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O País – A verdade como notícia

Três novas ambulâncias vão reforçar a resposta de emergência no país. A Cotur entregou, nesta segunda-feira, os veículos ao Ministério da Saúde, num gesto que promete salvar vidas em regiões de difícil acesso.

O progresso de um país também se mede nos gestos que salvam vidas. E nesta segunda-feira, em Maputo, a Cotur deu um desses gestos: entregou três novas ambulâncias ao Ministério da Saúde, reforçando a capacidade de resposta em zonas onde cada minuto faz a diferença.

“Estas acções fazem parte de um compromisso contínuo, estar sempre ao lado das populações, sobretudo onde a necessidade é maior. Excelências, minhas senhoras, meus senhores, as ambulâncias que hoje entregamos não são apenas veículos, são instrumentos de vida, representam a capacidade de chegar a tempo mínimo às comunidades remotas, de assegurar que mães, crianças e idosos possam ser atendidos com a urgência e o cuidado que merecem. Representam também a confiança num futuro onde cada moçambicano, independentemente de onde viva, possa contar com uma resposta rápida e humana em momentos críticos”, disse Noor Momade, presidente da agência de viagens Cotur.

O presidente da Cotur sublinhou a importância deste apoio às populações mais vulneráveis.

“Com a entrega destas três ambulâncias, renovamos esse compromisso. Sabemos como a ambulância pode, em determinado momento, significar a diferença entre a vida e a morte. Por isso, encaramos este gesto não como uma acção isolada, mas como mais um passo num percurso permanente do serviço ao nosso país”, reiterou. 

O ministro da Saúde agradeceu o gesto e destacou a união de todos os sectores presentes.

“Agradecer este gesto da cultura, vejo aqui embaixadores, eminentes de cheia, empresários, esta união que hoje estou aqui a testemunhar me encoraja e me fortalece, como sector da saúde, para continuarmos juntos para uma causa nobre. Só a grandeza no ser humano, quando a gente cuida do outro com amor, com carinho, com bondade, com afecto, este gesto de amor que hoje traz aqui para o Ministério da Saúde é um gesto nobre, sublime, que tenho de registar”, agradeceu Ussene Isse, ministro da saúde.

Equipadas para situações de emergência, as três ambulâncias serão enviadas para regiões onde o acesso aos cuidados de saúde continua a ser um desafio diário.

O terrorismo em Cabo Delgado não chegou a comprometer a segurança alimentar, apesar de que quase metade dos camponeses deixaram de produzir comida, devido aos ataques terroristas.

A garantia foi dada pelo Governo, através do director dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas de Cabo Delgado, que assegura que a província continua longe de ter uma crise de fome, mas que continua a mobilizar apoios para evitar uma crise no futuro.

A estabilidade da segurança alimentar em Cabo Delgado contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, que está a importar um projecto de recuperação da província.

Samuel Akera, representante do PNUD no país, diz que o apoio que é prestado permite que, mesmo quando há ataques terroristas, a população não tenha problemas alimentares.

“Os aspectos da sobrevivência são importantes, porque, quando os terroristas atacam as comunidades, eles roubam a sua comida, destroem todos os meios de subsistência de que as famílias dependem, e todos sabemos que a agricultura é chave, pesca também é importante, pequenos animais domésticos também são importantes e tudo isto normalmente perdem. E, quando os deslocados regressam, voltam sem nada e precisamos de os apoiar a recuperar a sua fonte de subsistência, temos de ajudar-lhes a recomeçar a sua vida de novo”, assegura Samuel Akera.

Além da agricultura, o projecto de recuperação de Cabo Delgado apoia na reconstrução das infra-estruturas e até as comunidades que acolhem as vítimas do terrorismo.

“O nosso maior objectivo é apoiar a maior parte das pessoas que estão a regressar e, tal como sabem, temos 610 mil deslocadas que estão a regressar às suas casas, e este é o nosso primeiro objectivo apoiar-lhes”, frisou Samuel Akera.

Para evitar uma crise de fome em Cabo Delgado, o Governo e parceiros de cooperação estão a tentar dinamizar a agricultura nas zonas consideradas seguras.

 

Quatro jovens foram mortos pelos terroristas no fim-de-semana, no posto administrativo de Mazua, distrito de Memba. O administrador do distrito diz não ter informação concreta, mas assegura que as Forças de Defesa e Segurança estão no terreno.

As imagens que circulam nas redes sociais e que mostram corpos de quatro jovens que foram mortos pelos terroristas são chocantes. Um foi decapitado e outros três foram baleados. Todos mortos, supostamente pelos terroristas que assolam o Norte do país, com destaque para a província de Cabo Delgado.

