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O País – A verdade como notícia

Em Moçambique, mais de 4.800 mulheres morrem todos os anos vítimas dos cancros da mama e do colo do útero. As duas doenças são a causa de novas vítimas, num país onde o diagnóstico tardio e a falta de acesso a tratamento eficaz ainda são a principal causa de mortes.

De acordo com dados avançados nesta terça-feira, em Maputo, pelo Programa Nacional de Controlo do Cancro, o país regista, anualmente, cerca de 7.400 casos destas doenças.

Só o cancro do colo do útero representa 5.400 novos casos e cerca de 4.000 mortes por ano, enquanto o cancro da mama atinge cerca de 2.000 mulheres, das quais 800 não sobrevivem.

Durante uma mesa-redonda organizada pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e parceiros, a PCA, Graça Machel lançou um forte apelo às mulheres. “Estamos diante de uma emergência nacional e global. O cancro está a dizimar as nossas mulheres. Não podemos continuar a encarar esta realidade com indiferença ou de ânimo leve”, alertou.

Machel defende a expansão urgente dos meios de diagnóstico, tratamento e prevenção, sobretudo nos centros de saúde mais distantes dos grandes centros urbanos. “Não se trata apenas de cuidar, mas de salvar vidas. Precisamos garantir que nenhuma mulher morra por falta de acesso a um exame ou a um tratamento que já existe”, afirmou.

Histórias como a de Felicidade, de 51 anos, mostram o impacto humano por detrás das estatísticas. Diagnosticada com cancro da mama, ela enfrenta a doença com coragem. “Apeguei-me à minha fé e ao apoio da minha família. Não é fácil, mas sigo firme, quando recebi a informação fiquei abalada, pensei que fosse o fim do mundo, mas estou a tomar a doença como málaria”, conta.

Cristência Fernando vive uma realidade semelhante. Foi diagnosticada com cancro do colo do útero depois de meses de incerteza e sofrimento. “Passei por várias fases de dor até saber o que realmente tinha. Foi um processo longo e angustiante”, relata.

Apesar dos desafios, Cristência deixa uma mensagem de encorajamento: “A todas as mulheres, digo que procurem ajuda a tempo, não desistam. E ao Ministério da Saúde, peço que melhorem o sistema. Precisamos de diagnósticos precoces e acesso aos tratamentos.”

Na linha da prevenção, a FDC reforça o papel da educação e da mobilização comunitária. Segundo Graça Machel, a instituição conta com mais de 4.700 agentes em todo o país, responsáveis por levar mensagens de sensibilização às comunidades mais remotas.

A chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro, Cesaltina Lorenzoni, destacou a urgência de investir em recursos humanos e técnicos. “O diagnóstico precoce salva vidas. Precisamos capacitar profissionais, equipar mais hospitais e descentralizar os serviços para que todas as mulheres, em qualquer ponto do país, possam ter acesso ao rastreio e tratamento.”

Moçambique registou, de janeiro a junho do presente ano, 14 mortes por raiva, depois de, em 2024, ter registado 31 óbitos, fruto de mais de 200 mil casos de mordedura canina. Esta terça-feira, o país recebeu 100 mil doses de vacina, correspondentes a 28 por cento da meta estabelecida de 350 mil até ao fim do ano.

No ano passado, o país registou 31 mortes por raiva, num universo de mais de 200 mil casos de mordeduras. Este ano, até junho, o número de vítimas mortais já chegava a 14, de um total de cerca de 19 mil mordeduras.

Para travar a propagação da doença, o país precisa de mais de 350 mil doses de vacinas anti-rábicas, e esta terça-feira recebeu 100 mil, fornecidas pela Organização Mundial de Saúde.

