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O País – A verdade como notícia

O comentador da STV, Alberto da Cruz, diz que o Presidente da República já devia ter tomado medidas para combater a corrupção no país. Por seu turno, Hélder Jauana defende que a responsabilização de corruptos é algo muito fácil. 

Combate à corrupção dominou o debate do programa Pontos de Vista deste domingo na STV. O comentador Alberto da Cruz diz que acções do Presidente da República tardam a chegar para estancar o mal que afecta a todos.

“O Presidente Chapo estaa a devagar aqui. Há muito devagar sobre o combate  à corrupção, que é um problema que cria ineficiência e faz com que os  cofres do estado não estejam bons.  Não podemos dizer que ele está a menos de um ano, não, pois não se trata de problema de tempo mas de falta de acção.  Trata-se de uma questão política e não de justiça. O problema da corrupção é sistêmico e estruturante e para que possa mudar é necessário que haja uma revolução e o Presidente Chapo é um único capaz de resolver…se ele continuar assim, nas próximas eleições vai doer para todos”

Para Hélder Jauana, também comentador no programa, a educação cívica e    responsabilização dos corruptos devem estar na linha da frente.

“Não se combate a corrupção só com leis e tribunais, essa é a última linha. A primeira linha é a educação moral e cívica dos cidadãos…a responsabilização dos autores faz-se com facilidade.  A corrupção também combate-se com vergonha e a cultura de integridade muda o cenário”.

Outro tema analisado no programa foi o projecto “Famba”, criado em 2021 com o objectivo de modernizar o sistema de transporte urbano, o que não aconteceu. 

Da Cruz não tem dúvidas de que o “Famba” é uma iniciativa criada para uso indevido de dinheiro. 

“Esses tipos de negócios são criados para se comer e não para resolver um problema, porque quando se quer resolver primeiro se deve entender o problema. Sob ponto de vista técnico não é um projecto bem estudado”.

Para Jauana, não se justifica que um projecto seja interrompido sem qualquer esclarecimento plausível,depois de investido 1.4 mil milhões de meticais. 

“O projecto parou, há cidadãos com o seu dinheiro retirado nos cartões. Quando um projecto é apresentado, se não funciona é preciso que haja um responsável”.

Os comentadores entendem que a falta de responsabilização é uma das maiores razões de contínuos projectos inacabados.

Os comentadores falavam no programa Pontos de Vista deste domingo.

 

A Cidade de Maputo celebra hoje 138 anos desde a sua elevação à categoria de cidade. O edil, Rasaque Manhique, fala de avanços significativos em várias áreas, com destaque para a melhoria das vias de acesso,  dos serviços de saúde e da capacidade de resposta a inundações.

Segundo Manhique, a capital moçambicana está a mudar o seu rosto urbano, com a reabilitação e pavimentação de mais de 20 vias, entre as quais a Rua Miriam Makeba, a Avenida 24 de Julho e a Rua da Subida de Chamissava, acções que “reforçam a ligação entre bairros e melhoram a mobilidade”.

O edil destacou ainda a conclusão de obras estruturantes de drenagem de águas pluviais em Minguene, Hulene, Mavalane e Magoanine, contribuindo para a mitigação dos impactos das chuvas.

O município implementou igualmente sistemas de iluminação pública em mercados e praças, com o objectivo de reforçar a segurança e dinamizar o ambiente de negócios.

“Nos últimos anos, a edilidade investiu na reabilitação e ampliação do sistema de drenagem em vários bairros, como Maxaquene, Polana Caniço, Malanga, Hulene e Costa do Sol. Foram intervencionadas valas primárias e secundárias, melhorando o escoamento das águas pluviais e reduzindo a frequência e a intensidade das inundações”, lembrou o Presidente do Município de Maputo, acrescentando que também foram construídos e reforçados canais revestidos e bacias de retenção, estruturas modernas que controlam o fluxo das águas das chuvas e evitam o seu acúmulo descontrolado. 

Contudo, o município reconhece que a construção por si só não é suficiente. Por isso, Rasaque Manhique destaca que a manutenção contínua das valas de drenagem é essencial para o sucesso do sistema. 

“Nesse sentido, a edilidade tem intensificado as actividades de remoção de sedimentos, limpeza regular e desobstrução de canais”.

Manhique sublinha, porém, que esta é uma responsabilidade partilhada entre o município e os cidadãos, alertando que a deposição indevida de resíduos sólidos em valas, sarjetas e espaços públicos compromete os esforços técnicos e financeiros realizados.

