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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República saudou com “orgulho e responsabilidade” a inscrição do Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da UNESCO, classificando o feito como um marco histórico para Moçambique.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado destacou que esta distinção internacional reconhece o esforço colectivo dos profissionais da conservação, comunidades locais, sociedade civil e parceiros internacionais na protecção de um ecossistema único, que agora se afirma como símbolo de esperança ambiental e motor do ecoturismo, desenvolvimento comunitário e conservação da biodiversidade.

“Celebramos esta conquista como uma vitória colectiva. É o reconhecimento do trabalho árduo, da resiliência e da visão estratégica dos nossos profissionais da conservação, das nossas comunidades locais, da sociedade civil, dos nossos parceiros internacionais e de todos quantos se empenharam na restauração, protecção e valorização deste ecossistema único”, afirmou o Presidente.

Daniel Chapo reafirmou ainda o compromisso de Moçambique com o desenvolvimento sustentável, agradecendo à ANAC, à Peace Parks Foundation e aos doadores pelo apoio contínuo à preservação do parque.

“Reafirmamos o nosso empenho em continuar a trabalhar com responsabilidade e com ambição, assegurando que esta classificação não seja apenas um título honorífico, mas sim uma alavanca para um futuro ainda mais próspero, inclusivo e sustentável para Moçambique”, concluiu.

O reconhecimento do Parque Nacional de Maputo como Património Mundial foi oficializado durante a 47.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, realizada em Paris, França.

Está a gerar tensão a construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, no Município da Matola, província de Maputo. Moradores contestam o projecto, alegando falta de consulta pública e receios quanto aos impactos ambientais e sociais. A edilidade promete reunir-se com a comunidade nos próximos dias para esclarecer dúvidas e evitar confrontos.

As obras de construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, na cidade da Matola, já são visíveis. De acordo com a placa da empreitada, os trabalhos tiveram início no mês passado.

No mesmo local, também se podem observar dísticos de protesto contra a instalação do aterro sanitário neste bairro.

Foi precisamente essa contestação que levou a Comissão dos Moradores a reunir-se, na manhã deste domingo, para manifestar o seu repúdio face ao projecto. Segundo o chefe da Comissão dos Moradores, a implantação do aterro sanitário nesta zona levanta sérias dúvidas quanto à sua viabilidade e impacto na comunidade.

O projecto, liderado pelo Município da Matola e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, tem como objectivo aliviar a pressão sobre o actual aterro de Hulene, que se encontra sobrelotado. A edilidade garante que o novo aterro será moderno e que não acarretará riscos para os residentes.

De acordo com o vereador para o Planeamento Territorial, Aurélio Salomão, o município irá promover uma sessão de esclarecimento, onde técnicos, autoridades e moradores poderão discutir o futuro do projecto.

O ambiente em Matlemele mantém-se tenso, com a população a exigir que a sua voz seja ouvida antes de serem tomadas decisões definitivas.

O Governo de Moçambique considerou um “momento histórico e de orgulho nacional” a inscrição do Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da UNESCO, decisão tornada pública este sábado, durante a 47.ª sessão da organização,  em Paris.

A distinção reconhece a importância ecológica do parque, que abrange ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos, albergando cerca de 5.000 espécies, e reforça os esforços de conservação transfronteiriça com o parque iSimangaliso, na África do Sul.

“Ser reconhecido pela UNESCO é um poderoso endosso ao trabalho que está a ser realizado aqui. Honra a dedicação do nosso Governo, comunidades e parceiros na restauração desta paisagem única”, afirmou o Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Dgedge, citado em comunicado.

O Parque Nacional de Maputo é resultado da fusão, em 2021, da Reserva Especial de Maputo e da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, totalizando 1.718 km² de áreas protegidas. A zona já vinha beneficiando de investimentos em conservação e reintrodução de espécies, no âmbito de um acordo com a Peace Parks Foundation.

Com habitats que incluem lagos, mangais, recifes de corais, praias e dunas, o parque acolhe espécies emblemáticas como elefantes e girafas, que convivem em zonas próximas da estrada nacional número um (N1).

A nova classificação abre caminho para uma coordenação de gestão com as autoridades sul-africanas, tendo em vista a criação de um comité conjunto que garanta a protecção integrada das espécies e do ecossistema partilhado.

