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O País – A verdade como notícia

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

Pelo menos 800 militares moçambicanos foram capacitados em 2025 pela  Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ).  Segundo comunicado enviado ao “O País”, durante o ano, foram implementados 36 programas de capacitação. 

 As actividades incluíram programas em áreas como Comando e Controlo, Logística, Training of Trainers para os instrutores das Forças de Reação Rápida, Manutenção e Transportes, Liderança, Pedagogia Militar, Cooperação Civil-Militar (CIMIC), Comunicação Estratégica e Assessoria Institucional ao Estado-Maior-General das FADM.

 “Durante o ano de 2025, foram ainda lançados programas essenciais para garantir a sustentabilidade logística dos meios disponibilizados no âmbito do European Peace Facility (EPF)”, lê-se no comunicado.

 A EUMAM MOZ é uma missão não executiva que tem como objetivo assistir as FADM a desenvolver capacidades para assegurar que estas implementam e sustentam o ciclo de emprego operacional das Forças de Reação Rápida, contribuindo assim para a estabilidade e o desenvolvimento da província de Cabo Delgado, com respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito Internacional Humanitário.

 A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique é actualmente comandada pelo Comodoro, da Marinha Portuguesa, César Pires Correia, e conta com 83 militares de 12 nacionalidades. O mandato da EUMAM MOZ decorre até Junho de 2026.

Centenas de pessoas ficaram sem casas em Búzi, Sofala, em consequência da chuva que inundou o distrito. Culturas agrícolas ficaram destruídas e algumas vias de acesso estão intransitáveis. A mobilidade e a assistência às vítimas está condicionada, devido à intransitabilidade de algumas vias e elevado nível do caudal dos rios, mas o INGD está no terreno para minimizar o sofrimento das famílias.

A água da chuva abriu o seu próprio caminho e por onde passou fez estragos. Desalojou famílias e empurrou-as ao sofrimento. Algumas estradas inundadas e outras cortadas pela fúria das águas impediram a fuga da população de diferentes comunidades de Búzi para locais seguros.

Estas famílias, algumas surpreendidas por uma forte corrente da chuva nas vésperas de celebração do Natal, foram abrigadas num centro transitório numa das escolas de Búzi, e queixam-se de precárias condições de vida. 

Fátima Armando, vítima de inundações em Búzi, contou que tudo aconteceu de repente. Ela e a sua família não tiveram como fugir da situação. “Toda a zona encheu de água (…). Aqui estamos desamparados e cada um vive à sua maneira. O carvão está caro” e o preço passou de 25 para 50 meticais. 

Segundo a fonte, todos os que se encontram no centro transitório partilham o mesmo espaço, sem privacidade.  Além da falta de comida, Maíja Assane queixou-se do facto de algumas pessoas serem apoquentadas por diarreias.   

Ainda em Búzi, algumas vítimas das inundações formaram fila com os seus mantimentos, neste domingo, para ter lugar nos barcos alocados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). A intenção era sair de Toronto para Guara-Guara, de onde seguiriam viagem ou para a cidade da Beira, Nhamatanda e outros destinos. 

O Administrador de Búzi, José Mutoroma, e o delegado provincial do INGD em Sofala, Aristides Armando, estimam que mais de cinco mil famílias foram afectadas, centenas de casas parcial ou totalmente destruídas e 10 mil hectares de várias culturas agrícolas perdidas. 

“Neste momento estamos a transportar a população que precisa chegar à cidade da Beira”, uma vez que a estrada Tica-Búzi está cortada em duas secções na Estrada Nacional número 280 e 281, explicou Aristides Armando.

O INGD continua no terreno para assistir as vítimas e garantir que cheguem a locais seguros.  

Chegou ao fim o ciclo de 52 domingos que compuseram o ano de 2025.  

Neste último domingo do ano, vários cristãos foram às igrejas para orar e agradecer a Deus pelos 362 dias que, até aqui, viveram. A igreja católica recebeu o bispo de Portugal Dom Sérgio Manuel que fez a homilia da missa, destacando o valor e importância da família.

