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O País – A verdade como notícia

Estão na fase conclusiva as obras de reabilitação da protecção costeira da Beira, na sua primeira fase,  e segundo a edilidade as mesmas que custaram pouco mais de  um milhão e meio de euros e tem como principal objectivo reduzir o impacto das mudanças climáticas,   serão entregues aos munícipes no final deste ano.  

Depois da passagem do ciclone Idai, em meados de Março  de 2019, parte significativa da protecção costeira da Beira ficou completamente danificada, o que permitia a intrusão das águas do mar para a terra firme, colocando em risco todas as iniciativas visando a melhoria de vida no Chiveve.

O município da Beira, na altura liderado por Daviz Simango, buscou apoios e conseguiu fundos junto do Banco Mundial e KFW, mas o projecto de reconstrução do muro de protecção só viria a se concretizar três anos depois e já sob liderança de Albano Carige, que disse neste sábado que as obras estão praticamente concluídas. 

O município da Beira pretende transformar a rua da marginal da Beira, mais conhecida por rua da Miramar, como um ponto de referência internacional.

Não faltará um espaço verde na marginal da Beira num troço de  quatro quilómetros.Carige garantiu que até meados de Dezembro as obras estarão concluídas.

Concluídas as obras da primeira fase de reabilitação da protecção costeira da Beira seguir-se-á a segunda fase.

Refira-se que o principal objectivo da reabilitação da protecção costeira da Beira é fazer face ao impacto das mudanças climáticas, que tem contribuído para marés muito vivas e com ondas gigantes que galgam para a terra firme.  

 

Moradores da zona de reassentamento do bairro Filipe Samuel Magaia, no município de Boane reclamam de falta de quase todas as condições básicas de sobrevivência e as autoridades municipais dizem ter dificuldades para atender qualquer apoio, devido a falhas na recolha de receitas.

É a imagem de um bairro que aos poucos fica composto em meio a construção arbitrária e com sinais de desenvolvimento muito longe de serem reais.

O primeiro reassentamento aconteceu depois das inundações que afectaram severamente a província de Maputo, e obrigaram várias famílias a abandonar as suas residências no município de Boane, em 2023.

O processo de reassentamento forçado fez surgir o bairro Filipe Samuel Magaia que dista a 15 quilómetros da vila sede de Boane, cujas condições de sobrevivência são ainda um desafio.

As famílias vivem em casas feitas de material precário, e muitas delas simplesmente escondem-se em lonas atribuídas aquando da sua chegada. 

Por aqui, as famílias não esquecem as razões que os levaram a abandonar os seus antigos bairros, mas asseguram que as condições de vida, na nova zona, vieram piorar ainda mais a sua situação de pobreza.

Na luta pela sobrevivência, as mulheres são as que mais sofrem. No local já há relatos de algumas que perderam bebês a caminho do hospital por falta de serviços de parto.

Questionado sobre a situação dos reassentados em Filipe Samuel Magaia, o Governo Municipal reconhece a incapacidade, por enquanto, de prover material para as comunidades. No entanto, afirma que a permanência das condições deve-se em parte ao fato de muitos não assumirem as mudanças.

Face a presente época chuvosa, a edilidade já tem um plano de mitigação que inclui linha de contacto com os gestores das bacias hidrográficas próximas.

Boane diz dispor de espaços para albergar vítimas de inundações provenientes de municípios vizinhos, Maputo e Matola Rio já foram atribuídos espaços há um tempo mas seguem sem explorar.

O Governo Provincial de Maputo proibiu a realização da sexta edição do Festival de Carne, no distrito de Magude. A decisão surge após a confirmação de surtos activos de Febre Aftosa e Carbúnculo Hemático, também conhecido como Antrax.

A informação foi anunciada pela Direcção Provincial de Agricultura e Pescas, através de uma nota oficial dirigida aos Serviços Distritais de Actividades Económicas. Segundo as autoridades, a medida tem carácter preventivo, para evitar a propagação do surto da febre aftosa e Carbúnculo Hemático, também conhecido como Antrax, confirmado pelas autoridades.