“Esta doação da Organização Mundial de Saúde Animal, de facto, vem reforçar os esforços que o Governo tem empreendido para, efetivamente, controlar essa doença mortal. Mas, acima de tudo, ampliar os esforços que o Governo tem empreendido nesta componente de assegurar que, efetivamente, tenhamos animais protegidos e que não tenhamos casos em que estes animais infetados possam, de facto, representar um perigo para a saúde pública. Antes desta receção das 100 mil doses, tínhamos alguma limitação, porque tínhamos apenas alguma reserva para questões de emergência”, disse Abel Chilundo, Director Nacional Adjunto da Direção de Sanidade.

Com esta receção, o Governo reforça a campanha de vacinação antirrábica em todas as províncias, com destaque para as zonas de maior risco, e poupa 80 mil dólares, parte do valor que deveria ser desembolsado para o efeito.

De acordo com a Direção Nacional de Sanidade, “nas últimas ocorrências que se registaram na província de Tete, tivemos de acionar estas reservas que tínhamos. Mas, com esta receção, temos a possibilidade de, em cada uma das províncias, para além daquelas de maior risco, alocar esta vacina e assegurar que haja, de facto, uma campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos. A região da SADC já provou, em várias ocasiões, a sua capacidade de agir em bloco.”

A entrega das vacinas acontece à margem do IV Seminário Regional de Avaliação de Progresso sobre a Implementação do Plano de Ação para a Erradicação da Peste dos Pequenos Ruminantes, que decorre em Maputo.

Intervindo na ocasião, o Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, disse ser urgente a adoção do plano para evitar insegurança alimentar e morte massiva de animais.

“E hoje temos novamente a oportunidade de mostrar a nossa união, colocando fim à circulação da PPR nos nossos territórios e libertando milhões de famílias do risco e da insegurança alimentar. O controlo e a erradicação da PPR não são apenas essenciais para a saúde animal, mas também são fatores fundamentais para a estabilidade económica, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável”, advertiu o governante.

Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde, parceira da SADC no combate a surtos, prometeu, na ocasião, continuar a apoiar com imunizantes.

“Não decepcionemos os milhões de famílias que dependem de pequenos ruminantes e não decepcionemos o anseio deste continente por segurança alimentar e desenvolvimento resiliente. A erradicação da PPR não é um sonho, é uma realidade que enfrentaremos juntos. Exige coragem, cooperação e comprometimento”, afirmou Moetapele Letshwenyo, representante da FAO em Moçambique.

Neste momento, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde, dos dezasseis países da SADC, cinco continuam sob surto da Peste dos Pequenos Ruminantes.

Pelo menos 45 pessoas morreram vítimas da raiva de Janeiro de 2024 a Julho deste ano. Os dados são do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pesca, que recebeu hoje uma doação de 100 mil doses de vacinas contra a doença infecciosa.

“Temos dados mais generalizados. A título de exemplo, no ano passado, tivemos cerca de 31 mortes devido a raiva, num horizonte, praticamente, de cerca de 200 mil mordeduras ou corridas. Para este ano, já vamos em cerca de 14 mortes até Junho, num horizonte de 19 mil e poucas mordeduras. O que de facto continua a ser uma preocupação naquilo que é evitar que mais cidadãos morram devido a esta doença fatal”, disse Abel Chilunde, Director Nacional Adjunto de Sanidade. 

Chilunde avançou ainda que houve uma recepção de 100 mil doses que vão ajudar a superar algumas limitações.

“Antes da recepção destas 100 mil doses, tínhamos alguma reserva só para questões de emergência, de modo que, as últimas recorrências que se registaram na cidade de Tete, tivemos que accionar estas reservas que tínhamos, mas com essa recepção  dá-nos a possibilidade de, em cada uma das províncias, para além daquelas com maior risco, poderemos alocar esta vacina e poder que haja campanha de vacinação em cães e gatos”, disse. 

As 100 mil doses custaram cerca de 80 mil dólares. 

