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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 34 pessoas morreram,  neste ano, na província de Manica, em consequência de acidente de viação. A condução sob efeitos de álcool e velocidade excessiva estão entre as principais causas.

Os dados sobre acidentes de viação em Manica apresentam um quadro negro devido a aumento de mortes. Só no primeiro trimestre deste ano, Samuel Mussaita, responsável do Departamento Técnico no INATRO em Manica, fala de mais de 30 mortes causadas por acidentes rodoviários.

“Este ano, tivemos uma coisa de 18 casos, comparativamente ao ano transato, que tivemos 13 situações de acidente.  Em termos de consequências, tivemos uma subida relativamente ao número de óbitos, comparativamente ao ano transato. Neste ano, tivemos uma subida de 34 casos, comparativamente aos sete casos do ano de 2024. Os feridos graves, tivemos também uma relativa subida de 18 casos”, avançou o responsável. 

O INATRO diz-se preocupado com transportadores de passageiros que se fazem à estrada, sem habilitação para o efeito. 

“Estamos a ter situações de condutores, que estão a circular na via pública, sem carta de compatíveis: condutores de transporte de passageiros sem estarem habilitados com cartas para serviço público. Também temos condutores de viaturas particulares  sem que estejam munidos de seguros e caducidade das vias de inspecção”, concluiu.

O ministro do Transporte e Logística diz que o projecto intermodal, que vai combinar o transporte ferroviário e rodoviário, vai melhorar a mobilidade urbana, nas cidades de Maputo e Matola. João Matlombe disse ainda que a iniciativa tem como objectivo colocar o passageiro no centro das políticas de transporte.  

“Tomamos essa medida para induzir o passageiro a usar o transporte público de qualidade, previsível e seguro, descongestionando as paragens e vias de acesso, principalmente nas horas de ponta”, disse o Ministro do transporte e Logística, João Matlombe, durante o lançamento da fase piloto do projecto intermodal, hoje, na Matola. 

João Matlombe explicou ainda que o novo modelo de reorganização de transporte público vai tornar o direito à mobilidade mais seguro, digno e responsável. “Trata-se de criar um sistema único, coordenado e orientado para o cidadão, com horários integrados, infraestruturas acessíveis e mecanismos de gestão modernos”, sublinhou. 

Matlombe avançou ainda que estão a ser introduzidos corredores de prioridade para o transporte colectivo, com terminais de integração dotados de infraestrutura acessível e integração modal. Avançou ainda que serão interrompidas as tarifas, através de bilhetes eletrónicos, assegurando uma única experiência de viagem para o utente, independentemente do operador. 

 

O Presidente da República,Daniel Chapo, nomeou, através de Despacho Presidencial, Leonilda Adelino António Sanveca Muatiacale, para o cargo de Vice-Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo. 

Este acto enquadra-se no reconhecimento pela valorização do ensino superior nacional, idoneidade técnica, académica e institucional. Num outro despacho, o Chefe do Estado nomeou os Assessores do Presidente da República. 

Foram nomeados para os cargos de Assessor do Presidente da República Johane Francisco Chibaio Zonjo, Hugo Jorge Martins Acácio, Áuria Vaneza Duarte Sofiano Calú, Sérgio Victorino Padeiro, Claudina Maria de São José Mazalo, Ester Lara Jorge Cossa, Décio Bonga Estevão Machava e Momade Hanifo Hassanigy Momade. 

De acordo com o comunicado da Presidência, os nomeados possuem longa experiência profissional no órgão que assiste directamente o Presidente da República no exercício das suas funções constitucionais. 

Ainda de acorco com o comunicado, esta escolha expressa a aposta do Chefe do Estado na meritocracia, privilegiando especialistas de carreira com formação e prática forjada ao longo dos anos em diversas áreas do saber. 

Além disso, os Assessores reforçam a capacidade do Estado para enfrentar desafios actuais cruciais, como o combate à criminalidade organizada, à corrupção, ao branqueamento de capitais e o terrorismo, contribuindo para a estabilidade e desenvolvimento sustentável do país. Os noemado tomam posse hoje, na Presidência da República.

Mais 10 rinocerontes-pretos translocados da África do Sul deram entrada no Parque Nacional do Zinave, no distrito de Mabote, em Inhambane. Trata-se de uma espécie criticamente ameaçada que agora encontra um novo habitat. Os rinocerontes foram doados ao Parque Nacional de Zinave pela Ezemvelo KZN, entidade de conservação de Kwazulu Natal, na África do Sul.

