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O País – A verdade como notícia

Uma mulher foi resgatada com vida após subir numa torre de telefonia móvel, com cerca de 30 metros de altura, na zona de Sicoco, nos arredores da cidade de Quelimane, na manhã desta quinta-feira.

Segundo relatos de testemunhas, a mulher alegava ter perdido a guarda dos filhos, que agora vivem com o pai na cidade de Mocuba. Ela teria se deslocado de Mocuba a Quelimane para tratamento médico e, desde então, não teria regressado.

Ao subir à torre, a mulher exigia, como condição para descer, que os familiares trouxessem seus filhos até o local. A situação mobilizou rapidamente residentes, familiares, a Polícia da República de Moçambique (PRM), os bombeiros e outras autoridades locais.

Após negociações delicadas e persistentes, foi possível convencê-la a descer, culminando num desfecho feliz. A mulher foi resgatada sem ferimentos e recebeu atendimento adequado.

As autoridades locais apelam à sociedade para prestar mais atenção à saúde mental e oferecer apoio emocional a pessoas em situações de vulnerabilidade, de modo a prevenir ocorrências semelhantes.

As pessoas com albinismo poderão ter acesso a pomadas de pele de forma gratuita nas unidades sanitárias. A informação foi revelada hoje, em Maputo, pela Primeira-dama, nas cerimónias centrais do Dia Mundial de Consciencialização sobre o albinismo.

É um dia em que o mundo pára para reflectir sobre o valor da diversidade e da dignidade humana. É o dia internacional da consciencialização sobre o albinismo…

E as pessoas com albinismo usaram da oportunidade para fazer ecoar a sua voz, exigindo mais empatia e respeito. 

“As pessoas com albinismo não são confrontadas com situações de estigma e discriminação, perseguição, assassinatos, profonação de túmulos entre outros actos bárbaros”, apontou uma representante das pessoas com albinismo presentes na cerimónia. 

Mas os desafios que este grupo enfrenta ultrapassam as barreiras do estigma. “O nosso país não dispõe de protectores solares, cremes, hidratantes entre outros insumos vitais para as pessoas com albinismo”, revelou a representante do grupo de pessoas com albinismo.  

A Primeira-dama da República, que orientou as cerimónias centrais do dia Internacional da Consciencialização sobre o Albinismo, ouviu as preocupações deste grupo e anunciou a boa nova. 

“Cada pessoa com albinismo tem o direito a acesso de protectores solares e acompanhamento médico ou, pelo menos, deveria ser assim. O nosso Gabinete da Primeira-dama, em parceria com o nosso Governo e outros intervenientes, as ONGs, está a trabalhar arduamente para que consigamos ter protectores solares, óculos entre outros materiais para as pessoas com albinismo e que elas possam receber esse itens de forma gratuita”, anunciou a novidade a Primeira-dama, Gueta Chapo.  

Para que isso seja possível, Gueta Chapo revelou que vai se deslocar à Espanha, produtora dos protetores solares, para negociar os mecanismos de aquisição.

“E lá iremos sentar com as organizações e, também, vamos perceber melhor sobre como podemos adquirir o protector solar a partir de lá para que possa chegar no nosso país não a custos muito onerosos para que a nossa população possa ter direito a esses protectores solares e que eles sejam recebidos também nas unidades sanitárias da mesma forma que os pacientes recebem outros medicamentos de forma gratuita”, explicou Gueta Chapo.  

No evento, que decorreu sob o lema reivindicar os nossos direitos: proteger a nossa pele, preservar as nossas vidas, houve distribuição gratuita de protetores solares pelo Gabinete da Primeira-dama. 

Os Caminhos de Ferro de Moçambique fizeram o lançamento das actividades de celebração dos 50 anos da independência nacional e dos seus 130 anos de existência. Das actividades lançadas, destaque para uma légua internacional e a entrega de 130 salas de aulas.

Serão várias as actividades que vão corporizar as celebrações dos 130 anos dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que este ano coincidem com os 50 anos da independência nacional.

A principal atracção das actividades será a corrida denominada “Légua dos 130 anos”, com 7.2 quilómetros de distância e a contar com a participação de cerca de 1500 atletas. A mesma que vai ter lugar no dia 28 de Junho.

