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O País – A verdade como notícia

Duas pessoas morreram e duas contraíram ferimentos graves num acidente de viação ocorrido no sábado entre as Avenidas Ahmed Sékou Touré e Salvador Allende, na Cidade de Maputo.  Segundo a polícia, o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool estão entre as razões do sinistro. 

Enquanto uns celebravam os 33 anos dos Acordos Gerais de Paz, há quem envolveu-se naquilo que o Governo chama de guerra existencial, ou seja, acidentes de viação mortal. Corpos estatelados, danos materiais avultados, e luto semeado nas famílias.  

O Hospital Central de Maputo confirma a entrada de dois pacientes feridos que continuam a receber cuidados médicos. O banco de socorros da Maior Unidade Hospitalar do País aponta que, nos últimos dias, tem estado a ser muito pressionado por casos de acidentes de viação e apela aos condutores para maior prudência na via pública. 

Mais de 500 mil pessoas enfrentam crise de água na província de Gaza, particularmente em oito distritos. As populações chegam a percorrer, diariamente, entre 15 e 40 quilómetros em busca do líquido precioso.

“Chegámos por volta das 7 horas e há cedência. Há casos em que somos 20, e isso exige a cedência de vez, mas a qualidade de água é baixa; é água suja. Nesta localidade, sofremos com a crise de água”, lamentou uma residente de Mapai.

De acordo, com o director provincial das Obras Públicas, João Chivambo, neste momento, a taxa de cobertura de abastecimento situa-se em 70%, servindo pouco mais de 700 mil  pessoas em toda a província.

“A taxa de abastecimento de água rural na nossa província de Gaza é de cerca de 70%, beneficiando cerca de 720 mil pessoas. Com isso, fazemos a diferença de cerca de 1 milhão. Então, está mais do que claro que aproximadamente cerca de 500 mil”, explicou.

Devido à insuficiência de fontes de água nos distritos de Mapai, Mabalane e Chigubo, a população carenciada consome água imprópria e muitos têm de percorrer longas distâncias para encontrar a fonte mais próxima.

Em Mabalane, as comunidades assoladas pela crise de água, na sequência da seca severa, percorrem entre 15 e 40 quilómetros.

“Estamos a passar uma época sem chuva, não há chuva, não há nada nesta zona, nem gado consegue comer, nem nós”, lamentou um morador da comunidade de Niza, em Mabalane.

Mariano, de 57 anos, e seus dois filhos juntaram 50 meticais e percorreram quase 15 quilómetros, e de regresso trazem 50 litros de água, para uma família de seis pessoas. Sendo que, para o abeberamento do gado, a distância sobe para 40 quilómetros debaixo de temperaturas que mantêm uma tendência média diária superior a 36 graus.

“Temos de comprar 25 meticais e uns 10 litros. Saímos às quatro da manhã. Estamos a voltar agora. Mais ou menos uma semana, têm de gerir para pelo menos conseguirem cozinhar. Nem água para tomar banho não consigo ali, só para apanharmos água para cozinhar. Para o abeberamento vamos em baixo, aproximadamente uns 30, 40 quilómetros para conseguirmos água para o gado”, esclareceu.

Já no distrito de Mapai, a administradora do distrito, Maria Helena, afirma que existem, actualmente, mais de cinco mil pessoas em situação preocupante.

“Nós estamos a falar de 28 mil habitantes no distrito, mas a zona mais crítica que estamos a falar de Machaíla, Hariane, são cerca de 5600 pessoas que precisariam do nosso apoio, tendo em conta a aridez dessa área.”

Maria Helena considera que, para minimizar o drama, são necessárias acções com vista à abertura de vários furos, mas as atenções estão viradas aos povoados de Machaíla e Hariane.

“O que significa que com o valor para um furo de água lá, em zonas normais, poderíamos fazer acima de 10 furos. As pessoas diriam que é possível conseguir água a menos disso, a uns 150 metros, é possível sim, e já foi feito esse trabalho, mas, quando se consegue água a 150 metros, é água muito salgada, muito salgada, que não há capacidade de uso, nem pela população, nem pelos animais”, frisou.

A situação repete-se no distrito de Chigubo, onde estão na linha vermelha quatro comunidades. A informação foi confirmada pelo  administrador, Almeida Guelume.

“Dada a escassez da queda da chuva, percorremos de 10 a 15 quilómetros. Então, achamos que nós, pelo trabalho que podemos fazer, vamos reduzir cada vez mais as distâncias, em Chove, temos a comunidade de Mangunzoane, temos a comunidade de Saúde, temos a comunidade de Madile Mangunzoane, são comunidades com preocupações tremendas. Algumas comunidades, temos algum sistema ali, algum sistema lá, mas essas são as grandes comunidades que nos preocupam neste momento, que são prioridades do nosso processo de governação”, considerou.