São cinco machos e o mesmo número de fêmeas que entram no projecto de restauração do ecossistema de Zinave, que se vão juntar a outros 2 540 animais de 16 espécies diferentes introduzidos naquele parque localizado em Inhambane.

Os gestores do Parque do Zinave consideram que a chegada dos rinocerontes representa um passo na construção de um produto turístico sólido nas áreas de conservação em Moçambique, através da criação de condições para atrair mais investimentos privados no parque.

Pejul Calenga, um dos responsáveis pelo Parque Nacional de Zinave, considera que este processo se enquadra na criação de condições para que esta área de conservação consolide a sua marca como o parque que possui os chamados “Big Five” a nível nacional.

Na sequência da chegada dos rinocerontes, Calenga aproveitou a ocasião para convidar turistas nacionais e estrangeiros a visitarem o Parque de Zinave, bem como o empresariado nacional, para mobilizar recursos necessários para investir no parque.

“Em termos de oferta turística, está a partir deste momento, provado que o Parque Nacional de Zinave tem o capital natural necessário para galvanizar o turismo baseado na vida selvagem.”

A chegada dos rinocerontes ao Parque do Zinave é coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Peace Parks Foundation, com apoio financeiro dos contribuintes do Reino Unido.

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou José  Condugua António Pacheco para o cargo de Director-Geral do  Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).

José Pacheco exerceu diversas funções  de alto nível no Governo, nomeadamente as de Ministro dos  Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ministro do Interior, Ministro  da Agricultura e Segurança Alimentar e Ministro da Agricultura.

Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda os cargos de  Governador da Província de Cabo Delgado, Vice-Ministro da  Agricultura e Pescas, Director Nacional de Desenvolvimento Rural e Director Provincial da Agricultura da Zambézia, entre outras  responsabilidades relevantes na administração pública.

José Pacheco toma posse amanhã, na Presidência da  República, pelas 13:00 horas.

Foram retomadas, na segunda-feira, após a paralisação de quase um ano, as obras de reabilitação da Avenida 25 de Junho e da Rua dos Combatentes, no município de Chókwè.

Com mais de quilómetros de extensão, as obras estão orçadas em 35 milhões de Meticais. O presidente do Conselho Municipal de Chókwè, José Moiane, diz que a retoma das obras faz parte de um processo que levou o seu tempo, devido à troca de empreiteiro, que abandonou as obras quase sem executar a metade.

Os residentes do primeiro bairro afectados pelo traçado da via estão satisfeitos e exigem celeridade das obras. Os residentes esperam também que o empreiteiro responsável pela conclusão das obras seja sério, honrando com o compromisso estabelecido com a edilidade.

Segundo os moradores dos bairros abrangidos, a conclusão das obras poderá minimizar muitas coisas, sobretudo as enchentes nos dias de chuva, facto que dificultava a sua circulação.

Carmone Alberto espera que as obras sejam concluídas em tempo recorde, de modo a permitir que a via volte a ser o que era antes.

Além da via que dá acesso ao Hospital Rural, zona de produção agrícola, a Rua dos Combatentes, no centro da cidade, também será intervencionada. A edilidade promete entregar as vias reabilitadas até Outubro próximo e pede a calma dos munícipes.

Angela Leão e Ndambi Guebuza, ambos réus no caso das dívidas ocultas, foram soltos esta terça-feira sob liberdade condicional após cumprirem a metade das penas. A informação foi confirmada ao “O País” pelos seus advogados.

Depois de Cipriano Mutota e Fabião Mabunda, Angela Leão e Ndambi Guebuza são os mais recentes rostos do conhecido escândalo das dívidas ocultas a serem soltos sob liberdade condicional. O acto teve lugar esta terça-feira, confirmaram os seus advogados.

Ndambi Guebuza, filho do antigo Presidente da República Armando Guebuza, foi condenado a 12 anos de prisão, acusado de crimes de Burla por defraudação, Abuso de confiança, crime de simulação e branqueamento de capitais. após o julgamento em 2022, o tribunal provou que Ndambi recebeu subornos para  facilitar a entrega do dossier de contratação das dívidas ocultas ao pai em 2013 e 2014.

Ângela Leão, esposa do ex-diretor-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), Gregório Leão, foi condenada a 11 anos de prisão, pelos crimes de Associação para delinquir, Abuso de Confiança e Branqueamento de capitais. 