“O amor e a família são a primeira escola da vida, da fé, liberdade e responsabilidade. Irmãos, é na família que se aprende a confiar, perdoar, a chamar a Deus por pai e  outro por irmãos.”

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Maputo, dom Tonito Muananoa exorta à solidariedade, caridade e paz. “A festa da sagrada família convida-nos a valorizar a nossa família, a rezar por elas porque a sociedade vive de acordo com o que as família são. Para nós os cristaos, hoje procuramos olhar para as nossas famílias imitando o exemplo e virtudes da sagrada família  de Jesus, Maria e José.”

Na igreja Anglicana também se celebra a festa da sagrada família de Nazaré e a oração foca-se na união e caridade. “Nós olhamos para sagrada família como modelo da famílias cristãs, a grande mensagem hoje que vivemos é o legado e modelo que devemos seguir. Cristo que nasceu é o príncipe da paz, então, todos temos de viver em paz. A  transição do ano 2025 para 2026 deve ser pacifica”.

Já a igreja Assembleia de Deus Alfa e Ômega destaca a gratidão a Deus pela retoma da paz, na sequência dos protestos pós-eleitorais que marcaram a quadra festiva passada e o princípio deste ano. “O sentimento que temos é de alívio quando pensamos na forma como o ano começou. Depois dos tumultos que tivemos entre Outubro do ano passado e Março deste ano, dizemos graças a Deus porque  o país voltou a ter calma e estabilidade.

Os crentes fazem ainda votos de prosperidade, saúde e paz no próximo ano, que começa já na quinta-feira.

Alguns supermercados, na cidade de Maputo, registaram movimento intenso de clientes, este domingo, que procuravam fazer compras para as festividades do fim-de-ano, ainda cedo. Enquanto isso, no mercado central os vendedores queixam-se de concorrência desleal, causada pela venda informal.

Alguns parques de estacionamento dos supermercados estavam lotados, nas primeiras horas de domingo, cujos donos encontravam-se no interior, a fazer as compras para as comemorações do fim de ano. 

Faltam cerca de três dias para o 31 de Dezembro, mas para Olga Matusse, que decidiu ir às compras junto da sua família, o ideal é mesmo evitar deixar tudo para a última hora. 

“Os que deixam tudo para a última hora e pela forma de pagamentos de salários que muitas vezes não tem sido regular, mas isso não é bom porque sai mais caro, com preços especulados e há enchentes”, explicou a cliente. 

Apesar dos preços considerados acessíveis, houve quem não conseguiu comprar tudo que procurava.

Num dos supermercados, na capital do país, o movimento era intenso e os gestores esperam que aumente a partir desta segunda-feira. 

Fora dos supermercados, a procura por produtos como mariscos era intensa, segundo explicou Carolina Zandamela, vendedeira no mercado do Peixe, que avançou que entre os mais procurados estão o camarão, lulas e carangueijo. 

Apesar do fraco movimento no Natal, o mercado do Peixe chega a receber actualmente mais de 100 clientes por dia. 

Porque é época festiva, os vendedores apostam em descontos e outras promoções para atrair mais clientes. 

Enquanto isso, no mercado Central a situação é diferente. Os vendedores dizem que o bazar foi abandonado e a venda informal é apontada como a causa do fraco movimento, nesta quadra festiva. 

Os vendedores lamentam a situação e pedem a alocação dos vendedores informais que se encontram nos arredores, para o interior dos mercados. 

A degradação de vários troços das estradas nacionais número 12 (N12), entre Namialo e Nacala, e número um (N1), no eixo Nampula–Namialo, está a provocar acidentes de viação e avarias frequentes, sobretudo em viaturas pesadas. Face à situação, o governo da província de Nampula garante o arranque de obras de manutenção já a partir da próxima semana.

