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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República procedeu, na noite desta terça-feira, à abertura do Fórum Global sobre inovação e acção para imunização e sobrevivência infantil, o Centro Internacional de Conferências  Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo. Na sua intervenção, Daniel Chapo referiu que Moçambique registou uma redução da mortalidade infantil de 201 mil para 60 mil, entre 1997 e 2022. 

De acordo com o Presidente da República, o Governo tem implementado um conjunto de acções para combater a mortalidade infantil. Entre várias acções, Daniel Chapo mencionou as iniciativas “Um distrito, um hospital”, a formação de profissionais da área infantil, a consolidação da abordagem às doenças de infância, a introdução de metodologias de diagnósticos  e tratamento, introdução de novas vacinas para o sector que combate a mortalidade infantil. 

No seu discurso, Chapo lembrou que toda a criança tem direitos de crescer saudável. Pelo que o Governo tem-se envolvido em fortalecer o programa nacional de vacinação, com reforços de vacina e intensificação de acções que visam o bem-estar dos menores. Inclusivamente, porque a vacinação é fundamental para prevenir doenças e baixar os custos de tratamento. 

Apesar de avanços no combate à mortalidade infantil, Daniel Chapo expressou a preocupação com o facto de África ainda carregar o maior número de  mortes de crianças menores de 5 anos. Também por isso, o encontro entre decisores políticos e especialistas, na Cidade de Maputo, é vital na redução da mortalidade infantil. Para o efeito, lembrou o Presidente da República,  o reforço do compromisso entre governos e parceiros pode concorrer para fortalecer os sistemas de saúde dos países africanos e de outras regiões do mundo. 

No Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, de acordo com o comunicado da Presidência da República, o evento é organizado pelos governos de Moçambique, Serra  Leoa e da Espanha, parceiros internacionais e multilaterais.

O encontro que justa decisores políticos, especialistas e potenciais parceiros tem  como objectivo discutir as principais estratégias e desafios para a acelerar a redução da mortalidade infantil no mundo, em geral, e  nos países em desenvolvimento, em particular. 

O Fórum Global sobre Inovação e Acção para Imunização e Sobrevivência Infantil 2025 conta com a presença de representantes de 29 países. 

A Ordem dos Médicos de Moçambique considera incoerente a decisão do Governo de cortar os subsídios dos estudantes estagiários do curso de Medicina. Por outro lado, o Especialista em Educação, Alípio Matangue, entende que a decisão compromete a qualidade.

Depois de ouvirmos vários intervenientes sobre o corte dos subsídios dos estudantes estagiários de Medicina, nesta terça-feira,  ouvimos a Ordem dos Médicos de Moçambique. O bastonário desta agremiação, Gilberto Manhiça, entende que a medida é incoerente, visto que o subsídio foi concebido em reconhecimento do papel da classe.  

O também docente universitário entende que esta decisão poderá gerar muita insatisfação. 

Quem também falou sobre o assunto foi Alípio Matangue, especialista em Educação, que vê a decisão como comprometedora da qualidade. 

Matangue propõe algumas soluções, como parceiras público-privadas, que o Governo poderia adoptar para evitar esta medida. 

Enquanto o Governo mantém a decisão, os estudantes contestam, tendo submetido, na semana finda, pedidos de audiência com o Presidente da República, Primeira-Ministra e a Ministra da Educação. 

 

A Polícia da República de Moçambique capturou sete jovens que faziam assaltos com recurso a catanas, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado. 

A suposta  quadrilha fazia uso de catanas para realizar os assaltos, segundo avançou a Polícia da República de Moçambique (PRM). Os acusados foram capturados na cidade de Pemba, mas actuavam em boa parte dos distritos de Mecufi e Metuge. 

Alguns dos indiciados negam o seu envolvimento nos crimes de que são acusados, mas outros confessam ter participado de assaltos a  residências. 

Durante este ano, a PRM já neutralizou diversas quadrilhas de supostos assaltantes com recurso a catanas, no entanto, a onda de criminalidade continua alta, especialmente nos distritos de Mecufi, Metuge, Montepuez e a cidade de Pemba.

