Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar o valor. O Secretário de Estado do Género e Acção Social diz que a conjuntura não permite fazer aumento agora.

O Governo assiste por todo o país cerca de 700 mil idosos com o programa de subsídio social básico com valor que varia entre 540 e 1000 meticais por mês. Entre avanços e recuos no desembolso do valor, o executivo reconhece que o subsídio está aquém das necessidades reais das pessoas de terceira idade.

Falando nas cerimónias centrais do dia do idoso que decorreram na cidade de Maputo, Abdul Esmail, Secretário de Estado de Género e Acção Social, disse “ter consciência” que o custo de vida é elevado em Moçambique, tendo em conta a situação económica do país não é favorável. Nesse sentido, o governante alerta que não haverá aumento do subsídio. 

“Seria muito arriscado assumirmos que vamos aumentar, pois agora o nosso maior desafio é garantir a regularidade do pagamento.”

O governante garante que há vontade de aumentar o valor do subsídio da parte do Governo, prometendo que “assim que as condições melhorarem, o primeiro passo a ser dado é também garantir a melhoria das condições de subsídio atribuído às pessoas da terceira idade”, garante. 

Dos 700 mil idosos assistidos, no primeiro semestre do ano em curso, 200 mil não receberam o subsídio. O Executivo reconhece as irregularidades e promete corrigir até ao fim  do ano.

Explica que os actuais desafios passam por “garantir a regularidade dos pagamentos do Programa Subsídio Social Básico.  Estamos a pagar, mas não como devíamos, regularidade mensal”. 

Os idosos apontam o acesso à saúde especializado para sua idade como um desafio. Mateus Nhancumbe, um dos idosos ouvidos pelo “O País”, classificou o atendimento sanitário dos idosos como confuso.

“Quando chegamos ao hospital dizem que não há medicamentos, não há para a pessoa de terceira idade e não há, sobretudo, pessoas especializadas na saúde de idoso, dão paracetamol e não condiz com as dores”.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos