Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Pelo menos 4.300 alunos da primeira classe foram matriculados, para o ano lectivo 2026, durante 20 dias, na cidade de Maputo. A direcção da educação prevê que sejam matriculados mais de 18 mil alunos nas escolas públicas. 

As matrículas para a 1ª classe arrancaram em todo o país, a 1 de outubro e decorrerão até 31 de dezembro, para o ano letivo de 2026. 

Na cidade de Maputo, a previsão é de que sejam matriculados pelo menos 18078 alunos, estando já inscritos 4310 alunos, nas escolas públicas dos sete distritos municipais.  Para as escolas privadas, há 4459 vagas disponíveis das quais 19 estão preenchidas. 

“A cidade de Maputo está engajada no processo de realização de matrículas. As metas foram propostas em função da sua capacidade observando o histórico das realizações dos anos anteriores”, explicou Élio Martins, representante da direcção dos Assuntos Sociais da Cidade de Maputo, argumentando que “sao metas que iremos alcançar com o devido trabalho e entrega dos nossos colegas”.

Elio Martins realçou que as matrículas são gratuitas e apelou “não façam cobranças ilícitas porque é sabido que a escolarização de 1 a 9 classe não se paga, portanto, é gratuita”.

A fonte avançou que no processo de matrículas os encarregados devem estar munidos de cédula, certidão, boletim de nascimento ou bilhete de identidade do educando.

Aos gestores e funcionários dos estabelecimentos de ensino, Simbine chamou atenção para continuarem vigilantes contra práticas corruptivas no processo das matrículas.

O ambiente de desordem que há meses se instalou nas imediações do Mercado Municipal de Vilankulo começa finalmente a merecer uma resposta firme do Conselho Municipal. Dias depois de a STV e o Jornal O País denunciarem o caos e os riscos provocados pela ocupação das vias de acesso por vendedores informais, a edilidade veio a público emitir um comunicado contundente que exige o abandono imediato das faixas de rodagem e das bermas por parte dos comerciantes. O documento, tornado público terça-feira, marca uma viragem na forma como o município pretende lidar com a crescente desorganização que compromete não apenas a mobilidade, mas também a segurança de centenas de munícipes.

O alerta surge num momento em que o próprio edil, visitou o Mercado Municipal para constatar de perto a gravidade da situação. No local, o cenário era revelador: bancas improvisadas ocupando passeios, vendedores instalados a poucos metros da estrada principal e transeuntes obrigados a disputar espaço com viaturas e motorizadas. “O que encontramos aqui é preocupante. Estamos a falar de pessoas que colocam em risco as suas vidas e as dos outros. Esta prática tem de parar”, afirmou o presidente do Conselho Municipal, visivelmente indignado com o que viu.

A visita do edil, que se prolongou por mais de uma hora, serviu também para recolher perceções dos próprios vendedores, muitos dos quais reconhecem o perigo, mas afirmam não ter alternativa imediata. Uma das vendedoras, que preferiu não se identificar, contou que “há dias em que não se vende quase nada dentro do mercado, então muitas de nós viemos para a beira da estrada porque é onde há mais movimento”. Outra comerciante reforçou que “a falta de espaço e as condições precárias dentro do mercado” obrigam alguns vendedores a procurar zonas de maior visibilidade.

Perante estes argumentos, o Conselho Municipal diz compreender as dificuldades, mas recorda que o respeito pelas regras é essencial para a convivência urbana e para o próprio desenvolvimento da cidade. “Quando flexibilizámos as regras, foi com o entendimento de que os vendedores circulariam e não se fixariam nas vias de acesso. Infelizmente, o que se observa é o contrário. Muitos instalaram-se de forma permanente nas bermas e até nas faixas de rodagem, o que é inaceitável”, lê-se no comunicado divulgado pela edilidade.

