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O País – A verdade como notícia

Terminou ontem   o prazo dado pelo Município da Beira aos 300 vendedores do mercado de Inhamízua, que tinham as suas bancas nas bermas da Estrada Nacional Número Seis, para voluntariamente se movimentarem para o novo mercado. O vendedor que não o fizer, terá  a sua banca demolida esta semana, e não haverá indemnização.

O processo de retirada dos vendedores das bermas da estrada, no mercado de inhamízua chegou ao fim, quase cinco anos depois de ter iniciado. 

Os vendedores recusavam abandonar o local para um outro mercado, construído pelo município, há menos de 1KM do local, mais para o interior, alegando que não havia clientes.

Os informais chegaram a recorrer   ao Tribunal Administrativo para impedir que o município da Beira demolisse as suas bancas, algumas delas móveis, que,  todos os dias, no princípio da noite, eram movimentadas para a estrada,  ocupando parte da faixa de rodagem.

Há cerca de um mês, o tribunal deu razão ao município, que deu um prazo de 10 dias para os vendedores abandonarem voluntariamente o antigo mercado, e ocuparem o novo, construído há cerca de 5 anos. 

O prazo terminou neste domingo e praticamente todos os vendedores já estão no novo mercado. 

O Município da Beira recordou que no novo mercado de Inhamizua já tinham sido criadas todas as condições básicas para o seu funcionamento, nomeadamente água, balneários, energia e vias de acesso. 

O município garantiu que desta vez nenhum vendedor vai permanecer no antigo mercado, tal como aconteceu há cerca de 4 anos, um facto que mais tarde culminou com o regresso de todos os vendedores para este lugar.

Findo o prazo de sensibilização para a retirada dos informais dos passeios da  Praça dos Combatentes, a Polícia encontra-se no local para garantir que os vendedores não voltem ao local. O Porta-voz da Polícia Municipal avançou que os vendedores já estão a ser recebidos nos mercados indicados. 

“Neste momento, a Polícia está a garantir aquilo que já havíamos prometido, que é proibir a venda neste local. Em simultâneo, os vendedores vão sendo recebidos nos mercados indicados. Temos técnicos  da direcção municipal dos mercados a trabalhar no mercado vizinho”, avançou o porta-voz. 

O Conselho Municipal avançou que decorre um trabalho de limpeza dos locais que, outrora, foram ocupados por vendedores informais.

A Administração Regional das Águas do Sul (ARA-SUL) divulga,  nesta segunda-feira, os resultados das análises laboratoriais da água do rio Limpopo.

A ARA-SUL colectou amostras de água devido a suspeitas de contaminação daquele curso de água que apresenta tons esverdeados, na sequência da floração de algas que iniciou no dia 14 deste mês.

 O Director de Gestão da bacia hidrográfica do Limpopo, citado pela Rádio Moçambique,  disse que os resultados das análises laboratoriais vão determinar se será interdito o consumo da água pelas pessoas e o abeberamento de animais e outras actividades.

Ivan Cuna explicou que a floração de algas decorre do excesso de nutrientes, como fósforo e nitrogénio, como resultado de actividades mineiras nos países a montante.

A fonte afirmou que o nível de coloração e o cheiro da água, por si só, são elementos que criam retracção para o consumo na bacia do Limpopo. 

 

Subiu de  sete para 13 o número de casos confirmados de Mpox na província do Niassa. De acordo com o ministério da saúde, há 39  casos suspeitos nas províncias de Niassa, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.  

O Ministério da Saúde confirmou recentemente a existência de três casos positivos de Mpox no distrito do Lago, província do Niassa. De acordo com o boletim diário divulgado pelo MISAU, foram identificados mais sete casos positivos na mesma província, elevando para 13 o total de infecções confirmadas naquela região. 

Além dos casos confirmados, de acordo com o MISAU, nas últimas 24 horas, não há casos suspeitos da doença, mas foram testados 11 casos no distrito de Lago, dos quais sete testaram positivo . 

Até ao momento, foram notificados 39 casos suspeitos, incluindo as províncias de Tete, Zambézia e Cabo Delgado, dois estão em processo de testagem no distrito de Palma. Existem também 19 pessoas em isolamento por precaução, e já foram rastreados 36 contactos próximos dos casos positivos. 

As autoridades continuam a monitorar a situação de perto e apelam à população para manter a vigilância e cumprir com as medidas de prevenção recomendadas, como evitar o contato directo com pessoas com lesões suspeitas, manter uma boa higiene e procurar assistência médica ao primeiro sinal de sintomas.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) lançou um alerta à população sobre uma possível contaminação da água do rio Limpopo, que atravessa a província de Gaza. A instituição recomenda que, por precaução, a água do rio não seja usada para consumo humano, uso doméstico, irrigação agrícola ou abeberamento de animais até que os resultados laboratoriais estejam disponíveis.

Nos últimos dias, a água do Limpopo tem apresentado uma coloração esverdeada, fenómeno igualmente observado na África do Sul, Botswana e Zimbabwe, países que partilham a gestão da bacia hidrográfica do rio com Moçambique.

Segundo a ARA-Sul, foi identificada uma floração de algas na Estação Betty Bridge, localizada na África do Sul, no dia 14 do corrente mês. Como resposta, equipas técnicas dos quatro países envolvidos iniciaram a colecta de amostras em pontos estratégicos da bacia, para posterior análise em laboratórios credenciados, com o intuito de determinar a origem da contaminação e o tipo de poluente envolvido.