“Essa iniciativa visa promover o estilo de vida saudável, valorizar o atletismo nacional e reforçar o vínculo histórico entre o CFM e a sociedade moçambicana. Teremos como uma das categorias a dos colaboradores do CFM, assim como os colaboradores já reformados, e para todas as categorias, masculino e feminino. E, para não sermos selectivos, também teremos a inclusão social, com a participação dos paralímpicos, que vão competir nas categorias de cadeirantes e triciclos”, explicou o representante da Associação de Atletismo.

Por seu turno, Alberto Aleluia, Director do Património dos CFM, esclareceu que “das actividades desportivas que foram escolhidas para estas celebrações, para além da légua, teremos também torneios de futebol e de basquetebol que decidimos contemplar para completar o conjunto desportivo veteranos e infantis”.

As provas vão ser disputadas nas modalidades de atletismo, basquetebol e futebol, envolvendo colaboradores, atletas veteranos, crianças e atletas paralímpicos, de ambos os sexos.

No basquetebol, em masculinos as provas serão disputadas pelas equipas do CFM, CFM OPSI, EDM e LAM. Em femininos serão CFM, Axinenes, EDM e Chiveve Team a protagonizarem a prova.

Todas as quatro formações vão disputar meias-finais a dois jogos.

Em relação à escala de formação, que vai até aos 16 anos, num leque de 10 equipas femininas e 11 equipas masculinas, vai se fazer uma selecção das melhores quatro equipas de cada género.

Já o torneio de futebol, na categoria de veteranos, terá a participação de seis equipas, nomeadamente Ferroviário de Maputo A e B, LAM, EDM, SENAMI e MPDC, com o arranque da pré-eliminatória agendado para este sábado, 14 de Junho, seguido pelas meias-finais no dia 21 e a final no dia 28.

A iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique inclui ainda a entrega de 130 salas de aula por todo o país, uma actividade inserida na sua responsabilidade social.

“No âmbito da comemoração dos 130 anos, nós como CFM vamos fazer a entrega de 130 salas ao nível do país e também teremos actividades desportivas e vamos desenvolver uma série de actividades ligadas à saúde”, compartilhou Joaquim Zucula, Administrador Executivo dos CFM.

Para os vencedores das provas da “Légua dos 130 anos”, os prémios variam entre os 5.000 e os 60.000 meticais. Para além dos prémios em dinheiro, os vencedores terão direito a medalhas e taças, e os petizes receberão material escolar.

 

A estrada que liga Pemba a Montepuez, as duas maiores cidades de Cabo Delgado, está em estado crítico e corre risco de ficar sem asfalto, caso não haja uma intervenção urgente. Actualmente, a via apresenta buracos acentuados, facto que dificulta a transitabilidade. A viagem que antes era feita em menos tempo, agora dura, em média, cerca de oito horas, num percurso de apenas 200 km.

A estrada Pemba–Montepuez é uma das maiores vias de acesso em Cabo Delgado, e uma das poucas asfaltadas ao nível da província, mas agora é considerada uma das piores estradas para circular. Os automobilistas que usam essa via com frequência contam o drama por que têm passado por conta da degradação da estrada. Momade Abdala, por exemplo, viu a sua viatura sofrer avaria durante a viagem para Montepuez, criando embaraços com os passageiros.

“É difícil, pois esta situação já é insustentável para nós, como automobilistas, mas também para os nossos passageiros. O meu carro sofreu avaria, porque a estrada não está em boas condições”, conta, acrescentando que a situação tem criado muitos prejuízos para o seu negócio, tendo em conta que todos os dias após a viagem é obrigado a levar a sua viatura à oficina. 

João Amuda também conta o drama de usar essa via todos os dias e fala de enormes prejuízos decorrentes do problema. Explicou que, apesar de os patrões terem conhecimento das más condições da estrada, exigem sempre o valor completo da receita combinada, o que cria um ambiente de desconfiança em ambas as partes. 

A administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a situação crítica da estrada  Pemba a Montepuez, e já tem um plano para melhorar a via, mas não está a conseguir dinheiro para resolver o problema. Segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, Jorge Govanhica, a via faz parte do pacote que vai beneficiar de reabilitação com o financiamento do Banco Mundial, estando, neste momento, a decorrer um trabalho preliminar para a concretização do projecto. 