O documento acrescenta que o Município poderá recuar nas medidas de tolerância que vinham sendo aplicadas e adotar uma postura mais rígida de fiscalização. A decisão, segundo fontes do Conselho Municipal, poderá incluir operações conjuntas com a Polícia Municipal e reforço das equipas de fiscalização nos principais pontos críticos. “A intenção não é punir, mas garantir ordem e segurança. Já perdemos demasiadas vidas em acidentes que poderiam ser evitados. O comércio informal é importante, mas não pode colocar em risco a vida das pessoas”, sublinhou um responsável da área de Urbanização e Mercados, que participou na visita.

O comunicado da edilidade, amplamente divulgado nas redes sociais e nos meios locais, apela de forma direta à mudança de comportamento dos vendedores. O Município avisa que, caso a situação persista, serão aplicadas medidas severas, incluindo a remoção coerciva de bancas e a apreensão de produtos. “Pedimos apenas que os vendedores cumpram as orientações. O Município está a trabalhar para criar condições dignas e seguras para todos. Mas enquanto isso, é preciso respeitar o espaço público e as regras básicas de segurança rodoviária”, destacou a mesma fonte do Conselho Municipal.

Paralelamente, decorrem já os trabalhos administrativos para a concretização do projeto de construção de alpendres no Mercado Central. A iniciativa, que visa organizar e modernizar o comércio local, faz parte de um plano mais amplo de requalificação urbana de Vilankulo. O objetivo é reduzir a venda ilegal e a ocupação desordenada das vias, oferecendo aos vendedores condições adequadas para o exercício da sua atividade.

Segundo fontes municipais, o projeto dos alpendres incluirá bancas padronizadas, zonas de sombreamento e áreas reservadas para produtos frescos e secos. A obra será financiada com recursos próprios do Município e conta com o apoio técnico de parceiros locais. 

O problema do comércio informal nas vias públicas de Vilankulo não é recente, mas ganhou proporções alarmantes nos últimos meses. A reportagem da STV e do Jornal O País, que expôs o estado caótico das ruas adjacentes ao mercado, mostrou imagens de crianças a atravessar entre bancas e carros, vendedores sentados a poucos centímetros do asfalto e montes de lixo acumulado. As imagens chocaram a opinião pública e obrigaram a edilidade a reagir com medidas concretas.

Vilankulo, uma das cidades turísticas mais importantes do sul de Moçambique, enfrenta o desafio de equilibrar o dinamismo comercial com a necessidade de manter a ordem urbana e garantir a segurança de residentes e visitantes. Para o Conselho Municipal, o apelo agora lançado não é apenas uma questão administrativa, mas um compromisso com a dignidade, a justiça e o desenvolvimento da cidade. “Queremos uma Vilankulo organizada, próspera e segura. Isso só será possível com o envolvimento de todos. Cada cidadão tem um papel a desempenhar”, concluiu o edil, durante a visita ao mercado, sob o olhar atento de dezenas de vendedores e curiosos.

Com o tom firme e a promessa de medidas práticas, o comunicado da edilidade marca o início de uma nova fase no relacionamento entre o Município e o comércio informal. Resta agora saber se os apelos à consciência e ao civismo surtirão efeito antes que chegue a fase das sanções.

Um ano após o início das manifestações pós-eleitorais em Moçambique, a Plataforma Decide revela que os protestos resultaram em 411 mortos e 7.200 detenções, das quais 2.790 pessoas continuam presas. Os dados constam do relatório “Cicatrizes da Democracia em Moçambique: Impactos Humanos e Falhas de ProteCção nas Manifestações Pós-Eleitorais (2024–2025)”, divulgado recentemente.

De acordo com o documento, os protestos começaram em 21 de Outubro de 2024, dois dias após o assassinato do advogado Elvino Dias e de Paulo Guambe, apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e prolongaram-se até Março de 2025.

As províncias de Maputo, Nampula, Zambézia e Sofala concentraram 78% dos casos, com a maioria das vítimas a situar-se entre os 18 e os 35 anos. As mulheres representaram 14% das vítimas, incluindo detidas, feridas e mortas, reflectindo uma vulnerabilidade acrescida no contexto da repressão.

O relatório indica ainda que 3.700 pessoas ficaram feridas, mais de 900 por disparos de arma de fogo, e que cinco continuam desaparecidas. Foram igualmente registadas 17 execuções com motivações políticas.