“O distrito de Magude encontra-se actualmente com surtos activos de Febre Aftosa e Carbúnculo Hemático, doenças de elevado potencial de contágio e impacto na saúde pública. A proibição visa prevenir a disseminação de agentes infecciosos e proteger a saúde humana e animal”, lê-se no comunicado da Direcção Provincial de Agricultura e Pescas, que proíbe a realização da sexta edição do festival de carnes, habitual no distrito de MAGUDE e que movimenta a economia local.

A Direcção Provincial de Agricultura Director e Pescas, explica que permitir o festival, que envolve abate, exposição e consumo de carne, representaria um risco elevado, daí a tomada da medida preventiva.

“Estamos a agir por precaução. O festival poderia criar condições para o alastramento das doenças para outras áreas da província e até para outras regiões do país. A prioridade é garantir a saúde pública e o controlo sanitário do gado”, lê-se.

Para já, não há nova data prevista, a comissão organizadora do evento, diz que as atenções estão viradas na contenção do surto.

Com o adiamento do festival, os agentes económicos estão a ser advertidos a devolver dinheiro das reservas e a direcionarem o stock para as festas de fim de ano.

Há outros sectores que poderão averbar prejuízo. Esta sexta-feira, através de comunicado, a Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, anunciou o cancelamento do comboio especial para o Festival de carne em Magude, inicialmente previsto para os próximos dias 15 e 16 de Novembro.

“Para os passageiros que haviam pago os bilhetes informamos que estão sendo criados mecanismos para o processo de devolução dos valores, cujos procedimentos serão divulgados oportunamente através dos nossos canais oficiais e pelo Gabinete de Atendimento ao Cliente. Estamos cientes da expectativa criada em torno deste evento tradicional”.

 Escreve a empresa que lamenta a situação.

O Banco Central denunciou, através de um estudo, uma rede de corrupção, que matou parcialmente a pesca no país. No mesmo estudo, o Banco recomenda mudanças profundas para revitalizar o sector que é considerado de extrema importância para a sobrevivência da economia.

A denúncia de suposta rede de corrupção no sector da pesca foi feita na cidade de Pemba, durante o encerramento do conselho consultivo do Banco de Moçambique, que realizou um estudo considerado de profundo conhecimento sobre o caso.

O suposto uso e abuso do poder, segundo o estudo, está a pôr em causa o sector de pescas no país, especialmente em Cabo Delgado, uma província rica em recursos marinhos.

Outro problema que está a pôr em causa o sector da pesca no país é a falta de investimentos públicos, agravando-se pelo facto de quase toda a banca não aceitar financiar a pesca.

Para salvar o sector, o governador do Banco de Moçambique prometeu remeter o estudo às autoridades competentes.

“Desafios do sector de pescas em Moçambique: O caso de Cabo Delgado”, foi o tema da sessão pública do Banco de Moçambique, realizada no âmbito do quinquagésimo conselho consultivo do órgão.

O Secretário de Estado do Mar e das Pescas, Momade Juízo, defendeu hoje a necessidade de transformar o Conselho de Economia Azul num espaço inclusivo, técnico e estrategicamente orientado para produzir soluções concretas para o desenvolvimento sustentável dos recursos marinhos e das águas interiores.

O pronunciamento foi feito durante a abertura da Primeira Sessão Ordinária do Conselho de Economia Azul de 2025, que decorreu em Maputo.

Segundo Momade Juízo, “o Conselho deve reunir diferentes actores, sensibilidades e competências, criando um espaço onde o conhecimento científico, a visão política, a experiência empresarial e a voz das comunidades possam convergir para um objectivo comum”, acrescentando que o sector deve fazer do mar e das águas interiores uma fonte sustentável de riqueza nacional.

“Queremos um Conselho de Economia Azul não de quantidade, mas de qualidade. Um Conselho que pensa, propõe e acompanha; que agrega conhecimento técnico e visão estratégica; e que ajude o ProAzul e o Governo a tomar decisões cada vez mais informadas, sustentáveis e transformadoras”, afirmou o governante.

