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O País – A verdade como notícia

O Serviço Provincial de Saúde de Nampula (SPS) lançou, recentemente, um alerta à população e aos órgãos de comunicação social sobre o aumento significativo de casos de malária e outras doenças sazonais, à medida que se aproxima ao auge da época chuvosa, período em que se agravam as enfermidades de origem hídrica e o índice de transmissão do paludismo.

Durante uma conferência de imprensa dirigida pelo Chefe do Departamento de Saúde Pública, Samuel Carlos, foram apresentados dados epidemiológicos referentes ao período de Janeiro a Outubro, que revelam um crescimento de 17,6% dos casos de malária. A província registou 2 948 751 casos em 2025, contra 2 507 660 no igual período do ano passado.

Segundo o responsável, este aumento preocupa o sector, sobretudo por ocorrer num momento em que diferentes actores comunitários e institucionais reforçam acções de sensibilização para a prevenção da doença.

Apesar do crescimento da incidência, há um dado encorajador: os óbitos por malária reduziram em 20%, passando de 109 para 87 mortes. A maioria dos óbitos foi registada no Distrito de Nampula, com destaque para o Hospital Central, que recebe os casos mais graves encaminhados de várias unidades sanitárias.

Entretanto, o número de situações de malária severa também aumentou, ultrapassando 21 mil casos. Para as autoridades, este cenário indica atrasos na procura de cuidados de saúde, desconhecimento dos sinais de alarme ou dificuldades de acesso, especialmente em distritos com longas distâncias entre as comunidades e as unidades sanitárias.

Samuel Carlos destacou que muitos doentes chegam tardiamente às unidades de referência, quando já se esgota a margem de intervenção. Por isso, o sector investe na capacitação contínua dos profissionais para melhorar o manejo clínico e reduzir a mortalidade intra-hospitalar.

Para enfrentar o pico sazonal de transmissão, o SPS, segundo a informação publicada nas redes sociais do Hospital Central de Nampula,  já está a intensificar várias intervenções de prevenção, incluindo: distribuição massiva de redes mosquiteiras tratadas com insecticida. 

A entrega está a decorrer em blocos devido a atrasos logísticos, envolvendo inicialmente 12 distritos, e já prossegue desde segunda-feira. 

Outras abordagens de combate ao vector, incluindo acções previstas no quadro da Quimioprevenção da Malária Sazonal (QCM), direccionadas especialmente às zonas com maior incidência.

O distrito de Nampula ficou de fora da fase actual da CCU, mas, segundo o SPS, “irá beneficiar de outras estratégias de prevenção”.

O sector de Saúde em Nampula diz também estar preocupado com a intensificação das chuvas, visto que o risco de doenças de origem hídrica, como diarreias, cólera e infecções gastrointestinais aumenta substancialmente.

As autoridades apelam à população para reforçar práticas de higiene, consumo de água tratada e vigilância comunitária para evitar surtos.

Em termos de cólera, dois distritos têm surto activo: Moma (46 casos cumulativos) e Memba (261 casos cumulativos com 2 óbitos extra-hospitalares).

O Serviço Provincial de Saúde conclui reafirmando o seu compromisso de trabalhar com as comunidades, parceiros e meios de comunicação social para garantir a disseminação de mensagens correctas e promover comportamentos que salvam vidas.

 

O Hospital Central de Maputo quer reduzir os casos de desvio de fundos e de corrupção. Por isso, a direcção da unidade sanitária proíbe,  a partir deste mês, o pagamento de serviços com dinheiro físico.  

Maria Cremilda pretendia efectuar o pagamento de mais uma consulta médica  no Hospital Central de Maputo, mas foi surpreendida quando soube que não o podia fazer em numerário.  “Vim fazer um pagamento para as análises, não sabia disso e estou surpresa, mas acho que é uma boa medida”, disse. 

Na maior unidade sanitária do país,  os pagamentos passam a ser feitos somente via depósito ou transferência bancária, POS ou via plataformas móveis.  Além do desvio de fundos, a medida visa combater a corrupção.  

“Este é o principal objectivo, queremos proteger os pacientes, mas também alguns funcionários que têm comportamentos desviantes para que não tenham processos disciplinares por conta de desvio de fundos.  É uma das medidas de combate à corrupção na unidade sanitária”, explicou Maria da Felicidade, administradora do Hospital Central de Maputo.  

Pretende-se também reduzir os riscos associados ao manuseio de dinheiro. 

