Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Moçambique necessita de cerca de 7,6 mil milhões de dólares para enfrentar desafios ligados a mudanças climáticas, mas vai para a COP 30 no próximo mês com um nível de despreparo elevado. O país não tem sequer um pavilhão para expor suas preocupações.

Moçambique foi o país do mundo mais afectado por choques climáticos em 2019. Nos últimos anos, a situação tende a piorar, alertou na última terça-feira o porta-voz do Governo.

“Sob ponto de vista de desastres, o nosso país hoje regista 10 vezes mais ocorrência de ciclones, chuvas, etc, do que o que acontecia na década 80 e 90. Na última década, fizemos referência que tivemos seis ciclones. Nesta última década e estamos a metade já tivemos 12 ciclones. Significa que se continuarmos neste ritmo, só nesta década, poderemos ter 24 ciclones, que é quatro vezes do que aconteceu na última década. Então, significa que a questão ambiental é uma urgência. A agenda ambiental é uma urgência”, afirmou Inocêncio Impissa, Ministro da Administração Estatal e Função Pública. 

Diante desta dura realidade, o país vai, na próxima semana ao Brasil, para o maior evento mundial que procura soluções para a crise climática com um elevado nível de despreparo. 

“Diferentemente dos outros anos, estamos muito limitados em termo de eventos a apresentar na COP, porque foi nossa intenção, logo no início, ter um pavilhão como Moçambique, tal como tivemos na COP 28, mas não tivemos o sucesso de ter um pavilhão e o resultado é que nós vamos limitando em termos de exemplos paralelos que vamos apresentar como Moçambique, na COP. Falamos de apresentar o processo de elaboração da NDC, vamos apresentar a nossa estratégia de financiamento climático, são os dois eventos que até agora temos a certeza da sua realização na COP”, avançou Francisco Sambo,  Director nacional do Ambiente, acrescentando que as apresentações serão feitas em pavilhões de parceiros ou de países amigos, que cederem espaço.

O acesso ao financiamento é o maior desafio que o país enfrenta. Precisa de cerca de 7,6 mil milhões para enfrentar problemas ligados ao clima. Porém, há um fundo disponível de 1,3 trilhões de dólares até 2035, que o país tem dificuldades para aceder por desorganização.

“O acesso ao financiamento, supostamente o valor está lá, mas, porque não estamos organizados, não criamos estruturas suficientes que nos permitam ir buscar o tal financiamento. Mas, devo confessar que o nível de dificuldade que é apresentado para acedermos a este fundo é maior e isso traz-nos as tais barreiras que temos para aceder ao tal financiamento”, disse Sambo. 

Há dois anos que Moçambique sabe que Belém, cidade do Brasil, vai acolher a COP 30 e no balanço da COP 29, as expectativas eram grandes. Agora, diante da desorganização já anunciada, uma questão do representante da Oxfam neste evento não quer calar.

“Tinha ficado provavelmente acordado que, olhando para o facto de Brasil, que vai hospedar esta COP, ser um país que fala  português, ser um país com relações muito profundas com Moçambique e ter um presidente que, em termos de clima, é progressista, estavam criadas condições para Moçambique ter uma participação muito mais activa (…) E a pergunta que me faço agora é se teremos feito o suficiente para traduzir esse desejo de mais ou menos dez anos atrás, será que estamos de facto a aproveitar este contexto muito positivo para Moçambique nesta COP 30, para ter uma participação mais profunda”, questionou Romão Xavier  da Oxfam

De Cabo Delgado, mais questões surgem da sociedade civil sobre como são gastos os recursos que por vezes o país consegue obter através desses mecanismos internacionais.

“As maternidades, que são um sítio muito crucial, também precisam de sistema solar independentes, porque o orçamento geral não consegue comprar energia e os partos são à noite e feitos com lanterna na boca. Isto é um sofrimento, está ver pessoas a nascer com lanterna na boca, com risco de infecção, mortes, fora a partos não institucionais. Este financiamento que vamos buscar, porque não estamos a financiar estas coisas (…) Vou guardar uma árvore para ter benefício, eu vou fazer queimadas”, reclamou Roberto Correia da Plataforma de Mudanças Climáticas, questionando onde que se aplica o dinheiro que se vai buscar na COP. 

Na qualidade de parceiro de cooperação, a União Europeia mostra-se disponível para continuar a apoiar Moçambique, porém quer mais compromisso do país com o clima.

Para melhorar o acesso ao financiamento disponível, Moçambique sugeriu neste encontro com parceiros de cooperação, a redução do respectivo custo.