Entre os mortos, 17 eram agentes das Forças de Defesa e Segurança (4,2%) e 20 eram crianças (5%).

A Plataforma Decide denuncia a ausência de investigações públicas e de responsabilização judicial, bem como a falta de reparação às vítimas, apontando interferências políticas nas instituições de justiça e falhas graves na proteção dos direitos fundamentais.

A província de Inhambane volta a viver dias de incerteza climática. Entre a ameaça de cheias nas zonas ribeirinhas e a persistência da seca nas regiões semiáridas, mais de 170 mil pessoas poderão ser afetadas durante a época chuvosa 2025/2026. A previsão é do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que alerta para uma situação complexa e contraditória, onde a água e a sua ausência convivem perigosamente lado a lado.

Segundo o delegado do INGD em Inhambane, Gilberto Miguel, as análises mais recentes apontam para uma época chuvosa marcada por contrastes extremos. “O Plano de Contingência da província já foi aprovado e traz uma análise detalhada das ameaças que vão impactar Inhambane. Segundo o INAM, espera-se a ocorrência de chuvas normais, com tendência para acima do normal, entre outubro e dezembro deste ano, e também entre janeiro e março de 2026”, explicou.

Mas o delegado faz questão de sublinhar um paradoxo que a província conhece bem. “Mesmo quando chove bastante, há distritos como Panda, Govuro, Mabote e Funhaloro que continuam a enfrentar escassez de água. São zonas semiáridas onde a chuva que cai não chega para garantir água para consumo humano, para o gado ou para a agricultura. Temos regiões a viver a abundância da chuva e outras o drama da seca — tudo ao mesmo tempo.”

Gilberto Miguel adverte que, para além da irregularidade das chuvas, o sector da hidrologia prevê riscos de cheias significativos na bacia do rio Save. “Para o primeiro período, entre outubro e dezembro, há probabilidade de cheias de risco baixo a moderado. Já no segundo período, de janeiro a março, o risco aumenta para moderado a alto, especialmente na bacia do Save, onde historicamente temos registado inundações graves”, destacou.

No terreno, o ambiente é de alerta. Em Govuro, pescadores e camponeses seguem as previsões meteorológicas com o coração apertado. “Quando o rio sobe, não há aviso. Em 2022 perdemos casas e gado. Agora estamos com medo que volte a acontecer”, conta António Chimundo, morador de Nova Mambone, olhando para o leito do Save, ainda sereno, mas com marcas da última cheia visíveis nas margens.

O Plano de Contingência provincial, aprovado a 10 de outubro, prevê três cenários possíveis. O primeiro contempla eventos de pequena magnitude, mas de ocorrência frequente — chuvas fortes, inundações urbanas e secas localizadas — capazes de causar danos severos em comunidades vulneráveis. Neste cenário, cerca de 134 mil pessoas podem ser afetadas. O segundo cenário, considerado o mais provável, prevê a ocorrência combinada de ciclones, cheias e secas em várias zonas, podendo atingir até 174 mil pessoas. “São situações que podem ocorrer isoladamente ou em simultâneo. Estamos a falar de cheias, ventos fortes, seca, e até ciclones, que podem afetar diferentes pontos da província ao mesmo tempo”, explicou o delegado.

Em Maxixe, as equipas do INGD revisitam armazéns e verificam o estado dos materiais de emergência. O delegado admite que os recursos disponíveis estão muito aquém das necessidades. “Temos bens alimentares e não alimentares nos nossos armazéns, mas quando olhamos para o tamanho da população em risco, percebemos que os recursos ainda são escassos. Estamos a mobilizar meios com parceiros de cooperação, e também a recorrer a ações de antecipação, financiadas com base nas previsões de seca ou cheias.”

Segundo Gilberto Miguel, o plano está orçado em pouco mais de 26 milhões de meticais, mas há um défice de cerca de 24 milhões para garantir resposta total durante a época chuvosa. “É um esforço grande. Estamos a trabalhar com parceiros que já preposicionaram recursos estratégicos em zonas críticas como Govuro, Vilankulo e Inhambane. São embarcações, bens alimentares e não alimentares, que vão permitir uma resposta imediata caso se verifiquem emergências.”