Para já, a direcção provincial de obras públicas alega limitações de ordem financeira para levar água às comunidades dos oito distritos que atravessam a crise, justificando que as condições hidrológicas exigem  abertura de furos, que chegam a uma profundidade superior a 250 metros.

“Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mapai, Mabalane, incluindo a zona norte dos distritos da zona centro, Guijá, distrito de Chókwè e Chibuto também apresentam uma grande complexidade hidrogeológica. Isto envolve grandes recursos. Ainda temos sistemas de abastecimento de água com unidade de sanitização. O grande desafio que temos com sistemas de abastecimento de água com unidade de salinização é a questão de ser uma tecnologia adoptada recentemente e temos escassez de técnicos ao nível local para assegurar a sua manutenção e funcionalidade, incluindo a questão de aquisição de peças sobressalentes que não é no nosso mercado local”, disse Chivambo.

Enquanto isso, a crise de água aprofunda-se nas comunidades, e a população eleva a voz para exigir do Governo soluções concretas.

“Não há saídas, tendo em conta a seca. Vivemos um martírio e pedimos verdadeiramente que o Governo preste alguma ajuda”, disse Maria Filomena,  Residente de Guaiane.

A taxa de cobertura de abastecimento de água na província de Gaza ronda os 70%.

Os farmacêuticos moçambicanos realizaram, no sábado, a sua Primeira Gala Nacional, durante a qual prometeram mais esforços para melhorar a qualidade dos serviços farmacêuticos prestados aos cidadãos.

Na ocasião, a presidente da Associação dos Farmacêuticos de Moçambique, Bélia Muchanga, expressou a importância da data para a classe e reiterou o compromisso de trabalhar para servir com excelência.

“Pensar em saúde é pensar no farmacêutico, e esta gala é a afirmação da nossa identidade profissional. Estamos a dizer ao país com orgulho e convicção que somos importantes e o futuro da farmácia em Moçambique depende da nossa união, visibilidade e compromisso com a qualidade”, disse Bélia Muchanga.

Por sua vez, a Medimoc afirma estar a caminhar lado a lado com os farmacêuticos para garantir que cada um tenha as ferramentas de que precisa para desempenhar a sua função com segurança e excelência.

“O grupo Medimoc tem orgulho de caminhar lado a lado com os farmacêuticos, de Moçambique, enquanto distribuidora de medicamentos a nossa missão vai para além de levar produtos as farmácias, e também nosso compromisso que cada farmacêutico tenha a ferramenta que precisa para desempenhar a sua função com segurança, eficiência, rigor e excelência”, explicou a Directora Comercial da Medimoc, Stella Mucora.

Muroca referiu também que a instituição desenvolve acções de melhoria contínua dos seus produtos, com projecto de investir na área industrial de produção de dispositivos médicos, num futuro próximo. Tendo apelado igualmente as autoridades a colaborarem para a causa.

Nos últimos anos, Moçambique tem acelerado esforços para reduzir a dependência externa no fornecimento de medicamentos.

A Doca seca de Quelimane carece de um investimento de 15 milhões de dólares, para reabilitação e apetrechamento com equipamentos modernos, para reparação de barcos e navios. Neste momento, a infraestrutura está degradada e a cair aos pedaços. 

Um empreendimento importante para reparação e manutenção de barcos e navios está degradado e a cair aos pedaços. A comporta da doca, que é a parte mais importante para serviços de reparação e manutenção está destruída e precisa de uma nova comporta. 

O secretário de Estado na Zambézia, Avelino Muchine, visitou a doca seca para se inteirar do funcionamento, mas não gostou de ver o estado do empreendimento. 

O “O País” sabe que Investidores privados espanhóis e chineses já manifestaram interesses em reabilitar e ficar com o empreendimento para a utilização, mas sem sucesso. 

Existe uma outra empresa que está a quatro anos à espera da resposta do ministério dos transportes e logísticas 

Uma outra infraestrutura também visitada pelo dirigente é o Porto de Pescas de Quelimane. carece de investimentos para o tornar não só funcional como também moderno. Os frigoríficos industriais de produção de gelo, que outrora abasteciam a cidade, estão parados.

A travessia de Quelimane a recambia em Inhassunge e a sede da administração marítima na Zambézia foram outros locais escolhidos para uma visita pelo secretário de Estado da província. 

 

A Presidente da Assembleia da República diz que a paz deve ser alimentada permanentemente com diálogo, tolerância, inclusão e amor ao próximo. Margarida Talapa falava hoje, na praça dos Heróis Moçambicanos, durante as celebrações do Dia da Paz. 

O 4 de Outubro de 2025 marca o 33º aniversário da assinatura dos acordos gerais de paz, entre o Governo de Moçambique e o partido Renamo.

Para assinalar a efeméride a Presidente da Assembleia da República, em representação do Chefe de Estado, que se encontra em visita de trabalho no exterior, orientou as cerimónias centrais, com a habitual deposição de coroa de flores, na cripta dos heróis nacionais. 

Os heróis foram também homenageados pelos antigos presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, Governantes, políticos e religiosos.

Dirigindo-se à nação, Margarida Talapa chamou aos Moçambicanos a contribuírem na preservação contínua da paz. 

“Por isso, a preservação e consolidação da Paz é uma responsabilidade de cada um e de todos nós”, disse a Presidente da Assembleia da República. 

Depois da guerra civil, que durou 16 anos, o terrorismo e o actual factor que mina a paz no pais. Talapa apela ao envolvimento dos moçambicanos no seu combate. 

A melhor forma de honrarmos a Paz é trabalharmos todos juntos pela sua consolidação. A Paz não é apenas a ausência de guerra. É a presença de justiça, de oportunidades, de solidariedade e de desenvolvimento inclusivo”, apelou.

A presidente da Assembleia da República reforçou ainda a necessidade do envolvimento de todos no diálogo nacional inclusivo.

O Acordo Geral de Paz foi assinado em Roma, capital da Itália,  a 4 de Outubro de 1992, colocou fim a 16 anos da guerra civil, tornou Moçambique num país multipartidário e conferiu direitos democráticos aos cidadãos.

A ministra das Finanças, Carla Loveira, alerta que o processo de informatização do sistema de pagamento do Estado poderá resultar na descoberta de mais funcionários fantasmas na Função Pública. Carla Loveira diz ainda que não se sabe o valor exacto que o Estado perdeu com pagamentos irregulares. 

“Todos os anos, com o mecanismo de prova de vida, que o sistema SNGRH está a determinar, vai conseguir assegurar que mais ou menos funcionários estão na mesma situação de pagamento irregular”. disse, hoje, a Ministra das Finanças. 

Carla Loveira explicou ainda que ainda não se sabe o impacto exacto dos funcionários fantasmas no Orçamento do Estado. “Nós podemos dizer que começamos a ter essa realidade no momento de instauração do novo sistema informático SNGRH. Então, não podemos dizer, antes desse sistema, quanto é que o Estado estava a perder, mas, para já, conseguimos observar os 18 mil funcionários, com o seu respectivo impacto”. 

Quanto ao pagamento das horas extraordinárias aos professores, a Ministra das Finanças avançou que a estratégia de pagamento prevê que o processo seja feito de forma faseada. “Já pagamos algumas fases das horas extras e as demais fases aguardam o correspondente orçamento para efeitos de pagamento”, esclareceu. 

Três pessoas morreram e outras duas ficaram gravemente feridas, na sequência de um acidente de viação do tipo despiste e choque, contra um estabelecimento comercial, em Xai-Xai. Velocidade excessiva e condução sob efeito de álcool são as prováveis causas do sinistro.

 O acidente de viação ocorreu por volta das cinco horas,  deste sábado, na Estrada Nacional Número Um (EN1), na cidade de Xai-Xai, defronte às instalações da Escola Secundária Joaquim Chissano.

Excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas pelo motorista da viatura ligeira envolvida no acidente são apontados pela  Polícia e pelo Inatro  como as causas preliminares do acidente.

O embate violento  resultou, até ao momento, em três mortes no local, de um total de cinco pessoas que seguiam a bordo. Os dois sobreviventes foram evacuados para o hospital provincial de Xai-Xai.

“No total, dois foram internados no serviço de cirurgia, que apresentavam lesões a nível da região da cabeça, região frontal e outro teve fratura no pé. Os pacientes internados continuam sob os cuidados médicos”, explicaram as autoridades do hospital.

Ao todo, são 81 pessoas que morreram vítimas de 78 acidentes de viação  neste ano na província de Gaza. 

Num contexto de crescente ameaça cibernética, o Governo moçambicano está a instar as instituições de ensino superior a reforçarem os seus programas de formação nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com foco específico na cibersegurança. O apelo foi lançado durante o Workshop de Consciencialização em Segurança Cibernética, realizado esta sexta-feira, em Maputo, no âmbito da celebração do Mês de Consciencialização sobre a Cibersegurança.