“Ressaltamos a necessidade do acesso a financiamento climático ser ainda um dos maiores desafios por este ser concedido em forma de empréstimos, maioritariamente, não concessionais. Destacamos a importância do financiamento climático para sistemas de aviso prévio, conducentes a uma acção antecipada, que se complementam mutuamente com criação da resiliência climática nas comunidades”, disse Rosália Pedro da Direcção Nacional de Mudanças Climáticas

Na COP 30, que inicia a 6 de Novembro, espera-se que a delegação do país seja chefiada pelo Presidente da República, acompanhado pelos ministros do Ambiente, Finanças e Recursos Minerais. Farão ainda parte outras entidades públicas e privadas do país interessadas.

 

Num mundo em rápida transformação digital, em que a Inteligência Artificial (IA) se tornou o motor de mudança em praticamente todos os sectores, um nome moçambicano começa a destacar-se no panorama internacional. James Kachamila, um jovem  natural de Moçambique apaixonado pela tecnologia, está a ser apontado como uma das novas vozes africanas na área da inovação. A sua mais recente criação, uma plataforma de Inteligência Artificial desenvolvida nos Estados Unidos, promete revolucionar a forma como empresas, governos e instituições enfrentam desafios operacionais e estratégicos, tanto em África como fora dela.

A génese do projecto nasceu da experiência pessoal de Kachamila, que, ao longo do seu percurso académico e profissional, constatou a falta de soluções tecnológicas adaptadas à realidade africana. “A maior parte das ferramentas digitais disponíveis no mercado são desenhadas com base em contextos e necessidades de países desenvolvidos. Muitas vezes, quando chegam a África ou Moçambique, não funcionam como deviam, porque não respondem às nossas especificidades”, explica o jovem inovador.

Foi com este pensamento que, durante os seus estudos nos Estados Unidos, James decidiu criar o Agente IA Nelima, uma plataforma de Inteligência Artificial concebida para interpretar e processar dados locais, automatizar tarefas e apoiar decisões estratégicas em áreas cruciais como a agricultura, a educação, a saúde e a administração pública.

“Acredito que a tecnologia deve servir as pessoas, não o contrário. O meu objectivo é tornar a IA acessível e útil para resolver problemas concretos das nossas comunidades”, afirma Kachamila.

O percurso até ao desenvolvimento da plataforma foi marcado por desafios financeiros, técnicos e logísticos, mas também por uma determinação inabalável. James começou o projecto com poucos recursos, trabalhando em bibliotecas e laboratórios universitários, juntamente com os seus colegas. 

Hoje, o Agente IA Nelima está em fase avançada de testes e já desperta o interesse de instituições académicas e startups tecnológicas que procuram integrar soluções inteligentes nos seus sistemas. A plataforma combina aprendizagem automática, processamento de linguagem natural e análise de dados preditiva, oferecendo respostas em tempo real a problemas de gestão e planeamento.

“Estamos a desenvolver algoritmos capazes de compreender o contexto linguístico e cultural. Queremos que as pessoas possam interagir com a plataforma em português, inglês ou mesmo em línguas locais, o que permitirá uma maior inclusão digital, sobretudo em nações pouco digitalizadas”, destaca Kachamila.

Mais do que uma conquista pessoal, James Kachamila vê o seu projecto como um contributo para o fortalecimento da soberania tecnológica africana. Em sua visão, África deve deixar de ser apenas consumidora de tecnologias estrangeiras e passar a produzir conhecimento e inovação.

“Temos jovens talentosos, com ideias brilhantes, mas faltam recursos e oportunidades. Se conseguirmos criar ecossistemas de inovação no continente, poderemos usar a tecnologia para resolver os nossos próprios desafios, desde a gestão de recursos naturais até à melhoria dos serviços públicos”, defende o engenheiro.

Neste sentido, Kachamila planeia expandir o projecto para Moçambique e outros países africanos, através de parcerias, mais investigação e governos locais. O objectivo é criar laboratórios de IA e hubs de inovação tecnológica que permitam formar jovens e fomentar o empreendedorismo digital.

De Maputo para o mundo, o jovem engenheiro prova que a inovação não tem nacionalidade e que a Inteligência Artificial pode, sim, ter sotaque moçambicano.

As autoridades nacionais de saúde admitem que continuam a surgir infecções pontuais de Mpox na província de Niassa, epicentro da doença, impedindo a declaração do fim do surto no país, apesar do número significativo de recuperados.

