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O País – A verdade como notícia

O Tribunal Administrativo negou dar visto ao polémico concurso público lançado pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas por vícios, falta de observância às condições mais vantajosas para o Estado e ausência de critérios legalmente aceites. Os juízes decidiram ainda remeter o processo ao Ministério Público e mandar processar o Director-Geral do Instituto de Algodão por suspeitas de infracção financeira.

É que mesmo perante a polémica, os resultados do concurso público que adjudicou a prestação de serviços ao IAOM à empresa Future Tecnologies of Mozambique deu entrada no Tribunal Administrativo para receber o visto. 

Antes de tomar a decisão, os juízes remeteram o processo para análise pelo Ministério Público e este concluiu, desde logo, existirem irregularidades, pelo que pediu que o Tribunal Administrativo invalidasse o concurso. 

A análise do próprio tribunal administrativo detectou irregularidades, a começar pela experiência da empresa seleccionada. 

“Considerando a data da constituição da empresa (8 de Abril de 2025), é claramente concludente que a Contratada não preencheu o requisito, não tendo demostrado, por si, experiência comprovada para garantir a execução do contrato celebrado, o que passou ao lado do júri que, na sua análise, não tomou em consideração tal facto, atestando inclusivamente que a contratada Future Technology of Mozambique, reuniu e apresentou todos os requisitos”, considerou o tribunal.

E por esse e demais argumentos analisados no processo, foram todas três decisões, nomeadamente:

Recusar o visto, por não terem sido acauteladas as condições mais vantajosas para o Estado e ainda, em decorrência dos vícios constatados (…) significando que o contrato em apreço não é exequível, sendo insusceptível de produzir qualquer efeito financeiro na esfera do Estado.

Remeter cópias do processo ao Ministério Público junto desta instância jurisdicional por existirem fortes indícios de que o processo pré-contratual, consubstanciado na adjudicação, possa estar pejado de vício passível de declaração de nulidade em decorrência das irregularidades identificadas.

Ordenar os serviços competentes deste tribunal a abertura imediata de um processo de multa contra o senhor Edson Herculano dos Anjos de Almeida, na qualidade de Director-Geral por haver indícios de cometimento de infração financeira.

As partes que não concordarem com a decisão do Tribunal Administrativo têm 10 dias para recorrer.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, diz que as pontes metálicas são a solução mais viável neste momento, face às recorrentes quedas de pontes convencionais na província de Nampula. O governante fez ontem a entrega da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída pelo ciclone Jude.

O ciclone Jude passou pela província de Nampula, mas os estragos continuam visíveis em vários pontos da chamada capital do Norte. Muitas estradas ficaram danificadas. Em alguns distritos como Lalaua, Muecate e Ribáuè, na zona de Quichachi, a circulação de pessoas e bens decorre de forma condicionada, devido ao acentuado nível de degradação das vias, incluindo pontes que caíram.

Questionado pela imprensa sobre o problema, João Matlombe defende que, neste momento, a solução passa pela colocação de pontes metálicas.

João Matlombe garante que está em curso a movimentação de pontes metálicas para garantir a ligação entre os distritos que foram severamente afectados pelo ciclone e reconhece a demora na aquisição do material para repor a transitabilidade. Segundo disse, o Governo está a preparar-se para fazer face à época chuvosa que se aproxima.

Matlombe reconhece que esta medida não resolve o problema de intransitabilidade na província de Nampula. Porém, diz que o Governo não tem recursos financeiros para a construção de novas pontes neste ano.

“Se tivéssemos dinheiro, faríamos, até porque conhecemos as soluções necessárias para tal. O ponto tem a ver com a capacidade financeira para podermos realizar as intervenções”, explica.

O ministro dos Transportes e Logística diz que não se pode enganar a sociedade ou a população. Para ele, a população precisa de saber que o Governo tem estado a fazer obras pontuais para garantir que haja mobilidade de pessoas e bens.

João Matlombe falava nesta quarta-feira, no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, durante a reabertura da ponte sobre o rio Monapo, que tinha sido destruída devido à passagem do ciclone Jude, limitando a transitabilidade por mais de cinco meses.

As obras de reconstrução desta ponte custaram aos cofres do Estado mais de 700 milhões de meticais.

O ministro da Defesa afirma que a modernização, a formação e a conservação dos equipamentos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique devem ser prioridade, para que estejam à altura de responder aos atuais desafios de defesa da soberania do país.

Cristóvão Chume falava  nesta  quinta-feira, em Maputo, durante o lançamento da semana de comemorações dos 61 anos do desencadeamento da Luta de Libertação de Moçambique, ocasião que serviu para reconhecer os oficiais generais e superiores das FADM pelo seu contributo na libertação da pátria moçambicana.

O ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique não são apenas um escudo da nação, mas têm prestado o seu apoio no contexto de outras missões de interesse público, ao serem  solidárias em momentos de dor e nas calamidades naturais.

Para Chime, as FADM estão sempre prontas para salvar vidas, apoiar as comunidades e levar esperança aos moçambicanos, facto que eleva a sua missão, não só no campo de batalha, mas também no contributo em acções de cidadania.

“As FADM estão em prontidão na defesa da soberania e na unidade da pátria e combate cerrado ao terrorismo na província de Cabo Delgado. Esta acção tem sido prioridade, de modo a garantir que Moçambique seja exemplo de resiliência”, explicou Cristóvão Chume.

A celebração  do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique será marcada pela deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade da Matola, estando agendados também desfiles militares.

O comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa nega que haja preferência pelos militares ruandeses, em detrimento das tropas moçambicanas em Mocímboa da Praia. O major-general tenente Freitas Norte diz que o vídeo que circula é falso, com intenção de descredibilizar as Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado.

Há dois dias, esteve a circular nos media um vídeo amador, supostamente capturado em Mocímboa da Praia, dando conta de que a população daquela vila de Cabo Delgado, bastante afectada por incursões terroristas, tem preferência pelos militares ruandeses, em detrimento das tropas moçambicanas.

Nesta quinta-feira, a nossa reportagem confrontou o Estado-Maior General com o facto, tendo este negado a veracidade das imagens.

“Nós estávamos lá, em Mocímboa da Praia, conhecemos como é que é o cenário. Eu vi as imagens. Aquelas imagens, para quem esteve no Teatro Operacional Norte e conhece, em particular, Mocímboa da Praia, há algumas perguntas que deve colocar. Porque, em termos do cenário, o espaço onde aquela actividade é difundida, não é, nem tem nenhuma relação com o espaço que é Mocímboa da Praia”, disse o comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa.

O reitor afirma que a vila de Mocímboa da Praia não tem aquelas imagens em termos de vegetação e de infra-estruturas, e conclui tratar-se de imagens manipuladas, porque, no terreno, a realidade mostra-se contrária.

“Há ali uma sugestão de serem imagens trabalhadas para se atingir um objectivo que eu não sei qual é. No Teatro Operacional Norte, as Forças Armadas são acarinhadas pelo povo, as Forças Armadas trabalham com o povo. O povo nos ajuda, até certo ponto, a indicar quais são as manifestações com alguma tendência que ponha em causa a segurança e estabilidade da região e do povo, em particular. Portanto, há uma análise pormenorizada. Consegue-se identificar que aquilo é um exercício manipulado. E, num processo como este, de conflito, onde há muitas hostilidades, onde há muitos interesses em torno desse conflito, a probabilidade de manipular a informação é maior.”

Em relação ao combate ao terrorismo, Norte fala de controlo da situação.

“A situação actual, posso dizer que as Forças Armadas, sobretudo a partir de Março, Abril, Maio, para cá, nós tivemos uma tendência de ascendência das actividades dos terroristas. Como devem ter tomado conhecimento, chegaram a ir à ameaça na zona de Mecula, mas hoje a nossa actividade cinge-se na perseguição, porque o inimigo já não tem aquele modus operandis anterior, de agir em grupo, adquirir um determinado espaço, onde formam ou criam a sua base permanente. Eles agora estão em movimento, estão dispersos por causa da pressão das Forças Armadas. E nós, como Forças Armadas, como Forças de Defesa e Segurança, no geral, a nossa missão é andar sempre em perseguição para neutralizar e limitar essa mobilidade deles.”

Este comportamento, entende o major-general, onde procuram atingir algumas aldeias isoladamente, fazendo sequestros, para depois pedirem resgates, significa que há um certo desespero no seio dos terroristas, relativamente ao seu asseguramento logístico.

Sobre as mortes de civis nas zonas de combate, Norte lamenta e diz ser resultado de os terroristas, às vezes, se infiltrarem na população, sendo difícil distingui-los.

Acidente de viação do tipo despiste e capotamento provocou a morte de duas pessoas e nove feridos no Distrito de Monapo na província de Nampula. Excesso de velocidade é apontada como a principal causa.

Segundo a Polícia, o acidente ocorreu na tarde de ontem, na zona de Maziotela, quando um veículo pesado de marca Toyota, que saía de Nacala e seguia em direcção à Ilha de Moçambique, despistou-se. 

A PRM aponta para velocidade excessiva, o que causou a morte de duas pessoas e nove feridos. Quatro pessoas estão em estado grave, no Hospital Central de Nampula.

