Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Conselho Cristão de Moçambique diz que é preciso união da religião, Governo e todas forças vivas da sociedade para a recuperar os valores morais. A instituição reagia em torno da onda violência que tomou as escolas.

O Governo reagiu na semana finda à volta da onda de violência nas escolas em geral, e, em particular, acerca do mais recente caso de alunos envolvidos em actos sexuais, onde uma aluna foi violada por quatro dos seus colegas. Samaria Tovela, titular da pasta da Educação e Cultura, disse que a sociedade perdeu valores morais, ao mesmo tempo que reclamou a ausência dos pais na educação dos filhos. Tovela, pronunciou-se alguns dias depois da activista social Graça Machel ter dito que a sociedade está doente.

Este sábado, O País contactou o Conselho Cristão, instituição religiosa responsável por promover a unidade cristã, e o desenvolvimento humano, com foco na justiça socioeconómica para colher o seu parecer sobre o assunto. Rodrigues Dambo, Presidente daquela instituição religiosa, também denunciou a perda de valores morais e a disfunção da família como a responsável primária pela preparação e formação do homem.

“A família deixou de desempenhar o seu papel de educador, de aconselhador, de quem prepara o Homem do amanhã”, disse. 

Jamisse Cumbane, um ancião de 71 anos de idade, expressando um sentimento de indignação, disse que os tempos mudaram e denunciou a falta de temor nesta geração. 

“O carácter vinha dos pais, porque nós herdávamos dos nossos pais. Aquilo que dizem em dialecto é mau, era aquilo que nós herdávamos, mas agora quando dizes isto, meu filho, não se faz, ele diz que você está ultrapassado“, desabafou o ancião.

Olga Macuácua, uma mãe de cinco filhos, com 50 anos de idade, também denuncia  a falta de temor nesta geração  e conta como o temor e obediência a salvaram de desvios comportamentais. “Na nossa era, crescemos junto aos avós, aos nossos pais, com aquela educação que diziam que isto não é. É que de verdade, tínhamos que seguir e diziam que se você seguir, algo errado irá dar na sua vida, então nós cresciámos, de verdade, com medo de saber que se eu seguir isto, enquanto não é da lei, eu irei ficar mal na minha vida“.

Por seu turno, o Presidente do Conselho Cristao de Moçambique, Rodrigues Dambo, defendeu a união de todas instituições sociais, incluindo o governo, como  solução. “Temos que caminhar todos juntos na educação desta sociedade, também a religião deve se unir e trazer os aspectos morais, doutrinários que podem ajudar a melhorar esta situação e nós acreditamos, como religião, que sim, é possível“. argumentou o servo de Deus.

Lembre-se que nos últimos tempos, as escolas têm sido transformadas em palcos de pancadarias entre vários grupos de alunos, envolvimento de alunos menores de idade em actos sexuais, para além do consumo de álcool, um problema que há anos, o Governo tenta controlar.

A Praça dos Combatentes, ou simplesmente Xiquelene, esteve hoje com uma imagem diferente. Não havia informais nos passeios, seis dias depois do município determinar a obrigatoriedade de abandono do local. A Polícia Municipal diz haver cumprimento e a fiscalização ocorre durante todo o dia.

A azáfama habitual de Xiquelene, nome dado à Praça dos Combatentes, foi substituída, este sábado, por uma tranquilidade rara de se ver no local. Se é uma luta vencida contra os informais, o tempo dirá, mas a Polícia Municipal tem uma explicação para esta mudança de imagem.

Apesar da sensibilização da polícia, tem havido conflitos entre  as autoridades e os vendedores no período da tarde, e para evitar que os comerciantes desobedeçam as ordens, tem havido fiscalização até o fim do dia. 

“Os vendedores estão a dirigir-se aos mercados, mas ainda há vendedores que permanecem neste local, e não estão a exercer a actividade de forma rotineira,  mas de forma tímida. Nós estamos a sensibilizar’’ afirmou porta voz da polícia municipal – Arsénia Miambo

Entretanto, os vendedores que estão a ocupar as bancas  atribuídas pelo Município queixam-se da falta de clientes. Aliás, dizem que muitos deixam de ocupar as bancas justamente porque não há quem compre os seus produtos. 

“Nas horas de ponta, sobretudo no período da tarde, tem havido conflitos entre a Polícia Municipal e estes vendedores, porque a intenção deles é mesmo exercer essa actividade nesses locais impróprios’’ salientou Arsenia Miambo. 