As vias em causa integram o Corredor de Nacala, considerado estratégico por assegurar a ligação do porto de Nacala a diversas regiões do Norte e Centro do país. No troço entre a cidade de Nampula e o posto administrativo de Namialo, no distrito de Meconta, parte integrante da N1, os buracos existentes representam um risco permanente para automobilistas e transportadores de mercadorias.

Recentemente, um camião sofreu um acidente nesta via. Apesar de não ter tombado diretamente devido aos buracos, tudo indica que o excesso de carga e o desequilíbrio do veículo tenham contribuído para o sinistro, num contexto de estrada já bastante degradada.

Já na N12, entre Namialo e Nacala, numa extensão aproximada de 100 quilómetros, a situação é ainda mais crítica, com buracos de grandes dimensões em vários pontos. Um camião ficou imobilizado após sofrer uma avaria provocada pelo impacto ao transitar sobre uma das crateras existentes na via.

A estrada, considerada a espinha dorsal do Norte do país, apresenta sinais evidentes de desgaste. Entre as principais causas apontadas está o excesso de carga dos camiões que circulam com elevada frequência devido à atividade do porto de Nacala, agravado pela inexistência de uma báscula para o controlo do peso das viaturas pesadas.

O governador da província de Nampula percorreu recentemente o troço entre a cidade de Nampula e Monapo, onde constatou no terreno os problemas de transitabilidade. Segundo fontes oficiais, trata-se de uma realidade já conhecida pelas autoridades e que tem sido motivo recorrente de queixas por parte dos utentes da estrada.

Para mitigar a situação, o governo provincial celebrou dois contratos de manutenção, com a duração de dois anos, avaliados em cerca de 27 milhões de meticais. As intervenções visam melhorar as condições de circulação e reduzir os riscos de acidentes ao longo destes importantes eixos rodoviários.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas em regime moderado a forte e forte, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento, em vários distritos das províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula.

De acordo com a previsão, em Cabo Delgado poderão ser afectados os distritos de Nangade, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Ancuabe, Chiúre, Namuno, Balama, Ibo, Montepuez, Meluco, Mueda, Quissanga, Metuge, Mecufi, bem como a cidade de Pemba.

Na província de Niassa, o INAM aponta para a ocorrência de precipitação significativa nos distritos de Mecula, Marrupa, Sanga, Muembe, Majune, Maúa, Cuamba, Metarica, Mecanhelas, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Nipepe e na cidade de Lichinga.

Já em Nampula, a previsão abrange os distritos de Malema, Lalaua, Mecubúri, Rapale, Murrupula, Erati, Nacaroa, Muecate, Mogovolas, Meconta, Memba, Ribaué, Nacala, Mongicual, Mossuril, Liúpo, Angoche, Larde, Moma, Monapo e a cidade de Nampula.

Segundo o INAM, as chuvas poderão atingir volumes entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo em alguns locais ultrapassar 50 milímetros no mesmo período, sendo acompanhadas de trovoadas e vento com rajadas.

Adicionalmente, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê a continuação de chuvas de forma localizada nas províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala.

Estão detidos um agente da Polícia e um funcionário da Administração Nacional de Estrada acusados de roubo e vandalização no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A Situação deixou o hospital parcialmente às escuras, além de deixar 4 serviços sensíveis sem sistema de frio e água

O Hospital Provincial de Xai-Xai sofreu o pior roubo e vandalização dos últimos 5 anos, na sequência da vandalização e saque.

“É um retrocesso muito grande.  Os prejuízos são grandes. Não podemos trazer cá valores.Nos últimos seis meses temos registrado vandalizações de roubos de equipamentos, de vários bens. Estamos a falar de vandalização da parte elétrica da enfermaria de subespecialidade, que neste momento já estava pronta para funcionar”, revelou, Elisa Fuel, Administradora do hospital de Xai-Xai.

Os sistemas eléctrico,  de frio e de canalização de água de 4 serviços sensíveis, com destaque para maternidade e pediatria, morgue e laboratório incluindo os sanitários, também, não escaparam dos malfeitores.