O edil destacou ainda o papel da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Infulene, que recebe e trata grande parte das águas provenientes das zonas urbanas, garantindo maior sustentabilidade ambiental.

Por sua vez, o antigo edil da Cidade de Maputo, David Simango, afirmou que cada época apresenta os seus próprios desafios e exigências, pelo que, não se devem fazer comparações com o seu tempo de governação. Simango defendeu a importância de respeitar o momento actual e de projectar o futuro da cidade de Maputo com uma visão de desenvolvimento sustentável.

O sol ainda mal nascia sobre o bairro de Macharre, na cidade de Inhambane, quando dezenas de moradores decidiram interromper as obras de perfuração de furos de água em protesto contra aquilo que dizem ser o esquecimento prolongado por parte das autoridades.
Com semblantes de revolta e cansaço acumulado, os residentes erguem uma exigência simples, mas carregada de simbolismo: querem energia elétrica. Afirmam estar cansados de viver às escuras, enquanto veem as máquinas do empreiteiro contratado pela Empresa Águas da Regiões Sul (AdRS) a trabalhar com energia na mesma zona, sem qualquer benefício direto para a comunidade.

A fúria não surgiu do nada. Segundo os populares, há anos pedem a expansão da corrente elétrica para as suas casas, mas garantem que os pedidos caem sistematicamente no vazio. Para eles, a paciência acabou. “Nós estamos a reclamar já há algum tempo, há alguns anos, sobre questões de energia”, começa por desabafar Manuel Januário, morador de Macharre. “Estamos na periferia da cidade, mas não temos energia. A energia é expandida nos sítios onde até já existe. Nós aqui continuamos no escuro.”

À medida que as escavadoras se aproximavam das áreas de perfuração, os moradores juntaram-se em frente às obras, bloquearam o acesso e exigiram uma solução imediata.
“Essa empresa veio explorar aqui os nossos recursos. Eles trazem energia e conseguem abastecer apenas o projeto deles. Não expandem para as nossas casas, nem como parte da responsabilidade social”, explica Manuel, apontando para o posto de transformação instalado junto ao local da obra. “Nós sabemos que uma empresa, quando explora recursos numa determinada zona, tem uma responsabilidade social. A nossa é simples: queremos energia.”

O protesto paralisou os trabalhos da Empresa Águas da Regiões Sul (AdRS), que visavam reforçar o sistema de abastecimento de água na cidade de Inhambane. Mas para os moradores, o desenvolvimento não pode chegar apenas em parte.
“Se têm energia para o projeto, também podem ligar para as nossas casas. É injusto ver a luz a passar por cima das nossas cabeças e continuar a viver às escuras”, diz uma residente que preferiu não se identificar, olhando para o cabo eléctrico que alimenta a maquinaria da obra.

Os populares afirmam que esta não é a primeira vez que tentam dialogar com as autoridades.
Segundo Manuel Januário, houve promessas formais da edilidade, que nunca se concretizaram. “O vereador veio aqui e prometeu que até dia 31 do mês passado íamos ter energia. Esperámos. Passou uma semana e nada aconteceu. Então, só vamos sair daqui quando a energia for ligada. É a única condição”, afirmou, enquanto segurava uma enxada que usou para barricar a estrada.

O tom do protesto é firme, mas os moradores garantem que não pretendem destruir nada. “Nós não estamos aqui para destruir. Se quiséssemos, já o teríamos feito há muito tempo. Há máquinas, há o posto de transformação, há tudo. Mas a nossa luta é pela luz, não pela destruição”, defende Januário, respondendo aos rumores de que o grupo teria ameaçado incendiar o equipamento. “Nunca foi nossa intenção vandalizar. Mas quando se fala e ninguém ouve, às vezes é preciso pressionar. É só isso.”

A paralisação, que se estende há dois dias, deixou apreensivos os técnicos no terreno e obrigou as autoridades municipais a procurar uma solução imediata para evitar maiores confrontos.
Fontes próximas ao processo revelam que decorrem conversações entre representantes do município, da Empresa Eletricidade de Moçambique (EDM) e líderes comunitários para tentar desbloquear a situação. O objectivo é encontrar um entendimento que permita retomar as obras sem ignorar as reivindicações locais.