O Secretário de Estado disse esperar que da sessão resultem orientações práticas, recomendações sólidas, consensos técnicos e compromissos institucionais que reforcem a capacidade do ProAzul e de todo o sector na implementação coordenada de políticas e programas ligados à economia azul.

“Que as discussões inspirem novas soluções, melhorem a articulação entre sectores e consolidem o papel deste Conselho como um verdadeiro espaço de diálogo estratégico e de inteligência colectiva para o país”, declarou.

Mais do que a aprovação de instrumentos estratégicos, Momade Juízo sublinhou que o impacto da sessão deve ser medido pela sua capacidade de demonstrar um modelo de funcionamento articulado, inclusivo e inovador.

“O que se espera desta sessão é que ela deixe a sua marca de referência institucional, mostrando como o Conselho pode fortalecer a governação e a promoção integrada da economia azul em Moçambique”, frisou.

O Secretário de Estado lembrou que, à escala global, a economia azul ganha cada vez mais importância, pelo seu papel na geração de emprego, alimentação, energia, proteção ambiental e desenvolvimento económico sustentável. Por isso, apelou ao compromisso dos membros do Conselho para que Moçambique aproveite de forma equilibrada e responsável o seu potencial marítimo e hídrico.

Já o Secretário do Presidente do Conselho de Administração do Fundo ProAzul, Petersburgo, afirmou que o caminho percorrido até aqui demonstra resiliência e compromisso, garantindo a continuidade das acções.

“Apesar dos resultados alcançados, há consciência de que são necessárias mudanças para atingir os objectivos almejados”, afirmou, acrescentando ainda, “Queremos começar hoje uma nova etapa e escrever, com tinta indelével, a nossa história no caminho do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul”.

Depois de uma ligeira paragem, o Fama Show, o maior reality show da música moçambicana,  está de volta, e a multinacional Sasol é o parceiro oficial do evento, ao abrigo de um memorando de entendimento assinado nesta sexta-feira. As inscrições para o casting regional iniciaram-se esta sexta-feira e decorrem até 22 de Novembro.

Trata-se do renascimento do maior palco de descoberta de talentos musicais no país, responsável por impulsionar o surgimento de vários artistas nacionais. Iniciado em 2005, o Fama Show gaba-se de já ter lançado para Moçambique e para o mundo mais de 150 artistas actualmente com carreiras internacionais.

Vinte anos depois, iniciam-se os passos rumo a mais uma edição, que se prevê que venha a ser maior e mais especial.

“Dividido em inscrições, triagem, casting e galas. Temos muitas datas, mas o nosso plano é este: hoje, 7 de Novembro de 2025, começamos as inscrições, que decorrem até 22 de Novembro. Depois passamos à fase de triagem, que pretendemos realizar em simultâneo. Os locais de casting serão Nampula, Inhassoro, Sofala, Maputo e, posteriormente, a gala nacional. Segue-se o casting nacional e, por fim, as galas previstas para Janeiro, Fevereiro, Março e Abril”, explicou Valter Tembe, Director de Programas do Grupo Soico.

Os primeiros quatro meses de 2026 vão acolher as galas, e a Arena 3D será o principal palco da festa, viabilizada com apoio financeiro da multinacional Sasol, no âmbito do memorando assinado com o Grupo Soico.

Ao assumir o título de parceiro oficial, a Sasol diz que aposta na iniciativa com consciência do seu valor. Segundo Mateus Mosse, Director de Relações Corporativas da Sasol, “Toda a indústria gera valor económico. Ao patrocinarmos o Fama Show, apoiamos algo que realmente vai gerar valor económico para a sociedade. As indústrias criativas e culturais baseiam-se na criação, produção e distribuição de bens e serviços com origem na criatividade humana, através do conhecimento da arte e do talento”.

O memorando foi testemunhado ao mais alto nível, com a presença do Governo, representado pela Secretária de Estado da Cultura, Matilde Muocha, que reconheceu o investimento feito pelo Grupo Soico e destacou também o papel da Sasol no financiamento cultural.