Morreu Amade Chemane Camal Júnior, aos 71 anos, vítima de doença, em Portugal. O político e empresário moçambicano foi comentador na STV Notícias.

Amade Camal foi PCA da Sir Comércio Internacional (Sir Motors) e fez parte de importantes empresas de transporte em Moçambique. Foi deputado da Assembleia da República pela província de Nampula de 1994 a 1999. 

Em 2023, em protesto contra a ocupação da Palestina por Israel, diversas organizações moçambicanas estabeleceram uma “zona livre de apartheid israelense” não oficial. A empresa de Camal, Sir International, juntou-se ao protesto, declarando que se recusaria a vender quaisquer produtos israelenses. 

Além de dois trabalhadores supostamente soterrados e arrastados pela água, o grupo  denunciou, esta quarta-feira a existência de jornadas exaustivas, sem descanso, num contexto de  alto risco e sem devida compensação, incluindo maus-tratos no projecto  de exploração das areias no distrito de Chibuto, na província de Gaza.

 “Mortes descontroladas.  A empresa não conseguiu tirar aquela bomba, enquanto há três meses atrás morreu um chinês que foi puxado pela água.O outro moçambicano, acho que a areia que estava compactada ali caiu sobre ele e não sobreviveu”, denunciou um trabalhador.

Secundado por outro que diz que ” um colega nosso, foi enterrado no subterrâneo,  então  quando nós perguntamos para a RH, disseram que  ele foi encontrado, mas no terceiro dia”, lamentou.

Dentre as denúncias avançadas, estão o transporte precário para os trabalhadores, falta de alimentação, bem como de material de segurança, facto que, segundo os queixosos, propicia o aumento de acidentes de trabalho. E sendo que nestes casos, a empresa nega de assumir as responsabilidades “, acrescentam.

“Enfrentamos muita coisa, como uma mina com as máquinas pesadas que estão. Há falta de muita coisa. O conceito de trabalho da Dingsheng não beneficia nenhum moçambicano, nós estamos a sofrer, estamos a comer mal, não temos alimentação, não temos maneira de trabalhar, e sem equipamento, sem nada”.

Diante da alegada violação dos seus direitos, os trabalhadores exigem medidas das autoridades  do governo. 

” Apresentamos o assunto ao governo, mas ainda não houve o resultado, porque não há entendimento. 

A Delegação de Inspeção de Trabalho na província de Gaza prometeu reagir esta quinta-feira aos alegados maus-tratos no projeto de exploração de áreas pesadas de Chibuto, que emprega atualmente mais de 600 trabalhadores.

A Fundação Alberto Joaquim Chipande (FAJC) e a Linha Fala Criança assinaram, nesta terça-feira, um memorando de entendimento que estabelece uma cooperação estratégica para a promoção, protecção e defesa dos direitos da criança em Moçambique.

O acordo, formalizado em Maputo, prevê acções conjuntas em áreas-chave, como a mobilização e sensibilização comunitária, apoio psicossocial e encaminhamento de casos reportados, além da realização de campanhas de prevenção da violência, abuso e negligência infantil.

Durante a cerimónia, o patrono da FAJC, Alberto Chipande, sublinhou que a iniciativa “reforça o nosso compromisso com a construção de um ambiente seguro, inclusivo e protector para todas as crianças moçambicanas, onde os seus direitos são respeitados e as suas vozes, ouvidas”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Direcção da Linha Fala Criança, Hermenegildo dos Anjos Rafael, destacou que a parceria permitirá “expandir e qualificar a nossa resposta às preocupações colocadas pelas crianças e comunidades, promovendo uma acção coordenada, célere e eficaz”.

A colaboração insere-se no esforço conjunto de várias instituições em Moçambique para garantir a protecção integral da criança, em alinhamento com os compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo país.

Moçambique recebe 850 militares indianos para reforço da segurança marítima. O objectivo é fortalecer a protecção da costa moçambicana, considerada estratégica, face às crescentes ameaças no Oceano Índico.

Quatro navios de patrulha marítima da Índia encontram-se em Moçambique, desde terça-feira, no âmbito de um programa de intercâmbio com as Forças de Defesa e Segurança. A iniciativa visa intensificar a cooperação militar entre os dois países e fortalecer a capacidade de protecção da costa moçambicana.

Moçambique manifesta interesse em colher experiência no domínio da segurança marítima, com foco na protecção da  Zona Económica Exclusiva.

Segundo as forças indianas destacadas em Moçambique, três oficiais moçambicanos estão actualmente a beneficiar de treinamento especializado naquele país asiático. 

Os militares Indiano deixam o país na próxima sexta-feira.

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