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O País – A verdade como notícia

Três adolescentes, de 13 anos, estudantes da 7ª classe e jogadores de basquetebol do clube Ferroviário da Beira morreram de forma trágica, no passado domingo, quando um chapa-100 embateu violentamente na barbearia, onde eles estavam a cortar cabelos. 

De acordo com dados da Polícia, o automobilista da viatura desobedeceu uma ordem para parar, de modo que fosse fiscalizado. Durante a fuga, em alta velocidade,  o automobilista perdeu o controlo do carro na rua 33 e bateu com violência numa barbearia, cerca das 19 horas do passado domingo.

No interior, estavam quatro adolescentes e três  deles morreram no local do sinistro. Guilherme Francisco é o único sobrevivente, que saiu lesionado na perna esquerda e uma das vítimas era seu irmão. 

O proprietário do estabelecimento disse que o motorista do  chapa-100, depois de destruir a barbearia tentou fugir e provocou outros danos humanos.  

As três vítimas eram atletas da equipa sub-14 de basquetebol, que, um dia antes da morte, contribuíram para que a sua equipa fosse apurada para a final do torneio de basquetebol, promovido pela Cornelder de Moçambique.

De acordo os moradores do bairro, os acidentes são frequentes naquela rua, por isso, exortaram o município  da Beira a colocar lombas nesta rodovia, pois existem nas proximidades três escolas.

As três vítimas mortais do acidente em referência foram sepultadas, nesta terça-feira.  

É mais  um suposto triângulo amoroso que  termina em morte, na província de Gaza. Mário Moiane de 54 anos de idade perdeu a vida, na tarde de segunda-feira, após consumir uma refeição supostamente envenenada, na sua residência em Chongoene. 

Há suspeitas do envolvimento de uma das duas esposas, aliás, a segunda, com quem mantinha relações há três anos.

De acordo com autoridades locais e vizinhos,  a mulher  de 40 anos de idade, ora detida,  teria descoberto na semana passada   que  o malogrado  pretendia terminar a relação, para reatar com a primeira esposa, com quem esteve casado por oito anos. O fato gerou revolta, discussões e ameaças por alguns dias antes da tragédia.

A primeira esposa confirma que o finado manifestava interesse em encerrar a nova relação, e mantém suspeita de que  tenha sido envenenado pela sua rival.

As autoridades da polícia confirmaram a morte e detenção da segunda esposa do malogrado, mas ainda aguarda-se os resultados de medicina legal para que se saibam as causas da morte. 

 

Cerca de 4,3 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária urgente e proteção, este ano, em Moçambique, segundo o relatório do Grupo de Segurança Alimentar das Nações Unidas, que alerta para o défice no financiamento.

De acordo com o relatório do Grupo de Segurança Alimentar, criado em 2011 e liderado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), a crise humanitária é resultado dos ataques terroristas no norte de Moçambique, com cerca de 763 324 afectados, e os eventos climáticos extremos como a seca e os ciclones, que já afectaram mais de 3,5 milhões pessoas.

“Em Abril, estima-se que mais de 461 745 pessoas foram deslocadas internamente em Moçambique devido ao conflito, nas três províncias do norte, e 701 462 teriam retornado de áreas de deslocamento”, explica.

Odocumento aponta ainda que a insegurança alimentar no país deverá piorar devido à combinação de choques climáticos, conflitos e esgotamento das reservas alimentares.

Citando a última análise da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), divulgada em Janeiro, o relatório do Grupo de Segurança Alimentar avança que quase cinco milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda grave (IPC Fase 3 ou superior) entre Outubro de 2024 e Março de 2025.

De acordo com o grupo, até agora, foram desembolsados apenas 11% do total de 392 milhões de dólares necessários para assistir cerca de 2,16 milhões de pessoas.

A Agência COTUR alcançou um feito inédito no setor de transportes e turismo em Moçambique. A empresa tornou-se a primeira do ramo a receber o Certificado Internacional de Qualidade ISO 9001 atribuído pela entidade Bureau Veritas.