“A medida enquadra-se no processo de modernização do processo de arrecadação de receitas do hospital  e visa melhorar a nossa eficiência e também garantir a transparência na gestão dos fundos. Queremos também melhorar a comunicação com os nossos utentes”, explicou. 

A medida é bem vista pelos utentes, mas pedem melhorias. 

“A iniciativa é louvável,  mas o grande problema é a oscilação do sistema.  Agora andamos com dinheiro nos telemóveis então fica mais fácil e também é uma forma de combater a corrupção”, disse um utente. 

A medida está em vigor desde 16 de Novembro e enquadra-se no reforço de políticas de transparência, segurança e modernização da gestão financeira da instituição.  

 

O Director Provincial da Educação de Nampula, Williamo Tunzine, apelou ao rigor e profissionalismo dos técnicos da Direcção Provincial de Educação envolvidos no processo de exames finais de 2025.

O pronunciamento ocorreu durante a sessão de estudo do Regulamento e Orientação do Processo de Exames (ROPE), realizada na manhã desta quarta-feira, onde foram reforçadas as orientações para garantir transparência e eficiência durante todo o processo.

Tunzine, instou os supervisores provinciais a observarem uma postura exemplar no terreno e a respeitarem escrupulosamente os documentos normativos. “Vós, como supervisores provinciais, pautem pela postura e responsabilidade que este processo carrega, bem como pela observância dos documentos normativos, especificamente o ROPE, durante as vossas actuações no terreno”, destacou.

Na mesma ocasião, foram apresentadas as brigadas que serão destacadas para os diferentes distritos e definidas as principais linhas de actuação para assegurar o sucesso dos exames.

Para o presente ano lectivo, a província de Nampula irá avaliar 341.022 candidatos das 6ª, 9ª, 10ª e 12ª classes, bem como do 4º ano do Subsistema de Alfabetização de Jovens e Adultos. Os exames serão realizados em 2.520 centros, contando com 12.224 júris e 24.460 professores vigilantes.

O processo de exames iniciou na quarta-feira, 20 de Novembro, à escala nacional.

 

O distrito de Cahora Bassa em Tete terá, nos próximos seis meses, um Hospital Distrital, cuja primeira pedra para a sua construção foi lançada esta quarta-feira. A unidade sanitária a ser construída na Vila de Chitima é da iniciativa da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB). 

As populações dos distritos de Marara, Magoe, Marávia e Changara, em Tete, vivem há vários anos uma realidade marcada pela distância no acesso a serviços de saúde de referência, isso porque os Centros de Saúde encontram-se distantes de unidades sanitárias de referência. Para realizar exames básicos como Raio-X, muitos pacientes ainda recorrem ao Hospital Rural de Songo.

A primeira pedra lançada para a construção do Hospital Distrital de Cahora Bassa, feita no âmbito da celebração dos 50 anos da HCB,  representa para a população local o fim de um martírio que obrigava pacientes em estado grave, especialmente do Centro de Saúde de Chitima, a percorrer cerca de 25 quilómetros até Songo, em busca de cuidados médicos adequados.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomas Matola, o novo hospital contará com capacidade para cerca de 65 camas e oferecerá serviços essenciais, incluindo consultas externas, bloco operatório, maternidade, enfermarias, morgue, lavanderia e uma casa mãe-espera. 

“Representa um investimento da HCB de 446 milhões de meticais. Este valor corresponde a um investimento de chave na mão, ou seja, para além de investimentos na infraestrutura, o hospital terá equipamento hospitalar, equipamento informático e tudo mobiliário,  o que significa que no dia da inauguração, o hospital estará em condições de começar a operar”, sublinhou o PCA da HCB. 

A localização foi escolhida de forma estratégica para responder às necessidades de quatro distritos circunvizinhos, reforçando o Sistema Nacional de Saúde.

A cerimónia foi dirigida pelo Ministro da Saúde, Ussen Isse, que, na ocasião, referiu ser este um avanço nas melhorias de saúde para a população. 

Conforme disse o ministro, a iniciativa chega também como resposta às situações de urgência que antes não podiam ser resolvidas localmente, para o caso de doenças que não permitem transferência e devem ser resolvidas imediatamente. 

“Estamos aqui hoje a construir um hospital para dar esta resposta e salvar as nossas mulheres, as nossas crianças e demais pacientes aqui em Chitima e não só”, destacou Ussen Isse . 

Além da melhoria no acesso à saúde, a população local vê no novo hospital uma oportunidade para combater o desemprego, com a criação de postos de trabalho directos e indirectos durante a construção. 