“Já temos um consultor que está no terreno a trabalhar, primeiro na identificação das câmaras de empréstimo, que são as saibreiras, e também na identificação das pedreiras que poderão ser usadas para a reabilitação desta via.”

Explicou ainda que o trabalho desse consultor vai culminar com a elaboração de um projecto conceptual, que é um documento importante que vai servir para o empreiteiro a que será adjudicada a obra.

“O mesmo consultor vai trabalhar no sentido de elaborar os documentos do concurso que vão ser levados às empresas interessadas, processo que vai culminar com a adjudicação desta empreitada.”

A estrada Pemba–Montepuez foi aberta na época colonial, e, desde a sua construção, foi reabilitada apenas uma vez, em 2022.

A estrada que liga Pemba a Montepuez, as duas maiores cidades de Cabo Delgado, está em estado crítico e corre risco de ficar sem asfalto, caso não haja uma intervenção urgente. Actualmente, a via apresenta buracos acentuados, facto que dificulta a transitabilidade. A viagem que antes era feita em menos tempo, agora dura, em média, cerca de oito horas, num percurso de apenas 200 km.

A estrada Pemba–Montepuez é uma das maiores vias de acesso em Cabo Delgado, e uma das poucas asfaltadas ao nível da província, mas agora é considerada uma das piores estradas para circular. Os automobilistas que usam essa via com frequência contam o drama por que têm passado por conta da degradação da estrada. Momade Abdala, por exemplo, viu a sua viatura sofrer avaria durante a viagem para Montepuez, criando embaraços com os passageiros.

“É difícil, pois esta situação já é insustentável para nós, como automobilistas, mas também para os nossos passageiros. O meu carro sofreu avaria, porque a estrada não está em boas condições”, conta, acrescentando que a situação tem criado muitos prejuízos para o seu negócio, tendo em conta que todos os dias após a viagem é obrigado a levar a sua viatura à oficina. 

João Amuda também conta o drama de usar essa via todos os dias e fala de enormes prejuízos decorrentes do problema. Explicou que, apesar de os patrões terem conhecimento das más condições da estrada, exigem sempre o valor completo da receita combinada, o que cria um ambiente de desconfiança em ambas as partes. 

A administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a situação crítica da estrada  Pemba a Montepuez, e já tem um plano para melhorar a via, mas não está a conseguir dinheiro para resolver o problema. Segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, Jorge Govanhica, a via faz parte do pacote que vai beneficiar de reabilitação com o financiamento do Banco Mundial, estando, neste momento, a decorrer um trabalho preliminar para a concretização do projecto. 

“Já temos um consultor que está no terreno a trabalhar, primeiro na identificação das câmaras de empréstimo, que são as saibreiras, e também na identificação das pedreiras que poderão ser usadas para a reabilitação desta via.”

Explicou ainda que o trabalho desse consultor vai culminar com a elaboração de um projecto conceptual, que é um documento importante que vai servir para o empreiteiro a que será adjudicada a obra.

“O mesmo consultor vai trabalhar no sentido de elaborar os documentos do concurso que vão ser levados às empresas interessadas, processo que vai culminar com a adjudicação desta empreitada.”

A estrada Pemba–Montepuez foi aberta na época colonial, e, desde a sua construção, foi reabilitada apenas uma vez, em 2022.

Os Caminhos de Ferro de Moçambique fizeram o lançamento das actividades de celebração dos 50 anos da independência nacional e dos seus 130 anos de existência. Das actividades lançadas, destaque para uma légua internacional e a entrega de 130 salas de aulas.

Serão várias as actividades que vão corporizar as celebrações dos 130 anos dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que este ano coincidem com os 50 anos da independência nacional.

A principal atracção das actividades será a corrida denominada “Légua dos 130 anos”, com 7.2 quilómetros de distância e a contar com a participação de cerca de 1500 atletas. A mesma que vai ter lugar no dia 28 de Junho.

“Essa iniciativa visa promover o estilo de vida saudável, valorizar o atletismo nacional e reforçar o vínculo histórico entre o CFM e a sociedade moçambicana. Teremos como uma das categorias a dos colaboradores do CFM, assim como os colaboradores já reformados, e para todas as categorias, masculino e feminino. E, para não sermos selectivos, também teremos a inclusão social, com a participação dos paralímpicos, que vão competir nas categorias de cadeirantes e triciclos”, explicou o representante da Associação de Atletismo.

