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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, neste sábado, o Tribunal Judicial da província de Nampula. Chapo considera que a infra-estrutura representa um passo decisivo para a melhoria das condições de trabalho das instituições judiciárias e o acesso à justiça por parte do povo. 

Durante o seu discurso de inauguração do Tribunal Judicial de Nampula, na província com o mesmo nome, Daniel Chapo destacou os desafios que a província enfrenta na área da justiça. 

“A Província de Nampula enfrenta grandes desafios como a demanda processual, criminalidade organizada e transnacional, destacando-se o tráfico de drogas, órgãos e seres humanos, branqueamento de capitais, exploração ilegal de recursos minerais, florestais e faunísticos, imigração ilegal, entre outros males”, disse o Chefe do Estado. 

Todos os problemas, segundo Chapo, poderão agora ser resolvidos, com a implantação do novo tribunal, visto que, vai contribuir para a celeridade processual, “considerando que esta é a província com maior densidade e, por conseguinte, onde mais se procura os serviços judiciais”. 

O Presidente da República apontou que é preciso restaurar a confiança pública e garantir justiça, através da implementação de medidas efectivas de combate a corrupção dentro do sistema judiciário. 

Chapo destacou, por isso, a necessidade de adopção de mecanismos de  prevenção e combate à corrupção, assegurando  maior transparência nos processos judiciais, o fortalecimento das inspecções e a eficácia das  investigações conduzidas pelas entidades  competentes.

O Mais Alto Magistrado da Nação diz que Moçambique entra numa nova etapa de consolidação da justiça com a inauguração do Tribunal Judicial da Província de Nampula, um marco que considera coerente com o actual ciclo de reforço da legalidade e combate à corrupção no país.

“Voltamos a reunir-nos em evento solene com o Poder Judicial”, afirmou, sublinhando a continuidade institucional do esforço iniciado no Dia da Legalidade e na Conferência Nacional sobre o Combate à Corrupção.

Ao apresentar o novo tribunal como um edifício “imponente, resiliente e moderno”, o Chefe do Estado destacou que a obra representa “um passo decisivo para a melhoria das condições de trabalho das instituições judiciárias” e que reforça directamente o acesso à justiça para milhões de cidadãos. Observou ainda que, em Nampula, “a missão está sendo cumprida com sucesso”, numa província cuja população exige maior capacidade de resposta do sistema judicial.

O estadista recordou que Nampula é uma das províncias mais pressionadas por fenómenos criminais complexos, entre os quais “o tráfico de drogas, órgãos e seres humanos, branqueamento de capitais, exploração ilegal de recursos minerais, florestais e faunísticos, imigração ilegal”. A implantação do novo tribunal, frisou, constitui “mais um passo concreto” para garantir celeridade processual e fortalecer o combate à criminalidade organizada.

Com o lema “Prevenção e Combate à Corrupção no Sector Judiciário” a marcar a cerimónia, o Presidente Chapo recuperou as conclusões da recente Conferência Nacional sobre o tema, da qual emergiu a “Declaração de Maputo sobre o Combate à Corrupção”.

Sublinhou que “a integridade e a confiança pública são pilares fundamentais” para a estabilidade e segurança do país, destacando que nenhum órgão do Estado está “completamente imune” ao fenómeno.

Na sua intervenção de ocasião, o Chefe do Estado chamou atenção para o impacto directo da corrupção na credibilidade institucional, na justiça e no ambiente económico. Afirmou que o fenómeno provoca “perda de credibilidade”, gera “impunidade” e desestimula investimentos, lembrando que “os investidores, nacionais e estrangeiros depositam confiança num país onde não há corrupção”. 

O Presidente da República apresentou medidas concretas para prevenir e reprimir actos ilícitos no sector, defendendo maior transparência, fortalecimento das inspecções e capacitação contínua dos magistrados. Encorajou ainda instituições de ensino a reforçarem disciplinas de ética e integridade, bem como a criação de canais seguros de denúncia, garantindo: “Nós não queremos saber quem denunciou, para que não haja retaliação, vamos proteger os denunciantes”.