Num marco histórico para o setor dos transportes e turismo em Moçambique, a agência COTUR recebeu esta terça-feira o Certificado Internacional de Qualidade ISO 9001, emitido pela conceituada entidade certificadora Bureau Veritas.

Para a instituição não é apenas o reconhecimento da excelência dos serviços prestados pela COTUR, mas também uma elevação do padrão de qualidade. 

“Este reconhecimento internacional com a certificação ISO 9001 não é apenas uma meta interna alcançada, mas uma ferramenta do nosso setor para servir o futuro do turismo moçambicano. Mais do que um diploma na parede, esta certificação é um compromisso com aquilo que mais nos importa, os nossos clientes e o nosso país. É a garantia de processos sólidos, de qualidade consistente, de um serviço fiável e à altura das expectativas”, disse Muhammad Abdullah, CEO da Agência COTUR. 

Com esta certificação, Segundo Guilherme Drehmer, representante da Bureau Veritas, a COTUR torna-se a primeira empresa moçambicana do setor de transportes e turismo a obter o ISO 9001 uma norma reconhecida internacionalmente pela gestão da qualidade, emitida por uma entidade de referência global.

“Esta certificação não é só um certificado que vai ser entregue, vai ficar estampado dentro da COTUR, mas sim é uma ótima ferramenta de gestão, onde vai permitir que a COTUR dê continuidade à evolução contínua de procedimentos”, avançou.  

Apesar deste momento de celebração, o setor manifesta crescente preocupação com a escassez de divisas no mercado nacional.

“Temos estado a alertar a quem de direito que é preciso tomar uma ação concreta para a resolução ou a amenização, pelo menos, desta situação. Devo também dizer que alguma melhoria ainda não muito significativa já fez-se sentir, mas infelizmente temos várias companhias aéreas com os seus acessos cortados para o nosso mercado. Há muita limitação. Temos recebido avisos todos os dias de possíveis novos cortes, o que faz com que o mercado das viagens ressinta-se diretamente”, revelou.

A COTUR reforça o seu compromisso com a qualidade, inovação e resiliência, apelando à continuação de esforços conjuntos entre o setor público e privado para assegurar um ambiente econômico mais estável e favorável ao investimento.

Continuam três casos confirmados de Mpox, todos na província de Niassa, norte do país, mas subiu para 11 o total de suspeitos, segundo o boletim da evolução da doença divulgado hoje pelas autoridades de saúde.

De acordo com o boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 a 13 de Julho, só nas últimas 24 horas foram contabilizados mais sete casos suspeitos, mantendo-se ainda 13 em seguimento, enquanto 14 estão em isolamento, mas sem registo de óbitos.

Os três casos da doença foram confirmados no dia 11 de Julho pelas autoridades sanitárias, que adiantaram, na altura, que os pacientes estavam estáveis e em isolamento.

Os três primeiros casos foram identificados no distrito de Lago, que faz fronteira com a Tanzânia.

Mais de 900 vendedores já saíram dos passeios, na  Praça dos Combatentes, e ocuparam os mercados indicados pelo Município de Maputo. A Edilidade decidiu dar mais uma semana para que os informais abandonem os locais impróprios. 

Os vendedores informais, que vendem nos passeios e nas bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, têm mais sete dias para abandonar os locais. 

A Polícia Municipal diz haver mais de 3 mil bancas desocupadas nos mercados da cidade de Maputo, que considera suficientes, para acolher todos os informais da zona da Praça dos Combatentes. 

“Há muito espaço nos mercados, com destaque para o mercado informal de Xipamanine, que neste momento tem 1400 bancas vazias, além de outros, como o Compone, Mazambane, 1 de Junho, e mais, tanto dentro quanto fora da periferia”, explicou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal. 

Apesar da resistência de alguns, que preferem continuar nestes locais, a Polícia Municipal diz terem sido acolhidos mais de novecentos vendedores que oficializaram as suas bancas, em vários mercados, durante a primeira semana de sensibilização. 