A Polícia Municipal afirma   que vai continuar a sensibilizar os comerciantes, até que os informais ganhem consciência da necessidade de não ocupar os passeios e bermas das estradas.

As bancas estão sempre vazias, na segunda-feira passada a polícia veio fazer fiscalização, as vendedeiras  estiveram dentro do mercado até as 15 horas, mas depois voltaram a sair, alegando que dentro do mercado não compradores

“As pessoas que descem do chapa não chegam aqui para comprar’’ explicou uma vendedeira. 

O Papa Leão XIV afirmou hoje que “os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, perante os desafios que o mundo enfrenta actualmente, desde conflitos armados, divisões entre povos e movimentos migratórios.

Segundo a RTP, esta mensagem do pontífice norte-americano, divulgada hoje, foi enviada à assembleia nacional do movimento católico Pax Christi nos Estados Unidos, que se realiza por estes dias.

“Entre os muitos desafios que o nosso mundo enfrenta actualmente, incluindo os conflitos armados generalizados, as divisões entre os povos e os desafios da migração forçada, os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, escreveu o chefe da Igreja Católica.

A este propósito, Leão XIV recordou as palavras que utilizou após ter sido eleito Papa e ter aparecido na varanda da Basílica de São Pedro, reforçando o que considera que é mais necessário do que nunca: “Uma paz desarmada, e uma paz desarmada, humilde e perseverante”.

Para tal, o Papa defendeu que “é essencial”, acima de tudo, que os católicos “se tornem criadores de paz na sua vida quotidiana”.

“Nas paróquias, nos bairros e, sobretudo, nas periferias, é ainda mais importante que uma igreja capaz de reconciliar esteja presente e seja visível”, instou o chefe da Igreja Católica.

Leão XIV destacou ainda o convite do movimento Pax Christi “para transformar as comunidades locais em casas de paz, onde se aprende a desativar a hostilidade através do diálogo, onde se pratica a justiça e se preserva o perdão, considerando que se trata de “um caminho a seguir” para se ser irmãos e irmãs.

O Município da Beira deu um prazo de 72 horas para que os comerciantes retirem os seus estabelecimentos na berma da Estrada Nacional Número Seis (EN6). O grupo acredita que os seus espaços foram atribuídos a um cidadão estrangeiro e que ninguém quer assumir a responsabilidade da indemnização.   

Está  instalado mais um braço de ferro entre a autarquia da Beira e um grupo composto por cerca de 20 pequenos comerciantes,  que realiza as suas actividades nas bermas da EN6, no bairro de Inhamizua, em Sofala.

É que os comerciantes contam que foram notificados pelo município para, em 72 horas, demolir os seus estabelecimentos comerciais, mas não entendem os motivos. Sob o seu ponto de vista, a decisão do município deve-se ao facto do terreno ocupado pelos comerciantes ter sido vendido a um cidadão estrangeiro. 

Os visados dizem ainda que os seus estabelecimentos foram implantados com conhecimento das estruturas municipais. 

O “O País” contactou o município da Beira para colher explicações sobre o assunto, que  garantiu se pronunciar sobre o assunto na segunda-feira. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, anunciou esta sexta-feira, em Mocuba, província da Zambézia, que as obras da ponte sobre o rio Licungo e  da circular de Mocuba vão arrancar no próximo ano. 

O Chefe do Estado  garantiu ainda que até finais de Agosto e princípios de Setembro, será  enviada uma ambulância para responder às necessidades do distrito, em resposta ao pedido feito pela população durante o comício  que realizou no distrito de Mocuba, província da Zambézia.  

“Viemos aqui em Mocuba para falar aquilo que vamos fazer. Não nos  esquecemos do que prometemos aqui em Mocuba durante a  campanha eleitoral. Por isso, viemos aqui para reafirmar. A ponte sobre  o rio Licungo e a circular de Mocuba no próximo ano vão arrancar”,  declarou Chapo, acrescentando que “até finais de Agosto e princípios de Setembro a  ambulância vai estar em Mocuba”. 

No comício, o estadista reiterou o seu projecto de transformar  Mocuba numa cidade com maior relevância política e institucional,  incluindo a instalação da futura cidadela parlamentar, que transferirá  o Parlamento de Maputo para a região centro do país. 