“indivíduos de má fé  infiltram-se no hospital disfarçados, como pacientes,  e perpetuam essas atitudes.  Perdemos cerca de quatro ar-condicionados até então.Um dos ar-condicionados é da morgue, e também do armazém do laboratório provincial, que está dentro do hospital.Quatro casas de banho,  duas do serviço de urgências, uma casa de banho da ortopedia, uma casa de banho do berçário, e também temos casas de banho da pediatria. Houve um roubo mesmo daquilo que são as torneiras,  e não temos água, corrente” lamentou 

De acordo com a Administradora do hospital de Xai-Xai, o  crime que dura há seis meses foi  planeado ao detalhe e “tudo acontecia  a luz nas ” barbas”da polícia há seis meses, sendo que o posto policial funciona no interior do hospital há anos”.

A Equipa segurança do hospital entrou em cena e diz ter neutralizado em flagrante um agente da polícia da república de Moçambique e um funcionário da Administração nacional de estradas quando tentava carregar cabos elétricos na parte superior do edifício hospitalar.

“Estávamos a fazer uma ronda de como é que é possível tudo isso aqui ser roubado. Então nós conseguimos detectar como é que foi o assunto. Um é polícia, daqui do bairro 13.Um é trabalhador da ANE,  esse que tirou fios lá em cima.É o que eu sei, mas os dois já estão nas mãos da polícia”, disse o chefe da segurança privada do hospital provincial de Xai-Xai.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique ( PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, entretanto, refuta todos os pronunciamentos da segurança privada.

“Não foram encontrados com os bens,  mas sim estavam próximos ao local  onde terá sido vandalizado a outra hora. Então acabaram sendo tidos como autores de vários crimes ou furtos que ocorreram naquele hospital.O que é necessário é a questão da responsabilização das pessoas que se encontram a trabalhar e deixam com que esses objetos sejam vandalizados”, considerou.

Júlio Nhamussua explica ainda que o caso segue  em investigação e que novos dados poderão ser avançados nos próximos dias.

“Porque há um trabalho de base que precisa ser feito,  não corrermos para a identificação parcial das pessoas, porque trata-se de identidade das pessoas e trata-se de instituições E quando nós corremos para afirmar que é um funcionário de instituição X, acabamos pondo em causa as próprias instituições por comportamentos”, concluiu.

Autoridades da maior unidade hospitalar de Gaza , exigem justiça e alerta que situação pode afetar vários serviços neste período de alta procura.

A Autoridade Marítima apreendeu um camião que transportou 220 sacos de peixe miúdo seco, capturado de forma ilegal, no posto administrativo de Bajone, distrito de Mocubela, província da Zambézia. O pescado tinha como destino a província de Nampula. 

O país encontra-se actualmente em período de veda, uma medida que visa a preservação dos recursos pesqueiros, mas que continua a ser desrespeitada por alguns pescadores. O caso agora registado envolveu um carregamento significativo de peixe miúdo seco, transportado numa viatura que acabou por ficar atolada devido ao transbordo do rio Midir.

A situação facilitou a intervenção das autoridades marítimas, que procederam à apreensão do camião e do respectivo produto. O proprietário do pescado, visivelmente arrependido, alega que o pescado estava a ser transportado sem fins comerciais.

Segundo o Instituto Nacional do Mar (INAMAR), esta é a segunda viatura apreendida na província da Zambézia em menos de uma semana, elevando para cerca de 247 o número total de sacos de peixe apreendidos no mesmo período.

Há focos de lixo e muita imundície em várias artérias da cidade de Maputo. Munícipes acusam a edilidade de não recolher os resíduos há mais de duas semanas. O Conselho Municipal diz que não recolhe lixo devido à avaria de duas máquinas retroescavadoras usadas para abrir acessos para os camiões entrarem na lixeira de Hulene.

A Cidade de Maputo depara-se com dificuldades na gestão dos resíduos sólidos, o que resulta em acúmulo de lixo. 