Outrossim, dirigiu uma mensagem directa aos operadores judiciários, desafiando-os a assumir uma postura exemplar na defesa do Estado de Direito. “Sem o judiciário, não há Estado de Direito Democrático”, afirmou, acrescentando que cabe ao sector demonstrar, pelo exemplo, que “o crime não compensa” e que a justiça firme é “o maior escudo da cidadania”. 

Reconhecendo que persistem limitações materiais e humanas no sector, o governante moçambicano garantiu que o Executivo continuará a actuar como “parceiro indissociável” do Poder Judicial, reforçando infra-estruturas, meios e condições de funcionamento.

Indicou que a inauguração de Nampula ocorre no ano do jubileu da independência nacional, simbolizando o compromisso de longo prazo com o fortalecimento das instituições.

No encerramento da cerimónia, o Presidente Daniel Chapo destacou que a entrada em funcionamento do novo tribunal representa mais do que uma obra concluída, simboliza o compromisso contínuo com uma justiça acessível, moderna e credível. Aliás, afirmou que o país “está a consolidar as bases de um Estado de Direito robusto”, reafirmando que o Governo continuará a fortalecer o sector judicial para que responda, com eficácia e transparência, às exigências de uma sociedade em crescimento.

O  Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos lançou, recentemente, o Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais, financiado pelo Banco Mundial e orçado em 150 milhões de dólares norte-americanos. Namapa, no distrito de Eráti, foi o primeiro ponto da implementação do projecto que vai chegar também à província da Zambézia.

As obras de construção do reservatório apoiado (tanque de água), com capacidade para dois mil metros cúbicos, equivalentes a dois milhões de litros de água, decorrem a um ritmo satisfatório em Namapa, na vila de Eráti, província de Nampula. 

O reservatório integra o futuro Sistema de Abastecimento de Água de Namapa, composto por captação, Estação de Tratamento de Água, Centro Distribuidor, conduta adutora e rede de distribuição, infra-estrutura edificada de raiz no âmbito do Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais.

No terreno, é visível o trabalho coordenado entre o empreiteiro, a fiscalização e as equipas técnicas que se dedicam à edificação deste sistema moderno e resiliente. Quando concluído, a primeira e segunda fases,  o empreendimento irá garantir água potável a 74.749 pessoas, transformando significativamente o panorama socioeconómico de Eráti, em particular, e de Namapa, no seu conjunto.

A melhoria no acesso à água segura representa, igualmente, um contributo directo para a saúde pública e para a qualidade de vida dos beneficiários.

O Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais, financiado pelo Banco Mundial, possui um orçamento global de 150 milhões de dólares norte-americanos. Trata-se de uma iniciativa do Governo de Moçambique, implementada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, através de duas entidades de nível central: a Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento e a Administração de Infraestruturas de Água e Saneamento – Instituto Público (AIAS-IP).

Nas províncias de Nampula e Zambézia, o projecto conta, adicionalmente, com o apoio das respectivas Direcções Provinciais das Obras Públicas.

Pequenos agricultores denunciam deslealdade na venda por estrangeiros

Sequestradores agridem, torturam e filmam uma vítima de rapto enquanto esta pede ajuda a familiares para que paguem o resgate exigido pelos malfeitores. 

Os vídeos que começaram a circular este sábado, mostram uma mulher identificada como Fazila Amade, esposa de um empresário, raptada no mês de Setembro passado, no distrito de Marracuene, Província de Maputo. 

Nas imagens com aparência fragilizada, é agredida pelos sequestradores enquanto pede socorro e ajuda aos seus familiares para que paguem o resgate que os malfeitores exigem. 

Mesmo aos gritos as agressões tanto físicas quanto psicológicas não cessam. Num dos vídeos a vítima aparece completamente acorrentada,apenas de calças e  com o tronco exposto e num outro vídeo está amordaçada e a sangrar. 

A STV entrou em contacto com o Serviço Nacional de Investigação Criminal que reconhece a veracidade dos factos, garante estar a trabalhar em coordenação com a família para esclarecer o caso desde que Fazila foi sequestrada, mas diz que não pode prestar declarações enquanto o crime não for esclarecido. 

Este é um caso que vem à tona, três dias depois de a Primeira Ministra ter revelado que apenas um caso de rapto registado este ano ainda não tinha sido esclarecido. 

Segundo Benvida Levi, dos 10 casos de rapto ocorridos este ano, nove tiveram desfecho e as vítimas já se encontram no convívio familiar. 

