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O País – A verdade como notícia

Moçambique registou quase 500 casos de cólera, com três mortos, no novo surto de cólera no norte do país em dois meses e meio, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o último boletim diário da doença, da Direcção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de Setembro a 15 de Novembro, dos 491 casos de cólera, que incluem mais 40 infectados na última semana, 292 registaram-se na província de Nampula, com dois mortos, e 199 em Tete, que provocaram um óbito.

Desde Setembro passado, 284 dos doentes com cólera tiveram de ser internados em unidades sanitárias, onde permanecem actualmente três pacientes.

No surto anterior, com dados da Direcção Nacional de Saúde Pública de 17 de Outubro de 2024 a 20 de Julho deste ano, registaram-se 4.420 infectados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de pelo menos 64 mortos devido à doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai doar 3,5 milhões de doses da vacina contra a cólera a Moçambique, segundo anúncio feito a 22 de Outubro último pelo Presidente das República, Daniel Chapo, após uma visita à Suíça.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” no país até 2030, conforme plano aprovado a 16 de Setembro pelo Conselho de Ministros, numa acção avaliada em 31 mil milhões de meticais.

Lixo, águas estagnadas e mau cheiro caracterizam o mercado Cambinde, na cidade de Tete, depois das chuvas que caíram nos últimos dias. Vendedores e compradores pedem melhorias face à situação, que pode provocar várias doenças, dentre elas as diarreicas e cólera.

As chuvas que caíram nos últimos dois dias na cidade de Tete agudizaram o drama dos vendedores no terceiro maior mercado informal da cidade de Tete, o mercado Cambinde. Águas estagnadas por quase toda parte, alegadamente por falta de valas de drenagem, lixo acumulado a exalar mau cheiro, e alimentos expostos no chão e mal conservados caracterizam o local.

Os vendedores  manifestam o seu desagrado e acusam  a vereação dos mercados de inoperância. “Não está a fazer nada. Está a ver água, estamos a sofrer aqui. A água está a entrar na banca. Os clientes estão a fugir”, reclama um vencedor do mercado Cambinde.

O mesmo reclama pelas condições numa altura em que continuam a pagar a taxa municipal para os mercados. “Pagamos a taxa todos os dias. Assim, pagamos diariamente. Diariamente nos cobram 20 meticais de taxa. Estamos mal, e mesmo assim cobram. Com chuva e sem chuva estão a cobrar 20 meticais. No matope ou não, estão a cobrar”, lamenta.

A confecção e venda de alimentos também é feita em locais sem nenhuma observância das condições mínimas de saneamento e higiene, colocando em risco a saúde pública.

O mesmo sentimento também é partilhado pelos utentes do mercado, que pedem acções concretas para pôr fim ao drama a que estão sujeitos sempre que chove.

“Porque quando o mercado está bom, também os comerciantes vão tentar maneiras de vender num sítio bom para pagar a senha de cada dia. Deviam deixar a passagem de água para a água poder sair. A água não tem por onde sair”, lamenta um comprador.

Marcelino Lino é alfaiate e exerce a sua actividade no mesmo mercado Cambinde há quase dois anos. Alega que, sempre que chove, o problema retrai os clientes. “Desde de manhã até aqui não chegou nenhum cliente, só uma única cliente que chegou”, disse.

Sobre o assunto, a nossa equipa de reportagem contactou o Município de Tete, mas o chefe do Gabinete de Comunicação e Imagem fez saber que o vereador do pelouro de Mercados e Feiras está ausente. Contudo, prometeu pronunciar-se oportunamente.

O governo confirmou, esta terça-feira, que a única máquina de radioterapia de que o país dispõe voltou a avariar, no Hospital Central de Maputo, depois de reinaugurada no mês de Agosto, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse. 