As obras terão duração de seis meses e exigiu-se do empreiteiro rigor e qualidade e cumprimento dos prazos. 

Com esta nova unidade sanitária, a província de Tete passará a contar com 166 unidades de saúde, ampliando a rede de atendimento e aproximando os serviços das comunidades que mais precisam.

Pelo menos 78 pessoas morreram na sequência de 73 acidentes de viação na província de Gaza. O Comandante provincial da PRM admite que a corrupção continua a “assombrar” a luta contra a onda, cada vez mais crescente, de sangue e tragédias nas estradas. 

As estradas da província de Gaza continuam sendo palco de tragédia e sangue.  De Janeiro a esta parte, 73 acidentes de viação causaram a morte de 78 pessoas e  perdas irreparáveis no seio de várias famílias.

“Nos primeiros nove meses, a nossa província registou a ocorrência de 73 acidentes de  viação contra 52 de igual período, subida em 21 casos, correspondentes a 40%. Estes acidentes provocaram a morte de 78 pessoas, contra 66, uma subida de 18,1%. Os feridos graves também subiram com 60 contra 52 casos, e os ligeiros em 19 casos, sendo 112  contra 93, correspondente a 20,4%. Os acidentes também causaram a danificação total ou parcial de 85 viaturas”,  revelou o comandante da Polícia da República de Moçambique em Gaza.

Uma realidade que confirma a dimensão de um problema persistente e devastador, que coloca Gaza entre as províncias com mais casos mortais por acidentes nas estradas do país. Momad Momad aponta a corrupção entre os males que contribuem para o  agravamento  da situação.

“Casos diários que acontecem, que são detidos indivíduos por causa da tentativa de corrupção ou da corrupção aos agentes de trânsito, para se inibir, porque não têm carta de  condução. Indivíduos conduzem sob efeito de álcool e mais. Corromper para depois imprimir velocidade e tirar vidas, o que é que isto interessa”, questionou 

O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza  quer a responsabilização dos agentes, bem como de condutores que insistem em comportamentos desviantes, que resultam em acidentes mortais.

“Esses agentes são responsabilizados criminalmente e disciplinarmente. Agora, em relação a este cenário de corrupção, entram também aqui dois agentes, são dois  agentes, o activo e o passivo.  Então, temos que também responsabilizar este automobilista que faz parte deste seio.”, frisou.

Os vários sectores da segurança rodoviária ao nível provincial foram chamados a conhecer e atacar as causas da sinistralidade para evitar alarmes e fatalidades nos próximos dias.

“Com destaque para os atropelamentos e acidentes de aviação de grande impacto, que constituem o maior problema para a presença rodoviária no país, deve-se refletir profundamente sobre as causas de acidente e produzir melhores estratégias para reduzir seus impactos na sociedade”, concluiu Momad Momad, que  falava durante o arranque da semana de Jornadas de trânsito na província de Gaza

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) apela à adesão no processo de registo dos cartões SIM (Módulo de Identidade do Assinante), que neste momento é caracterizado por enchentes e morosidade no atendimento em diferentes lojas das operadoras de telefonia móvel.

As lojas das operadoras de telefonia móvel têm sido caracterizadas por enchentes de clientes que procuram actualizar o registo dos serviços de telecomunicações, nomeadamente os cartões SIM, depois do aviso de que o processo terminava no dia 16 de Novembro corrente.

O INCM diz que “acompanha o processo de registo  de subscritores do serviço de telecomunicações e a elevada procura por este serviço nas lojas das operadores e nos seus agentes, que se traduz em enchentes e morosidade no atendimento público”.

“Com vista a implementar melhorias no processo, assim como garantir que todos os subscritores sejam devidamente registados, o INCM está a trabalhar em coordenação com as operadoras de telecomunicações para a introdução de mecanismos mais flexíveis e eficientes de atendimento aos clientes”, refere a instituição em comunicado.

Outrossim, a instituição exorta a todos os subscritores a procederem à actualização dos seus dados de registo, assegurando o cumprimento das disposições legais em vigor, bem como o reforço da segurança dos seus dados e combate às fraudes no país. Garante, também, a protecção dos direitos dos consumidores e melhoria contínua da qualidade dos serviços de telecomunicações.

O INCM iniciou, ano passado, em regime piloto, a implementação de novas regras de registo de subscritores de telecomunicações. A partir dessa altura, os operadores deviam, oficialmente, e de forma gradual, implementar a colecta de dados biométricos, assim como a introdução da impressão digital na colecta de dados dos consumidores das telecomunicações, garantindo a harmonização dos processos.

