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O País – A verdade como notícia

Subiu para sete o número de vítimas mortais em consequência da explosão de um camião-cisterna na última sexta-feira no distrito de Vandúzi, em Manica. Três pessoas, todas mulheres, perderam a vida nas últimas 24 horas.

Assim, das 11 vítimas que deram entrada no Hospital Provincial de Chimoio, oito ainda lutam pela vida e a maior parte estão com queimaduras de até 90 por cento do corpo, segundo confirmação de Juvenal Chithovele, director-clínico da unidade sanitária.

“Recebemos 11 pacientes vítimas de queimaduras extensas. Os pacientes vinham graves e estabilizámos e estamos a tratar. Neste momento, tivemos, infelizmente, óbitos em número de três pacientes de sexo feminino e ainda há pacientes com queimaduras extensas, cujo prognóstico não é bom. Apesar de todo o esforço que estamos a fazer, continuam graves e os próximos dias vão ser importantes para determinar o resultado”, disse Juvenal Chithovele.

O director-clínico do Hospital Provincial de Chimoio confirmou ainda que alguns dos pacientes estão em estado moderado, ou seja, “têm queimaduras de 20%”, e “essas é que temos a esperança de poder salvar, e estamos a tratar as feridas”.

Em relação aos feridos graves que se encontram internados na unidade sanitária, Juvenal Chithovele diz que não haverá necessidade de serem transferidos para a unidade sanitária de referência, no caso, o Hospital Central da Beira, uma vez que Hospital Provincial de Chimoio dispõe de todo o material para o seu tratamento.

A Moz Environmental, empresa que faz gestão de resíduos considerados tóxicos na cidade de Pemba, vai transferir as suas instalações para um outro lugar, de modo a evitar conflitos com as comunidades locais, que se queixam de poluição ambiental.

Pouco depois de o município de Pemba ter ameaçado processar a Moz Environmental por alegada poluição ambiental na cidade, a empresa de gestão de resíduos tóxicos decidiu mudar as suas instalações para um outro lugar longe das pessoas.

A informação foi confirmada pelo representante da empresa, Alfredo Zandamela, que diz que a mesma compreende que a zona onde está a operar, neste momento, deixou de ser uma zona exclusivamente industrial, até porque começou a haver muitas residências à volta.

“Isso é devido ao crescimento da cidade de Pemba, mas o que nós sempre pedimos foi tempo para reinvestirmos num outro espaço para podermos sair. Então, sair é algo que já está decidido, não é questão apenas de documentação”, disse.

A desactivação das instalações poderá levar cerca de dois anos, mas a Moz Environmental vai tomar algumas medidas imediatas para evitar mais reclamações das comunidades que vivem à volta da empresa.

“A incineradora vai ser a primeira unidade a ser transferida, dentro de dois meses, no máximo, e o assunto das águas também. Essa transferência e tratamento acelerado que estamos a fazer”, disse, acrescentando que estava a fazer concertação com a equipa técnica da empresa, que entretanto “não garantiram que também dentro de dois meses essa transferência das águas vai acontecer”.

A Moz Environmental  reconhece o desconforto criado pelo fumo e pelo mau cheiro resultante do processamento dos resíduos considerados tóxicos, mas a empresa  garante que não está a poluir o meio ambiente.

“Primeiro, reconhecemos que esta zona deixou de ser uma zona industrial, e, segundo, reconhecemos que existe o assunto do cheiro por causa de alguns produtos químicos que manuseamos. Então, é nosso interesse também estarmos numa zona que cria menos ruído, e é por causa disso que vamos mudar”, disse Alfredo Zandamela.

Para este, a mudança de local da empresa não é no sentido de culpa, “é no sentido apenas de mantermos a harmonia e boa convivência com as comunidades à nossa volta”.

Apesar da decisão de transferência das instalações, a Moz Environmental continua a aguardar as provas da acusação feita pelo presidente do município de Pemba sobre alegada poluição ambiental na cidade, segundo vincou Alfredo Zandamela, representante da empresa.