Não precisa andar muito para perceber que a cidade, sobretudo nas zonas suburbanas, está tomada por lixo. São montes e montes de resíduos que, em alguns casos, chegam a ocupar os passeios e até faixas de rodagem

E os focos são incontáveis: na avenida Vladimir Lenine, entre as praças da OMM e dos combatentes, o lixo não passa despercebido. O mesmo acontece nos bairros de Maxaquene, Hulene, Ferroviário, Inhagoia, Aeroporto, Zimpeto e tantos outros, o que tira sono aos munícipes. Ouvimos a Constância Macamo, moradora do bairro Maxaquene. Queixa-se do cheiro nauseabundo que inala, diariamente.

“Esse lixo nos incomoda, nos incomoda muito, passamos muito mal, não passamos bem. Provoca tudo, mosquitos, moscas, mau cheiro, todas as casas, a gente nem cozinha, quando cozinha devemos meter, nem comemos fora, nós temos varandas, mas não ficamos nas nossas varandas por causa desse lixo aqui”, desabafou a munícipe. O lixo anda aos montes. Em alguns casos condiciona o trânsito. 

“Passamos Natal muito mal, isto aqui não dá para nada, lixo assim, não é como nós vermos aqui, sabe, quatro festivos acabaram assim com essa lixeira aqui, não dá. Mais de duas semanas atrás, não recolhiam o lixo, então as pessoas continuam a despejar, mesmo fora dos contentores”, falou Felix Manhiça.

De um lado a Edilidade não recolhe o lixo há mais de duas semanas, de outro, munícipes depositam os resíduos de forma desregrada. Manhiça explica que quando chamam a atenção aos vizinhos que deitam lixo na faixa de rodagem são mal vistos. 

“Alguém pode chegar com um carrinho aqui, despejar lixo na estrada de qualquer maneira. Nós tentamos chamar atenção, pedindo para que deixem doutro lado, respondem: onde é que entramos. Nós pagamos o município, por isso este trabalho é deles”.

O passeio central da avenida Julius Nyerere, depois da ponte de Xiquelene, encontra-se ocupado de lixo. Da circular de Maputo…até à entrada do Estádio Nacional do Zimpeto… nenhuma área escapou. Para além do aspecto, o ambiente é pesado. 

Edilidade sem acesso a Lixeira de Hulene 

A edilidade, que procura minimizar a situação, com abertura de ruas críticas, diz que o lixo não é recolhido por falta de acesso à Lixeira de Hulene, como explicou Sérgio Manhique, Director Municipal de Ambiente e Salubridade.

“Tivemos problemas com equipamento na lixeira do Hulene, as duas bulldozers que abrem os acessos estão avariadas, estão na reparação neste momento. E como deve imaginar, a recolha do lixo é um sistema, temos a parte de recolha, temos a parte do transporte, temos a parte de deposição final. Uma das partes é essa que é o nosso grande constrangimento, que é a deposição, aliado às chuvas, então está completamente difícil termos o acesso de forma regular dentro da lixeira. E isso acaba condicionando a outra parte do sistema, que é a recolha”, disse.

Sérgio Manhique nega que a retirada dos camiões do Município de Chimoio esteja por detrás da situação.

“Foi muito bom termos a ajuda do Chimoio, a qual agradecemos, mas os caminhões foram  substituídos. O que está a acontecer neste momento é o tempo de descarga dentro da lixeira. Se levarmos muito tempo para descarregar, os contentores enchem e consequentemente há esta situação que temos no terreno, por causa do tempo de descarga. Os caminhões estão lá perfilados, podem ir verificar, estão perfilados, levam muito tempo para depositar o lixo.  Há casos em que não conseguimos, com que os caminhões depositem todos no mesmo dia. Naturalmente que isto vai se refletir no terreno, no processo de recolha. E este momento é um momento crítico que nós temos. Há muita produção de lixo”, concluiu.

“Embora com recursos deficientes para a recolha e gestão de resíduos sólidos, a Edilidade de Maputo promete limpar toda a cidade em duas semanas”.

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