Do lado moçambicano, as amostras começaram a ser recolhidas no dia 18 de Julho. As autoridades estão agora a acompanhar de perto a evolução do fenómeno, que já se verifica na região de Mapai, e continuam a realizar análises para avaliar o nível de toxicidade da água.

A ARA-Sul apela ainda à população e a todos os utentes do rio Limpopo para reportarem de imediato qualquer anormalidade observada no curso de água às autoridades competentes.

Enquanto se aguarda pelos resultados laboratoriais, a instituição assegura que continuará a divulgar informações actualizadas à medida que os dados forem sendo disponibilizados.

As obras de reabilitação da estrada ANE-CHUIBA, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, estão paralisadas há vários meses, devido a um alegado conflito entre o Município local e o primeiro empreiteiro envolvido no projecto.

A suspensão dos trabalhos remonta à fase inicial da empreitada, quando apenas 200 metros da via foram asfaltados. Segundo informações apuradas, o empreiteiro responsável por esta fase foi dispensado por motivos ainda desconhecidos e, até ao momento, não recebeu qualquer pagamento por parte do município de Pemba, entidade dona da obra.

A situação levou o empreiteiro a apresentar uma queixa ao Tribunal Administrativo, que agora deve decidir sobre a legalidade do seu afastamento e as obrigações financeiras pendentes.

O edil de Pemba, Satar Abdulgani, reconhece o impasse com o primeiro empreiteiro, mas acrescenta que, para além do litígio, a falta de fundos constitui outro entrave à conclusão da estrada. Ainda assim, Abdulgani garante que o município continua comprometido em concluir a pavimentação da ANE-CHUIBA até ao final do atual mandato, que termina em 2028.

Iniciadas em 2021, as obras da estrada ANE-CHUIBA deveriam ter sido concluídas em cerca de um ano. No entanto, até à data, apenas 400 metros dos aproximadamente cinco quilómetros previstos foram asfaltados.

O navio de grandes dimensões ancorado há vários dias na praia de Xai-Xai, na província de Gaza, está nas águas moçambicanas por motivos de segurança, devido às más condições meteorológicas. A informação foi confirmada pelo delegado do Instituto Nacional de Transportes Marítimos (INTRASMAR) em Gaza, Pelágio Duvane, após quatro horas de diligências no alto-mar.

Para a operação de verificação foram mobilizadas duas embarcações, que chegaram até ao navio e esclareceram a situação.

De acordo com as autoridades, a embarcação é proveniente de Singapura e tem como destino o porto de Malta. O navio transporta turbinas eólicas, uma carga considerada sensível e que não pode ser exposta à agitação marítima.

A Marinha de Guerra também esteve envolvida nas diligências e garantiu que o navio não representa qualquer ameaça à segurança nacional. Após uma inspecção, foi confirmado que está legalmente autorizado e não transporta materiais perigosos.

As autoridades continuam no local a monitorar a situação, uma vez que houve dificuldades de comunicação com a tripulação. Os tripulantes chegaram a enviar um e-mail ao Porto de Maputo a solicitar autorização para atracar, mas não obtiveram resposta, o que levou à intervenção das forças navais.

A embarcação conta com 21 tripulantes a bordo e, segundo informações disponíveis, deverá deixar as águas de Xai-Xai entre a noite deste sábado e a manhã de domingo.

A partir desta segunda-feira, entra em vigor a proibição da venda informal nos passeios e bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo.

No entanto, a poucas horas do início da operação de retirada, o cenário permanece o mesmo: os vendedores informais continuam a ocupar os passeios, as bermas e até partes da estrada. A venda de produtos acontece de forma intensa, como tem sido habitual todos os dias.

Durante as duas semanas de sensibilização conduzidas pela Polícia Municipal, foi solicitado que os vendedores abandonassem voluntariamente os locais impróprios. Ainda assim, muitos dizem não ter para onde ir e garantem que preferem continuar nos mesmos locais.

Os vendedores afirmam que não conseguiram encontrar espaço nos mercados durante o período de sensibilização e que todas as bancas disponíveis já estão ocupadas.

Apesar de reconhecerem os perigos de vender nas bermas e passeios, dizem não ter outra alternativa.

A Polícia Municipal afirma que a fase de sensibilização já foi concluída e que, a partir desta segunda-feira, dará início à remoção dos vendedores informais da zona.

Moçambique já é membro do grupo global das unidades de informação financeira Egmont. Trata-se de uma unidade de cooperação, coordenação e capacitação aos Estados no combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e crimes conexos.

A admissão do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM),  ao Grupo Egmont (Grupo das Unidades de Informação Financeira à  escala global), aconteceu durante a reunião Plenária da organização, em  Luxemburgo, há dias.

Uma nota do GIFiM refere que o exito está enquadrado nos esforços do Governo para tornar o sistema de prevenção e combate  ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e crimes conexos mais  robusto e eficaz.

O Grupo Egmont é actualmente constituído por 170 Países, criado em Junho de 1995, para promover a  cooperação, troca de informações e coordenar a capacitação entre às Unidades de Informação Financeira, com o fim último de melhorar a intervenção dos países na prevenção e  combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e outros  crimes conexos.

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