Por seu turno, Alberto Aleluia, Director do Património dos CFM, esclareceu que “das actividades desportivas que foram escolhidas para estas celebrações, para além da légua, teremos também torneios de futebol e de basquetebol que decidimos contemplar para completar o conjunto desportivo veteranos e infantis”.

As provas vão ser disputadas nas modalidades de atletismo, basquetebol e futebol, envolvendo colaboradores, atletas veteranos, crianças e atletas paralímpicos, de ambos os sexos.

No basquetebol, em masculinos as provas serão disputadas pelas equipas do CFM, CFM OPSI, EDM e LAM. Em femininos serão CFM, Axinenes, EDM e Chiveve Team a protagonizarem a prova.

Todas as quatro formações vão disputar meias-finais a dois jogos.

Em relação à escala de formação, que vai até aos 16 anos, num leque de 10 equipas femininas e 11 equipas masculinas, vai se fazer uma selecção das melhores quatro equipas de cada género.

Já o torneio de futebol, na categoria de veteranos, terá a participação de seis equipas, nomeadamente Ferroviário de Maputo A e B, LAM, EDM, SENAMI e MPDC, com o arranque da pré-eliminatória agendado para este sábado, 14 de Junho, seguido pelas meias-finais no dia 21 e a final no dia 28.

A iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique inclui ainda a entrega de 130 salas de aula por todo o país, uma actividade inserida na sua responsabilidade social.

“No âmbito da comemoração dos 130 anos, nós como CFM vamos fazer a entrega de 130 salas ao nível do país e também teremos actividades desportivas e vamos desenvolver uma série de actividades ligadas à saúde”, compartilhou Joaquim Zucula, Administrador Executivo dos CFM.

Para os vencedores das provas da “Légua dos 130 anos”, os prémios variam entre os 5.000 e os 60.000 meticais. Para além dos prémios em dinheiro, os vencedores terão direito a medalhas e taças, e os petizes receberão material escolar.

Uma mulher com problemas mentais subiu numa torre de telefonia móvel com cerca de 30 metros de altura para tentar suicidar-se. O facto ocorreu ontem, na zona da Sicoco, arredores da cidade de Quelimane. Segundo informações, a referida mulher tentou pôr fim à sua vida por alegadamente lhe terem sido retirados os filhos, que actualmente residem com o pai, em Mocuba.

Como condição para descer da torre, a mulher exigia que os familiares levassem os filhos até si. Depois de várias tentativas de negociação liderada por uma força conjunta entre a PRM, bombeiros e familiares, foi possível dissuadi-la, tendo descido da torre.

Testemunhas contam que a senhora em causa saiu de Mocuba para Quelimane para tratamento e não mais regressou à sua zona de origem, por motivos até aqui desconhecidos.

O responsável pela torre da telefonia móvel em que a mulher tentou suicídio contou que invadiu o acesso à antena e escalou degrau a degrau. O tio da mulher em causa confirmou que sofre de problemas mentais, doença que nos últimos dias tinha tendência de melhorar.  

A activista social e patrona da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, defende a utilização de alternativas aos combustíveis fósseis, para reduzir os impactos das mudanças climáticas, como é o caso dos ciclones. A activista social diz que a transição energética é um processo urgente.

É o segundo e último dia da Cimeira da Rede de Mulheres em Energia Limpa e Acção Climática, e Graça Machel voltou ao pódio para falar de energias renováveis.

A activista social começou por lembrar que a utilização exagerada de combustíveis fósseis como petróleo e carvão tem impactos negativos nas mudanças climáticas.

“O mundo é altamente dependente do consumo dos combustíveis fósseis, quer dizer, petróleo, gás, e temos, também, uma grande dependência do carvão. Isso resulta na emissão das largas quantidades de gases de efeito de estufa e afecta, em Moçambique, por exemplo, nos ciclones que são destrutivos em grande escala. O uso dos combustíveis fósseis faz com que a natureza entre em fúria contra nós”. 

A também patrona da Trust orientou, ontem, uma aula aberta pública, na Universidade Eduardo Mondlane, onde desafiou os estudantes a pensarem em alternativas para a produção de energia, que sejam sustentáveis ao meio ambiente.