“Infelizmente avariou e o trabalho agora é assegurar a recolocação  e o seu funcionamento por ser uma ferramenta  importante para o atendimento dos nossos concidadãos em saúde está a ser feito todo o esforço. ”

Inocêncio Impissa falava em respostas aos jornalistas, depois de mais uma sessão do Conselho de Ministros. 

Na ocasião, o porta-voz do Governo não confirmou que o filho da Governadora de Manica seja um dos envolvidos  na exploração mineira em Manica. Entretanto, afirma que todas as empresas que fazem exploração ilegal são sanciondas de igual forma. 

“Não sei de quem efectivamente são as empresas este detalhe ainda não nos chegou. A prioridade é tomar a medida e não saber de quem é, para que cumpra as regras impo”, disse Impissa.

O capitão-tenente na reserva, Abdul Machava, diz que os ataques terroristas nas províncias de Nampula e Niassa eram previsíveis, pela sua localização, e as autoridades já deveriam estar posicionadas para reprimi-los. Já o pesquisador Tomás Queface afirma que as incursões visam distrair e dispersar as forças de defesa e segurança.

Depois da Reserva do Niassa, o distrito de Memba, na província de Nampula, sofreu ataques terroristas.

O capitão-tenente na reserva, Abdul Machava, refere que o acto já era previsível, devido à proximidade linguístico-cultural das populações, e as autoridades deviam saber disso.

“As autoridades deviam estar já preparadas com elementos de serviço e de segurança dentro dessas comunidades, primeiro para servirem de elo de ligação entre as comunidades e as autoridades do Estado. Porque, como podem ver, segundo a reportagem mostrou, chegar àquelas zonas é um trabalhão. As condições das estradas, as condições das matas, o relevo em si oferece muita dificuldade de se atingir aqueles locais num determinado espaço de tempo. Daí que era necessário, exactamente, que os agentes que estivessem lá infiltrados dentro dessas comunidades pudessem ser os primeiros a dar informação credível, recolhendo informações também credíveis para as forças de defesa e segurança ou então para as autoridades devidas”, defendeu.

Ouvido, o pesquisador Tomás Queface concorda com Machava, sobre a necessidade de as autoridades estarem posicionadas nos pontos identificados como sensíveis a ataques, mas acrescenta que a sua ocorrência visa distração.

“Os ataques à província de Nampula geralmente fazem parte de uma estratégia dos insurgentes para distrair as operações das forças de defesa e segurança, cujas operações neste momento têm estado concentradas ao longo da costa de Macomia, particularmente em Mucojo e Quiterajo. Essas operações visam, na verdade, estender ou distrair as forças de defesa e segurança, tentando atrair para locais bem distantes e bem remotos.”

Por várias ocasiões, o Presidente da República desafiou as tropas a anteciparem-se e/ou prever alguns eventos criminosos.

Para Machava, embora exista vontade, a falta de comunicação eficiente no terreno impede que as forças estejam à frente dos criminosos.

“Enquanto não conjugarmos os esforços de informação credível, tanto pelo conhecimento militar como o Serviço de Segurança, e de outras forças de segurança que existem; enquanto não tivermos a capacidade de projecção de tropas especiais para fazer perseguição em tempo útil, então nós teremos muita dificuldade em debelar esses grupos, porque esses grupos atacam e fogem”, disse o Tenente-coronel. 

Queface foi mais longe. Fala da necessidade do reforço da relação entre civis e militares.

“É preciso haver um reforço do ponto de vista da comunicação e coordenação com as comunidades locais, porque elas são as primeiras a identificar as movimentações dos insurgentes e, por via disso, elas podem muito bem informar as autoridades militares e civis sobre essas movimentações e, assim, permitir uma resposta mais incisiva das nossas forças.”

Mais do que a relação militar-civil, o também pesquisador Marchal Monufredo defende o reforço dos mecanismos de diálogo entre várias entidades.

“Uma das coisas que desbloqueiam a acção de combate ao terrorismo é o próprio Governo americano, ao não aceitar a situação que está a acontecer naquele ponto do país.”