O caso deu-se no povoado de Mecula, pertencente ao posto administrativo de Mazua, no distrito de Memba, província de Nampula. Supõe-se que o facto aconteceu na sexta-feira ou no sábado.

O administrador distrital, Manuel Cintura, não tem detalhes, mas garante que o local está a ser controlado e protegido pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

“O que tenho conhecimento é que as Forças Armadas estão em perseguição do inimigo, mas sobre as imagens ainda não tenho informação. Ainda não me reportaram, por isso ainda não tenho informação”, disse Manuel Cintura, administrador de Memba.

A falta de informação oficial, segundo justificou Manuel Cintura, deve-se à ausência do chefe do posto administrativo de Mazua e dificuldades de comunicação com outros funcionários da administração local.

“Infelizmente, o chefe do posto de Mazua, o chefe de posto do Lúrio, o chefe do posto de Memba-sede, todos os chefes de postos foram à Beira numa indução, por isso fica difícil”, disse.

Ademais, segundo o administrador de Memba, não está fácil ter comunicação com o pessoal administrativo, razão pela qual prefere não avançar com mais dados em relação a este ataque.

“O que sei é que algumas pessoas, como o chefe da secretaria, liguei, ontem (domingo), não consegui falar com ele. O telefone não chamava”, afirmou Manuel Cintura.

É mais um episódio de violência extrema a assombrar as comunidades do distrito de Memba, dando uma clara indicação de que os terroristas estão em movimento.

 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, apoia a decisão do Governo que suspende a actividade mineira em Manica. No seu entender, há muita batalha pela frente para que a medida do Executivo seja efectiva.

Desta vez, Armando Guebuza não falou de muita poeira, nem de boatos, no caso de poluição ambiental em Manica, mas apoiou a decisão do Governo que suspende a actividade mineira na província por 90 dias.

“Houve uma declaração feita pelo Presidente da República que diz que exploração desregrada, que pare, e eu concordo com ela. Que se faça tudo para o bem do nosso povo”, reagiu à decisão do Governo o antigo Presidente.

Porém, alertou que há pela frente muita batalha para tornar efectiva a medida. 

“Encontrou-se uma fórmula que ainda terá de se batalhar para ser efectivada e concretizada, mas é importante que não haja exploração de recursos no país de forma desregrada”, avançou Armando Guebuza.

Para já, faltam cerca de 40 dias para o fim do decreto que suspende a actividade mineira em Manica. O período poderá ser prorrogado, com base no relatório a ser apresentado ao Conselho de Ministros pela comissão criada para o efeito.

De acordo com o decreto, “a suspensão abrange as actividades mineiras de todas as pessoas singulares e colectivas, públicas ou privadas, detentoras de títulos mineiros e autorizações, incluindo cooperativas e associações mineiras locais e mineradores artesanais, independentemente da autorização”.

Para acompanhamento, de 15 em 15 dias, a Comissão Interministerial de Gestão e Reabilitação Mineira da Província de Manica tem por obrigação apresentar ao Governo relatórios de progressos sobre os trabalhos que está a realizar.

15 dias, a Comissão Interministerial de Gestão e Reabilitação Mineira da Província de Manica tem por obrigação apresentar ao Governo relatórios de progressos sobre os trabalhos que está a realizar.

Uma bebé morreu carbonizada, no interior de uma residência, no bairro 2, arredores da cidade de Xai-Xai, na província de Gaza. O caso ocorreu na manhã deste domingo, na ausência da mãe. As causas do incêndio continuam sob investigação.

Um trágico episódio abalou o bairro 2 do município de Xai-Xai, na província de Gaza, onde uma bebé morreu carbonizada, na manhã deste domingo. Yasmin, de apenas um ano, estava na companhia do seu irmão de seis anos de idade, que conseguiu escapar quando a casa começou a arder.

“Ele viu o fogo de repente, ele correu, foi atrás do socorro, mas não encontrou ninguém, só conseguiu salvar-se”, avançou Eula Dzimba, mãe da vítima.

Entre choros e lágrimas, a mãe da finada conta que se ausentou de casa por volta das 6 horas, na sequência de uma jornada de limpeza na zona. Entretanto, antes de chegar ao local, a “tragédia” invadiu a sua residência e destruiu tudo. “Dez minutos depois, estamos a ver fogo. Corremos todos, mas quando chegámos aqui já era tarde”.

O fogo deflagrou na sala da casa em apenas sete minutos, alastrou-se para o quarto, onde se encontravam-se as duas crianças. Vizinhos foram os primeiros a chegar ao local e encontraram a criança de apenas um ano, envolta em fumaça.