Num terreno de 32 hectares, no distrito de Vilankulo em Inhambane, começa a desenhar-se uma nova esperança para centenas de jovens moçambicanos: uma centralidade urbana moderna, inclusiva e com condições reais para se construir um futuro com dignidade. Estão a ser demarcados parte dos 1.200 talhões, cada um destinado a um jovem, com acesso garantido a serviços básicos como água canalizada, energia elétrica e vias de acesso em fase final de abertura.

Mais do que uma simples distribuição de terra, o projecto — liderado pelo Fundo de Fomento à Habitação e tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos — visa criar verdadeiras comunidades planeadas. O investimento do Estado ultrapassa os 40 milhões de meticais, refletindo a aposta firme em soluções de habitação sustentável, acessível e digna.

Segundo o ministro Fernando Rafael, trata-se de um esforço que vai muito além de responder à escassez de terrenos. O objectivo é acompanhar o ritmo de crescimento populacional, o êxodo rural e, em particular, potenciar zonas com valor económico e turístico, como é o caso deste bairro em Inhambane.

“Prevê-se a demarcação de talhões, a colocação de energia e água, a abertura de vias de acesso. Garante-se, com isso, o desenvolvimento de novas centralidades urbanas. Este bairro tem uma perspetiva de crescimento populacional significativa e este projeto tem de acompanhar esse nível de desenvolvimento”, sublinhou o ministro em entrevista ao O País.

Contudo, o entusiasmo à volta do projecto tem sido ensombrado por um rumor que ganhou força localmente: a suposta cobrança de 200 mil meticais por talhão, algo que, segundo alguns residentes, poderia tornar inviável o acesso aos terrenos por parte dos jovens. Questionado sobre o assunto, o ministro foi taxativo:

“Ainda não foi decidido qual é o valor efetivamente que vai ser pago por estes espaços. O compromisso do Governo é garantir o acesso a uma terra infra-estruturada, e queremos assegurar que este acesso será feito de forma justa e acessível. Não podemos olhar para estes terrenos como um negócio — eles existem para promover a autoconstrução e responder à necessidade habitacional da juventude.”

A clareza do ministro visa travar especulações e reforçar a confiança de quem há muito espera por uma oportunidade concreta de ter um pedaço de terra para chamar de seu. Segundo Fernando Rafael, este é apenas o início de uma iniciativa de alcance nacional: ao todo, serão 49 mil talhões distribuídos em novos centros urbanos por todo o país, cada um destinado a uma família.

O planeamento prevê espaços urbanos com serviços básicos assegurados, para garantir que os beneficiários não apenas tenham acesso à terra, mas possam construir em condições de segurança, salubridade e acesso a oportunidades económicas.

Este projecto surge numa altura em que a juventude moçambicana enfrenta desafios crescentes no acesso à habitação, muitos dos quais associados ao aumento da urbanização desordenada, à especulação imobiliária e à ausência de políticas habitacionais estruturadas que olhem para o jovem como prioridade. O esforço do Governo, segundo o ministro, é justamente inverter esse quadro e apostar em soluções que devolvam esperança e dignidade a quem quer — e merece — construir um futuro melhor.

A nova centralidade de Vilankulo, em Inhambane é, por isso, mais do que um aglomerado de talhões. É um símbolo de um novo começo. Um espaço onde o planeamento urbano dialoga com a justiça social. Onde a juventude pode, finalmente, plantar raízes com a certeza de que está a nascer num território feito também a pensar nos seus sonhos.

No distrito de Limpopo, em Gaza, há famílias que conservam os corpos de entes queridos em casa, ou têm de percorrer quase 25 quilómetros para o efeito, na sequência da inoperância da morgue do Hospital Rural distrital. Segundo a população a morgue está inativa há quatro anos. A Direcção provincial de Saúde já reagiu ao assunto.

A morgue do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, na província de Gaza, está inoperacional devido à avaria do sistema de refrigeração. Neste momento, a população é forçada a percorrer quase 25 quilómetros, para o Hospital Provincial de Xai-Xai para conservar os corpos dos seus entes queridos. 

A população queixa-se de intimidações sempre que tentam expressar o seu desagrado

Sandra Mucache recorda com angústia o drama atravessado pela sua família aquando da perda do seu pai.