A questão que fica é: será este o caso que não teve desfecho? 

Três pessoas morreram na madrugada deste domingo, em dois acidentes de viação registados em pontos próximos da Praça dos Heróis, na Cidade de Maputo. 

Duas das vítimas morreram na Avenida Acordos de Lusaka, há cerca de 500 metros da Cripta dos Herois, possivelmente atropeladas. Do acidente pouco se sabe, pois testemunhas dizem ter se apercebido do sinistro quando amanheceu e se aperceberam dos corpos estatelados na estrada. 

“Aconteceu de madrugada, vieram me acordar por volta das cinco horas, a dizerem que tinham corpos aqui na estrada, viemos ver a pensar que fossem vizinhos, mas vimos que não são daqui perto”, contou Alice Cossa, uma testemunha. 

Os corpos foram retirados do local por volta das oito horas e as circunstâncias em que tudo aconteceu, pouco se sabe, uma vez que o sinistro aconteceu de madrugada, com pouco movimento nocturno associado ao mau tempo que se faz sentir na capital do país. 

No local, mesmo após a retirada dos corpos, nem a chuva que caia conseguiu apagar os  rastos deixados no asfalto.

Apesar da informação escassa, presume-se que as vítimas tenham sido atropeladas por uma viatura que encontrava-se há poucos metros adiante, no recinto da Praça dos Heróis. 

A viatura ligeira, despistou-se, invadiu o recinto da cripta e acabou por incendiar-se. Do carro, restou apenas sucata retorcida, chamando a atenção de curiosos e levantando ainda mais questões sobre o que terá provocado o acidente.

Contactada pelo “O País” a Polícia de Trânsito, na Cidade de Maputo, afirmou não dispor, de detalhes sobre o sinistro, mas confirmou que, ainda na mesma área, ocorreu um segundo acidente durante a madrugada, por volta das 3h30.

De acordo com a porta-voz, Joaquina Langane, o acidente ocorreu “no cruzamento das avenidas FPLM e Rua da Soveste, um veículo ligeiro que seguia no sentido Praça dos Combatentes–Praça dos Heróis tentou virar à esquerda quando foi embatido na traseira esquerda pela dianteira de outra viatura. O choque resultou em um óbito, dois feridos graves, dois ligeiros e avultados danos materiais”.

No total, são dois acidentes registados num raio de poucos metros e num intervalo de poucas horas, deixando um rasto de três mortos e feridos. A Polícia de Trânsito promete disponibilizar mais detalhes assim que as investigações em curso forem concluídas.

Moradores e automobilistas, na KaTembe e no Zimpeto exigem a retoma das obras das estradas que ligam a Rotunda ao Centro de Saúde de Incassane e da rua do rio Revué, na cidade de Maputo. Falam de constrangimentos às viaturas e de problemas à saúde, devido a poeira e paralisação dos trabalhos.  

A estrada da subida de Chamissava, no distrito municipal Katembe, cujas obras de pavimentação iniciaram na Rotunda e deveriam terminar no centro de saúde de Incassane, segundo ilustrava a placa que havia sido montada neste local. 

O troço de 3.2 quilômetros deveria ter sido concluído em Agosto de 2023, mas o que se vê até agora, são apenas 2 quilômetros pavimentados e automobilistas a somarem prejuízos, segundo contaram a nossa equipa de reportagem. 

“Nós passamos dificuldade de verdade, porque tem muitas covas e há muita gente lá mais adiante para o cemitério, mas os carrinhos que nem minibus  não vão até lá. Devido a este problema, a suspensão das nossas viaturas fica danificada”, contou Emmanuel Nhanza, automobilista.

O que agrava a preocupação dos automobilistas é o facto de há dez dias, o edil da cidade de Maputo, Rasaque Manhique ter anunciado o troço entre o rol das vias completamente pavimentadas. 

“Foram reabilitadas e pavimentadas mais de vinte vias, entre elas, a rua Marien Maqueba, avenida 24 de Julho e a rua da subida de Chamissava, reforçando a ligação entre bairros e melhorando a mobilidade”, disse o edil, nas celebrações do dia da Cidade Maputo. 