“A criança estava lá dentro, então tentámos, na medida do possível, debelar o fogo para tentar retirar o menor, ele já estava sem vida”, disse uma testemunha.

As causas do incêndio, entretanto, continuam um mistério por desvendar.

“Então, significa que a criança levou fósforo a brincar com fósforo, acendeu a vela e a vela encostou naquelas cortinas e aconteceu aquilo ali. Viu aquilo ali, acho que saiu a correr”, disse Filimão Langa, secretário-adjunto do bairro 2.

No entanto, Júlio Sitoe, familiar da finada, avança outras causas. “É curto-circuito, foi um incêndio que apareceu rápido e terminou. As pessoas que vieram ajudar estavam aqui embaixo para limpar a vala”, disse.

Face às duas versões, o porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública em Gaza, Abel Simango, considerou, sem avançar datas, que os resultados da perícia em curso vão determinar a causa exacta do incêndio.

“De forma mais detalhada, o SENSAP está a trabalhar para poder averiguar as reais  causas deste incêndio, porque, para além do curto-circuito eléctrico, a família fala  da possibilidade de as crianças terem brincado com fósforo e assim como a vela. O trabalho dos peritos do SENSAP poderão trazer com mais detalhes se, de facto, foi  curto-circuito eléctrico ou mesmo a questão da vela”, disse.

Com este caso, sobe para 45 o número de incêndios que resultaram na morte de seis pessoas na província de Gaza neste ano.

O comentador da STV, Alberto da Cruz, diz haver grupos disfarçados de pequenos garimpeiros em Manica que continuam a explorar a actividade mineira. Uma dessas pessoas é o filho da governadora. 

Dois grupos terão invadido a mina da empresa Tantalite, em Manica, para extrair ouro. Por desentendimento, entraram em conflito resolvido com ajuda da UIR. 

Na sequência, segundo Alberto da Cruz, comentador da STV, as partes criaram uma cooperativa que continua a explorar ouro na zona.

“É que esta cooperativa, se entrarmos na plataforma da Direcção Nacional de Recursos Naturais, vamos encontrar que ali há nomes especiais, como o de Inocêncio Agostinho Francisco Fainda, que é filho da governadora”, refere.

Da Cruz diz que a cooperativa é a que está a criar os desmandos na actividade mineira em Manica e questiona como é que foi legalizada por instituições do Estado para operar em mina alheia, com disfarce de pequenos garimpeiros.

“E é bom frisar que é a única actividade mineira que, se formos para lá hoje, as suas máquinas estão a funcionar. (…) Isto é um desafio à autoridade do Presidente da República”, entende o comentador do programa televisivo.

Alberto da Cruz alerta para o aproveitamento político da situação. “O Presidente da República até pode ter uma visão, mas depois já não tem ninguém a seguir, e isso já é um problema, porque isso gera o aproveitamento político. Este grupo de governantes, pobres como eu, que chegou agora, têm a oportunidade para serem eles os donos das minas”, afirma Alberto da Cruz.

Por seu turno, Hélder Jauana, também comentador da STV, considera que é necessário atacar o mal pela raiz.

“Todos aqueles indivíduos que andam com sacos de dinheiro em hotéis, tanto em Manica, Niassa e um pouco por todo este país são conhecidos e até têm escolta, ou de empresas privadas ou da PRM são os que pagam os garimpeiros, são os que subornam e alimentam este negócio. Mão dura contra eles”, diz Jauana.

No tocante à retoma de algumas empresas mineiras, Jauana diz ser muito cedo. “No caso daquelas minas próximas aos rios, que estiveram a poluir, é preciso garantir que tenhamos um período sem trabalho naqueles locais e que se faça de tudo para recuperar do ponto de vista ambiental. Suspendeu, deve-se manter suspenso para lidar com aquela situação e garantir que o Estado ganhe dinheiro, os garimpeiros paguem impostos e alguém deve certificar o ouro que sai”, afirma.

Jauana entende que o tratamento deve ser igual para todos operadores. “Para situações críticas, medidas drásticas. O país não pode continuar a colocar paninhos quentes e a viver em ilhotas em que uns estão bem, funcionam legalmente e os outros que funcionam ilegalmente fazem e desfazem”, avança.

Hélder Jauana e Alberto da Cruz falavam no programa Pontos de Vista, da STV.

 

A Primeira Ministra, Benvinda Levi, conferiu, nesta segunda-feira, posse aos Directores-Gerais do Instituto para a  Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), da Agência para a  Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), do Instituto de Cereais de  Moçambique (ICM) e da Administração Regional de Águas do Centro (ARA centro). Durante o seu discurso, a governante apelou por inovações e agilidade aos recém-empossados.  