A informação foi confirmada pela directora nacional adjunta de Saúde Pública, Aleny Couto, que diz ainda existirem casos da doença naquela província do Norte do país.

“Para declararmos o fim do surto, temos de ter 60 dias sem um caso que seja positivo. Tendo em conta que na província de Niassa ainda estamos a ter casos positivos, não podemos, neste momento, declarar o fim do surto de Mpox no país”, explicou Aleny Couto, citado pela Lusa. 

“No país ainda temos casos ativos de Mpox, principalmente na província de Niassa, no distrito de Lago”, acrescentou.

Segundo a directora nacional adjunta de Saúde Pública, na terça-feira, a província de Niassa registou mais um caso da doença, elevando o acumulativo de casos para 80, seguindo-se as províncias de Maputo (quatro), Manica (três) e Tete (dois).

Aleny Couto alerta ainda que as pessoas infectadas não têm cumprido com a necessidade de isolamento. “O que nós temos observado, principalmente nas minas de Lupilichi, no distrito de Lago, é que as pessoas não cumprem [com o isolamento], elas continuam com a sua mobilidade”, disse.

De acordo com o mais recente boletim da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 de Julho a 25 de Outubro, do total de 89 casos positivos, apenas 19 estão ainda em seguimento, nas províncias de Tete e Niassa, com 70 dados como recuperados.

Desde Julho foram registados um total de 1753 casos suspeitos e realizados 1713 testes laboratoriais.

As autoridades sanitárias garantiram que Moçambique está preparado para lidar com o Mpox, com capacidade para 4000 testes, feitos localmente, em todas as capitais de província, através dos laboratórios de Saúde Pública.

O primeiro caso de Mpox em Moçambique aconteceu em Outubro de 2022, com um doente em Maputo, no surto anterior.

Os transportadores da rota Retiro-Novo Mercado, na cidade de Tete, paralisaram actividades na manhã desta quinta-feira, por alegada má actuação da Polícia Municipal.

Foi uma agitação que tomou conta da cidade de Tete nesta quinta-feira, onde o terminal de chapas na urbe ficou paralisado, com alguns automobilistas ameaçados e impedidos de circular na Avenida 25 de Junho, tudo por conta de uma greve levada a cabo por operadores de transporte semicolectivo de passageiros.

Para além da má actuação da Polícia Municipal, os transportadores reclamam de agressões físicas e detenções perpetradas por alguns agentes.

No meio de cânticos e obstrução da via, a Polícia Municipal, em colaboração com a PRM, fez-se ao local, e o comandante até tentou sensibilizar os transportadores para uma conversa, facto que não surtiu efeito.

Alguns munícipes mostraram-se agastados com a situação, pois chegaram a permanecer por várias horas à espera de transporte nas paragens.

O comandante da Polícia Municipal disse que a atitude dos automobilistas surge em protesto contra uma operação efectuada na última quarta-feira, pela corporação, que culminou com a apreensão de quatro viaturas, e nega qualquer tipo de agressão ou detenção de “chapeiros”.

As quatro viaturas foram apreendidas por embarque e desembarque de passageiros em local impróprio.

O Cemitério São Francisco Xavier, na zona da Ronil, na Cidade de Maputo, vai ser requalificado. O Conselho Municipal de Maputo quer construir no local um memorial da cultura moçambicana.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, dirigiu, nesta quinta-feira, 30 de Outubro, a segunda auscultação pública com vista à apresentação e apreciação do projecto “Memorial da Cultura Moçambicana e Mural de Azulejos no Cemitério de São Francisco Xavier (Ronil) em Homenagem ao Doutor Eduardo Mondlane, Arquitecto da Unidade Nacional”.

Na ocasião, o edil de Maputo disse que o Memorial da Cultura Moçambicana será um espaço não apenas de memória, mas também de educação, convivência e inspiração para gerações futuras e reafirmou o compromisso que a edilidade tem na valorização da memória e cultura nacionais como pilares da presente governação.

Para o Manhique, a auscultação pública constitui um marco importante por simbolizar a proximidade do Conselho Municipal com as diferentes entidades para aconselhar no processo de tomada de decisões sobre matérias de desenvolvimento da urbe.

Osvaldo Faquir, vereador de Educação e Cultura no Município de Maputo, afirma que a requalificação do local vai torná-lo mais aprazível de estar.

“A requalificação visa criar um bom ambiente que todos possamos frequentar. Haverá espaços culturais e será ampliado. A ideia é tornar o local mais aprazível”, explicou Osvaldo Faquir.

