembleia Geral: Presidente, Rogério Samo Gudo | Escopil Indústria; Secretária, Quissange Ibrahimo | Transtrevo; Conselho Fiscal: Presidente, Carlos Simbine | Valoriza; Vice-Presidente, Bruno Chicalia | CTJ Consultoria; Vogal, Karina Jamal | Koko Boxes; Conselho Directivo: Presidente, Paulo Chibanga | Enserve Moçambique; Vice-Presidentes, Samuel Samo Gudo | Mozal e Marco Correia | Duys Moçambique, Naimo Jala | NJ Advogados; Vogais, Francisco Ferreira dos Santos | JFS, Mubarak Razak | Pintex e Seyit Baydar | Limak Cimentos.

O mandato arranca com inovações com o surgimento do Conselho Consultivo que apresenta uma estrutura estratégica de apoio à direcção, composta por personalidades reconhecidas no meio empresarial, académico e institucional, e visa orientar a AIMO na promoção de um ambiente de negócios mais competitivo e sustentável. Sob o lema “Unidos, por uma AIMO mais coesa e uma indústria mais forte”, a nova
direcção assume o compromisso de liderar com transparência, visão estratégica e foco no crescimento sustentável da indústria moçambicana.

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