São Luís José Machava, que passa a ocupar o cargo de Director-Geral da APIEX, Feliz Pedro Malate, que vai ocupar o mesmo cargo no IPEME, Luís José Job Fazenda, indicado para o cargo de Director-Geral do ICM e Hilário Morais Pereira, Director-Geral da ARA-Centro. Para cada um, Benvinda Levi deixou recomendações específicas. 

Ao recém-empossado Director-Geral da APIEX, Levi disse esperar que a instituição continue a consolidar o seu papel de  porta de entrada para o investimento no país, assegurando que os projectos  aprovados sejam efectivamente implementados, em tempo útil. 

Por isso, a governante recomendou o aprimoramento dos mecanismos de promoção e divulgação, a nível interno e  externo, das potencialidades e oportunidades de negócios existentes no país; o desenvolvimento de actividades que visam criar sinergias no âmbito do processo  da industrialização do nosso país; e assegurar a operacionalização efectiva das zonas económicas especiais e francas industriais. 

A Feliz Pedro Malate, Director-Geral  do IPEME, a Primeira-Ministra recomendou a realização de acções que estimulem a criação, desenvolvimento e modernização das  Micro, Pequenas e Médias Empresas nacionais; o aprimoramento dos mecanismos que assegurem a assistência técnica e capacitação  institucional contínua das MPME’s, incluindo o aumento das incubadoras  empresariais; a promoção de acções que concorram para o acesso a mais recursos para as MPME´s  junto das instituições financeiras e/ou de outros mecanismos existentes; e continuar a promover o estabelecimento de parcerias e ligações entre as MPME’s  e as grandes empresas nacionais e internacionais. 

Ao novo Director-Geral do ICM, a governante apelou ao aprimoramento dos mecanismos e acções que garantem modernização da gestão,  logística e comercialização de cereais, em estreita articulação e coordenação  com os sectores privado e familiar; e o robustecer o sistema de compra, armazenamento, conservação e escoamento  dos excedentes agrícolas, assim a constituição de reservas estratégicas de  cereais. 

Por fim, Benvinda Levi recomendou a Hilário Morais Pereira, Director-Geral da ARA-Centro, a Implementação de acções concretas que conduzam a uma melhor gestão dos  recursos hídricos e mitigação dos impactos das cheias e secas; o aprimoramento de medidas e acções que assegurem a preservação da qualidade  de água, tanto para o consumo, abeberamento animal e para irrigação; e a adopção e implementação de acções que permitam a expansão, melhoria e  modernização das infra-estruturas hídricas, de modo a garantir disponibilidade  de água segura quer para o consumo, assim como para a produção agrária e  industrial.  

O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), na província de Maputo, deteve três indivíduos indiciados de envolvimento num suposto falso sequestro, em troca de 50 mil meticais de resgate, no bairro de Malhampsene, no município da Matola. 

A vítima é esposa de um dos indiciados, que segundo ele praticou o crime porque precisava de dinheiro para uma dívida de 40 mil meticais que contraiu junto à sogra, tendo sido burlado o valor em causa. Para tal e com a ajuda dos amigos, efectuaram uma série de chamadas à sua esposa informando sobre o suposto sequestro.  

“Quando eu fui burlado o valor tive receio de contar à minha esposa e à minha sogra. Agi no impulso e não pensei nas consequências. Arrastei os meus amigos para caírem nessa mentira”, explica o cabecilha do falso sequestro. 

Segundo explica, os amigos desempenharam o papel de persuasão, ou seja, tinham a missão de ligar para a sua esposa para exigirem o valor de resgate. Os amigos confirmam o seu envolvimento, mas negam que do crime teriam alguma recompensa.

“O meu papel era de efectuar chamadas. Fi-lo para ajudar o meu amigo e não sabia que poderia terminar no estado em que me encontro. O SERNIC encontrou-me em Malhampsene onde exerço a minha actividade como mototaxista e fui recolhido para as celas”, explica um dos falsos sequestradores.

O terceiro indiciado anota que o suposto sequestrado, responsável por orquestrar todo o crime, garantiu-lhes que nada iria acontecer com eles, pois após receberem o dinheiro de resgate, duas semanas depois devolveria o valor à sogra e tudo voltaria à normalidade. 