“O meu pai perdeu a vida neste hospital, mas fomos solicitados a levantar o seu o seu corpo de noite”, reclama. 

Confrontada com a situação, a Direcção Provincial da Saúde tratou de atirar todas culpas ao empreiteiro. Sem avançar os valores envolvidos, Sérgio João alegou que o responsável recebeu o dinheiro e desapareceu.

Sobre as  saídas para aliviar o sofrimento de pouco mais de 100 mil habitantes, o sector garantiu estar em curso  trabalho para instalação de uma morgue no centro de saúde de Mauawasse, em duas semanas.

Três pessoas morreram e 11 ficaram feridas, depois de um acidente de viação envolvendo duas viaturas, na rotunda da CMC, na cidade de Maputo. O excesso de velocidade é apontado como a causa do sinistro. 

Uma noite de sexta-feira sangrenta, na zona da Rotunda da CMC, na cidade de Maputo. 

O acidente de viação envolvendo duas viaturas ligeiras, uma das quais de transporte semicolectivo de passageiros, ocorreu por volta das 20 horas, e em resultado, três pessoas morreram no local. 

“Ali o que aconteceu é que duas (pessoas) estavam graves, que se tivessem encontrado ajuda rapidamente talvez tivessem conseguido sobreviver, porque a outra, dava para perceber que  não ia  suportar”. 

Quem viu de perto a ocorrência,  fala de excesso de velocidade, como a possível causa do acidente. 

As vítimas do sinistro foram todas levadas ao Hospital Central de Maputo, que confirmou a entrada dos pacientes. 

“O Serviço de Urgências do HCM recebeu na noite do dia 11 de Julho, onze pacientes vítimas de um acidente de viação do tipo choque entre viaturas, entre duas viaturas, sendo uma delas ligeira particular e outra de transporte semicolectivo de passageiros.  Sete pacietes sao do sexo masculino e quatro feminino, com idades compreendidas entre 18 e 59 anos”, explicou Amina Jemusse, Médica de Clínica Geral, do Hospital Central de Maputo.  

Até a manhã deste sábado,  ainda eram visíveis rastros do acidente no local. Quem sempre está nos arredores da rotunda da CMC, fala de excesso de velocidade por parte de vários automobilistas, sobretudo nas noites de fins-de-semana. 

“Principalmente às sextas feiras, tem andado a altas velocidades. Principalmente por volta das 0 ou 01 hora”.

As vítimas mortais do sinistro desta Sexta-feira,  têm idades entre 27 e 40 anos. 

Há três casos confirmados da varíola dos macacos na província do Niassa. O Ministério da Saúde diz que os pacientes estão clinicamente estáveis e em isolamento domiciliar. Equipas do INS e da Direcção Nacional de Saúde Pública a nível central estão naquele ponto do país para prestar assistência. 

Através de um documento, o Ministério da Saúde confirma a existência de casos que testaram positivo para a Mpox, ou simplesmente, varíola dos macacos, no distrito do Lago, província do Niassa. 

“(…) No dia 08 de Julho, foram identificados três casos suspeitos de de Mpox (varíola dos macacos) no distrito de Lago (Posto Administrativo de Metangula e Cobue), província do Niassa. No dia 10 de Julho, o laboratório de saúde pública na província do Niassa confirmou tratar-se casos positivos de Mpox”, lê-se no documento.

Neste momento, segundo o MISAU, estão a ser feitos testes laboratoriais adicionais para a genotipagem, mas garante que os pacientes encontram-se clinicamente estáveis e em isolamento domiciliar.  

Para controlar o surto, o Ministério da Saúde refere que: “uma equipa do nível central, composta por técnicos da Direcção Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional de Saúde, foi destacada para prestar apoio técnico à província e o distrito, incluindo na monitoria do tratamento de casos positivos em isolamento, identificação dos contactos e mantê-los em quarentena, divulgação de mensagens de prevenção e reforço da vigilância epidemiológica”. 

No contexto da região africana, entre 01 de Janeiro e 08 de Julho de 2025, foram notificados em 22 países, mais de 77 mil casos da varíola dos macacos, dos quais quase 26 mil foram positivos, resultando em 501 mortes. 