Enquanto o governo afina os planos de contingência, as comunidades tentam adaptar-se à incerteza climática. Em Panda, uma das zonas semiáridas, o lavrador Ernesto Nhassengo mostra o seu campo de milho seco. “Aqui a chuva vem e vai. Às vezes cai muito e destrói tudo, noutras não chove nada. Vivemos com medo. Se vier seca outra vez, não sei o que vai ser da nossa colheita.”

Situação semelhante vive-se em Mabote, onde o gado magro percorre longas distâncias em busca de pasto. “Os poços estão a secar. Quando a seca aperta, temos de andar mais de dez quilómetros por água”, lamenta Joana Tamele, pastora da zona de Chigubo.

Gilberto Miguel reconhece o drama vivido por estas famílias e garante que a estratégia do INGD para esta época chuvosa aposta na descentralização e na rapidez de resposta. “Temos vindo a reforçar as capacidades locais, com formação de comités de gestão de risco em comunidades vulneráveis e com o apoio dos serviços distritais. O nosso foco é prevenir antes de reagir.”

Em paralelo, o INGD alerta para os riscos urbanos, sobretudo nas cidades de Inhambane e Maxixe, onde as deficiências no saneamento e o acúmulo de lixo dificultam o escoamento das águas. “As inundações urbanas são uma preocupação crescente. Mesmo chuvas de intensidade moderada provocam grandes transtornos. É preciso uma coordenação entre municípios e serviços de proteção civil para minimizar impactos.”

A previsão é clara: entre outubro e março, Inhambane poderá viver uma das épocas chuvosas mais desafiantes dos últimos anos. A província, conhecida pela sua beleza e tranquilidade, prepara-se para enfrentar o lado mais imprevisível da natureza. A incerteza é grande — tanto quanto a força da água que pode inundar campos e casas, quanto a ausência dela, que seca rios, plantações e esperanças.

“Temos de estar preparados para o pior cenário, sem deixar de acreditar no melhor”, conclui Gilberto Miguel. “A natureza é imprevisível, mas a prevenção e o planeamento podem salvar vidas.”

Apesar dos esforços do governo provincial e do INGD, a realidade mostra que a vulnerabilidade climática em Inhambane continua a crescer mais depressa do que a capacidade de resposta. Os recursos são escassos, a prevenção ainda depende de apoios externos e a urbanização desordenada agrava os riscos. A cada época chuvosa, renova-se o mesmo ciclo de medo, perdas e promessas. A província precisa, mais do que planos de contingência, de investimento estruturante — em drenagem, abastecimento de água, agricultura, resiliência e educação ambiental — para que o futuro deixe de ser um exercício de sobrevivência diante da natureza.

A administração marítima da Zambézia está em actividade de fiscalização no mar, sensibilizando os pescadores a não pautarem pela pesca nociva. A Acção visa igualmente preparar os pescadores para o período de veda de pesca do camarão de superfície e do caranguejo do mangal a decorrer de 1 a 30 de Novembro. 

A província da Zambézia tem 444 quilómetros de Costa, a pesca é uma das actividades mais praticada pela população, que, muitas vezes, tem pautado por uso de meios nocivos como Chicocota, uso de redes mosquiteiras e outros.  A autoridade marítima está a fiscalizar e a abordar os pescadores para que não usem tais métodos. 

Os pescadores, por sua vez,  mostram-se disponíveis em colaborar com as autoridades. A administradora marítima diz que a fiscalização antecede o período de veda do camarão e de caranguejo do Mangal que inicia a 1 de Novembro. 

A fiscalização vai abranger mais de 3 mil pescadores e vai igualmente abranger as empresas mineiras que operam dentro do ordenamento marítimo.

Até aqui houve um óbito e 146 casos cumulativos desde 13 de Outubro. O fecalismo a céu aberto e o consumo de água imprópria são apontados como as prováveis causas.

O assunto é notícia não só por se tratar de cólera, mas também porque os casos estão a registar-se fora da época chuvosa que é a mais propensa à ocorrência de doenças diarreicas e a própria cólera.