Segundo a porta-voz do SERNIC, Judite Alexandre, a detenção dos três indivíduos foi graças à denúncia anónima, tendo de seguida apurado a veracidade do caso. ‎Em relação ao caso da jovem sequestrada em Marracuene, cujos vídeos circulam nas redes sociais, o SERNIC confirma o caso e diz já estar a trabalhar o seu esclarecimento.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou sábado, em Nampula, que a criatividade e a determinação dos jovens moçambicanos constituem “o coração de Moçambique que se renova”, ao encerrar a XI Edição da Gala Nacional do Prémio Jovem Criativo. Na ocasião, o Chefe do Estado considerou a Gala Nacional do Prémio Jovem Criativo uma das principais plataformas de promoção do talento e do potencial transformador da juventude no país.

Segundo o Presidente Chapo, a Gala, com mais de dez anos de existência, “tem vindo a afirmar-se como símbolo da criatividade, da inovação e do empreendedorismo juvenil”, evidenciando a capacidade do jovem moçambicano em transformar desafios em conquistas.

O governante ressaltou que, em todo o território nacional, emergem “exemplos inspiradores de jovens que, movidos pela determinação e pela fé, pela esperança e nas suas capacidades e, muitas vezes, com recursos próprios e mesmo sem recursos, criam negócios, desenvolvem tecnologias e prestam serviços que melhoram a vida das suas comunidades”.

Nesta edição, o Chefe do Estado realçou o compromisso do Governo em identificar, promover e premiar talentos nas áreas do empreendedorismo, inovação tecnológica e criação artística. “Queremos que este evento vá além do reconhecimento público.

Queremos que seja um grito de motivação nacional”, observou, defendendo a união de famílias, escolas, empresas e instituições para garantir ambientes que permitam aos jovens desenvolver plenamente as suas capacidades.

O Chefe do Estado sublinhou que a Gala representa “a afirmação do poder transformador da juventude moçambicana”, servindo também para distinguir pessoas e instituições que contribuem de forma decisiva para o empoderamento juvenil. Considerou o evento um tributo a quem “acredita, investe e caminha, lado a lado, com os jovens”.

O Presidente da República reconheceu que a juventude enfrenta hoje fortes pressões económicas, mas destacou que as adversidades também fazem nascer oportunidades para inovar e construir novos caminhos. Garantiu que o Governo está empenhado em implementar um novo paradigma de resposta integrada aos desafios da juventude, centrado em acções concretas com impacto real. 

Com a maioria da população composta por jovens, o governante reiterou que políticas públicas e programas estruturantes estão a ser orientados para colocar a juventude no centro do desenvolvimento nacional.

Entre as iniciativas mencionadas está o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), que reserva 60 por cento dos seus recursos para jovens, e o Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis 2025, com taxas bonificadas entre cinco por cento e sete por cento. Para o estadista, “esta iniciativa representa mais do que um apoio financeiro, é uma demonstração clara da confiança do Governo no talento, na capacidade e na visão empreendedora da juventude moçambicana”.

O Presidente Chapo anunciou que, a partir do primeiro trimestre de 2026, arrancam novas fases dos programas “Meu Kit, Meu Emprego” e “Emprega”, destinados a expandir oportunidades de geração de renda e emprego para jovens entre 18 e 35 anos. Segundo frisou, “cada programa, cada fundo e cada acção traduzem o comprometimento do Governo em criar condições para que o jovem moçambicano seja gerador de riqueza, de inovação e de transformação social”.

Ademais, reforçou que a base do desenvolvimento juvenil se encontra nos distritos, onde vivem mais de 12 milhões de jovens. Defendeu que “nenhum jovem deve passar despercebido” e saudou o distrito da Moamba pela valorização dos seus vencedores locais. Nesta edição, 7.419 jovens participaram no concurso, avaliados por 865 jurados das fases distrital, provincial e nacional, o maior número da história do prémio.

O Presidente moçambicano agradeceu ao júri nacional, liderado por Salimo Abdula, e apelou a uma maior mobilização de parceiros públicos e privados para reforçar a premiação. Incentivou também o Ministério da Juventude e Desporto a criar uma base de dados dos vencedores e a ampliar a participação destes nas Bienais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Aos concorrentes, deixou três mensagens centrais: todos são vencedores pela determinação de participar; devem manter resiliência e foco; e continuar a ser pilares do desenvolvimento nacional. Enfatizou que são os jovens que transformarão desafios em oportunidades, ideias em realizações e sonhos em progresso concreto.

Após agradecer aos patrocinadores, o Presidente Daniel Chapo incentivou os jovens premiados a aproveitarem plenamente os recursos recebidos. “Através dos 150 mil meticais, se um jovem for concentrado, com determinação, com foco, com resiliência e espírito empreendedor, não há margem de dúvidas que daqui a mais uns  anos estaremos a observar grandes empresários moçambicanos que nasceram desta iniciativa”, assinalou.

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