Eusébio Victor Macete foi nomeado reitor da Universidade Lúrio, em substituição a Leda Florinda Hugo. Ainda nesta terça-feira, o Chefe do Estado exonerou Bettencourt Preto Sebastião Capece do cargo de Reitor da Universidade Zambeze, e nomeou em substituição Luís  Miguel Estêvão Cristóvão

Nos termos da mesma base constitucional e legal, conjugada com  o n.º 1 do artigo 57 dos Estatutos da Universidade Joaquim Chissano (UJC), o Presidente da República exonerou e nomeou, por  Despachos Presidenciais separados, Ana Maria Nhampule e Carlos  Shenga, respectivamente, do e para o cargo de Vice-Reitor da  Universidade Joaquim Chissano.

Daniel Chapo exonerou e nomeou ainda, através de Despachos Presidenciais  separados, Anabela Matangue Zacarias da Silva e Alexandre Hilário  Monteiro Baia, respectivamente, do e para o cargo de Vice-Reitor  da UniZambeze.

o Presidente da República exonerou Joel  Maurício das Neves Tembe do cargo de Vice-Reitor da UEM e nomeou Mohsin Mahomed Sidat para o cargo o mesmo cargo.

O proprietário da NBC, uma empresa de venda de peças automóveis, foi raptado na manhã de hoje, na baixa da cidade de Maputo, em frente ao seu estabelecimento comercial. Segundo testemunhas, o crime foi protagonizado por quatro homens, que se faziam transportar numa viatura sem matrícula. A Polícia promete reagir assim que possível. 

Mais um rapto na cidade de Maputo, desta vez trata-se do proprietário da empresa NBC, na avenida Zedequias Manganhela, na cidade de Maputo. O crime ocorreu por volta das 6:30 minutos, quando o empresário abria as portas do seu estabelecimento comercial. 

Segundo funcionários de empresas dos arredores, os raptores desferiram golpes contra um guarda do estabelecimento comercial e, posteriormente, levaram o empresário para dentro da viatura, que não tinha uma placa de matrícula.

O Ministério da Saúde anunciou, esta segunda-feira, a criação da Força Tarefa, órgão que terá a missão de avaliar o impacto da redução do financiamento externo, propor medidas de mitigação, assim como promover um diálogo multisectorial baseado em evidências no sector da saúde.

Um dos primeiros passos desse órgão foi dado com o encontro dos quadros e parceiros do sector da saúde que visava discutir o impacto da redução do financiamento, facto que acontece num contexto de  aumento da frequência e gravidade das emergências sanitárias no país.

Com a criação desta força, o Misau pretende ainda identificar e implementar reformas urgentes, que assegurem a continuidade dos serviços de qualidade aos moçambicanos. Segundo o secretário permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça, esta força serve como uma janela na busca de soluções para mitigar o impacto e permitir que os projectos em curso tenham continuidade. 

O dirigente espera que a Força Tarefa traga resultados a curto, médio e longo prazos, que possam permitir que o sector da saúde tenha alternativas domésticas para financiar a saúde, sobretudo os sectores-chave. 

 O Ministério da Saúde alerta que é preciso repensar o modelo de financiamento para garantir melhor funcionamento do sector e reduzir a dependência externa. 

Oito anos após o primeiro ataque terrorista em Mocímboa da Praia, ocorrido a 5 de outubro de 2017, a população de Cabo Delgado continua sem respostas claras sobre a origem e as motivações do grupo armado responsável pela violência que devastou a província.

“Perdemos família, amigos e quase tudo o que tínhamos. Milhares de pessoas abandonaram as suas zonas de origem. O que está realmente a acontecer? Quem são eles? O que querem e até quando vamos viver assim?”, questiona Momade Insa, deslocado de Macomia, que vive em Pemba há quase cinco anos com parte da família que sobreviveu aos ataques.