“Infelizmente, registamos com muita preocupação, mesmo após termos declarado o fim do surto no distrito de Moma, neste caso, no dia 1 de Setembro, mais um novo surto no distrito de Moma e os casos estão a vir concretamente de um ponto isolado que é Pilivili e isto configura uma preocupação porque como podem perceber a cólera tem a ver com a época chuvosa, que é onde há recrudescimento de casos, mas neste momento específico contamos com o distrito de Moma com 46 casos e o distrito de Moma com 97, configurando um total de 146 casos neste momento”, disse Samuel Carlos, chefe do departamento de Saúde Pública nos Serviços Provinciais de Saúde em Nampula.

Há uma vítima mortal a lamentar que se registou na vila-sede do distrito de Memba. Sobre as prováveis causas da eclosão da doença, o pessoal da Saúde na província de Nampula encontra alguma explicação e um denominador comum nos dois distritos.

“Nós, compreendemos, por exemplo, que em Moma, a população que vem registando este surto é uma população mineira. Apurada a condição sanitária naquela área são mineiros que recorrem à água de furos artesanais e em algum momento há prática de fecalismo a céu aberto e isto pode propiciar o não corte da cadeia [de transmissão] mesmo estando porque também o vibrião colérico pode ser encontrado na água, principalmente quando ela não é potável para o consumo. Igualmente, em Memba, esses casos não estão isolados. Estão concentrados na sede onde também predomina o fecalismo a céu aberto, embora o Governo esteja a fazer todo o esforço para controlarmos e ainda sensibilizar a população, mas infelizmente ainda temos estes casos que estão ligados ao consumo de água imprópria”, avançou a fonte.

O óbito registado em Memba foi na vila-sede e como manda o protocolo sanitário, equipas de saúde fizeram-se ao local, pulverizaram a casa do finado e mais 10 casas da vizinhança para cortar a cadeia de transmissão. Mas caso a doença se alastre pelas zonas que registaram ataques terroristas recentemente, as equipas de Saúde dizem que podem enfrentar dificuldades para intervir.

“Temos este receio, caso realmente tenhamos alastramento de casos e que estejam localizados nessas zonas de alta tensão, teremos alguma dificuldade por causa da segurança”.

O surto de cólera em Memba foi declarado no dia 13 de Outubro e em Moma, no dia 1 de Setembro.

Moçambique foi reconhecido como Melhor Destino Turístico Sustentável do mundo, na gala do World Tourism Awards 2025, realizado esta segunda-feira, no Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica, em Bruxelas.

Na mesma cerimónia, a empresa moçambicana COTUR – Companhia de Turismo de Moçambique recebeu o prémio de Melhor Empreendedor de Turismo, destacando-se pelo seu papel na inovação e na promoção do sector turístico nacional.

Foram mais de 100 países a concorrer, e estes dois premiados destacaram-se entre os cerca de vinte premiados da noite, desde países, empresas, operadores turísticos e marcas.

Para o Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, o prémio é o reconhecimento de todos os que têm usado os recursos naturais de forma sustentável, que mais do que garantir turismo, criam postos de emprego e investimentos no país.

“Todos os fazedores do turismo e das áreas afins, que tem no turismo a sua actividade enquanto prestadores de serviços turísticos, premeia a nossa comunidade, a população que vive em torno destes recursos e que ela muito bem preserva e conserva”, reconheceu, o governante.

Já a Cotur representada pelo CEO, Noor Mohammad, disse que o prémio representa o trabalho que tem feito não só como agência de viagens que está presente, em África, Europa e América do Sul, mas o potencial de turismo que tem vendido sobre Moçambique.

“Quando fazemos as nossas publicidades falamos de Moçambique, das potencialidades e ao fazermos isso, as pessoas vão querer visitar e ao visitar o país vão precisar da Cotur e todos saímos a ganhar”, celebrou Mohammad.

O Presidente da República, Daniel Chapo, também foi distinguido pelo Presidente do World Tourism Forum Institute, Bulut Bağcı, que elogiou o compromisso do país com políticas de turismo sustentável e inclusivo.