“Esta utilização dos combustíveis fósseis tem sido feita de uma forma agressiva, com a preocupação de lucro, acima de tudo, sem qualquer consideração com os impactos e muito menos com a protecção do planeta e a sustentabilidade da vida. Queremos propor regularmente a discussão sobre a questão da transição energética. Temos que encontrar formas de intervir cientificamente e com firmeza da vossa parte, porque não será muito amigável.”

A transição energética é, na sua visão, um processo urgente e que deve, também, ser liderado pela comunidade académica.

“Tem que haver aqueles que estão na universidade a pensar melhor, para reverter o que sofremos de maneira drástica todos os anos. Em 2026, voltarei para saber quais são os vossos planos para fazer a transição energética”.

A aula aberta contou com a participação do Professor Rogério Uthiu, que falou das tendências tecnológicas na indústria da energia limpa.

“Haverá estratégias de mercado muito interessantes, porque há zonas onde haverá uma super produção de energia e noutras não. A capacidade de produção de energia eólica vai subir”, explicou o académico.

O evento juntou mais de 300 participantes,  entre académicos, investigadores e outros profissionais.  

Um cidadão ainda não identificado foi crivado de balas na noite de ontem, no bairro Nkobe, município da Matola, por três indivíduos não identificados. Vinte e quatro horas depois do acto, a polícia a nível da Província de Maputo diz que não conhece a identidade da vítima e que ainda procura os criminosos.

O princípio da noite de quarta-feira no bairro Nkobe, Município da Matola, foi marcado pelo assassinato violento de um cidadão, que se presume ser agente da Unidade de Intervenção Rápida.

De acordo com a polícia, a vítima, cuja identidade ainda se desconhece, foi emboscada por indivíduos que se faziam transportar em duas viaturas, de onde saíram três homens armados, que de seguida abriram fogo. Fala-se de mais de 50 tiros.

Imagens amadoras mostram a viatura totalmente crivada de balas, vidros partidos e a vítima estatelada e ensanguentada, depois da acção violenta dos criminosos, até agora a monte.

À luz do dia, os vestígios de sangue ainda eram evidentes, apesar de a perícia já se ter feito ao local. Quem viveu o acto fala de pânico.

“Nós ouvimos tiroteio e fugimos, por medo. Quando saímos, já tinha um homem estatelado ali no chão”, contou, em anonimato, uma testemunha.

A noite, para quem vive nas redondezas do local do crime, foi longa.

“Nem conseguimos dormir ontem. Ficámos com medo mesmo, de verdade, porque é uma coisa que ninguém esperava e nunca aconteceu isso na nossa zona”, acrescentou.

Porque o acto foi no princípio da noite, teve inclusive crianças como espectadores.

“Viram tudo o que aconteceu, por como a criança de agora não tem medo de nada, estiveram ali mesmo a olhar, o corpo ali mesmo estatelado no chão.”

Ainda em pânico, houve bancas que permaneceram fechadas nesta quinta-feira.

Contactada, a polícia confirma o crime, mas não apresenta detalhes sobre a identidade da vítima.

“O facto ocorreu no bairro de Nkobe, por volta das 17h50, onde indivíduos até agora não  identificados teriam efectuado disparos contra um cidadão, que estamos a apurar a sua identidade. O cidadão encontrava-se no interior de uma viatura de marca Mahindra, tanto os malfeitores, mal intencionados, começaram com disparos, cerca de 50 disparos, pela contagem que foi feita, pela perícia, e colocaram-se em fuga”, disse Cláudio Ngulele, porta-voz da PRM, na Província de Maputo.

Sobre a informação de que a vítima seria um oficial superior da Unidade da Intervenção Rápida, Cláudio Ngulele desmentiu.

“A polícia não confirma este facto, conforme fiz referência há pouco tempo, estamos ainda  a trabalhar para apurar a identidade, tanto dos autores de crime, quanto do finado. Pelos depoimentos colhidos no local de facto, os indivíduos que perpetraram este crime  encontravam-se no interior, tanto duas viaturas de marca Toyota, modelo Ractis e outra de modelo Ranex”, completou.

O facto é que, quase 24 horas depois, a polícia, a nível da Província de Maputo, ainda não tem a identidade da vítima, muito menos as razões que levaram a este assassinato.

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