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O País – A verdade como notícia

O Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, diz que a introdução de tractores para o transporte de passageiros não vai conferir dignidade às pessoas e que os tractores são ideais para o transporte de carga.

Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, entende  que com a iniciativa de introduzir tratores para transportar pessoas em zonas rurais, o Governo está a mostrar sinais de consciência sobre a problemática da mobilidade. 

No entanto, no seu entender, este pode não ser o prenúncio de evolução, até porque várias outras iniciativas foram tomadas para reduzir o drama do transporte, mas são abandonadas a meio.

Mabucanhane  admite que os meios em questão são ideais para o transporte de cargas, mas não para o propósito que o Governo os concede: transportar pessoas. 

Por não ser a solução mais viável, o especialista em Políticas Públicas defende que o Governo deve continuar focado em melhorar as condições das vias de acesso para a alocação de viaturas que possam transportar pessoas com dignidade.

 

O governador de Cabo Delgado, Valige TAUABO, apela aos empresários a não ceder às ameaças terroristas, e garante uma solução para o problema que afecta a província há quase oito anos.

O apelo do governador de Cabo Delgado aos empresários da província foi lançado na cidade de Pemba, durante uma reunião de Diálogo Público Privado 2025.

“A nossa população regressou para a sua origem, onde tinha abandonado, para desafiar  os extremistas. Extremistas violentos não podem ter lugar aqui”, disse Valige Taubo, Governador de Cabo Delgado.  

Para evitar que a insegurança comprometa o futuro da província e das próximas gerações, o governador de Cabo Delgado pediu o envolvimento dos empresários no combate ao terrorismo.

O apelo do governador de Cabo Delgado surge na sequência de frequentes ataques terroristas na estrada N380, onde grupos armados têm supostamente emboscado algumas viaturas e  raptado algumas pessoas, para depois pedir o resgate, uma condição para evitar mortes.

O algodão, a maior cultura agrícola de rendimento dos camponeses de Cabo Delgado, desapareceu do mercado devido ao encerramento da única empresa fomentadora e compradora do chamado ouro branco.

Pela primeira vez na história, o algodão não fez parte dos produtos em exposição na Feira Económica de Cabo Delgado, que está a ser realizado na cidade de Pemba, a capital da província.

“Desta vez não há algodão, porque, como já é sabido na província de Cabo Delgado, nós tínhamos uma fomentadora da produção do algodão, que teve os problemas que teve e, nesta campanha, nós não produzimos algodão, mas esperamos que nos próximos anos, com as novas políticas e dinâmicas, possamos continuar a produzir a cultura de algodão, porque traz algum rendimento ao nível dos nossos produtores”, disse Arsénio Maliambulo, expositor de Montepuez. 

O governo também está preocupado com a situação e compromete-se a reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado num futuro próximo.

“O Ministério da Agricultura lançou um concurso e está no processo de selecção de uma nova empresa, que vai trabalhar no fomento desta cultura, mas a cultura não está morta em Cabo Delgado. Nós temos um grande activo que é a população de Cabo Delgado, que tem conhecimento e tem solo fértil para a produção de algodão”, assegurou Alson Banze, Director da Indústria e Comércio de Cabo Delgado. 

Cabo Delgado era um dos maiores produtores de algodão ao nível do país, e já chegou a produzir cerca de 100 mil toneladas por ano.

 

A província da Zambézia registou bons resultados na produção de arroz. Só em Nicoadala, os números saíram de 132 mil toneladas, no ano passado, para 153 mil até ao momento. O número superou a expectativa de 145 mil toneladas para 2025. 

Nicoadala tem cerca de 41 mil hectares para a produção cultural de arroz. As machambas estão vazias, os camponeses já colheram tudo que havia nos campos de produção de arroz. Este ano, a primeira época foi satisfatória, diga-se houve super produção da cultura, o que anima os camponeses. A chuva caiu a um nível animador. 

No entanto, os camponeses clamam por financiamentos para incrementar as áreas de cultivo e a produção e escoamento do arroz. As vias de acesso para o mercado não animam os produtores. 

Izelia Sabão é Directora Distrital das Actividades Económicas, é responsável pela monitoria aos camponeses e a produção. Diz que estava planificado para este ano 145 mil toneladas, mas os números chegaram a mais 153 mil toneladas, uma percentagem de 103%. Comparativamente ao ano passado, o arroz em Nicoadala chegou aos 132 mil toneladas. 

A produção ocorre mas há falta de fábrica para processamento. Neste momento, os produtores estão a trabalhar no carregamento de produção através de carrinhas de caixa aberta para a cidade de Quelimane, para o armazenamento de produção. 

Para toda a província da Zambézia, a campanha 2024/2025 foi planificada uma área de perto de 3 milhões de hectares.

Um navio de grandes dimensões está ancorado há quatro dias na Praia de Xai-Xai, na província de Gaza, a cerca de oito quilómetros da costa. A presença da embarcação tem causado preocupação entre residentes, pescadores e turistas.

As autoridades marítimas locais suspeitam que se trate de uma embarcação ilegal, devido à ausência de qualquer comunicação oficial sobre a sua entrada nas águas moçambicanas.

O Instituto Nacional dos Transportes Marítimos (INTRASMAR) suspeitou inicialmente que o navio estivesse ligado às obras do Porto de Chongoene. No entanto, a empresa Dingsheng, responsável pelo projeto, afirma desconhecer a origem da embarcação.