Porque não é o que se vê no terreno, os automobilistas exigem a retoma dos trabalhos até ao local ora prometido. 

“ Essa situação é péssima, porque já está parada há bastante tempo, já deveria ter terminado a estrada, mas devido ao que não se sabe, até aqui não há nenhuma satisfação.”, lamentou José Nhampossa, outro automobilista.

Além de danos às viaturas,  a saúde está também comprometida devido à poeira. 

“Só para ver, se não chove, olhamos a beira da estrada, para as árvores, aí fica colado de poeira aquilo ali, agora nós temos que pensar em nós próprios, já que as árvores, as plantas ficam assim, em nós por dentro, como é que estamos? estamos a correr risco tuberculoso, essas coisas”.

As obras estão avaliadas em mais de  65 milhões de meticais. 

Situação similar assiste-se na rua do Rio Revué, onde os automobilistas dizem -se traídos pelo Município de Maputo, por ter prometido pavimentar este troço de 1 quilômetro e meio, porém, os trabalhos decorrem a meio gás. 

As obras arrancaram em Agosto de 2024 e deveriam ter sido concluídas em nove meses, entretanto, um ano e três meses depois, o que se vê no terreno, é apenas um troço de menos de meio quilômetro pavimentado e obras abandonadas. 

“De facto, nós quando vimos aquelas obras ali, ficamos satisfeitos, dissemos, pronto, esta via alternativa ia nos ajudar, mas vimos depois, só esse pequeno troço e terminou aqui. A gente ficou sem entender se é o dinheiro que acabou, não sabemos, de facto é uma situação difícil. Chegaram aqui, encontraram a estrada,estava numa posição que até a gente já havia habituado, só cavaram, desapareceram, depois reapareceram, então cavaram de novo, fizeram só esse trecho.”

Por aqui, os automobilistas devem inovar em manobras, para fazer face aos montões de área que danificam as viaturas. 

“ Vejo que isso aqui talvez foi uma burla para o governo, prometeram que essa estrada ia até lá na escola secundária, mas até agora nenhuma coisa avançou. Os carros interam, porque esta via aqui é alternativa em relação a avenida de Moçambique, porque no mercado tem engarrafamento”

Os automobilistas que usam esta via como alternativa para não enfrentar o congestionamento, na Estrada Nacional Número 1 dizem-se prejudicados. 

As obras da estrada da rua do Rio Revué estão orçadas em 113 milhões de meticais. 

Para reagir aos assuntos, a nossa equipa de reportagem contactou o gabinete de comunicação e imagem do município de Maputo, mas não teve sucesso. 

 

A estrada Matambo-Songo, na província de Tete, será entregue à População até o segundo trimestre de 2026. A infraestrutura de 117 quilômetros é financiada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa e vai servir para o transporte de equipamentos de reestruturação da central, bem como dinamizar a economia regional.

50 anos depois, a Hidroelétrica de Cahora Bassa vai renovar e modernizar os seus equipamentos de produção de energia, no âmbito do plano de investimento denominado Capex Vital.  

O programa, a ser implementado durante 10 anos, cujas intervenções decorrem desde o ano passado, vai culminar com a reabilitação da Central Sul, subestações, barragem e infra-estruturas associadas e uma dessas infraestruturas é a Estrada Matambo–Songo, via essencial para o transporte de equipamentos, bens e pessoas, degrada há mais de 40 anos.

Trata-se da estrada número 301, que liga os distritos de Marara e Cahora Bassa, na província de Tete,  com uma extensão de 117 quilômetros. 

Por ali serão transportados os equipamentos, de grande tonelagem, a serem usados durante a modernização da HCB, para além de beneficiar as empresas que operam na região, como as do ramo mineiro, no escoamento de carvão  e de outras cargas. Para isso foi necessária uma atenção especial na qualidade da infraestrutura. 

A nossa reportagem esteve no local e conversou com o Engenheiro Ilídio Tembe, Director de Procurement e Logística na HCB, que nos explicou sobre as especificações da estrada. 