“Se o município quer processar, seja a Moz ou outras entidades, caberá ao ele dizer qual é a base que leva para fazerem isso, mas nós reiteramos que somos uma empresa séria, que opera dentro daquilo que são padrões legais e aceitáveis internacionalmente”, esclareceu Zandamela.

O caso de suposta poluição ambiental em Pemba começou no ano passado. Já foi analisado por especialistas ambientais e até chegou ao Tribunal Administrativo provincial, em Cabo Delgado, mas até agora, pelo menos oficialmente, ainda não há provas de existência de poluição ambiental com resíduos considerados tóxicos na cidade.

A defesa da independência da Justiça, maior transparência na governação, investimentos reforçados na defesa e a distribuição equitativa dos recursos naturais marcaram a auscultação pública no distrito de Kampfumo, cidade de Maputo, realizada esta terça-feira, no âmbito do Diálogo Nacional.

Os participantes sublinharam a necessidade de uma justiça livre de influências políticas e de uma fiscalização rigorosa na aplicação das leis.

“Queremos uma justiça verdadeiramente independente, que não seja condicionada por interesses partidários ou económicos”, defendeu Ervelina António, residente no distrito.

Na mesma linha, Ana Tembe pediu “maior responsabilização das instituições que aplicam as leis”, frisando que a confiança dos cidadãos depende da transparência dos tribunais.

A segurança foi outro tema central das intervenções. Os munícipes exigiram mais investimentos na defesa, face ao terrorismo, raptos e aos assassinatos de membros da Polícia da República de Moçambique (PRM).

“O país precisa de garantir a segurança dos seus cidadãos e dos agentes que nos protegem”, afirmou Ricardo Mágoe.

Já Maria Angelina reforçou que “sem segurança, não há desenvolvimento nem paz verdadeira”.

A gestão dos recursos naturais também gerou amplo debate, com apelos à transparência e à justa distribuição das receitas nacionais.

“Os recursos de Moçambique devem beneficiar todos os moçambicanos, e não apenas uma minoria”, salientou Eduardo Pinheiro.

Para Maria Mawaie, “é urgente garantir que as comunidades próximas das zonas de exploração recebam benefícios concretos”.

A Comissão Técnica responsável pelas auscultações considerou positivo o balanço do processo, destacando a abrangência territorial e a inclusão de zonas afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado.

“As auscultações cobriram todo o país, incluindo as áreas mais sensíveis, e recolheram contributos valiosos sobre soberania digital e governação participativa”, afirmou Ivone Soares, membro da Comissão Técnica.

Durante a sessão, algumas vozes questionaram o papel do Primeiro-Ministro e sugeriram a criação de um governo semi-presidencialista, como forma de garantir maior equilíbrio de poderes.

A auscultação em KaMpfumo insere-se no processo de recolha de opiniões para o Diálogo Nacional, iniciativa que pretende reforçar a coesão, a paz e o desenvolvimento sustentável em Moçambique, após a ocorrência da crise política sem precedentes.

Três pessoas estão detidas, na Matola, pelo suposto envolvimento no assassinato de um motorista de táxi por aplicativo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz já ter identificado o principal mandante e já emitiu o mandado de captura.

Um cidadão de 40 anos de idade, motorista de táxi por aplicativo, foi assassinado, no município da Matola, há cerca de duas semanas. 

A vítima foi encontrada numa mata, com sinais de agressão física e membros superiores e inferiores amordaçados. 

Esta terça-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse haver avanços nas investigações sobre o assassinato. 

“Com relação a este assunto o SERNIC está mesmo a trabalhar e temos tido bons resultados. Um caso prático é o do motorista de táxi por aplicativo, Egas Bié, já temos 3 detidos e um mandado de captura contra o principal suspeito”, explicou Judite Nhanengue, porta-voz da instituição, na província de Maputo.

Os acusados foram detidos na semana passada. 

Sobre o assassinato de agentes da polícia, o Sernic diz ainda haver investigações em curso. 

Judite Nhanengue falava após apresentar quatro indivíduos acusados de tráfico de drogas, que estava a ser transportada nesta viatura, com destino ao mercado grossista Zimpeto e outra que era vendida disfarçada de doces. 

