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O País – A verdade como notícia

Província de Gaza em alerta devido à crescente onda de assassinatos. Residentes da “terra prometida”, em Xai-Xai, estão aterrorizados, na sequência do assassinato de um cobrador de 39 anos de idade, seguida de extração dos seus órgãos. Já são  nove casos registados entre Maio e Junho. A polícia promete investigar. 

Uma onda de assassinatos em circunstâncias pouco claras em Gaza tem dominado as manchetes há três semanas. Depois de Bilene, Chokwe e Limpopo, o mais recente caso foi registado em Xai-Xai, na terra prometida.

“Que sejam parcelados estes terrenos ociosos, que têm sido esconderijo para malfeitores. Hoje temos esta morte. Não sabemos se o assassinaram aqui ou apenas vieram deixar o seu corpo”, Rosalina Hombe, chefe do bairro. 

A vítima foi sequestrada no dia 25 de Maio na paragem “Madagáscar”, morto e seus os órgãos genitais extraídos.

O crime confirmou a suspeita da presença de homens que, munidos de catanas, assaltam, agridem e matam homens e mulheres. O caso veio agudizar o medo e pânico entre os residentes.

Os residentes de Mbalanine mostram-se indignados com a Polícia, acusando- de fazer pouco para combater a crescente taxa de criminalidade por conta de terrenos ociosos,

O porta-voz da PRM, em Gaza, diz que decorrem trabalhos de investigação e pede colaboração de todos.

O medo é a palavra que mais se ouve em Gaza. Já são nove casos registados em menos de dois meses.

A Polícia em Chimoio deteve mais um suposto criminoso, acusado de protagonizar assaltos em residências, nalguns bairros da cidade de Chimoio, em Manica. Trata-se de um menor de idade, que agia em parceria com um indivíduo que morreu, após ser agredido pela população. 

Uma quadrilha composta por dois integrantes, que ameaçam as vítimas com recurso a uma catana. O membro de 17 anos acabou detido na posse de quatro televisores, o outro jovem perdeu a vida depois de ser brutalmente espancado por populares.

“Ele me levou e disse que vamos roubar. Tirou catana. Entramos numa casa e levamos plasma e deixamos a catana para as pessoas não nos seguirem”, contou o indiciado. 

A PRM avança que um dos indivíduos foi agredido pela população e perdeu a vida no Hospital Provincial de Chimoio. O outro foi alvejado no membro inferior, quando tentava empreender uma fuga. 

Numa das acções, os indiciados invadiram a casa de um casal, onde retiraram uma TV e um telemóvel.

“Primeiro foi a minha senhora que saiu primeiro. Quando já me chama e pergunta onde está o plasma  (…) Então, quando saio do quarto vejo que já não tem o plasma e também não tinha telefone”, partilhou uma vítima. 

Nos últimos dias, assaltos protagonizados por indivíduos com recurso a instrumentos contundentes, vulgo homens catana, têm estado a reduzir na cidade de Chimoio.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) outorgou, hoje, o título de Doutor Honoris Causa ao então  Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel. O acto insere-se nas celebrações do 50.º Aniversário da Independência Nacional e constitui um momento de homenagem ao legado histórico, político e humanista do primeiro Presidente de Moçambique independente.

Segundo o comunicado da Presidência da República, “a atribuição deste título honorífico por parte da Universidade Eduardo Mondlane visa reconhecer, de forma académica e institucional, o contributo inestimável de Samora Moisés Machel para a afirmação do Estado moçambicano, a promoção da justiça social e a valorização da educação e da ciência como pilares do desenvolvimento nacional”. 

 

Elias Dhlakama, antigo guerrilheiro da Renamo e irmão do falecido líder do partido, diz que o DDR  não é um projecto da Renamo. O antigo guerrilheiro afirmou ainda que o encerramento das sedes da Renamo faz sentido, pois é uma consequência de problemas internos oriundos da má gestão que levou a Renamo ao terceiro lugar, nas últimas eleições.  

“É a partir dali que a Renamo foi enterrada. Diz-me o que significa DDR, desmilitarização, desmobilização,  reintegração na sociedade. O Dhlakama não deixou esse projecto, quero chamar atenção. Para Dhlakama, era a reintegração dos homens da Renamo  em todas as instituições da defesa e segurança. Aqueles que são inaptos ou velhos seriam desmobilizados e reintegrados na sociedade, mas não é  o que aconteceu”, explicou. 

Este antigo guerrilheiro da Renamo explicou de seguida que Afonso Dhlakama não liderou a revolução para exigir dinheiro para melhoria das condições de vida dos seus soldados.

“As tropas deviam ter condições, uma vez que eles trabalhavam. Estavam nas matas, então, saíndo das matas, deviam ter subsídios, isso é lógico, mas o fim último não era exigir  o Governo para pagar as tropas, o objectivo era a descentralização”, acrescentou  

Dhlakama culpou depois a actual liderança da Renamo pela não concretização do processo de descentralização, nomeadamente: a realização de eleições distritais, projecto deixado por Afonso Dhlakama.  

