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Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

Arrancam já esta terça-feira,  os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. Mais de 34 mil candidatos disputam cerca de 4 mil vagas. 

Para o ano académico 2026 a Universidade Eduardo Mondlane tem a disposição 124 cursos e cerca de 4 mil vagas.

Os exames de admissão são a condição para estudar na maior universidade pública do país, por isso, cerca de 26 mil alunos disputam pelas vagas, a partir desta terça-feira,  por meio da realização das provas.  

“Continuamos mais ou menos com os mesmos cursos mais concorridos, como sendo o de Medicina, como sempre em primeiro lugar,depois temos Direito, temos a Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, a Engenharia Elétrica, a Engenharia Mecânica e também o novo curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural”, explicou Isabel Guiamba, Chefe do Departamento de Exames de Admissão. 

Os exames de admissão decorrem em simultâneo na  UEM, Unizambeze e Instituto Superior Politécnico de Quissico. 

O apelo é para que se evite a fraude académica.  

“Nós recomendamos também que eles não levem para a sala de exames materiais ou dispositivos não permitidos. Estamos a falar de telemóveis, sobretudo, que eles usam ou mais levam. Todo candidato que for encontrado com o telemóvel, ou qualquer outro instrumento ou dispositivo, portanto, que se configura ser fraude ou de uso para o cometimento de fraude, esse candidato é, na hora, portanto, desclassificado e vai perder o ano.”

Os exames serão realizados nos modelos integrado e não integrado. 

“Os exames também continuam a ser no modelo misto, ou seja, teremos exames integrados, integrados para todas as disciplinas, onde a duração dos exames será de três horas  e os candidatos estarão realizando exames de duas disciplinas. Enquanto que os exames não integrados, a duração é de uma hora e meia para os cursos de música e teatro.”

Os exames de admissão terminam a 09 de Janeiro.  

Dois técnicos de saúde foram indiciados pelo  roubo e registo de recém-nascido, neste domingo, na maternidade do Hospital Rural de Chókwè. A Direcção provincial de saúde confirma  a ocorrência, mas nega envolvimento dos profissionais de saúde.

“Nós como Polícia recebemos essa ocorrência, que dá indicações de que uma jovem dos seus 19 anos de idade se terá dirigido ao Hospital Rural de Chókwè, onde, em comunhão com dois técnicos da saúde foi possível roubar uma recém-nascida”, disse Júlio Nhamussua, porta-voz da PRM em Gaza. 

A PRM avançou que já foram neutralizadas a  indiciada e o bebé que foi roubado no Hospital Rural de Chókwè, mas disse não ter dados completos dos técnicos envolvidos, porque estão, neste momento, foragidos. 

A Direcção Provincial de Saúde, por sua vez, disse não ter conhecimento de nenhum técnico de saúde desaparecido, mas que registou a ocorrência do roubo de recém-nascido no hospital. 

“Em relação a eventual envolvimento de profissionais de saúde, penso que é um processo que a Polícia já está a par (…) Primeiro, porque temos de salvaguardar aquilo que é o processo de investigação que está em curso e, segundo, é que temos que salvaguardar aquilo que é a privacidade de família e tudo mais”, disse Sérgio João, Médico Chefe provincial.

Pelo menos 23 pessoas perderam a vida, devido a acidentes de viação, de 20 de Dezembro a  2 de Janeiro de 2026. Os números foram partilhados, nesta segunda-feira, pelo porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Leonel Muchina. 

A PRM chamou hoje a imprensa para fazer o balanço da quadra festiva. Leonel Muchina avançou que, de 20 de Dezembro de 2025 a 02 de Janeiro de 2026, a PRM registou um total de 164 casos criminais em todo o país, e foram registados cerca de 18 acidentes de viação, que resultaram em 23 mortes e 19 feridos graves. 

“Este é o número global, de 20 de Dezembro a 02 de Janeiro, mas, no período de pico da quadra festiva, que foram os dias 24, 25, 31 e 01, nós tivemos um total de 10 crimes, contra três, de igual período no ano anterior, tivemos, no que concerne a acidentes de viação, sete contra 11, um número que infelizmente resultou em oito óbitos”, disse o porta-voz do Comando-Geral da PRM.

Morreu, na noite de ontem, o antigo ministro da Administração Estatal, Alfredo Gamito. Em vida, exerceu várias funções no sector público e privado, com destaque para deputado na Assembleia da República, governador de Nampula e Vice-ministro da Agricultura.