 

De acordo com um relatório de campo do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), o mês de Junho de 2025 “testemunhou o agravamento da crise humanitária no norte de Moçambique”. Segundo o documento, em 24 de Junho, 568 pessoas, incluindo 324 crianças, fugiram dos ataques dos grupos armados. 

Segundo as Nações Unidas, “a escassez de recursos, os surtos de cólera e as consequências de três ciclones consecutivos limitaram severamente os esforços humanitários e agravaram o sofrimento da população”.

A organização adverte que a escassez de recursos prejudica a resposta humanitária em Cabo Delgado. “O financiamento humanitário entre 2024 e 2025 apresenta um declínio de 26%, de 74 milhões de dólares em 2024 para 55 milhões de dólares (Maio de 2025). O número de parceiros de implementação diminuiu 36%, de 76 para apenas 49”. 

Como resultado,  cerca de 260 mil pessoas ficaram sem acesso a serviços de água, saneamento e higiene, enquanto 200 mil  pessoas permaneceram sem abrigo adequado e sem instalações não-hospitalares. 

Além disso, os ataques armados em Cabo Delgado, segundo a OCHA, têm colaborado para o aumento de casos de Violência Baseada no Género. “No início de 2025, Cabo Delgado registou um aumento de 22% nos casos de VBG reportados, em comparação a 2024”, sublinha. 

Human Rights Watch destaca que cerca de 120 crianças foram raptadas em Cabo Delgado desde Maio, para, de forma precoce, desenvolverem actividades militares.

Graça Machel diz que a sociedade moçambicana está doente e chama todas as esferas a reflectirem em torno dos valores sociais, sobretudo em relação à dignidade da mulher e criança. A activista visitou hoje a escola Básica da Machava Quilómetro 15, no Município da Matola, para se solidarizar com a menor filmada em actos sexuais com quatro colegas, também menores. 

A activista e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, interagiu com a direcção da escola, com os alunos e no fim fez o seu pronunciamento público sobre o caso.

Para Graça Machel, o caso não deve ser entendido de forma isolada. A seu ver, a sociedade moçambicana está doente e precisa de reflexão e, por isso, julga ser preciso acabar com o que chamou de “coisificação” da mulher.

Três dos rapazes que se envolveram no acto sexual são  da mesma escola da menina envolvida no acto. A direcção da instituição de ensino escusou-se a dar qualquer informação sobre a situação das crianças.

Há mais de 20 mil reclusos nas cadeias do país. O número representa o dobro da capacidade dos estabelecimentos. Dentro de cinco anos, o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) prevê a construção de 13 cadeias para reduzir a superlotação.

Continua crítica a situação da lotação das cadeias do país. 

O director do Serviço Nacional Penitenciário fala de mais de 20 mil reclusos, que se encontram a cumprir penas nos estabelecimentos prisionais, cuja capacidade é de apenas 10 mil reclusos. 

“O nosso desafio é mesmo, perante a situação da superlotação, apostar num tratamento humanizado, atender à questão da alimentação e da saúde”, explicou Ilídio Miguel, director do Serviço Nacional Penitenciário, que afirmou que a situação é preocupante e a alternativa é a construção de novos estabelecimentos, para descongestionar as prisões.

“O Governo, no seu Programa Quinquenal, desafiou-se a construir 13 estabelecimentos penitenciários, dos quais 10 distritais e três regionais, para fazer face à superlotação.”

Outra medida é a implementação de penas alternativas à prisão. “Se efectivamente aplicarmos, poderemos reduzir a questão da superlotação”, repisou. 

Ilídio Miguel falava à margem do lançamento da semana comemorativa dos 50 anos do SERNAP, onde desafiou os funcionários a manterem a integridade. 

“Há necessidade de sermos mais coesos, mais empenhados no cumprimento da nossa missão e com mais disciplina.”

Sobre os reclusos que fugiram dos estabelecimentos penitenciários durante as manifestações, Ilídio Miguel garante que mais de 800 foram capturados e encarcerados até neste domingo.