Sob o lema “Moçambique com um espaço cibernético seguro, resiliente e uma sociedade consciencializada”, o evento reuniu representantes do Governo, organizações internacionais, reguladores do sector das TIC, instituições académicas e o sistema de justiça, com o objectivo de debater soluções para enfrentar a crescente ameaça dos cibercrimes no país.

A Inspectora-Geral do Ministério dos Transportes e Comunicações, Igna Macule, destacou a importância de capacitar tecnicamente os quadros nacionais para garantir a soberania digital. “As instituições de ensino desempenham um papel estratégico na construção de um ecossistema de cibersegurança robusto. É imperativo que reforcem os seus currículos com matérias específicas de segurança digital, ética informática e defesa cibernética”, defendeu.

Segundo Macule, a crescente digitalização dos serviços públicos e privados, sem a correspondente protecção, expõe o país a riscos reais de ataques cibernéticos que podem comprometer dados sensíveis, infraestruturas críticas e até decisões de soberania. “Hoje, a cibersegurança é tão importante quanto a segurança física. Se não estivermos preparados, corremos o risco de sermos atacados em sectores vitais do país”, advertiu.

No mesmo encontro, foi anunciado que Moçambique vai assinar ainda este mês, a Convenção das Nações Unidas sobre Cibercriminalidade, também conhecida como Convenção de Budapeste, um instrumento legal internacional que visa reforçar a cooperação global no combate ao crime cibernético.

“Estamos a dar passos firmes rumo à adopção de instrumentos legais e compromissos multilaterais que posicionem Moçambique no combate global ao cibercrime. A assinatura da convenção e a aprovação de legislação nacional adequada são prioridades para este mês”, sublinhou Macule.

Dados da Procuradoria Geral da República revelam que Moçambique registou mais de mil casos de cibercrime apenas em 2024, incluindo fraudes electrónicas, roubo de identidade, phishing, ataques a websites institucionais e disseminação de software malicioso.

Para o representante do UNODC, António Vivo, os números são preocupantes e exigem uma resposta coordenada e urgente. “Esses dados mostram que o crime digital está a crescer rapidamente no país, e é essencial haver não só leis claras e eficazes, mas também capacidade humana e técnica para investigar e julgar esses crimes”, afirmou. O responsável apelou ainda a uma maior cooperação regional e internacional.

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, foi taxativo ao descrever o actual cenário: “A cada segundo, os sistemas nacionais enfrentam tentativas de ataques cibernéticos. A pressão é constante, exige um ecossistema resiliente, integrado e mais investimento”.

Chemane alertou para o facto de que muitas instituições públicas e privadas ainda operam com níveis baixos de protecção, o que torna o país mais vulnerável. Para enfrentar este desafio, o INTIC tem desenvolvido acções de formação e parcerias estratégicas.

Entre as mais recentes iniciativas, destaca-se a assinatura de um memorando de entendimento com o Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ), com o objectivo de capacitar magistrados, procuradores e outros operadores do sistema judicial em matérias ligadas ao cibercrime. “É fundamental que os nossos tribunais estejam preparados para lidar com este novo tipo de criminalidade, que é muitas vezes invisível e altamente complexa”, explicou.

No encerramento do workshop, foi reiterado o apelo à mobilização de todos os sectores da sociedade. “A cibersegurança não é um problema apenas do Governo ou das empresas de telecomunicações. É uma responsabilidade colectiva que envolve escolas, universidades, bancos, empresas, tribunais e cada cidadão que usa um telemóvel ou acede à internet”, concluiu Lourino Chemane.

A nível mundial, o cibercrime tornou-se uma das principais ameaças à segurança nacional dos países. Estima-se que, até 2025, os prejuízos globais com crimes cibernéticos ultrapassem os 10 trilhões de dólares por ano, segundo estimativas da Cybersecurity Ventures.

Em África, muitos países ainda carecem de legislação específica, recursos técnicos e humanos para enfrentar este fenómeno.

Morreu o jovem de 30 anos de idade acusado de sequestrar um menor de 10 anos no distrito de Vanduzi. O suspeito perdeu a vida no hospital provincial de Chimoio, onde deu entrada após ser brutalmente espancado pela população, que também destruiu um posto policial onde o finado estava detido.

O indivíduo acusado de sequestrar um menor, depois de ter sido severamente espancado pela população, foi socorrido pela Polícia e encaminhado para o Hospital Provincial de Chimoio. Na unidade sanitária não resistiu a carga de porrada que recebeu e perdeu a vida, segundo avançou Juvenal Chithovele, Director clínico da maior unidade sanitária de Manica.

Este é o segundo caso de linchamento, que ocorre no distrito de Vanduzi, em apenas uma semana. O primeiro é de um suposto ladrão de motos, que foi queimado na zona de seis carros.

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