“Esse projecto irá demandar de transporte de mercadorias de grande tonelagem, por exemplo, transformadores, peças para os grupos geradores. Esses equipamentos têm requisitos de transporte muito exigentes. Têm tolerância para o seu transporte, além do volume, do peso dos mesmos. O fiscal, nesse caso, a COTOP, foi a empresa que desenhou as especificações da estrada. Os empreiteiros têm laboratórios próprios que foram certificados pelo Laboratório de Engenharia de Moçambique, para a sua implementação e temos tido um controlo de qualidade quase permanente do lado do fiscal”, explicou.

Questionado sobre a consistência e qualidade da obra, o coordenador técnico do projecto, Daniel Tinga, disse: “É preciso que, no final, seja assegurado que tenha um revestimento em betão-betuminoso na via e que possa oferecer um conforto tanto para quem conduz,  mas também oferecer condições seguras e minimizar os transtornos de manutenção durante o período de vida útil”.

A reabilitação da estrada EN 301, incluiu a criação de um novo traçado que substituiu o antigo, conhecido por quilômetro 18, atravessando agora os distritos de Changara, Marara e Cahora Bassa, tornando a via crucial para a mobilidade na região.  

O novo desvio, que liga a EN 301 a EN7, Tete-Chimoio, traz uma facilidade na circulação de viaturas diversas, encurta distâncias e valoriza os empreendimentos ao longo da via. 

Tembe reconhece o impacto desta para a empresa que representa, mas reconhece mais ainda a utilidade pública que esta representa no cumprimento do compromisso de desenvolvimento da província de Tete.

“Essa estrada será uma mais-valia socioeconômica tanto para a HCB como para o povo, de um modo geral, porque terá uma estrada com condições de acesso muito boas, com condições de segurança muito boas e irá reduzir o tempo de circulação que actualmente existe entre as diversas comunidades, assim como de Songo para Tete”. 

Apesar dos desafios, os empreiteiros prometem entregar as obras no tempo e na qualidade previstos. É que, durante as obras houve troços em que populações tiveram que ser reassentadas, um processo que, de acordo com a empresa, foi conduzido com transparência, envolvendo as lideranças (desde locais a distritais) no cálculo e pagamento de compensações.  

Sobre o cumprimento dos prazos, Eduardo Mondlane, Encarregado de Obra, representante do Empreiteiro JJR, fala de reforço de equipamentos e consequentemente rapidez na execução. 

“Vamos ter a capacidade tripla de fornecimento de materiais betuminosos, vai reforçar, de certa forma, a execução das obras. O que pretende aqui é uma estrada que tenha uma vida útil de 20 anos, a gente projectou a estrada nesse sentido e estamos executando exatamente a estrada para aguentar esse período”.

A fiscalização garante estar atenta a cada etapa de construção da estrada, envolvendo o dono da obra e o seu parceiro, a Administração Nacional de Estradas, ANE e apresentando relatórios e exigindo correção de falhas detectadas, sempre que verificadas.

O PROJECTO CRIOU CERCA DE 700 NOVOS POSTOS DE TRABALHO

A estrada de 117 quilômetros está dividida em dois troncos e dois empreiteiros: o primeiro troço, sob responsabilidade da Chico, orçado em mais de 2.3 mil milhões de meticais, o segundo troço de 67 km, ao encargo da JJR, orçado em cerca de três mil milhões de meticais.

As obras, iniciadas em Janeiro deste ano, estão a mudar o ritmo de vida de toda a região. É que foram criados 680 postos de trabalho directos, dos quais 90% são ocupados por pessoas locais, e cerca de 3.400 beneficiam-se indirectamente das actividades ligadas ao projecto.

Carlos Pereira, mecânico de profissão, e Tereza Domingos, cozinheira de formação, ambos contratados no âmbito do projecto, têm algo em comum: é que deixaram as suas actividades que lhes rendia pouca e inconsistente renda mensal, para abraçar as obras  tarefas desconhecidas.

Os dois sentem o desafio do dia a dia, mas sentem que a cada dia melhoram e já pensam em investir na formação para trabalhar nas obras, não apenas pelo rendimento, também pelo privilégio de “me sentir a fazer algo importante para a minha província”, dizem. 

Apesar de apenas 30% das obras já estarem concluídas e o impacto do investimento, de mais de seis mil milhões de meticais, é visível. No transporte de passageiros, comércio formal e informal. 

Ao longo da via é possível notar pequenos negócios montados, que antes era impraticáveis naquela zona, como conta Ana Paula Baptista.