O protesto em Macharre expõe um dilema recorrente em várias comunidades moçambicanas: o desequilíbrio entre grandes investimentos públicos e a falta de benefícios diretos para as populações locais.
Para muitos, o desenvolvimento só faz sentido quando chega à porta de casa — e para os moradores de Macharre, viver no escuro é o símbolo mais doloroso da exclusão. “É difícil aceitar que a cidade tem energia e nós, aqui ao lado, não. Queremos trabalhar, queremos estudar, queremos viver com dignidade. E isso só é possível com energia elétrica”, resume uma moradora, mãe de três filhos, que confessa usar velas todas as noites para que as crianças possam fazer os deveres escolares.

As autoridades locais, contactadas pelo O País, reconheceram a tensão e garantem estar a trabalhar para encontrar um compromisso que permita dar resposta à população, sem comprometer os investimentos em curso.

Enquanto se aguardam decisões, o estaleiro permanece vazio e silencioso. As máquinas estão paradas, cercadas pelos residente que prometem não arredar pé até verem as suas casas ligadas à rede elétrica.

No final da conversa, Manuel Januário volta a reforçar o sentimento colectivo do bairro: “Não queremos confusão. Queremos apenas o que é justo. Se o progresso chegou até aqui, que também nos inclua.”

Enquanto o impasse persiste, o bairro de Macharre continua dividido entre o barulho das maquinas que tocam a obra e o silêncio das casas ainda às escuras. Um contraste que traduz, em pleno, o grito de uma comunidade que quer deixar de ser apenas espectadora do progresso para se tornar parte dele.

Corpo de um jovem que aparenta ter pouco mais de 30 anos de idade foi encontrado, ontem, numa oficina nas imediações do mercado grossista do Zimpeto. Testemunhas dizem tratar-se de um morador de rua.

A manhã de domingo (ontem) foi sombria para os proprietários de uma das oficinas, na Cidade de Maputo, que viram um dia de trabalho cancelado devido à presença de um corpo. 

O proprietário da oficina, Azarias Matusse, conta que  estava saiu de casa para fazer um trabalho, quando recebeu a informação.

“Eu fui ligado com o meu irmão, por volta de sete e tal para as oito horas, dizendo que tem um corpo aqui no estabelecimento.  Quando vim encontrei já a polícia. Nada mais fiz do que me afastar e ver de longe.

Identificado apenas por France, testemunhas contam que o finado era um morador de rua. Uma das testemunhas, de nome José Savanguane, diz que o conhecia de vista, durante os trabalhos manuais e de diversão.

“Não sei o que aconteceu. Quando lhe vi estava cheio de sangue, não sei o que aconteceu com ele. Era um dos meus amigos  com o qual ficamos juntos algumas vezes. Ele trabalhava dentro do mercado grossista”, contou.

Segundo contam, esta não é a primeira vez que jovens se deslocam às oficinas ao redor para passar a noite, mas desta vez o azar caiu para a família Matusse. 

Cinco horas depois de descoberto o corpo, uma brigada do Serviço Nacional de Investigação Criminal fez-se ao local para a remoção e esclarecimento do caso.

O Município da vila de Mandlakazi celebrou neste domingo 68 anos de elevação a esta categoria. São anos marcados por mudanças, ganhos, mas ainda prevalecem desafios estruturantes de melhoria de serviços sociais básicos, recolha de resíduos sólidos e venda informal.

Os munícipes de Mandlakazi, que assinala este Domingo 68 anos de elevação à categoria de vila, exigem soluções estruturantes para melhoria e expansão da rede elétrica, abastecimento de água, saneamento do meio e organização da venda informal.

“Pelo meu entender, vejo que ainda a vila continua estagnada. Enquanto isso, deixa a desejar mais na área da agricultura, melhoria de vias de acesso. Então, precisamos de mais saneamento do meio ambiente, queremos ver a vila totalmente limpa e organizada. A organização em que nos encontramos não é das melhores, precisamos de mais organização, mais rigorosidade ao trabalho e sinceridade” ,frisou, Hermínio Novel, munícipe da vila de Mandlakazi.

Já os líderes comunitários apontaram, por sua vez, a escassez de oportunidades de emprego como um dos maiores desafios para a subsistência das famílias. Além de considerar que a fraca qualidade das vias de acesso retira brilho da histórica da vila.

Entretanto, há mudanças e avanços registados, principalmente nos últimos cinco anos que, de acordo com os cidadãos, precisam de ser aprimorados para acelerar o progresso da vila.