Tentativas de contacto via rádio falharam, o que levou à comunicação do caso ao Posto Rádio Naval Central e ao consequente acionamento da Marinha de Guerra.

De salientar que, neste ano, três cidadãos sul-africanos perderam a vida por afogamento na mesma praia, aumentando o nível de preocupação em torno da segurança marítima na região.

Os estudantes finalistas do curso de Medicina continuam a manifestar-se contra a decisão do Governo de retirar os subsídios no último ano da formação. Em resposta à medida, que consideram injusta, submeteram pedidos de audiência ao Presidente da República, à Primeira-Ministra e à Ministra da Educação.

Os estudantes alertam que a retirada dos subsídios prejudica directamente a qualidade da formação médica, comprometendo a preparação dos futuros profissionais de saúde no país. Na sua perspectiva, esta decisão poderá ter repercussões negativas para o Sistema Nacional de Saúde e, por consequência, para toda a população moçambicana.

Face ao cenário actual, os finalistas afirmam que tomaram medidas que classificam como responsáveis e construtivas, procurando o diálogo e a sensibilização das autoridades e da sociedade civil.

O Movimento Estudantil apela à solidariedade dos utentes do Sistema Nacional de Saúde, dos deputados da Assembleia da República, dos sindicatos profissionais, da Ordem dos Médicos, da Associação Médica de Moçambique e de todas as organizações da sociedade para que se juntem à causa. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), ao nível da cidade da Beira, garante que o local onde supostamente Vitano Singano teria sido raptado não existe. O SERNIC revelou, por isso, que não consegue apurar em que circunstâncias Singano foi raptado há 16 dias.  

Duas semanas depois da família, o partido Revolução Democrática e algumas organizações da Sociedade Civil terem denunciado um suposto rapto de Vitano Singano, na cidade da Beira, as autoridades vieram a terreiro para clarificar o caso. 

É que, depois de ter estado detido numa das esquadras da capital do país, acusado de supostamente ter estado envolvido num plano engendrado para um golpe de Estado, Singano foi liberto. 

E, no regresso à Beira, capital de Sofala, terá sido raptado e, depois, a família denunciou o caso à Procuradoria Geral da República.  

Duas semanas depois da acção movida pela família de Vitano Singano, o Serviço Nacional de investigação Criminal diz não ter elementos consistentes para considerar que se trata de um caso de rapto.

“Estamos preocupados porque estas informações não são coerentes. Elas vêm de várias formas, mas também trazem alguma discrepância. Dizem que ele foi raptado ou sequestrado em Maquinino, mas do trabalho que foi feito não se conseguiu localizar este local”, disse o porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe.

Outrossim, as autoridades, em conferência de imprensa, manifestaram a sua preocupação em relação à forma como a família de Singano está a tratar o caso. 

“Outra informação indica que ele teria sido encontrado morto enforcado. A família teria aparecido a dizer que não é verdade. Como eles sabem ? Então, sabem onde ele está. É importante eles virem dizer onde está.”

O Partido Revolução Democrática emitiu, há dezasseis dias, um comunicado no qual afirmam que os supostos raptores terão usado, no acto, trajes que se assemelham aos que os agentes do SERNIC usam. 

“Não somos nós que temos a missão de cometer algum crime, mas sim de esclarecer esta situação. Do trabalho feito desde o início desta situação, constatou-se que um cidadão foi encontrado com documentos do Vitano. Quando questionado, disse que teria recebido de um motorista”, explicou Sitoe. 

O mesmo indivíduo viria a ser libertado pelas autoridade.

 A esposa de Vitano Singano foi ouvida, nesta sexta-feira, em torno deste caso. 

A mesma disse ao “O País” que as informações que são veiculadas nas redes sociais não constituem a verdade.

Após o ultimato de sete dias seguido de um período de prorrogação para que os vendedores informais abandonassem os passeios na Praça dos Combatentes, a edilidade de Maputo vai avançar, a partir de segunda-feira, com a segunda fase do processo, que consiste na retirada dos vendedores dos locais considerados impróprios para o exercício da actividade.

A informação foi avançada, nesta sexta-feira, em conferência de imprensa, pelo porta-voz do município, Naftal Lay, que, apesar de reiterar que a autarquia não pretende agir de forma coerciva, deixou claro que os prazos de sensibilização chegaram ao fim.

No local, a mesma fonte referiu que, nos últimos dias, a Administração de Mercados e Feiras procedeu à entrega de 1 743 guias de ocupação em 18 dos 64 mercados existentes na capital do país. No total, são mais de 3 mil vendedores informais que deverão ser removidos dos locais considerados inadequados.

Os sistemas de abastecimento de água, que estão sob gestão de comissões locais, na vila de Boane, Província de Maputo, serão revertidos a favor do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, devido à incapacidade de satisfazer a demanda, escreve a Rádio Moçambique no seu site. 

A presidente do Conselho Municipal de Boane, Geraldina Bonifácio, disse, numa entrevista à Rádio Moçambique, não se justificar que, mesmo com o pagamento pelo consumo de água, muitas das comissões não consigam garantir a manutenção das infra-estruturas. A água chega a ser fornecida uma vez por semana em alguns bairros.

São, no total, seis comissões que poderão perder a gestão dos sistemas de abastecimento de água, por incapacidade operacional, adianta a Rádio Moçambique.

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