O cruzamento dos 18 quilômetros ficava muito distante. Tínhamos que preparar os nossos bolos e ir até lá, levávamos muito tempo. Lá muitos tinham lugares onde vendiam e com a construção desta estrada, tivemos oportunidades para fazer estes negócios”.

Entre os que mais celebram as melhorias estão os mototaxistas. Com a estrada em melhor estado, as viagens são mais rápidas e seguras. E falando em Rapidez, a estrada Matambo–Songo deverá reduzir o tempo de viagem em mais de 60% e melhorar significativamente a segurança rodoviária.

A previsão de entrega da estrada é do segundo trimestre de 2026.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, neste sábado, o Tribunal Judicial da província de Nampula. Chapo considera que a infra-estrutura representa um passo decisivo para a melhoria das condições de trabalho das instituições judiciárias e o acesso à justiça por parte do povo. 

Durante o seu discurso de inauguração do Tribunal Judicial de Nampula, na província com o mesmo nome, Daniel Chapo destacou os desafios que a província enfrenta na área da justiça. 

“A Província de Nampula enfrenta grandes desafios como a demanda processual, criminalidade organizada e transnacional, destacando-se o tráfico de drogas, órgãos e seres humanos, branqueamento de capitais, exploração ilegal de recursos minerais, florestais e faunísticos, imigração ilegal, entre outros males”, disse o Chefe do Estado. 

Todos os problemas, segundo Chapo, poderão agora ser resolvidos, com a implantação do novo tribunal, visto que, vai contribuir para a celeridade processual, “considerando que esta é a província com maior densidade e, por conseguinte, onde mais se procura os serviços judiciais”. 

O Presidente da República apontou que é preciso restaurar a confiança pública e garantir justiça, através da implementação de medidas efectivas de combate a corrupção dentro do sistema judiciário. 

Chapo destacou, por isso, a necessidade de adopção de mecanismos de  prevenção e combate à corrupção, assegurando  maior transparência nos processos judiciais, o fortalecimento das inspecções e a eficácia das  investigações conduzidas pelas entidades  competentes.

Face às previsões meteorológicas avançadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Instituto Público (INAM-IP), que indicam a probabilidade de ocorrência de chuvas moderadas à fortes na região Sul e Centro do País, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hidricos (DNGRH) avisa que para as próximas 48 horas, as cidades de Maputo, Matola e Beira poderão registar inundações urbanas de magnitude moderada, devido à| acumulação de águas pluviais.

A Bacia Hidrográfica do Rio Maputo poderá superar o nível de alerta, inundar os campos agrícolas ribeirinhos e condicionar a transitabilidade rodoviária no posto administrativo de Catuane no distrito de Matutuine. Igualmente, a Bacia Hidrográfica do Rio Umbeluzi poderá registar incremento do volume de escoamento sem grandes impactos para as comunidades locais.

Face a esta situação, a DNGRH apela à sociedade em geral para a observância de medidas de evitar a travessia do leito dos rios Maputo e Umbeluzi e seus afluentes; aos automobilistas de veículos de suspensão baixa para a tomada de medidas de precaução ao se fazerem às ruas nos bairros periurbanos; acompanhamento da informação emitida pelas entidades competentes.

Pequenos agricultores e comerciantes emergentes dos distritos de Angónia, Tsangano e Macanga, na província de Tete, denunciam deslealdade na aplicação de preços dos produtos agrícolas por estrangeiros.

Manuel Chithatha  e Carlos António são dois potenciais agricultores do distrito de Angónia, na província de Tete. No momento, cada um deles guarda 15 toneladas de milho e sacos de soja reservados exclusivamente para venda.

Os dois agricultores denunciam deslealdade por estrangeiros  e empresas fomentadoras na aplicação de preços durante o processo de compra e venda.

Para os produtores e comerciantes emergentes, a situação agrava a  redução da margem de lucros e pedem intervenção das autoridades.

O governador de Tete, Domingos Viola, que falava durante o lançamento da campanha agrária 2025-2026, ouviu atentamente as preocupações dos produtores e exigiu aplicação de preços justos.

Devido ao impacto das mudanças climáticas na campanha passada, cerca de duas mil famílias camponesas ficaram directamente afectadas na província de Tete.

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