Calou-se a voz de um dos homens que emprestou o seu conhecimento e dedicou grande parte da sua vida ao Estado moçambicano. Chama-se Alfredo Gamito, ministro da Administração Estatal, de 1995 a 2000, vice-ministro da Agricultura e deputado, entre os anos 2005 e 2015.

Nascido em Chimoio, no ano de 1942, Gamito perdeu a vida em Maputo, na noite deste domingo, vítima de doença que o afectava há um ano. Formado em Administração Pública e Território no Brasil, exerceu também funções na banca e de governador por duas vezes.

Em vida, trabalhou ainda como director geral do cajú, nomeado por Samora Machel, foi responsável por Recursos Humanos no Porto de Nacala e fez parte de todas as comissões de diálogo e paz desde o primeiro acordo de paz até o último assinado por Afonso Dhlakama.

Cinco pessoas, sendo duas mulheres e seus três filhos com idades entre oito e 10 anos, morreram em consequência de um naufrágio na lagoa de Nwembje, na zona de  Mukumbura, em Bilene, Gaza. Em conexão com o caso, estão detidas duas pessoas acusadas de transporte ilegal.

Um trágico episódio abalou a vila turística de Bilene, em Gaza, onde três crianças e suas mães morreram na sequência de um naufrágio ocorrido por volta das 17 horas desta sexta-feira, na lagoa de Nwembje, na zona de Mukumbura.

As vítimas cumpriam o último dia de lazer na vila Turística, sendo que na manhã deste sábado estariam de regresso à capital Maputo, segundo contou Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

“Vinham a bordo 16 pessoas, das quais cinco perderam a vida. No entanto, dessas cinco vítimas, três perderam a vida no local e duas vítimas perderam a vida durante o processo de socorro para a unidade sanitária mais próxima. Estamos a falar de Bilene. O restante das pessoas foram socorridas com vida”, confirmou Abel Simango.

De acordo com o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), a embarcação que naufragou tinha capacidade para transportar 13 pessoas, mas, na altura do incidente, estavam a bordo 16 pessoas.

“A capacidade da embarcação é de 13 passageiros. Por essa razão, estamos ainda a trabalhar justamente para ver se, de facto, foi mesmo a questão da superlotação ou não porque estava a levar praticamente 16 pessoas. Isso significa que, em condições normais, ou por outras, este número é maior em relação ao número real que a embarcação deveria transportar com si”, revela Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

Acredita-se que o excesso de lotação e a falta de habilidades do piloto tenham concorrido para a tragédia.

Abel Simango diz que algumas equipas que integram o SENSAP, o PCLF e o INTRANSMAR estão no terreno para averiguar com mais detalhe a situação, porque “presume-se que seja excesso de lotação, assim como a má distribuição das pessoas dentro da própria embarcação”.

Ainda assim, o porta-voz do SENSAP não quis revelar mais detalhes e prometeu que “vamos trazer mais dados nos próximos dias, porque existem equipas que estão no terreno a trabalhar para este efeito”.

Suspeita-se que muitos dos passageiros seguiam a bordo sem coletes salva-vidas. O piloto e proprietário da embarcação, supostamente ilegal, estão detidos no distrito de Bilene.

Três pessoas morreram afogadas na praia de Njalane, na cidade da Beira. O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, em Sofala, diz que a área da praia onde ocorreu o incidente não é adequada para banhistas.

Ao todo, são quatro pessoas que estavam num lazer na praia de Njalane, na cidade da Beira, e, quando se fizeram ao mar, foram atingidos por uma onda que levou à morte três pessoas.

“As vítimas estavam num momento de lazer, algumas acompanhadas por familiares e outras por amigos, e estas decidiram fazer-se ao mar. Devido à falta de habilidades de natação, foram fustigadas por uma onda, na qual as três vieram a perder os sinais vitais”, disse Dércio Chacate.

A sobrevivente foi socorrida para o hospital e poderá ter alta em breve, segundo revelação feita pelo porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate. “Uma foi socorrida ao Hospital Central da Beira e esta temos informações de que se encontra num estado moderado, está mesmo sob assistência e fora de perigo. Brevemente ou nas próximas horas, irá voltar ao convívio familiar”, contou.

Familiares das três vítimas mortais reuniram-se para prestarem apoio uns aos outros.

Raúl Gonçalves, pai de uma das vítimas mortais, fala do estado emocional das famílias das vítimas. “Só fiquei a saber quando vieram para cá para nos informar do que havia acontecido. Primeiro presumi que fosse acidente de viação, mas depois percebi que não. Eles eram um grupo de pessoas que saíram daqui, incluindo meu cunhado, e então soubemos que tinham três pessoas mortas”, contou Raúl Gonçalves.