“Com três detidos foi possível encontrar uma quantidade repartida em três saquetas de 8 quilos, que continha uma substância que submetida a perícia constatou-se que se trata de cannabis sativa, vulgo suruma, que estava a ser transportada disfarçada dentro de uma camioneta que tinha duas toneladas  de maçaroca. Eles foram detidos no dia 27 de Outubro na zona da Matola Rio e a mercadoria usada para ser descarregada no mercado Zimpeto. O quarto cidadão foi detido na posse de uma quantidade de 1 kg de cannabis sativa, uma parte da qual estava no modo normal e outra processada, convertida em rebuçados  ”

Os indiciados assumem o seu envolvimento, afirmando que “o que está embrulhado é cannabis, usava para consumir ”. 

Os detidos têm idades entre 28 e 35 anos. 

A Associação Nacional dos Juristas Moçambicanos (ANJUR) voltou a denunciar a continuidade da onda de perseguição e intimidação contra membros da classe, associada a processos judiciais. Por seu lado, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, afirmou acompanhar com preocupação os assassinatos que têm visado agentes da polícia e cidadãos, salientando, contudo, que cabe à polícia o trabalho de investigação, para que o poder judicial possa exercer o seu papel.

A classe jurídica moçambicana esteve reunida esta segunda-feira, numa conferência que visava debater, entre vários temas, o futuro da justiça, a inovação e o desenvolvimento inclusivo. Porém, foi a denúncia da persistência da perseguição e intimidação de magistrados e procuradores que mais chamou a atenção.

Segundo o presidente do Conselho de Direção da ANJUR, José Caldeira, a intimidação manifesta-se de várias formas e está diretamente ligada ao exercício das funções judiciais.

“Infelizmente, continuam a existir juízes e procuradores que são intimidados no exercício da sua atividade. Em alguns casos, a intimidação nem é física, mas faz-se por outros meios de coação moral, entre outros. E isso tem de acabar, porque quando aqueles que devem aplicar a lei não estão devidamente livres para o fazer, o país sai a perder. Sem um sistema de justiça forte, nada funciona nem a economia, nem qualquer outra área”, denunciou José Caldeira.

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, que presidiu à abertura do evento, lamentou, à saída, a crescente onda de insegurança contra agentes da polícia e civis. No entanto, sublinhou que o esclarecimento dos crimes depende do trabalho de investigação policial.

“Nós, no Ministério da Justiça, estamos atentos ao assunto, mas o pelouro responsável pela investigação criminal é o Ministério do Interior e os seus órgãos. Estamos a instá-los a levar o assunto a sério, a investigar para que se possam responsabilizar os autores dos crimes. Sabemos que existe o princípio da separação de poderes entre o Governo e o Judiciário, mas, como Governo, estamos atentos ao que acontece e instamos os nossos colegas dos outros sectores a trabalharem afincadamente para encontrar os autores destes crimes”, afirmou o governante.

A insegurança pública preocupa igualmente os juristas que afirmam que a “A atual situação de insegurança não ajuda  nem advogados, nem juízes, nem procuradores  a tomarem decisões com serenidade e tranquilidade. Mas é o país que temos, e o que devemos fazer é continuar a lutar, a não nos deixarmos intimidar e a cumprir a nossa missão”, reforçou José Caldeira, manifestando confiança de que “as forças de segurança devem resolver os problemas que o país enfrenta, nomeadamente o terrorismo e as ações criminosas de grupos armados”.

O encontro, que decorreu durante todo o dia, teve como principais temas de debate os desafios da Justiça Económica e Fiscal em Moçambique e a Inovação Jurídica como alicerce para a transformação económica.

O Governo já tem parceiro financeiro para a implementação da pulseira electrónica no país, assegura o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, que garante que o mecanismo, que prevê aliviar a superlotação nas cadeias, entrará em vigor antes de Dezembro.

Falando à imprensa, nesta segunda-feira, Mateus Saize garantiu que o governo já tem financiamento para a implementação da pulseira eletrónica no país. 