“O Fama Show habituou-nos a contribuir para o desenvolvimento da criatividade moçambicana. Os moçambicanos são talentosos, mas sem investimento esse talento não é explorado e não colheremos os benefícios. O regresso do Fama Show, aliado aos resultados das edições anteriores, mostra que teremos uma nova dinamização do sector cultural e criativo nacional. Este programa vai entregar referências identitárias aos moçambicanos”, afirmou a Secretária de Estado da Cultura.

As galas serão 12 e a decisão final sobre os três grandes vencedores resultará da combinação de votos do júri e do público.

“COM A FAMA SHOW QUEREMOS CONSTRUIR UMA GERAÇÃO E DEIXAR LEGADO” — DANIEL DAVID

O Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, Daniel David, afirma que o Fama Show faz parte da construção de uma geração e de um legado que a instituição pretende deixar para o país. Por sua vez, o Director-Geral da Sasol defende que a participação da multinacional no projecto tem como finalidade gerar rendimentos e oportunidades para jovens.

Há 20 anos, o Grupo Soico promove o Fama Show, considerado o maior reality musical de Moçambique, e prepara-se agora para avançar com a oitava gala. À margem da assinatura do memorando de entendimento com a Sasol, que passa a ser o parceiro oficial da iniciativa, Daniel David sublinhou que a aposta pretende marcar a história e reforçar a construção artística nacional.

“Essa é a missão do Grupo Soico: plantar uma árvore para que os seus frutos sejam colhidos por gerações vindouras. Talvez não na minha geração, mas na próxima, que irá colher os frutos daquilo que plantamos durante 20 anos. E vão lembrar-se não só dos músicos famosos que são muitos que nasceram do Fama Show e de outros programas que o nosso grupo lançou no país”, afirmou o PCA do Grupo Soico.

Com a parceria firmada com a Sasol, o Grupo Soico diz querer alcançar algo que ultrapasse a música e toque também os sentimentos.

“A Sasol traz um posicionamento estratégico importante, percebendo que não são apenas números ou questões materiais e tangíveis. É também uma questão de espírito. Uma música pode mudar o estado de alma  num momento de tristeza pode trazer alegria, e num momento de alegria pode provocar emoção. Queremos tocar a alma dos moçambicanos, mostrar que estamos vivos, que somos um país de esperança e que os moçambicanos são um povo de cultura. A cultura é uma componente essencial na vida de uma nação”, acrescentou Daniel David.

A Sasol, que há anos apoia iniciativas culturais e desportivas, diz querer ser um interveniente visível no Fama Show e criar rendimento para jovens através da música. Segundo o Director-Geral da multinacional, Ovídio Rodolfo, a edição terá enfoque nacional, com atenção especial às zonas próximas das operações da empresa.

“Estas edições têm cobertura nacional, mas trazem uma componente especial do distrito de Inhassoro. A partir de Inhassoro queremos abranger regiões adjacentes — Vilanculos, Inhassoro e Govuro. Ao trazer talentos destas regiões, estamos a criar oportunidades para que talentos adormecidos venham à superfície e gerem rendimento para estes jovens”, explicou.

O dirigente acrescentou que o compromisso entre a Sasol e a indústria cultural e desportiva é duradouro, e pretende estender-se ao Fama Show.

Mais de dez mineradores artesanais podem ter morrido no desabamento de uma mina de ouro no distrito de Vanduzi, na província de Manica. O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira quando uma camada de terra cedeu numa mina com dezenas de garimpeiros em pleno trabalho de mineração.

O incidente ocorreu numa mina localizada na região de seis carros no distrito de Vanduzi por volta das duas horas da madrugada. Segundo apurou o “O País”, as vítimas estavam m a minerar.

Mateus Quichine é um minerador na região de seis carros. Diz que quinzenalmente registam-se casos de mortes na mina de seis carros.

Desabamento de terras e uso de explosivos são apontadas como principais causas de mortes na mina de seis carros, onde já se contabilizam mais de 100 óbitos desde que foi descoberto o ouro naquela região.