Segundo a polícia, a fatalidade ocorreu numa área não adequada para banhistas. O local era apenas de apanha de caranguejos.

Mais de 15 estradas classificadas e não classificadas estão com transitabilidade condicionada devido às chuvas nas províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Equipas técnicas da ANE ainda não têm impacto real dos danos. 

As chuvas que caem um pouco por todo o país e com maior intensidade nas províncias de da zona centro e norte já causaram danos nas infraestruturas rodoviárias das províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Através de um comunicado de imprensa, a Administração Nacional de Estradas comunicou a intransitabilidade de algumas vias devido a alagamento das águas e danos nas pontes. 

Na província de Nampula, as estradas Nametil-Chalaua; Nacala-a-Velha – Memba; Ribaue Lalaua e Mecubúri – Muite, estão intransitáveis devido ao alagamento das águas e arrastamento de pontes. 

Já em Niassa, as ligações  Madjune-Mavago, Metangula – Cobwe; Marrupa – Mecula e Cuamba-Mecanhelas estão estão com alguns troços condicionados devido ao galgamento e arrastamento de pontes; corte de estradas. A ANE recomenda o uso de viaturas a quatro rodas e verificação prévia das informações sobre cada via.

As vias de acesso Maganja da Costa – Mocubela, na província da Zambézia e Guara Guara – BUZI, Província de Sofala, também estão intransitáveis, segundo o comunicado, devido ao arrastamento e subida do caudal e cortes nas estradas. 

A comunidade cristã celebra hoje o primeiro culto de domingo, no ano de 2026. Em Maputo, as igrejas dedicaram o dia para orar pela paz em Moçambique, na República Democrático do Congo e em todo o mundo. 

Em solenidade, mentes e corações voltados ao alto, cristãos celebraram o seu primeiro culto em um domingo no ano 2026.  Os metodistas unidos comeram do corpo e tomaram do sangue do seu senhor, anunciado a sua palavra até que venha, e enquanto não vem, foram a ele em orações pelos seus planos do novo ano.

Para os cristaos, não é o ano em si que vai mudar o rumo da vida, por isso apelam a renovação das mentes. 

Com o mesmo espírito, na Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ômega da Pandora, logo à entrada os membros recebiam os elementos da ceia, simbolizando o que os líderes religiosos dizem que deve caracterizar 2024, cuidado comum e mútuo. 

O Jurista Rodrigo Rocha diz que a forma como foi executada a operação de detenção do Director da Willow International School é suspeita e pode ter violado o processualismo exigido por lei. Por outro lado, o advogado Álvaro Duarte diz que ao manter o detido sem contato com os seus advogados as instituições de administração da justiça violaram o Direito Fundamental.

Rodrigo Rocha comentou a detenção de Emre Çinar pelo serviço nacional de investigação criminal no último dia 30 de dezembro, em cumprimento de um mandado judicial. O jurista entende que pode ter havido violação do processualismo legal na forma como a operação foi conduzida.

“Alguém para ser levado a uma instância, tem que haver uma uma documentação sobre esse facto. As informações que existem são parcas sobre esse facto. há quem diz que a informação foi documentada apenas no screenshot de um telemóvel, e se for isso pode haver um na forma como foi comunicada a detenção e prisão.”

Nesta entrevista os advogados do detido disseram não conseguirem manter contacto com o seu constituinte, por alegada proibição das instituições de administração da justiça. Sobre a matéria, o advogado Álvaro Duarte diz que, a ser verdade, há violação de Direitos Fundamentais.

“O arguido, detido ou suspeito tem direito a ser acompanhado por um advogado em toda a fase processual ainda que esteja no processo de investigação. é um direito fundamental inclusive até  está assegurada pelas convenções internacionais. restringir o acesso ao advogado é uma das violações mais graves que existe do ponto de vista dos direitos humanos  e direitos fundamentais inclusive até de normas internacionais.”

Sobre a alegada perseguição política do Emre pelo presidente turco, Recep Erdogan, segundo Rocha, a ser comprovada, o supremo tribunal tem a prerrogativa de negar o pedido de extradição do indiciado. 

“Se houverem indícios de que trata-se de uma perseguição política, o tribunal supremo pode recusar a extradição. e a recusar o cidadão é posto em liberdade porque em mocambique nao havera matéria para condená-lo pelos crimes alegadamente cometido em outra geografia”

Emre Çinar foi detido no último dia 30 pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal que posteriormente, em um comunicado de imprensa afirmou ter executado um mandado Judicial emitido pelas autoridades judiciais moçambicanas para responder a um pedido de extradição formulado pela Turquia.

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