Os arredores do Cemitério São Francisco Xavier, mais conhecido por cemitério da Ronil, na Cidade de Maputo, têm sido, não poucas vezes, motivo de queixas por parte dos munícipes, por ser um local que serve de refúgio de malfeitores.

“As pessoas passam mal aqui, são assaltadas, perdem suas perucas, faróis dos carros, telefones e depois os malfeitores se escondem ali no cemitério”, lamentou Fernando José, munícipe.

Já que a vandalização dos túmulos tem sido recorrente, os restos mortais que ainda jazem no local serão preservados num ossário.

“Julgamos que é preciso fazer alguma coisa para respeitar a dignidade dos que descansam, e a melhor forma de requalificar o cemitério é construir um ossário para recuperar os ossos que ali ainda estão.”

O memorial a ser erguido vai homenagear figuras de destaque na cultura moçambicana.

Os trabalhos de requalificação terão início depois das auscultações que ainda decorrem sobre a matéria.

A cidade de Manica está mergulhada em luto. Entre as vítimas mortais do trágico acidente de viação ocorrido em Nhamatanda, na província de Sofala, está um jovem casal que havia celebrado o seu casamento há apenas um mês. A notícia abalou familiares, amigos e colegas, que ainda tentam compreender como um amor tão jovem pôde ser interrompido de forma tão brutal.

Délcia era conhecida em Manica pela sua dedicação a causas sociais. Activista na defesa dos direitos das raparigas, destacou-se em várias campanhas contra as uniões prematuras e a violência baseada no género.

Sempre optimista, no ano passado, esteve nos Estados Unidos da América, onde concedeu uma entrevista à Voz da América, partilhando a sua visão sobre o empoderamento feminino e a importância da educação para as jovens moçambicanas.

Nessa entrevista, a finada disse, entre várias coisas, acreditar que, com os avanços que estão a ser feitos para o empoderamento da mulher, é possível alcançar feitos maiores.

“Eu acredito que falta muito a sensibilização, especialmente em zonas rurais, por isso o meu foco é mesmo em zonas rurais, onde há muita falta de informação e ainda temos a questão da cultura. Manica é um distrito muito pouco desenvolvido, onde as questões culturais ainda têm muita influência sobre as decisões da sociedade, em geral. Então, ainda há muita falta de informação, ainda há que se trabalhar muito em zonas rurais para fortalecer esse processo de informação”, afirmou Délcia em entrevista à Voz da América.

O seu marido Tiago, por sua vez, era um engenheiro informático talentoso, descrito como um jovem brilhante, humilde e dedicado ao trabalho e à família.

O casal uniu-se em matrimónio no dia 27 de Setembro de 2025, celebrando com alegria o início de uma nova etapa de vida. Apenas um mês depois, a tragédia apagou esse sonho.

“Estávamos nas cerimónias a sepultar a minha sobrinha, que é a filha do meu irmão, que perdeu a vida antes de ontem (segunda-feira), e eles estavam mesmo a sair da sua residência em Dondo, para poder ver se conseguiam prestar a sua mão, o seu apoio, pois trata-se da prima da própria Délcia. Então, saíram com o noivo, mas enquanto nós estávamos a tratar o processo para poder ir enterrar a outra sobrinha, fomos surpreendidos com a notícia que se envolveram num acidente e que teriam perdido a vida”, contou Engels Ruraca, prima da finada.

Patrício Chamisso, pai de Tiago, fala de uma perda irreparável. “Uma morte é sempre uma dor profunda nas pessoas, e olha, os acidentes estão a criar muitos danos. E chegou a nossa vez. Também estamos dentro dessa dor”, disse, triste pelo sucedido.

As cerimónias fúnebres do casal terão lugar nesta sexta-feira, na cidade de Chimoio.

Quatro das nove vítimas que sobreviveram ao acidente de viação ocorrido esta quarta-feira, no distrito de Nhamatanda, em Sofala, foram transferidos para o Hospital Central da Beira, dada a complexidade dos ferimentos. Os outros feridos estão fora de perigo e a receberem tratamentos ambulatoriais. O número de vítimas mortais mantém o mesmo: sete.

O Hospital Rural de Nhamatanda viu-se forçado a evacuar para o Hospital central da Beira, parte dos nove sobreviventes que ficaram feridos no acidente registado nesta quarta-feira, naquele distrito, que matou sete pessoas, entre elas dois menores de idade.