Elefantes do Parque Nacional de Limpopo voltam a atacar a produção no distrito de Mabalane. A situação agudizou os níveis de fome, que assolam 3 mil famílias de 14 comunidades. O Administrador, Sérgio Moiane, confirma a subida de áreas devastadas de 500 para 700 hectares e assume que se nada for feito para travar o movimento dos paquidermes, a situação pode piorar nos próximos meses.

A população pernoita nas machambas para tentar afugentar o grupo de elefantes que, além de provocar terror, deixou pelo menos 14 comunidades na iminência de fome aguda, no distrito de Mabalane, na província de Gaza. A situação agrava-se a cada dia devido à seca extrema. 

Graça Josias é mãe de cinco filhos e tem na agricultura a sua única base de sustento. Este ano, trabalhou numa área de cinco hectares, na zona baixa do distrito, onde previa colher diversas culturas, incluindo milho para o consumo e comercialização. No entanto, quando chegou a hora de colher foi surpreendida pelos elefantes

“Os elefantes devastaram as nossas machambas este ano. Não consegui nada, nem melancia e milho, por isso, não temos nada para comer. A agricultura é a única base de sustento, e assim não há saída”, disse Graça Josias, agricultora em Mabalane.

Na zona alta do distrito, milhares de famílias sofrem em silêncio. Falando à imprensa, o administrador de Mabalane, Sérgio Moiane confirmou o movimento destruidor dos animais, que se evadiram do Parque Nacional de Limpopo. 

Contudo, o número de áreas totalmente arrasadas e famílias com escassez de alimentos não para de subir. Com os celeiros vazios, a comunidade pede  urgência na provisão de alimentos e sementes para relançamento da produção.

Sérgio Moiane diz que há esforços para aliviar as famílias em extrema carência com envolvimento do parque nacional de Limpopo.

Refira-se que mais de 3 mil famílias enfrentam níveis severos de fome na sequência dos efeitos combinados da invasão de elefantes a zonas de produção e estiagem.

A inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) suspendeu, na cidade da Beira, todas as actividades de uma  fábrica de sumos, por ter detectado graves irregularidades na produção do produto, dentre as quais a utilização de corantes e adoçantes fora do prazo, há três anos. Será aberto um processo crime contra os gestores da fábrica.   

No âmbito de acções de monitoria da quadra festiva, a Inspecção Nacional das Actividades económicas detectou, numa fábrica de produção de sumos, irregularidades gravíssimas, que contribuíram para suspender imediatamente as actividades da empresa, tendo em conta que põem em risco a saúde pública.

“Hoje, decidimos nos deslocar a esta fábrica, Bom Sumo, e fazendo  o trabalho inspectivo, constatamos que existiam armazéns, mas que pareciam escritórios. Então, pedi para que abrissem as portas e fomos verificando que existiam lá produtos, que são o sulfato de magnésio e corantes dos sabores de uva, ananás e manga, que estão expirados e são um grande atentado a saúde, é mesmo um crime de saúde pública”, explicou Shaquila Aboobacar, Inspectora geral da INAE

A INAE exortou aos gestores de todos os tipos de estabelecimentos comerciais e de forma particular da fábrica de sumos, na qual foram detectadas irregularidades, a  terem  responsabilidades nas actividades que exercem.

“Porque o facto de estarem a produzir sumos com corantes já expirados é um atentado, um crime contra a saúde pública, que implica até uma pena de prisão. Dá lugar não só ao processo administrativo, que tem em conta as multas, como também à instauração do respectivo processo criminal”, explicou a inspectora.

Refira-se que no início desta semana a INAE suspendeu igualmente na cidade da Beira, uma outra fábrica de produção de biscoitos, devido a graves irregularidades de higiene e segurança alimentar, detectadas durante a fiscalização.

Na fábrica de biscoitos, a equipa da INAE constatou a presença de baratas, a utilização de água  contendo impurezas  e uso de substâncias que não conseguiu identificar que eram misturados com a massa utilizada na produção dos biscoitos.

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