Popularmente conhecido por Al-Shabab— termo árabe que significa “jovens” — o grupo armado continua a ser um enigma. Oficialmente, pouco se sabe sobre a sua composição e motivações. Algumas vozes atribuem o início do conflito à descoberta de recursos naturais na província, mas o grupo tem negado essa relação, afirmando em vídeos divulgados nas redes sociais que o seu objetivo é instalar um Estado Islâmico, uma espécie de califado em Cabo Delgado.

“Na verdade, ninguém sabe o que está a acontecer. Só vemos imagens de pessoas decapitadas, aldeias queimadas, infraestruturas destruídas e vídeos nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, onde o grupo aparece a falar com populações, dizendo querer criar um Estado Islâmico. Se é verdade ou não, eu não sei”, conta Omar Selemane, deslocado de Mocímboa da Praia que agora vive numa aldeia de reassentamento em Chiure, no sul da província.

Desde o início da insurgência, cerca de mil pessoas de várias nacionalidades foram detidas por suspeitas de envolvimento em crimes que vão desde homicídio e posse ilegal de armas até incitação à desobediência e terrorismo. Contudo, as autoridades ainda não revelaram publicamente a origem nem as motivações reais do grupo armado.

“Estamos muito preocupados. Sem sabermos quem são essas pessoas nem o que pretendem, será difícil, ou até impossível, resolver este problema que, além de causar mortes e destruição, está a deixar a população profundamente traumatizada”, lamenta Saide Invita, sobrevivente do ataque à vila de Quissanga — um dos distritos classificados como de alto risco.

Alguns académicos têm procurado explicar o fenómeno através de estudos que apontam para fatores como a ausência do Estado, a pobreza extrema e a disputa pelos recursos naturais. No entanto, essas teorias, embora fundamentadas, não convenceram totalmente a população, que continua sem compreender as verdadeiras causas da violência que já se expandiu para as províncias vizinhas de Nampula e Niassa.

Desde 2017, estima-se que cerca de cinco mil pessoas perderam a vida e quase dois milhões foram deslocadas devido ao conflito. Apesar da forte presença militar das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, com apoio do Ruanda, Tanzânia e forças locais, o fim do terrorismo em Cabo Delgado ainda parece distante.

O Ministério da Educação e Cultura reconhece que o país enfrenta um défice estrutural de professores, que ameaça agravar-se em 2026, com o ingresso de mais de um milhão e seiscentas crianças só para o ensino primário. O Governo precisava de mais 16 mil professores para responder à demanda do ensino primário neste ano, mas só tem capacidade para contratar 2119.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) prevê inscrever 1 623 063 crianças na 1.ª classe em 2026. Este crescimento acontece num contexto de défice crítico de professores, que ameaça sobrecarregar ainda mais as escolas. 

Segundo o porta-voz do ministério, Silvestre Dava, a capacidade de resposta do Estado continua aquém das necessidades reais. “O número de professores que necessitamos no sistema não tem sido aquele que desejávamos para podermos responder à demanda”, reconheceu.

Em 2024, o rácio médio nacional era de 68 alunos por professor, acima dos 45 estipulados pela regulamentação. O cenário tende a agravar-se em 2025 e 2026, podendo atingir 70 alunos por professor. Em algumas províncias, como Cabo Delgado e Nampula, há escolas onde cada docente chega a leccionar para 100 alunos.

“É um desafio enorme para o professor que devia atender a 45 alunos e tem de gerir uma turma enorme”, afirmou Dava, sublinhando que a limitação financeira impede contratações em larga escala.

De acordo com dados do MEC, o Governo tem capacidade para contratar apenas 2119 novos professores em 2025, muito abaixo da necessidade estimada de 16 mil docentes para o ensino primário e 8627 para o ensino secundário.

Questionado sobre o impacto do rácio elevado na qualidade do ensino, o porta-voz do rejeitou a ideia de que o número de alunos por professor seja o único factor determinante.

“A qualidade do ensino tem várias dimensões. O que gera qualidade é o professor. Trabalhamos com metodologias activas para que os docentes consigam lidar com turmas grandes”, explicou.