“Houve um avanço melhorado na asfaltagem e a expansão de bairros, o que deveria melhorar a recolha de lixo. Há canalização de água, mas o consumidor não consegue ter acesso àquela água, por exemplo, em algumas zonas altas”, disse outro munícipe.

Sobre preocupações que tiram sono aos munícipes, a presidente da vila autárquica de Mandlakazi, Francelina Nhantumbo, destacou a necessidade de envolvimento dos munícipes nas realizações da edilidade, em particular através do pagamento de impostos, taxas e outras obrigações fiscais. A autarca frisou que só assim o executivo municipal terá estrutura financeira para reforçar a sua capacidade de resposta.

“Pagando taxa e imposto. Depois das manifestações do ano passado, reduzimos drasticamente, onde reduzimos até 90%. Quer dizer que aquilo que era a nossa arrecadação, reduzimos”, lamentou a autarca, sublinhando que “houve uma montagem de um PT no bairro de Ligaguene,  este PT é de um privado. Então, queremos acreditar que trabalhando com o Governo Central e com os parceiros podemos concretizar este sonho de eletrificar os nossos bairros”

E, mais sobre desemprego, garantiu que o município está a mobilizar parceiros para investir em projectos de desenvolvimento. E, Acrescentou, ainda, que o Fundo de Desenvolvimento Económico Local constitui uma oportunidade para alavancar o empreendedorismo na autárquica, tendo em conta o impacto dos protestos pós-eleitorais no seio da classe.

Por sua vez, a Governadora de Gaza, Margarida Mapandzene, considera que o novo executivo municipal deve transformar o potencial agrário em ganhos económicos para a promoção do emprego.

“Desde a produção de alimentos até a criação de micro-indústrias que beneficiam da proximidade  da vila gerando emprego, sobretudo, para a nossa juventude”, desafiou.

A vila municipal Mandlakazi tem uma população estimada em mais de 57 mil habitantes.

O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, diz que o governo continua empenhado em localizar os autores e financiadores do terrorismo em Cabo Delgado. A declaração foi feita à margem das celebrações dos 100 anos da Igreja Assembleia de Deus, realizadas no Estádio Nacional do Zimpeto, em Maputo.

O evento, que marcou o centenário da Igreja Assembleia de Deus, reuniu milhares de fiéis, líderes religiosos e representantes do governo. Questionado sobre as motivações dos ataques terroristas em Cabo Delgado, o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos afirmou que o Governo ainda não dispõe de informações concretas sobre o assunto. O ministro  da justica expressou ainda preocupação com os recentes casos de assassinato de agentes da Polícia da República de Moçambique. 

“Estamos preocupados com esta situação, pois devem saber que a intenção do Governo é de manter a ordem e tranquilidade pública e fá-lo através de uma instituição, que é a polícia”, explica, reforçando que quando se vê uma saga de assassinatos contra os agentes da PRM é uma enorme preocupação para o Governo.

Mateus Saize assegurou que o Executivo tem transmitido uma mensagem de coragem aos investigadores com vista a encontrar os autores dos crimes para a posterior responsabilização. 

Estão na fase conclusiva as obras de reabilitação da protecção costeira da Beira, na sua primeira fase,  e segundo a edilidade as mesmas que custaram pouco mais de  um milhão e meio de euros e tem como principal objectivo reduzir o impacto das mudanças climáticas,   serão entregues aos munícipes no final deste ano.  

Depois da passagem do ciclone Idai, em meados de Março  de 2019, parte significativa da protecção costeira da Beira ficou completamente danificada, o que permitia a intrusão das águas do mar para a terra firme, colocando em risco todas as iniciativas visando a melhoria de vida no Chiveve.

O município da Beira, na altura liderado por Daviz Simango, buscou apoios e conseguiu fundos junto do Banco Mundial e KFW, mas o projecto de reconstrução do muro de protecção só viria a se concretizar três anos depois e já sob liderança de Albano Carige, que disse neste sábado que as obras estão praticamente concluídas. 

O município da Beira pretende transformar a rua da marginal da Beira, mais conhecida por rua da Miramar, como um ponto de referência internacional.

Não faltará um espaço verde na marginal da Beira num troço de  quatro quilómetros.Carige garantiu que até meados de Dezembro as obras estarão concluídas.

Concluídas as obras da primeira fase de reabilitação da protecção costeira da Beira seguir-se-á a segunda fase.