“Nós vamos introduzir a pulseira eletrónica ainda neste ano. Ainda estamos em Outubro e acreditamos que não vai passar de Dezembro. Já estamos a trabalhar neste sentido e já estamos na fase administrativa para a concretização do evento.  O nosso parceiro de cooperação que vai financiar este projecto está a trabalhar connosco”, disse o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos. 

O Governante garantiu ainda que o parceiro financeiro para a implementação do projecto já identificou os possíveis fornecedores. 

Governo diz acreditar que a acção vai reforçar a capacidade de actuação da Polícia. “O Governo está a trabalhar no sentido de aprimorar os seus meios para apoiar o sector que trabalho para o combate da criminalidade”

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) lançou, esta segunda-feira, o Projecto “Big Data” nas Telecomunicações em Resposta aos desastres naturais. A iniciativa visa reforçar a capacidade nacional de prevenção e resposta a emergências, através do envio de mensagens de alerta por SMS e IVR (Resposta Interactiva de Voz).

No lançamento, ocorrido na Cidade de Maputo, a  Presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernandes, destacou que o projecto nasce de uma visão partilhada de colocar a tecnologia ao serviço da segurança e do bem-estar dos cidadãos, num contexto em que Moçambique enfrenta, de forma recorrente, os impactos das alterações climáticas.

“Vivemos uma era em que as mudanças climáticas deixaram de ser uma ameaça distante para se tornarem uma realidade que desafia o nosso quotidiano. Um alerta a tempo pode salvar uma vida”, afirmou Helena Fernandes.

A nova plataforma permite enviar mensagens de alerta geolocalizadas, por SMS ou voz, para informar e orientar a população em tempo real sempre que há risco de desastres, como ciclones, cheias ou epidemias. 

Segundo a instituição, o sistema assegura cobertura nacional, interoperabilidade entre redes e um fluxo seguro de validação e envio de campanhas, garantindo que apenas entidades devidamente autorizadas possam emitir alertas.

O projecto conta com a participação activa de várias instituições, entre elas o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), o INGD, o INAM, o MISAU, o MDN, o MINT, as Administrações Regionais de Águas (ARA-Sul, ARA-Centro e ARA-Norte), a PRM e o SENSAP.

Cada entidade dispõe de identificadores de remetente (Sender IDs), permitindo comunicações oficiais e verificáveis. Os agentes destas instituições já receberam formação técnica e prática sobre o uso do sistema, reforçando a sua capacidade operacional.

“Cada mensagem enviada por este sistema pode representar uma vida protegida, uma comunidade avisada e um risco mitigado. É uma conquista colectiva em prol da prevenção e mitigação dos riscos de desastres naturais”, sublinhou Helena Fernandes.

O INCM reafirmou ainda o compromisso de continuar a promover soluções tecnológicas e humanas integradas, alinhadas aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e à adaptação climática nacional, consolidando uma sociedade mais resiliente e preparada.

Intervindo no evento, a Presidente do INGD, Luísa  Meque, disse que “as redes de comunicações podem ser afectadas pelo colapso das suas infra-estruturas, devido aos eventos extremos ou sobrecarrega das redes, o que pode requerer o uso de tecnologias alternativas”.

Por conta da imprevisibilidade dos desastres naturais e situações adversas impostas pela natureza, disse Luísa Meque, é “fundamental treinar continuamente as equipas de emergência e os gestores de sistemas de comunicações e transmissão de dados na busca de soluções alternativas para prevenir a interrupção da transmissão de dados ou informações”.

O Programa Global para a Agricultura e a Segurança Alimentar (GAFSP) anunciou, este domingo, a primeira alocação da sua nova janela de financiamento do sector privado ao Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, fornecendo 14 milhões de dólares em capital de redução de risco, que visa desbloquear 200 milhões de dólares do sector privado para melhorar a segurança alimentar em países de baixo rendimento.

O GAFSP fornece recursos financeiros e técnicos – incluindo subsídios, financiamento concessional misto, assistência técnica e serviços de consultoria – aos países mais pobres do mundo para apoiar projectos em toda a cadeia de valor agrícola.