“Ao colocar os seus elementos na comissão da iniciativa do Presidente para a não realização das eleições distritais, a Renamo cooperou. Quando se acusa a Frelimo, não é verdade. Com que base a Renamo colocou os seus elementos na comissão, não faz sentido”, reclamou.  

Sobre o encerramento das sedes da Renamo e do gabinete de Ossufo Momade, acto protagonizado por antigos guerrilheiros, Elias Dhlakama deu razão aos militares. 

“O encerramento das sedes não é problema, mas a consequência de um problema. O que se deve resolver na Renamo não é o encerramento das sedes. O que se deve resolver na Renamo é o que fez com que a Renamo ficasse em terceiro lugar, esse é que é o problema da Renamo. Porque a Renamo perdeu os oito municípios, esse é que é o problema da Renamo

Para o nosso entrevistado a solução para os problemas é Ossufo Momade deixar o cargo. “Se a situação da Renamo exige a demissão do seu líder, porque não o fazer. Eu tenho ouvido muitas vezes: Porque fui eleito, mas quem elegeu. As mesmas pessoas que elegeram são as que exigem a sua demissão. Porque não se pode demitir em prol do seu partido, se é realmente compatriota.   Ele devia mostrar essa posição”, vincou. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve dois indivíduos de 17 e 18 anos de idade, respectivamente, acusados de fazerem parte do grupo que vandalizou oito viaturas na estrada circular, no último fim-de -semana, nas proximidades da terceira rotunda. 

Foi um crime que chocou os automobilistas e moradores ao longo da “circular” de Maputo, que no último sábado foram surpreendidos com a acção dos malfeitores. 

Após os acontecimentos, a PRM desencadeou um trabalho de investigação, que culminou com a detenção de dois indivíduos. Os jovens confessam o crime e culpam o álcool pela vandalização e contam que o acto ocorreu quando eles voltavam de um convívio. 

O porta-voz da PRM na província de Maputo, Cláudio Ngulele, explicou que o grupo responsável pela vandalização era composto por seis pessoas, que antes de cometerem o crime posicionaram no local para fazer cobranças ilícitas aos automobilistas que passam por estrada circular de Maputo, concretamente na zona da terceira rotunda. 

Para a polícia, a falta de iluminação é um aspecto que propicia a ocorrência de crimes, e chama atenção aos gestores da via.

“Queremos apelar aos gestores para que com muita celeridade coloquem a iluminação nesta via, de modo a garantir maior segurança, não só dos automobilistas, assim como de todas as pessoas que circulam no período nocturno”, alerta. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve dois indivícuos de 17 e 18 anos de idade, respectivamente, acusados de fazerem parte do grupo que vandalizou oito viaturas na estrada circular, no último fim-de -semana, nas proximidades da terceira rotunda. 

Foi um crime que chocou os automobilistas e moradores ao longo da “circular” de Maputo, que no último sábado foram surpreendidos com a acção dos malefeitores. 

Após os acontecimentos, a PRM desencadeou um trabalho de investigação, que culminou com a detenção de dois indivíduos. Os jovens confessam o crime e culpam o alcoól pela vandalização e contam que o acto ocorreu quando eles voltavam de um convívio. 

O porta-voz da PRM na província de Maputo, Cláudio Ngulele, explicou que o grupo responsável pela vandalização era composto por seis pessoas, que antes de cometerem o crime posicionaram no local para fazer cobranças ilícitas aos automobilistas que passam por estrada circular de Maputo, concretamente na zona da terceira rotunda. 

Para a polícia, a falta de iluminação é um aspecto que propicia a ocorrência de crimes, e chama atenção aos gestores da via.

“Queremos apelar aos gestores para que com muitab celeridade coloquem a iluminação nesta via, de modo a garantir maior segurança, não só dos automobilistas, assim como de todas as pessoas que circulam no período nocturno”, alerta. 

O pão de cada dia ficou dois meticais mais caro na província de Gaza, desde há duas semanas. O pão de 80 gramas, que antes custava 7 meticais, passou a custar 9, enquanto o de 130 gramas subiu de 10 para 12 meticais. A medida está a gerar indignação entre os consumidores, que exigem uma imediata redução dos preços e questionam a qualidade e o peso do pão actualmente produzido.

“Porque o pão já subiu, está muito difícil agora a vida. O pão pequeno já está a 9 meticais e o pão grande a 12 ou 14 meticais. Tudo está muito difícil”, lamentou um cidadão.

Com as recentes alterações na tabela de preços, Atália João, que vive com mais nove pessoas, afirma que as despesas com pão tornaram-se insustentáveis. Antes da subida, gastava cerca de 90 meticais por dia, o que totalizava 2.700 meticais por mês. Com o novo preço, as despesas mensais subiram para 3.600 meticais, obrigando a reduzir a compra diária de 9 para apenas 4 pães.

“Não está fácil, não estamos a aguentar. As crianças até acabam chorando (…) e para voltar a comer mandioca é uma briga terrível”, frisou.