Refira-se que o principal objectivo da reabilitação da protecção costeira da Beira é fazer face ao impacto das mudanças climáticas, que tem contribuído para marés muito vivas e com ondas gigantes que galgam para a terra firme.  

 

Moradores da zona de reassentamento do bairro Filipe Samuel Magaia, no município de Boane reclamam de falta de quase todas as condições básicas de sobrevivência e as autoridades municipais dizem ter dificuldades para atender qualquer apoio, devido a falhas na recolha de receitas.

É a imagem de um bairro que aos poucos fica composto em meio a construção arbitrária e com sinais de desenvolvimento muito longe de serem reais.

O primeiro reassentamento aconteceu depois das inundações que afectaram severamente a província de Maputo, e obrigaram várias famílias a abandonar as suas residências no município de Boane, em 2023.

O processo de reassentamento forçado fez surgir o bairro Filipe Samuel Magaia que dista a 15 quilómetros da vila sede de Boane, cujas condições de sobrevivência são ainda um desafio.

As famílias vivem em casas feitas de material precário, e muitas delas simplesmente escondem-se em lonas atribuídas aquando da sua chegada. 

Por aqui, as famílias não esquecem as razões que os levaram a abandonar os seus antigos bairros, mas asseguram que as condições de vida, na nova zona, vieram piorar ainda mais a sua situação de pobreza.

Na luta pela sobrevivência, as mulheres são as que mais sofrem. No local já há relatos de algumas que perderam bebês a caminho do hospital por falta de serviços de parto.

Questionado sobre a situação dos reassentados em Filipe Samuel Magaia, o Governo Municipal reconhece a incapacidade, por enquanto, de prover material para as comunidades. No entanto, afirma que a permanência das condições deve-se em parte ao fato de muitos não assumirem as mudanças.

Face a presente época chuvosa, a edilidade já tem um plano de mitigação que inclui linha de contacto com os gestores das bacias hidrográficas próximas.

Boane diz dispor de espaços para albergar vítimas de inundações provenientes de municípios vizinhos, Maputo e Matola Rio já foram atribuídos espaços há um tempo mas seguem sem explorar.

O Governo Provincial de Maputo proibiu a realização da sexta edição do Festival de Carne, no distrito de Magude. A decisão surge após a confirmação de surtos activos de Febre Aftosa e Carbúnculo Hemático, também conhecido como Antrax.

A informação foi anunciada pela Direcção Provincial de Agricultura e Pescas, através de uma nota oficial dirigida aos Serviços Distritais de Actividades Económicas. Segundo as autoridades, a medida tem carácter preventivo, para evitar a propagação do surto da febre aftosa e Carbúnculo Hemático, também conhecido como Antrax, confirmado pelas autoridades.

“O distrito de Magude encontra-se actualmente com surtos activos de Febre Aftosa e Carbúnculo Hemático, doenças de elevado potencial de contágio e impacto na saúde pública. A proibição visa prevenir a disseminação de agentes infecciosos e proteger a saúde humana e animal”, lê-se no comunicado da Direcção Provincial de Agricultura e Pescas, que proíbe a realização da sexta edição do festival de carnes, habitual no distrito de MAGUDE e que movimenta a economia local.

A Direcção Provincial de Agricultura Director e Pescas, explica que permitir o festival, que envolve abate, exposição e consumo de carne, representaria um risco elevado, daí a tomada da medida preventiva.

“Estamos a agir por precaução. O festival poderia criar condições para o alastramento das doenças para outras áreas da província e até para outras regiões do país. A prioridade é garantir a saúde pública e o controlo sanitário do gado”, lê-se.

Para já, não há nova data prevista, a comissão organizadora do evento, diz que as atenções estão viradas na contenção do surto.

Com o adiamento do festival, os agentes económicos estão a ser advertidos a devolver dinheiro das reservas e a direcionarem o stock para as festas de fim de ano.

Há outros sectores que poderão averbar prejuízo. Esta sexta-feira, através de comunicado, a Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, anunciou o cancelamento do comboio especial para o Festival de carne em Magude, inicialmente previsto para os próximos dias 15 e 16 de Novembro.

“Para os passageiros que haviam pago os bilhetes informamos que estão sendo criados mecanismos para o processo de devolução dos valores, cujos procedimentos serão divulgados oportunamente através dos nossos canais oficiais e pelo Gabinete de Atendimento ao Cliente. Estamos cientes da expectativa criada em torno deste evento tradicional”.

 Escreve a empresa que lamenta a situação.

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