Os feridos evacuados apresentavam várias fracturas em diferentes partes do corpo e necessitam de uma atenção mais cuidadosa, segundo disse Joaquim Botão, Director do Hospital Rural de Nhamatanda.

“Dos nove feridos que recebemos, quatro tivemos que transferir para o Hospital Central da Beira, que estavam um pouquinho mais graves, e ficamos com cinco. Três deles foram no regime ambulatório e os outros ainda continuam internados aqui no hospital, mas num estado moderado e que podemos controlar”, disse.

Uma das sobreviventes contou os momentos difíceis que viveu neste trágico acidente, onde viu a sua filha menor de três anos a perder a vida entalada entre os bancos do mini-bus em que seguiam. 

“Estava com o bebê, minha filha Selma, bebê de três meses, eu tentei segurar ela, tentei segurar, não consegui. Não consegui segurar minha filha Selma, que ficou presa no banco. Minha filha morreu aí mesmo”, contou Sara Pascoal, sobrevivente, visivelmente consternada.

O acidente foi registado quando um veículo pesado de mercadoria tentou fazer uma ultrapassagem irregular e foi embater violentamente no transporte semi-colectivo de passageiro.

O semi-colectivo foi arrastado por mais de 20 metros e o camião tombou por cima do mesmo, provocando a morte no local de sete pessoas. “O que nós sabemos, nesta altura, é que a causa provável deste acidente é, efectivamente, a ultrapassagem irregular aliada à velocidade excessiva que era praticada ou realizada por parte do condutor deste transporte de mercadorias”, disse Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.

A Polícia em Sofala, diz haver necessidade de aprimorar as medidas de segurança para evitar casos similares. “No entanto, também não descobrimos a necessidade do aprimoramento de actividades de fiscalização por parte de todos os sectores que interagiram na segurança rodoviária, falo concretamente da Polícia de Trânsito, falo do INATRO, entre outros agentes”, disse Dércio Chacate.

O motorista do mini-bus, apesar de não ter sido o autor do acidente continua fugitivo e o motorista do veículo pesado que causou o sinistro ainda está detido.

No âmbito da internacionalização institucional através do estabelecimento de parcerias, a Universidade Pedagógica de Maputo (UP Maputo), representada pelo reitor, Prof. Doutor Jorge Ferrão, rubricou, na manhã desta quinta-feira, um protocolo de cooperação com a Universidade Independente de Angola (UnIA), representada pelo respectivo reitor, Prof. Doutor Carlos Yoba. 

O protocolo com benefícios mútuos visa o desenvolvimento de acções de cooperação e tem por finalidade o intercâmbio entre os docentes; a elaboração de actividades conjuntas; a realização de formação dentre outras actividades conjuntas.

A UnIA é uma instituição de ensino superior privado, tem por missão o desenvolvimento de actividades de formação académica e profissional de alto nível, da investigação científica e da extensão universitária, nas diversas áreas do saber.

Falando no acto, Carlos Yoba manifestou agrado por estabelecer esta relação de parceria com a UP Maputo, pois, dada a sua maturidade, poderão aprender sobre os avanços no ramo de ensino e aprendizagem, portanto,  constitui uma relação privilegiada com ganhos mútuos.

Por sua vez, Jorge Ferrão disse, que a assinatura do protocolo, reitera o compromisso com a UnIA, que se junta a uma universidade com 40 anos de existência, e que possui uma vasta rede de cooperação nacional e internacional.

A UnIA ocupa uma boa posição nas áreas de engenharia, comunicação e imprensa, é proprietária de uma rádio e televisão universitária.

Testemunharam do acto, Directores das faculdades e das unidades orgânicas.

O distrito de Matutuine, na província de Maputo, está em risco de inundações devido às descargas da Barragem de Pongolapoort, na África do Sul, iniciadas esta quarta-feira e cujo pico no Rio Maputo será no dia 8 do próximo mês. 

Segundo a ARA-Sul, as localidades de Matebula e Catuane serão as mais afectadas pelas descargas, prevendo-se que haja inundações nas zonas agrícolas e condicionamento de algumas vias de acesso da sede distrital de Matutuine, Bela Vista. 

A ARA-Sul assegura que já há uma equipa destacada para o Rio Maputo, que tem a missão de fazer a monitoria da evolução dos escoamentos que possam surgir. 

Para evitar possíveis destruições, a entidade apela às comunidades a retirarem os seus bens e evitarem a travessia do rio, de modo a não serem arrastados pela força das águas. A ARA-Sul garante que até dia 11 do próximo mês a situação poderá normalizar-se

+ LIDAS

Siga nos