João Mondlane, de 25 anos, é estudante universitário e vende pão para ajudar nas despesas da família. Conta que, desde a subida do preço, os clientes desapareceram. “Teve um impacto muito negativo, reduziu de forma drástica mesmo. Antes da subida, requisitávamos cerca de 150 pães por dia. Mas agora, só requisitamos entre 50 a 60 pães”, disse.

As três principais padarias da cidade de Xai-Xai, sem gravar entrevista, explicaram ao jornal O País que o aumento do preço do pão foi inevitável, devido à subida dos custos operacionais, como os preços da farinha de trigo, vitaminas, água e energia. Segundo explicaram, o saco de 50 quilos de trigo, que antes custava 2.300 meticais, passou a custar 2.750 meticais.

Entretanto, os consumidores mostram-se insatisfeitos com a qualidade e o peso do pão produzido nos últimos tempos, e exigem uma fiscalização rigorosa e uma revisão dos preços em vigor. “Não é normal agora dizerem que é 12 meticais, enquanto é a mesma medida. Se reduzirem para 11 meticais seria muito bom”, apelou um consumidor.

A Direção Provincial da Indústria e Comércio, bem como a Associação dos Panificadores de Gaza, recusaram-se a prestar declarações sobre o assunto. Refira-se que a última revisão do preço do pão em Gaza ocorreu há três anos.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, reafirmou o compromisso do país em estreitar a cooperação com a Fundação Merck, com foco na formação de profissionais de saúde, promoção da igualdade de género e combate às uniões prematuras.

A declaração foi feita esta quinta-feira, em Dubai, durante a Reunião do Comité da Iniciativa das Primeiras-Damas da Fundação Merck, no âmbito da VII edição da iniciativa, onde Gueta Chapo participou como convidada de honra, ao lado das suas homólogas de outros países africanos.

Segundo revelou, Moçambique beneficiou de 18 bolsas de estudo atribuídas a médicos, com destaque para a formação em diabetes e endocrinologia, no quadro do Programa Nacional de Pontos Azuis em Diabetes da Fundação Merck. A formação foi ministrada em língua portuguesa, facto que, segundo destacou, facilitou a assimilação dos conteúdos pelos formandos.

Além disso, foram concedidas outras três bolsas em áreas prioritárias, como Medicina Aguda, Doenças Infecciosas e Gestão da Dor, reforçando a capacitação técnica do sistema nacional de saúde.

Gueta Chapo expressou ainda gratidão pela atribuição de mais de 140 bolsas de estudo, 100 destinadas a profissionais de saúde e 40 a raparigas em situação de vulnerabilidade, incluindo órfãs e filhas de viúvas.

A Primeira-Dama destacou também o impacto social da campanha “Mais do que uma Mãe”, da Fundação Merck, que promove o empoderamento de mulheres com infertilidade, através da informação e mudança de mentalidades.

No encerramento da sua intervenção, Gueta Chapo sublinhou o empenho do seu Gabinete na luta contra as uniões prematuras e na defesa dos direitos das raparigas. “Quando caminhamos juntas, somos mais fortes”, afirmou, renovando o compromisso com uma cooperação transformadora a nível nacional e continental.

O secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuacua, defende que a classe académica deve ouvir, ler e escrever mais sobre a Luta de Libertação Nacional para que a história não se perca. Já o escritor moçambicano, Luís Bernardo Honwana, entende que é na academia onde se deve buscar o Espírito Patriota. Os intervenientes falavam no âmbito dos 50 anos da Independência. 

O  Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, que falava na abertura da Conferência Internacional-Moçambique e as Independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, destacou o importante papel da academia na preservação da história da Luta de Libertação Nacional.   

Edson Macuacua defendeu que enraizar o patriotismo, entre os moçambicanos, é um dos caminhos para a busca de soluçoes conjuntas, para vencer os desafios actuais, ligados ao terrorismo e a pobreza.

“Exortamos aos jovens para que se inspirem nos valores e principios dos jovens de 25 de Setembro, de coragem e nacionalismo para vencer os desafios actuais, como o terrorismo, mudancas climaticas e pobreza, construindo os aliceces para a noss independencia economica”, disse Edson Macuacua.

Reforçou que as próximas gerações não terão a mesma sorte e não irão perdoar a actual geração se não estudar, sistematizar e escrever, publicar a história da Luta de Libertação Nacional e assegurar que ela seja apropriada, para que nela possam buscar referências e inspiração, para enfrentar e superar os desafios do presente e do futuro com patriotismo.

O escritor Luís Bernardo Honwana, um dos oradores no evento, defendeu, por sua vez, a introdução da educação patriótica nas escolas. 

“A escola é que deve ser o centro difusor dos princípios e valores de patriotismo. No processo de ensino e aprendizagem isso deve estar incluído ”, explicou o veterano. 

O evento, que foi organizado pela Universidade Pedagogica de Maputo, contou com a participação de veteranos da Luta de Libertação Nacional,  activistas e académicos.

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