O processo passou a ser obrigatório para todos os operadores. Todos os subscritores, registados no modelo anterior, deverão actualizar seus registos para garantir que, até este ano, estejam integrados no modelo aprovado pelo novo decreto.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas fortes acompanhadas por trovoadas amanhã, nas províncias de Tete, Zambézia, Nampula e Niassa. Face a esse cenário, o INAM alerta para a tomada de precaução e segurança por parte das populações das províncias que poderão ser afectadas por mau tempo. 

Duas pessoas terão perdido a vida e quatro contraíram ferimentos num acidente de viação ocorrido na manhã de hoje na EN1, próximo à ponte Maputo-Katembe. O acidente foi do tipo embate entre duas viaturas ligeiras.

O sangue não pára de pintar a Estrada Nacional Número 1. 

Mais um acidente de viação tirou a vida de duas pessoas pouco depois da ponte Maputo-Katembe, para quem sai do centro da cidade para a Ponta de Ouro.

O acidente foi do tipo choque entre duas viaturas. Segundo testemunhas, uma delas, a azul, saia da EN1 e seguia para um posto de abastecimento de combustível, altura em que a outra, de cor de vinho, que tentava esquivar-se de um mototáxi, foi embater no carro azul. Além de dois mortos no local, que faziam-se transportar na viatura azul, há quatro feridos da moto e outra viatura.

Instantes depois do sinistro, uma ambulância fez-se ao local para prestar apoio às vítimas, uma acção que levou cerca de 40 minutos. 

Minutos depois, um familiar das vítimas sobreviventes da viatura de cor de vinho fez-se ao local e seguiu ao hospital com a ambulância.

Nossa equipa de reportagem falou com os agentes da Polícia que estiveram no local, mas estes não quiseram gravar entrevista porque ainda estavam a recolher dados sobre o acidente.

O Governo mandou paralisar as actividades na mina conhecida por “seis carros” no distrito de Vandúzi, onde os mineradores artesanais continuavam a operar, mesmo depois da decisão de suspender todas as actividades mineiras na província de Manica.

A mina de “seis carros”, no distrito de Vandúzi, estava em pleno funcionamento nesta segunda-feira e, na manhã desta terça-feira, uma equipa multissectorial composta por quadros da Procuradoria, Igreme, Infra-estruturas, AQUA, Ambiente, Ara Centro e Instituto Nacional de Minas deslocou-se ao local para inteirar-se das razões de estes não paralisarem actividades.

Foram vários argumentos apresentados. “Como vocês podem ver, todos nós não estamos aqui porque queremos. É por causa do sofrimento. As famílias estão a viver mal nas nossas casas, estamos em busca de dinheiro para suprir despesas, para alimentarmos as nossas famílias”, disse Anderson Benad, minerador artesanal.

Já Fazili Emílio, também minerador artesanal, diz ser difícil paralisarem as actividades durante mais de um mês, porque não terão como sustentar as suas famílias. “Imaginamos quando vamos parar quarenta e dois dias. Nossas minas não vamos encontrar, porque virão ladrões de noite para roubar aqui. Parámos só duas semanas mas nossas coisas não encontramos aqui”, disse. 

Mesmo assim, o recém nomeado director provincial de Infra-Estruturas e Recursos Minerais em Manica, António Machivite, não ficou convencido e por isso deu o veredicto final.

“Alguns, da forma como estão fazendo a exploração, estão criando acidentes. Da forma como estão a fazer a escavação, podem causar acidentes. Cavam e depois não tem como fazer a reposição dos buracos. As machambas estão a desaparecer. Então, não é uma exploração sustentável”, disse António Machivite.

Aliás, Machivite afirmou que esta é a razão pela qual, ao nível central, ao nível do Conselho do Ministro, foi decretado o encerramento das minas e explicou: “É para nós organizarmos. A mensagem que nós deixamos aqui é de que temos de cumprir este decreto. Este decreto diz que temos de parar”.

A medida não colheu consensos no seio dos mineradores que receiam ver suas minas invadidas, mas o Governo reiterou que a mesma deve prevalecer.

Na ocasião, os mineradores artesanais que operam na região de “seis carros” confirmaram ter espancado cidadãos zimbabweanos. Dizem ser ladrões que foram encontrados a minerar nas suas áreas à calada da noite e que na sua posse foram encontradas quantidades não especificadas de ouro.

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