A nova janela, a Business Investment Financing Track, foi lançada em 2024 como a janela de financiamento do sector privado de segunda geração do GAFSP, que combina as subvenções e o financiamento concessionais do programa com o financiamento de bancos multilaterais de desenvolvimento para catalisar o financiamento do sector privado para pequenos agricultores, grupos de produtores, agronegócios e start-ups.

Esta primeira alocação será destinada à criação de um Mecanismo de Partilha de Riscos para Insumos Agrícolas – um fundo de 200 milhões de dólares que será administrado pelo Banco, com uma parcela de 10 milhões de dólares de capital para redução de riscos.

 Um montante adicional de quatro milhões de dólares em recursos de subvenção apoiará a assistência técnica destinada a catalisar até 200 milhões de dólares em empréstimos do sector privado para pequenas e médias empresas agrícolas na Etiópia, Uganda, Tanzânia, Malawi e Zâmbia. O Mecanismo de Partilha de Riscos para Insumos Agrícolas trabalhará para incentivar os bancos locais a conceder crédito a fornecedores de insumos agrícolas.

Os pequenos agricultores e as empresas agroalimentares em fase inicial em países frágeis e de baixo rendimento têm dificuldade em aceder a crédito, seguros e capital de investimento devido aos riscos elevados percebidos, o que limita a sua capacidade de satisfazer a crescente procura de alimentos.

O Mecanismo de Partilha de Risco para Insumos Agrícolas, a ser implementado pela Seguradora Africana de Desenvolvimento do Comércio e Investimento – uma instituição pan-africana que oferece seguro de risco político e crédito a investidores – irá colmatar esta lacuna, fornecendo garantias a instituições financeiras, uma medida de partilha de risco para incentivar os bancos comerciais a concederem empréstimos a estas empresas agrícolas carenciadas.

“Esta primeira alocação demonstra o interesse dos financiadores em trabalhar em conjunto neste novo modelo para resolver um desafio antigo do financiamento para pequenos agricultores: o risco”, disse Natasha Hayward, gestora do Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar.

O financiamento ajudará a expandir o acesso a sementes certificadas, fertilizantes orgânicos, melhoradores de solo, mecanização e outros insumos que ajudam as empresas agrícolas a resistir ao calor extremo e prolongado, à escassez de água e a outros impactos de climas extremos. Espera-se que mais de 1,5 milhões de pequenos agricultores e 500 comerciantes agrícolas e cooperativas sejam beneficiados.

 

Durante a cerimónia de lançamento da sua obra  intitulada “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alquran”, o Sheik Aminudim fez uma reflexão sobre os desafios morais e sociais enfrentados pela sociedade moçambicana, apontando a necessidade de maior coerência e coragem por parte das autoridades, destacando o papel do Governo e dos Legisladores.

O religioso disse que, apesar de os males do consumo de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar serem amplamente conhecidos, as autoridades continuam relutantes em adoptar medidas firmes. 

Segundo o sheik, “os governos reconhecem que há pecado e prejuízo, eles reconhecem que isto é um mal, temos problemas todos os dias, mas ninguém tem coragem, ninguém tem coragem de proibir aqui. Porquê? Porque que tem benefícios, pois isso gera muitos impostos para o Estado. Tanto dinheiro que aquilo dá como impostos para o Estado”.

Aminuddin comparou a abordagem islâmica com a forma como as leis humanas são aplicadas, explicando que o Alcorão preparou primeiro a mentalidade das pessoas antes de proibir o álcool, o que resultou numa mudança profunda e voluntária. 

“Hoje, os nossos legisladores fazem leis de um dia para o outro, sem preparar o terreno, e por isso as pessoas procuram sempre formas de fugir às regras”, afirmou.

O sheik disse também que a verdadeira transformação social só é possível quando as leis são acompanhadas por educação e mudança de consciência, e não apenas por proibições formais.

O livro “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alqur’an foi lançado este sábado,  em Maputo.

Na obra o autor faz uma interpretação moderna e contextualizada do Alcorão, com o objectivo incentivar as pessoas a compreenderem e praticarem os seus ensinamentos, como solução dos desafios actuais. 

O lançamento da obra contou com a presença da Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que reconheceu a importância da obra pelas mensagens que transmitem. 

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