A Mpox ou varíola dos macacos é uma doença viral, transmitida de animais para seres humanos, identificada, pela primeira vez, em 1970 na República Democrática de Congo.

A doença manifesta-se de forma inespecífica com febres, dores de cabeça, inchaço dos gânglios, dores nas costas e fraqueza e, posteriormente, surgem borbulhas. 

As autoridades de saúde apontam como medidas de prevenção: 

  1. Evitar contacto físico com pessoas infectadas ou animais contaminados;
  2. Evitar contacto com roupa, lençois e toalhas de pacientes infectados sem uso de material de protecção;
  3. Limpar e desinfectar superfícies possivelmente contaminadas;
  4. Vacinação do grupo de risco (contactos dos positivos, profissionais de saúde e da linha da frente) no entanto o acesso à vacina a nível global ainda é limitado. 

A varíola dos macacos foi declarada como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, pela segunda vez, em Agosto de 2024, devido ao número de casos positivos, óbitos e o alastramento da doença. 

O Ministério da Saúde apela à população em geral a evitar pânico, manter a calma, evitar desinformação e a recorrer a fontes oficiais de comunicação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, hoje, a Escola de Secundária de Zintava, no distrito de Marracuene, no prosseguimento da visita de trabalho que efectua à província de Maputo. O estabelecimento de ensino conta com dez salas de aula e um pavilhão gimnodesportivo.

É o último dia da visita de trabalho de três dias do Chefe do Estado à província de Maputo. Daniel Chapo trabalha em Marracuene, onde, entre várias actividades, inaugurou uma escola secundária. Chapo destacou o compromisso do Governo em melhorar a qualidade de ensino no país. 

O Presidente do Município de Marracuene, Shafee Sidat, avançou que o empreendimento teve um custo de 35 milhões de meticais e foi construído em três meses.

A Raff Military Textile, uma empresa turca de fabrico de material militar, continua com atenções viradas para Moçambique, que vê como um “centro de oportunidades” para se formar na África Austral.

Os turcos, que recentemente estiveram em Moçambique e reuniram com autoridades nacionais de defesa e segurança, encontram-se agora nos Camarões, onde também se reúnem com líderes do sector de defesa nos Camarões, também com intenção de se fazer conhecer e vender os seus produtos de defesa e segurança militar.

Apesar da sua digressão por alguns países do continente africano, com destaque para África Austral, onde também visitaram, para além de Moçambique, a Zâmbia, o CEO da empresa turca, Eray Yükseloğlu, continua cativado pelo potencial que viu em Moçambique.

A empresa turca expressou que o seu foco principal está firmemente em estabelecer uma presença forte e duradoura no mercado moçambicano, até porque a recente visita revelou que o país é muito mais do que apenas uma paragem na digressão, mas como um portal vital para a região austral no seu todo.

A equipa da Raff Military Textile ficou bastante impressionada com a posição de Moçambique, e o CEO da empresa, Eray Yükseloğlu, destacou a sua importância como um centro vital para os países de língua portuguesa em África.

“Não estamos apenas à procura de clientes. Estamos à procura de parceiros”, afirmou Yükseloğlu, que acrescentou ainda que “o nosso objectivo é construir algo sustentável em Moçambique”. 

Para o alcance dos objectivos, os turcos dizem acreditar no poder da colaboração local. “Estamos a estender oficialmente um convite aberto a potenciais parceiros locais que partilhem a nossa visão e ambição. Queremos combinar a nossa experiência internacional com o seu inestimável conhecimento local para criar uma operação verdadeiramente central e bem-sucedida”, disse Eray Yükseloğlu.

O ambiente económico estável do país e o claro potencial de crescimento foram citados como principais factores de atracção.

Numa declaração feita sobre Moçambique, o CEO da empresa diz que “os nossos pensamentos e as nossas mentes ainda estão em Moçambique”, augurando por respostas positivas por parte das autoridades nacionais.

“A estabilidade do mercado e as oportunidades profissionais que apresentam e o Espírito acolhedor da sua comunidade empresarial são inesquecíveis. É um país comercialmente fértil que parece perfeitamente preparado para um desenvolvimento significativo. Vimos, não apenas o mercado, mas um futuro dinâmico e promissor do qual estamos extremamente ansiosos por fazer parte”, disse.

Este sentimento mostra o forte impacto que a visita teve no país.

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