A taxa de mortalidade infantil reduziu, de 201 para 60 crianças, em cada mil nados vivos, durante as últimas duas décadas. Entretanto, os números ainda preocupam o Instituto Nacional de Saúde que explica que Doença é a maior causa das mortes.  

A malária, a cólera e as doenças diarreicas estão entre as maiores causas da mortalidade infantil no país, que fazem com que as crianças não sobrevivam até aos cinco anos de idade. 

Dados do Instituto Nacional de Saúde apontam que pelo menos 60, em cada mil crianças, morrem antes de completar 5 anos de idade.

“As crianças morrem por causas evitáveis, como as doenças diarreicas, a pneumonia, as sépsis e vários factores obstétricos. O mundo dispõe de vários equipamentos, desde vacinas, equipamentos para prevenir ”, explicou Eduardo Samo Gudo, Director-Geral do INS. 

Para reduzir a taxa de mortalidade, Eduardo Samo Gudo disse haver necessidade de reforçar o diagnóstico das doenças de infância. 

“A chance de uma criança sobreviver melhorou tanto, mas não estamos satisfeitos. Entre as acções a implementar inclui-se o reforço no diagnóstico de doenças de infância, do nosso programa alargado de vacinação entre outras”.

A província de Cabo Delgado é a que apresenta a maior taxa de mortalidade infantil. 

Para delimitar estratégias de redução, o país realiza nesta terça e quarta-feira, na cidade de Maputo, o Fórum Global de Inovação e Ação para Imunização e Sobrevivência Infantil. 

“Apesar da disponibilidade de vacinas, diagnósticos e tratamentos que salvam vidas, muitos países estão longe de atingir as metas globais. Este fórum visa mobilizar a vontade política, compartilhar inovações e impulsionar ações para reverter essa tendência”.

O Fórum Global para Imunização e Sobrevivência Infantil conta com mais de 300 participantes, entre líderes de setores da saúde, cientistas e acadêmicos.  

Decore  campanha de sensibilização e controle para reduzir e evitar o aumento de casos de Mpox  no País.

O sector da saúde está a fazer rastreio  de contactos,  e campanhas para sensibilizar  e evitar a propagação de mais  casos da doença  nas províncias. 

De acordo com a médica e Especialista em saúde pública Catrina Mavimbe, o Sector da Saúde está a fazer campanhas de sensibilização e rastreio  de contactos dos  casos suspeitos.

Para casos positivos da doença , os pacientes estão a ser internados a nível hospitalar e a nível domiciliar, com assistência médica, e as autoridades alertam  a população para a prevenção de Mpox.

Até o momento Moçambique conta com 13 casos confirmados e 31 casos suspeitos nas províncias do Niassa, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.

Boa parte dos bairros Mussumbuluco e Liberdade, no município da Matola, enfrenta problemas de água há nove meses. Os moradores recorrem a poços, muitas vezes salobre, para ter o líquido precioso.

Balde na mão, passos firmes e certeiros. É o cumprimento de mais uma jornada diária, que na verdade dura há nove meses. As torneiras fechadas servem de testemunho para uma população sem água em boa parte do bairro Mussumbuluco, no município da Matola.

Na busca de soluções para a crise, Alberto Muchanga foi obrigado a abrir um poço no seu quintal. Mas, como não há bela sem senão, a água é salobre. 

Enquanto isso não acontece, este menino caminha na sua maior inocência à busca de mais dois baldes para minimizar a carência em sua casa. 

Não têm nem esperança, mas com contas por pagar. É que, segundo os moradores deste bairro, as facturas com valores elevados não páram de chegar.

O bairro Mussumbuluco não é o único que enfrenta o problema de água. Ainda no município da Matola, boa parte do bairro da Liberdade está sem água potável, também há nove meses.

Por aqui, a solução também é a mesma: recorrer à água dos poços, contra todos os riscos possíveis.

Sobre a crise de água em Mussumbuluco, a gestora do FIPAG, responsável pela área, prometeu pronunciar-se esta segunda-feira.

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