Silvestre Dava afirmou ainda que o Governo não pretende travar a expansão do acesso à educação, mesmo diante das dificuldades. “Se deixássemos de expandir a educação em prol da qualidade, estaríamos a elitizar o sistema e a contrariar os princípios que defendemos desde a independência”, destacou.

O Governo aposta na capacitação pedagógica, no reforço das metodologias participativas e na optimização de recursos humanos para evitar que o sonho de uma educação para todos se transforme num problema estrutural de qualidade.

Um agente da Polícia da República de Moçambique foi detido em Nacala no exacto momento que pretendia,alegadamente, protagonizar um assalto a um armazém, juntamente com outros indivíduos. O grupo é altamente organizado e envolve transportadores e vendedores do produto do crime.

A cidade de Nacala, na província de Nampula, volta a estar no centro das atenções, e, desta vez, devido à criminalidade que se vem registando com alvos bem identificados: armazéns e agentes económicos.

Na madrugada do dia 22 de Setembro, mais um assalto estava prestes a acontecer num dos armazéns. A pronta intervenção dos agentes de segurança privada impossibilitou a consumação do crime e a máscara caiu!

Um vídeo amador mostra homens neutralizados, com catanas e um cartão da polícia, no local onde pretendiam protagonizar mais um assalto. Um deles, que ficou ferido no pé, é um agente da polícia que desempenha funções de oficial de permanência no Comando Distrital da PRM em Nacala.

Ao que tudo indica, trata-se de um grupo com uma estrutura bem organizada.

No topo está um indivíduo até aqui em investigação. Trata-se de alguém que coordenava tudo com o oficial de permanência, que, por sua vez, tinha uma rede de membros de policiamento comunitário e um agente do SERNIC. O oficial de permanência tinha como operativo um homem conhecido por Idrisse, e este, por sua vez, contava com alguns agentes de segurança privada, um técnico para desactivar câmaras de videovigilância, um grupo de assaltantes e curandeiros que tratavam o grupo.

O produto do roubo era encaminhado a um homem identificado como Yahiri, que contava com os serviços de transporte de Ramane. Os produtos roubados eram recebidos e vendidos na cidade de Nampula por um indivíduo conhecido por Yala, agora foragido.

O que o grupo não sabia é que estava a ser investigado e até foram infiltrados alguns homens. Idrisse faz parte dos sete detidos no dia 22 de Setembro e revelou alguns integrantes do grupo.

O transportador dos produtos roubados confirmou que levava a mercadoria com frequência, de Nacala para a cidade de Nampula, mas diz que não sabia que se tratava de bens roubados.

Através de uma gravação em áudio, um dos infiltrados no grupo revelou informação que liga os criminosos com o oficial de permanência da polícia e um agente do SERNIC.

No referido áudio, o agente infiltrado diz que “estavam a planear para amanhã, mas o polícia cancelou. O polícia disse ‘amanhã, não’. Disse que ‘se esses estivessem de serviço seria hoje, porque haveria movimento’. Quando os polícias entram lá não entram fardados. Vão a civil”.

Segundo contou o agente infiltrado no referido áudio, cada um deles tinha um ponto onde se posicionava para melhor controlo. Por exemplo: “um fica na base a controlar o movimento, um fica nas bombas para controlar o movimento dos carros, o outro fica no Juma, o outro fica na fábrica de colchões, naquelas bombas, o outro fica na carpintaria a subir, o outro fica…está a ver na carpintaria tem aquele lugar onde entram carros onde vem escrito ‘Centro’, muitos então ficam naquela parte ali. Já essa do SERNIC começa a fazer rondas, de carro”, revela.

Os detidos serão ouvidos esta terça-feira por um juiz de instrução criminal que em função dos elementos probatórios que constam do auto de notícia do crime deverá determinar as medidas de coação, enquanto o processo estiver em investigação que pode ser a manutenção da prisão preventiva, enquanto o processo estiver em investigação.

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