“Do mapeamento que a direcção de Mercados e Feiras fez constatou-se que a nível de Xiquelene existem cerca de 3 mil vendedores e o Conselho Municipal tem acima de três mil espaços desocupados, para dizer que, o número de bancas cabe para os vendedores que exercem as suas actividades em locais impróprios, na Praça dos Combatentes”.

A edilidade reitera que esta é a última semana e apela para que os vendedores abandonem os locais impróprios,  antes da adopção de medidas proibitivas ou de coerção.  

Para que o processo ocorra de forma rápida,  a Polícia Municipal apela também aos utentes,  para que não comprem produtos nos passeios e nas bermas da estrada. 

Estudantes de medicina do país manifestam preocupação em relação ao corte de subsídio aos licenciados em medicina e aos estudantes finalistas do curso. A classe ameaça recorrer à Justiça caso a decisão não seja revogada. 

O Movimento Estudantil Moçambicano, através de uma carta dirigida ao Misau, solicitou a reconsideração da decisão de corte de subsídio aos estudantes de medicina e apelou à  abertura de um diálogo urgente. Segundo a classe, a medida põe em risco a saúde pública  nacional.

“Sem incentivos mínimos, corremos o risco de registar um aumento do abandono  académico, a desmotivação dos futuros profissionais e o agravamento da escassez de médicos no  país”, lê-se no documento. 

O movimento diz acreditar que “com vontade política, escuta activa e compromisso com a juventude  moçambicana, é possível encontrar alternativas que respeitem os direitos dos estudantes, valorizem  a formação médica e fortaleçam o Sistema Nacional de Saúde”.

Caso não obtenham uma resposta positiva ao seu documento, os estudantes de Medicina do país ameaçam recorrer à justiça. 

Um indivíduo de 30 anos de idade foi detido em Chókwè, na província de Gaza, acusado de liderar uma suposta rede criminosa de assaltantes à mão armada. Na sequência da operação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu vários telemóveis e bens avaliados em mais de 200 mil meticais.

O Indiciado é confesso e explica com detalhes os bastidores da sua incursão, mas nega ser integrante e líder de uma quadrilha.

A resposta, no entanto, não convenceu as autoridades do SERNIC, que falam de suspeitas e diligências para a detenção de outros envolvidos neste e outros crimes, nos arredores dos bairros do centro comercial de Chókwè.

O último assalto supostamente protagonizado por este grupo foi numa das maiores farmácias do quinto bairro, onde assassinaram, com recurso a faca, um agente de segurança e apossaram-se de medicamentos e valores monetários não especificados.

O Presidente da República saudou com “orgulho e responsabilidade” a inscrição do Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da UNESCO, classificando o feito como um marco histórico para Moçambique.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado destacou que esta distinção internacional reconhece o esforço colectivo dos profissionais da conservação, comunidades locais, sociedade civil e parceiros internacionais na protecção de um ecossistema único, que agora se afirma como símbolo de esperança ambiental e motor do ecoturismo, desenvolvimento comunitário e conservação da biodiversidade.

“Celebramos esta conquista como uma vitória colectiva. É o reconhecimento do trabalho árduo, da resiliência e da visão estratégica dos nossos profissionais da conservação, das nossas comunidades locais, da sociedade civil, dos nossos parceiros internacionais e de todos quantos se empenharam na restauração, protecção e valorização deste ecossistema único”, afirmou o Presidente.

Daniel Chapo reafirmou ainda o compromisso de Moçambique com o desenvolvimento sustentável, agradecendo à ANAC, à Peace Parks Foundation e aos doadores pelo apoio contínuo à preservação do parque.

“Reafirmamos o nosso empenho em continuar a trabalhar com responsabilidade e com ambição, assegurando que esta classificação não seja apenas um título honorífico, mas sim uma alavanca para um futuro ainda mais próspero, inclusivo e sustentável para Moçambique”, concluiu.

O reconhecimento do Parque Nacional de Maputo como Património Mundial foi oficializado durante a 47.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, realizada em Paris, França.

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