A respeito desta, o tribunal entendeu ter sido líder do esquema de lavagem de cerca de 9 milhões de dólares recebidos por Gregório Leão, que teria estado na dianteira na criação dos projectos da Proindicus, EMATUM e MAM, também teria viabilizado a obtenção dos respectivos financiamentos através da solicitação de Garantias do Estado.

Dos 19 réus julgados pelo tribunal da cidade de Maputo, 8 foram absolvidos e 11 condenados, dos quais, quatro já gozam de liberdade. Outros sete ainda em reclusão poderão ser soltos nos próximos dias.

O caso das dívidas ocultas, que envolve cerca de dois mil milhões de dólares em empréstimos não declarados, continua a ser um dos maiores escândalos financeiros da história de Moçambique, com profundas consequências económicas e sociais, incluindo a suspensão do apoio internacional e que provocou o colapso da confiança do país no exterior.

 

A morgue do centro de saúde de Moamba, na província de Maputo, não está a funcionar e obriga várias famílias a recorrerem a unidades sanitárias distantes para conservar os corpos. 

O Centro de Saúde de Moamba recebe milhares de pessoas da vila e de zonas rurais vizinhas. Com a avaria da câmara frigorífica que tem a capacidade para conservar até cinco corpos, a população relata que tem enfrentado muitas dificulades. 

Segundo contam, a morgue não funciona há quatro anos, período durante o qual as autoridades locais ainda não encontraram uma solução para minimizar o seu sofrimento. 

“Quando alguém perde a vida é levado para aquela morgue, mas o sistema de refrigeração não funciona e os corpos ficam em péssimo estado de conservação. Alguns preferem deixar o corpo em casa para ser enterrado num bom estado”, disse Fátima Brandão. 

Por conta disso, a população é obrigada a recorrer, por exemplo, a Ressano Garcia ou Hospital Provincial da Matola para conservarem os corpos dos seus entes queridos. 

“Nós temos um distrito muito grande. Zonas como Tenga, Pessene, Maguasa dependem da nossa vila e isso cria um enorme embaraço para a população deste distrito”, anota, sublinhando que no verão a situação torna-se ainda mais complicada, pois a conservação dos corpos é difícil para os casos em que tem recorrido a soluções próprias para o fazer.   

Sem a morgue a funcionar, a população queixa-se ainda de um cenário recorrente da falta de energia na unidade sanitária. Segundo Celina Daniel, muitas vezes os funcionários da morgeu são obrigados a recorrer à luz dos telemóveis para trabalhos de parto. 

“E quando as pessoas não conseguem usar telemóvel,  são obrigadas a tirar o seu próprio dinheiro para comprar energia para o hospital. Faz sentido, meus irmãos?”, questiona. 

Confrontada com os problemas, a direcção do Centro de Saúde de Moamba diz que a morgue está em processo de reabilitação e garante o seu funcionamento ainda esta semana. 

“Neste momento estamos no processo de reabilitação de todas as gavetas e já se fez todo levantamento e dentro desta semana, segundo a empresa adjudicada as obras, poderá montar e posteriormente fazer a entrega da morgue”, explicou Camacho Duarte, director do Centro de Saúde de Moamba.

Mais 10 rinocerontes-pretos translocados da África do Sul deram entrada no Parque Nacional do Zinave, no distrito de Mabote, em Inhambane.

Trata-se de uma espécie criticamente ameaçada e que agora encontra um novo habitat, depois de terem sido doados pela Ezemvelo KZN, entidade de conservação da província de Kwazulu Natal, na vizinha África do Sul, ao parque moçambicano.

São ao todo cinco machos e cinco fêmeas que entram no projecto de restauração do ecossistema do Parque do Zinave através da reintrodução de populações viáveis de fauna bravia, num número de 2-540 animais introduzidos, de 16 espécies diferentes.

Os gestores do Parque do Zinave consideram que a chegada dos 10 rinocerontes representa um passo na construção de um produto turístico sólido nas áreas de conservação em Moçambique.

Pejul Calenga diz que esta é mais uma etapa de construção do produto turístico ao nível das áreas de conservação no país.

Calenga aproveitou a ocasião para convidar turistas nacionais e estrangeiros a visitarem o Parque de Zinave, bem como o empresariado nacional, para mobilizar recursos necessários para investir no parque.

A chegada dos rinocerontes ao Parque do Zinave é coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação, ANAC, e a Peace Parks Foundation, com apoio financeiro dos contribuintes da UK People’s Postcode Lottery.

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