Segundo o presidente do Fórum, o prémio vem em nome de Daniel Chapo, mas reconhece o desenvolvimento que o país tem tido nos  últimos 10 anos.

Com estas distinções, Moçambique reafirma a sua posição como destino turístico de excelência, sustentável e inovador, pronto para receber turistas e investimentos de todo o mundo.

Além de Moçambique, outros países e empresas globais foram reconhecidos nas categorias de destinos culturais, naturais e de praia, hotelaria, aviação, tecnologia, gastronomia e eventos.

Mais de 2500 alunos enfrentam a época chuvosa debaixo de árvores por falta de salas de aula no distrito de Guijá, na província de Gaza. Além disso, alunos denunciam crise de água nas escolas e falta de sanitários. A educação no distrito diz que a situação de turmas ao relento ainda vai prevalecer por falta de dinheiro.

É uma dura realidade que se mostra longe do fim, no distrito de Guijá, em Gaza. E, com a época chuvosa já em curso, aumenta o medo dos alunos que, além de percorrer diariamente entre 16 a 18 quilómetros de distância, poderão enfrentar dias de mau tempo ao relento.

Preocupados com a situação, os alunos da Escola Secundária Samora Machel lançam um grito de socorro, pedindo a quem de direito que encontre soluções para as suas dificuldades.

A crise sistemática de água, falta de sanitários e carteiras para as poucas salas operacionais estão no topo das grandes preocupações que tiram sono aos alunos. Os alunos dizem que são obrigados a percorrer longas distâncias a pé em busca do líquido precioso, porque na referida escola não jorra o precioso líquido há bastante tempo.

A directora da escola, Anieta Cavele, refuta a crise de água, mas admite que a escola não reúne condições para aliviar o sofrimento de mais 500 alunos que estudam debaixo de canhueiros, devido à falta de condições adequadas para o processo de ensino-aprendizagem.

São mais de 500 alunos ao relento só na Escola Secundária Samora Machel, mas em todo o distrito a situação repete-se em várias escolas da província de Gaza, com destaque para os distritos mais distantes da cidade.

Sérgio Zita, director distrital da Educação em Guijá, diz que a situação das turmas ao relento ainda vai prevalecer por mais algum tempo, devido à falta de recursos para construção de novas salas.

Ao todo, são mais de 14 mil alunos que estudam ao relento, devido à falta de salas de aula na província de Gaza.

A depressão tropical formada ao largo de Madagáscar evoluiu para tempestade tropical moderada, designada “Chenge”, segundo o comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia, que alerta que o fenómeno pode atingir o canal de Moçambique no próximo dia 25 de Outubro.

O sistema de baixa pressão atmosférica que se formou a leste da Ilha de Madagáscar, na bacia do Sudoeste do Oceano Índico, atingiu o estágio de Tempestade Tropical Moderada nesta segunda-feira, dia 20 de Outubro de 2025, e foi baptizado com o nome de “Chenge”.

Este sistema tem potencial de atingir o canal de Moçambique no estágio de baixa pressão no dia 25 de Outubro de 2025. Contudo, o mesmo fenómeno ainda não constitui perigo para a costa nem a parte continental do nosso país. 

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre anualmente entre Outubro e Abril.

Só entre Dezembro e Março passados, na última época das chuvas, Moçambique foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido, o primeiro e mais grave, no fim de 2024, com registo de quase 200 mortos.

O número de ciclones que atingem o país “vem aumentando na última década”, assim como a intensidade dos ventos, alerta-se no relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024, do Instituto de Meteorologia de Moçambique, divulgado em Março.

Os fenómenos meteorológicos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique, entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Governo moçambicano aprovou, a 14 de Outubro, o plano de contingência para a época chuvosa 2025/2026, que admite poder afectar 1,2 milhões de pessoas, mas tem menos de metade dos 14 mil milhões meticais necessários.

Para já, o INAM diz estar a monitorizar a evolução do sistema tropical “Chenge” e apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

+ LIDAS

Siga nos