O Presidente da República apelou ainda à paz, à união e à  vigilância como condições indispensáveis para a concretização dos  projectos de desenvolvimento. 

Entre as principais preocupações apresentadas pela população durante o comício,  destacam-se a necessidade de expansão da rede eléctrica,  reabilitação de vias de acesso, construção de mais pontes e sistemas  de abastecimento de água e o reforço da assistência médica com  mais ambulâncias. Os populares disseram-se confiantes de que o  Presidente da República irá dar a devida atenção a estas  preocupações.

O número de casos de gravidez precoce em Cabo Delgado tende a aumentar, devido aos ataques terroristas. A situação está a preocupar o Governo e as organizações da sociedade civil, que estão a trabalhar de forma condicionada.

Cabo Delgado sempre foi uma das províncias com o mais elevado índice de uniões prematuras mas agora a situação agravou- se devido a insegurança.

“Aumentou o número de casos de violência baseada no género. As uniões  prematuras também têm tendência a aumentar, pois as raparigas e crianças estão, de certa maneira, desprotegidas, algumas perderam os seus progenitores, outras ficaram separadas  dos seus familiares e estão acolhidas em centros de acolhimento ou em famílias acolhedoras. Temos que dizer que esta situação aumentou a vulnerabilidade das meninas e raparigas”, avançou Kiriliana Mubule, Directora do Género Criança e a Acção Social em Cabo Delgado.  

As organizações não governamentais nacionais e estrangeiras estão a lutar para travar as uniões prematuras em Cabo Delgado, mas  a insegurança está a comprometer algumas acções,  sobretudo na zona norte de Cabo Delgado. 

“Compromete, sobretudo, as metas e as actividades que a FDC tem vindo a desenvolver, mas a FDC trabalha onde as comunidades existem (…) Temos desafios sim, por causa da insegurança, mas é lá onde há mais necessidades para as nossas comunidades”, explicou Benedita Langa, representante da FDC em Cabo Delgado. 

O Governo fala de aumento de casos de uniões prematuras devido ao terrorismo, mas não apresenta dados estatísticos.

 

Mulheres deslocadas do terrorismo em Cabo Delgado pedem o fim do conflito armando, para que regressem as zonas de origem e retomem as suas actividades económicas. As deslocadas recorrem à palha para fazer vários produtos e tentar reiniciar a vida. 

Mulheres deslocadas de Cabo Delgado, em resultado do terrorismo, que afecta a provincia desde 2017, transformam a dor em arte, por meio do artesanato. 

No distrito de Palma, o grupo perdeu quase tudo, desde suas casas, até seus familiares mortos.

“Em Cabo Delgado perdi muitas coisas. Eu tinha as mínimas condições, mas perdi tudo. Foram três casas, todas queimaram, apenas consegui fugir com os meus filhos”, relatou Olinda Bacar, deslocada do Terrorismo.  

Desde a eclosão dos ataques terroristas, a vida tornou-se difícil.  

Actualmente, recorrendo a palha extraída nas matas e tingidas com cores da terra, as mulheres produzem vários produtos, como forma de reerguer-se.

“Kuinua”, em Swuahili, ou simplesmente “Eleva-te, Mulher” é o nome atribuído a exposição lançada, esta sexta-feira, pelas deslocadas do terrorismo.  

“Para mim, esta exposição é algo muito bom, porque sinto que iremos melhorar as nossas condições de vida e é como se me estivesse a esquecer de todo sofrimento que passei em Cabo Delgado”. 

A exposição foi inaugurada pelo Secretário de Estado do Gênero e Acção Social. 

“Este projecto transmite uma poderosa mensagem de força, esperança e reconstrução de vida. O mérito do Kuinua reside não apenas no seu enfoque, que é o empoderamento económico e social, mas também no facto de dar voz às mulheres, contribuindo para a elevação da sua auto-estima”, explicou Abdul Razaque, Secretário de Estado do Gênero e Acção Social.

Fazem parte do grupo mais de 200 mulheres, que se expressam por meio do artesanato e manifestam o desejo de ver a província de Cabo Delgado livre do terrorismo. 

Kuinua é uma iniciativa promovida pela Fundação Masc com o objectivo de garantir o empoderamento das mulheres.