Se aceitarmos a situação de Cabo Delgado, vamos abrir canais. Esses canais que vamos abrir vão-nos permitir a reconciliação interna a partir da Frelimo, a partir da Renamo, e vamos acabar com as nossas mágoas e buscarmos a solução do conflito em Cabo Delgado”, defendeu o pesquisador.

A primeira incursão terrorista em Nampula foi no posto administrativo de Namapa, no distrito de Eráti, entre os dias 25 de Setembro e 8 de Outubro, tendo culminado com casas incendiadas e destruição de outras infra-estruturas públicas e privadas.

As autoridades governamentais da província de Nampula confirmaram ontem o assassinato de pelo menos três pessoas no distrito de Memba, em ataques nos últimos dias, atribuídos a supostos terroristas oriundos de Cabo Delgado. Plácido Pereira confirmou que, por causa dos ataques, as aulas também foram suspensas.

O secretário de Estado na província de Nampula chamou a imprensa, nesta terça-feira, para esclarecer os rumores à volta dos ataques armados protagonizados pelos terroristas em Memba, que mataram três pessoas, sendo duas decapitadas.

“Os ataques concentraram-se inicialmente no posto administrativo de Mazula, nos dias 14 e 15 [de Novembro], e avançaram, ontem, dia 17, para a sede do distrito de Memba, incluindo as localidades de Chipene e Baixo Pinta”, confirmou ontem o secretário de Estado na província de Nampula.

Plácido Pereira acrescentou que, durante as acções, os atacantes incendiaram 101 casas de populares, viaturas, uma moageira e raptaram alguns cidadãos.

“Presentemente, contabilizam-se três mortos, mas ainda não são dados definitivos”, disse ainda Plácido Pereira.

De acordo com o secretário de Estado, aproximadamente 200 famílias encontram-se acolhidas no distrito vizinho de Eráti, também em Nampula, que dista 106 quilómetros de Memba, e outras 40 em Nacarôa, a 76 quilómetros de distância, havendo também deslocados em Nacala-a-Velha e Nacala-Porto.

A instabilidade levou ainda à suspensão de vários projectos públicos em Memba, incluindo a construção de um centro de saúde e o sistema de abastecimento de água do distrito.

“As aulas também foram interrompidas. As Forças de Defesa e Segurança permanecem no terreno e realizam operações para restaurar a ordem. As operações estão a ser realizadas e espera-se que, num espaço curto de tempo, possamos voltar à normalidade”, declarou o secretário de Estado, garantindo que o Governo, em coordenação com parceiros de cooperação, tem mobilizado assistência humanitária através do Instituto de Gestão de Calamidades (INGC), para assistir os deslocados de Memba.

A ONU estimou, nesta terça-feira, que cerca de 128 mil pessoas tenham fugido, numa semana, das povoações de Lúrio e Mazula, no distrito de Memba, na província de Nampula, após ataques de grupos extremistas.

De acordo com um relatório de actualização do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), os ataques coordenados de grupos armados não Estatais desde o dia 10 de Novembro intensificaram-se nos distritos de Memba e Eráti, na província de Nampula.

Segundo a agência da ONU, os primeiros relatos indicam que algumas casas, incluindo uma escola, foram incendiadas, propriedades foram saqueadas e civis mortos, feridos ou sequestrados: “Estão em curso deslocamentos populacionais, estima-se que 80% da população de Lúrio e Mazula (aproximadamente 128 mil pessoas) tenha fugido para áreas de mata próximas ou para outros distritos”.

Ainda de acordo com o documento da ONU, “o medo de novos ataques e a persistente insegurança continuam a desencadear novos movimentos, à medida que se espalham rumores da presença de grupos armados não estatais pelas áreas afectadas”.

O OCHA descreve ainda que informações no terreno relatam movimentos populacionais significativos em todo o distrito de Memba, com moradores de bairros vizinhos a concentrarem-se em Lúrio sede, enquanto algumas famílias atravessam o rio Lúrio em direcção ao distrito de Mecúfi, na província de Cabo Delgado, que enfrenta a violência armada desde Outubro de 2017, particularmente nas aldeias de Munariki e Natuco.

 

O Governo aprovou hoje a resolução sobre a retoma do projecto de gás natural liquefeito, em Cabo Delgado. O executivo vai realizar uma auditoria, para apurar os custos originados durante o período da Força Maior. 

Depois da Total Energies ter declarado Força Maior, no mês passado, o Governo esteve reunido, esta terça-feira, e aprovou a resolução para a retoma do projecto de exploração de gás natural liquefeito, na provincia de Cabo Delgado, que foi paralisado em 2021, devido a insegurança causada pelo terrorismo.  

“A Resolução determina a realização e validação, pelo Governo, de uma auditoria aos custos incorridos durante o período da Força Maior, para posterior aprovação da Adenda ao Plano de Desenvolvimento do projecto, e assegura que o Governo acompanhe a implementação do projecto nas diversas matérias transversais”, avançou, neste terça-feira o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa. 

Na habitual reunião das terças-feiras, o executivo aprovou o decreto que cria uma única entidade de gestão de água, ou seja, extinguiu a Águas  da Região Metropolitana de Maputo, a Águas da Região Sul, do Centro e do Norte e aprovou o decreto que cria a Águas de Moçambique. 

“A extinção das sociedades comerciais Águas das Regiões Sul, Centro e Norte, enquadra-se no processo de reestruturação do subsector de água, visando promover a sustentabilidade na gestão do serviço público de abastecimento de água, e melhorar a qualidade e disponibilidade do serviço ao consumidor”, explicou Impissa.

O executivo de Daniel Chapo apreciou e aprovou ainda o decreto que classifica os bens e locais históricos, declarados Património da Luta de Libertação Nacional, um passo que, segundo o ministro da Administração Estatal e Função Pública, visa garantir a protecção, preservação e valorização do património da Luta de Libertação Nacional, aprovou o decreto que integra a estrada de acesso ao Porto da Beira, ao conjunto das estradas concessionadas à Rede Viária de Moçambique (REVIMO).

O Conselho de Ministros aprovou também a resolução que autoriza os Ministros que superintendem as áreas das Finanças e das Comunicações e Transformação Digital a constituir uma equipa técnica para negociar, em ajuste directo, com a Sociedade Escopil Internacional, Lda e SGS-Sociéte Générale de Surveilance, SA, os Termos da Concessão a ser estabelecida pelo Governo da República de Moçambique e a Sociedade Concessionária, na forma de Parceria Público-Privada para a manutenção e modernização do Sistema da Janela Única Electrónica (JUE).

Ainda nesta sessão o Governo anunciou que poderão ser avaliados mais de 2 milhões de alunos, nos exames finais deste ano, em 17 mil centros e garantiu que os livros escolares para o ano lectivo 2026 já estão a ser distribuídos, em todo o país. 

Dez pessoas morreram, na sequência de um acidente de viação, ocorrido ontem, envolvendo um veículo pesado de  passageiros de marca Toyota e outro pesado de mercadorias de marca  Hino, no Posto Administrativo de Namaita, em Nampula. Os óbitos incluíram os motoristas das duas viaturas e apenas uma pessoa sobreviveu. 

O acidente ocorreu ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1) e causou danos materiais avultados. Segundo o comunicado do INATRO, do trabalho preliminar realizado, constatou-se que, na altura dos factos, o veículo pesado  de passageiros seguia no sentido Cidade de Nampula–Murrupula, chegado ao local do  sinistro, embateu violentamente no veículo pesado de mercadorias, que circulava no  sentido oposto. 

Ainda  na segunda-feira, um outro acidente,  na província de Tete, distrito de Changara, povoado de Chicombende, envolvendo um veículo  pesado de passageiros, de marca Yutong e um ciclomotor, resultou em uma morte e um ferido grave. 

O INATRO reitera o  apelo para o cumprimento rigoroso das regras de trânsito, de modo a reduzir a  sinistralidade rodoviária e preservar vidas humanas.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu, hoje, Luís Sousa Sequeira, Embaixador de Timor-Leste acreditado em Moçambique, numa visita oficial à Missão.

 O Embaixador reuniu-se com o Comandante da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, que apresentou os objetivos e as principais atividades em curso da Missão.

 Segundo o comunicado da Missão da União Europeia em Moçambique, a presença do Embaixador de Timor-Leste sublinha o carácter internacional da EUMAM MOZ e reforça a importância de dar a conhecer o trabalho, os resultados e o impacto da Missão a parceiros para além do enquadramento da União Europeia.

 A EUMAM MOZ é uma missão não executiva com um mandato até junho de 2026. A EUMAM MOZ apoia as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) com o objetivo de reforçar a sustentabilidade das Forças de Reação Rápida (QRF) de Moçambique, integrando-as num ciclo operacional robusto e autónomo.

Três jovens estão detidos em Bilene, na província de Gaza, indiciados por assassinar o próprio pai de 62 anos de idade. Os suspeitos confessaram o crime e alegam que o finado se recusou a pagar uma dívida de 1800 meticais e acusam-no de feitiçaria.

Um crime brutal chocou residentes do bairro Dzeve, em Bilene, na noite de segunda-feira. Um homem de 62 anos de idade foi encontrado ensanguentado e estatelado no chão da sua residência, com uma catana crivada na cabeça e mais de cinco perfurações em várias partes do corpo.
Vizinhos falam de uma convivência conturbada entre o malogrado e seus três filhos, que são os principais suspeitos do crime.

“Estamos todos chocados com este crime. Eles viviam em confusão, mas não esperávamos que terminasse em tragédia, e exigimos que o assunto seja investigado, para que os envolvidos sejam responsabilizdos”, disse uma fonte ao “O País”.

Detidos na vila da Macia, os filhos do finado com idades entre 20 a 29 anos confessam o crime. O mais novo diz ter agido como forma de pressionar o pai a pagar uma dívida antiga de 1800 meticais.
“Matei o meu pai porque não aceitava me pagar o meu dinheiro de 1800 meticais, que me deve há anos”, disse.
Já os dois irmãos mais velhos contam ter agredido e catanado o próprio pai sob acusação de feitiçaria.

“A minha vida não anda. Quando eu tento procurar nos curandeiros, as coisas não saem, por causa do meu pai”, disse um dos indiciados.

Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, o crime ocorreu dentro da casa da vítima durante uma discussão familiar.

“O mais velho disse que ele foi a casa do pai apenas para tirar satisfações com ele, porque a vida dele não anda bem. Quando procura emprego, não apanha, e  quando a  sua esposa tenta engravidar,  a gravidez desfaz-se. Disse ainda que quando tentou procurar por vias de curandeirismo, foi dado indicações de que o pai estaria por detrás dessas acções”, avançou o porta-voz da Polícia.

Júlio Nhamussua acrescenta ainda que o filho do meio confessa o crime e diz ter sido o primeiro a levantar a catana e a desferir os golpes. “Deu o primeiro golpe e o segundo, e diz que fez isso porque o  pai lhe estava a dever um valor de 1800 meticais. Então, foi lá na intenção de cobrar a dívida, mas o pai não estava disposto  a pagar essa dívida”. 

Nhamussua disse ainda que correm investigações para apurar o possível envolvimento de outros membros da família.
“Nós como Polícia já fizemos aquilo que nos compete, que é a neutralização deles, e vamos submeter a quem é de direito para posterior responsabilização, caso se apure a indiciação de cada um desses elementos”. 

Neste ano, mais de 20 pessoas foram assassinadas, e mais da metade por suposta feitiçaria nos distritos de Bilene, Chongoene e Limpopo.

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