O Conselho Municipal de Maputo exige maior articulação entre as empresas que operam na reciclagem do lixo e os catadores para melhorar a gestão dos resíduos sólidos na capital do país. A edilidade promete endurecer as medidas de controlo da actividade nos próximos dias. 

A gestão de lixo na cidade de Maputo continua a desafiar a todos. Na busca das melhores estratégias para a actividade de recolha dos resíduos sólidos, o Conselho Municipal de Maputo reuniu-se, esta sexta-feira, com as empresas de reciclagem com foco na actuação dos catadores. 

Presente no encontro, o ambientalista Rui Silva entende que a educação ambiental é fundamental para estabelecer limites na actividade.

“Eu acho que a associação dos catadores deveria ter um papel muito mais forte, muito mais eficaz, junto dos catadores. Não nos podemos esquecer que estes catadores, grande parte deles, são invisíveis. Nós olhamos para eles e são invisíveis, não lhes damos importância nenhuma, mas eles merecem essa importância”, disse Rui Silva, ambientalista. 

Rasaque Manhique defende uma solução conjunta entre a edilidade, catadores e recicladores dos resíduos sólidos. 

“Não pode parecer que não estamos preparados para reciclar. O que não é verdade, porque a informação que temos é que as empresas estão muito bem organizadas. Não deve agradar também aquela situação que nós temos na via pública, que imagem é que nós queremos para a nossa cidade. Resolvemos o nosso problema de matéria-prima, manda-se buscar o que nós pretendemos, mas não olhamos para o estado em que deixamos os contentores”, disse Rasaque Manhique. 

Por isso, a edilidade adverte que poderá endurecer as medidas de controlo da actividade.

“Nos próximos tempos, como município, vamos ter de exigir um pouco mais das empresas, exigir um pouco mais há-de ser não mais, não menos de critérios. Quem é que vai ao contentor”, declarou o edil de Maputo. 

Após o encontro, a edilidade espera que haja melhor articulação na gestão de resíduos sólidos na capital do país. 

A Vodacom Moçambique e o Instituto Nacional de Tecnologias  de Informação e Comunicação (INTIC) formalizaram, esta Sexta-feira, a assinatura de um  Memorando de Entendimento, que visa apoiar a elaboração do Regulamento Nacional de  Comércio Electrónico, reforçando a base legal e técnica que sustenta o ecossistema digital no  país. 

Durante a cerimónia, o CEO da Vodacom Moçambique, Simon Karikari, frisou o carácter  estratégico da iniciativa, que inscreve a Vodacom como parceiro activo no desenvolvimento  digital do país.

“Reafirmamos o nosso compromisso de ser mais do que um provedor de serviços.  Somos um parceiro digital de desenvolvimento, profundamente empenhado na transformação  da sociedade moçambicana por via da inovação, da inclusão financeira e da cidadania digital”, afirmou. 

Simon, destacou ainda que a contribuição da Vodacom para este projecto é um investimento directo na infraestrutura regulatória do país, com impacto na protecção do consumidor, no  ambiente de negócios e na confiança dos agentes económicos. 

“Reconhecemos que regulamentações fortes e eficazes requerem inteligência colectiva. A nossa  experiência em vários mercados africanos permite-nos oferecer uma visão prática, inclusiva e  sensível ao contexto moçambicano”, acrescentou o CEO. 

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do INTIC, Lourino Chemane, destacou  que o memorando marca um momento de consolidação de uma sociedade de informação  “robusta, inclusiva, segura e orientada para o futuro”. 

 

“Através desta parceria com a Vodacom, viabiliza-se a contratação de consultoria especializada  para a elaboração de um regulamento técnico, capaz de traduzir os princípios jurídicos da Lei de  Transacções Electrónicas em normas operacionais, eficazes e exequíveis”, referiu.

 

A regulamentação, a ser desenvolvida com apoio técnico da Vodacom, irá incidir sobre aspectos chave como: Os requisitos formais das transacções electrónicas; A responsabilidade dos intermediários digitais; Os mecanismos de resolução de litígios em ambiente virtual; A interoperabilidade de plataformas e sistemas de pagamento e as salvaguardas em  matéria de protecção de dados e direitos dos consumidores. 

A assinatura do memorando foi igualmente descrita como um exemplo bem-sucedido de  colaboração entre o sector público e o privado, um modelo que ambas as instituições defendem  como essencial para consolidar um Moçambique digital, resiliente e competitivo no cenário  regional e global.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE