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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República defende que o desporto escolar deve deixar de ser encarado apenas como espaço de competição e passar a funcionar como uma verdadeira plataforma nacional de descoberta e formação de talentos. Na abertura da XVI edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, em Inhambane, Daniel Chapo assumiu o compromisso de reforçar o investimento nas infra-estruturas, professores e treinadores e lançou um desafio: nenhum talento moçambicano deve perder-se por falta de oportunidade.

Quando as delegações das 11 províncias desfilaram, este sábado, diante das bancadas na cidade da Maxixe, Daniel Chapo disse ter visto muito mais do que equipas que chegaram a Inhambane para disputar medalhas. Para o Presidente da República, naquele desfile estava uma representação do presente e, sobretudo, do futuro do país. Jovens de diferentes origens, línguas e culturas, reunidos pelo desporto, transformaram a abertura da XVI edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares numa demonstração daquilo que o Chefe do Estado considera um dos maiores valores que a competição pode produzir que é a unidade nacional.

É nesta dimensão que Chapo pretende colocar os Jogos Escolares. Não apenas como uma competição onde, no final, haverá vencedores, derrotados e medalhas, mas como um espaço onde a escola, o desporto e a construção da cidadania se cruzam. No seu discurso de inaugural, o Presidente sustentou que competir não deve significar dividir e apontou os jogos como um lugar onde sonhos, talentos e esperanças se encontram.

A mensagem ganha particular significado num festival que junta jovens provenientes de todo o país. “Um estudante de Cabo Delgado pode competir com outro de Maputo, enquanto jovens de Niassa, Gaza ou de qualquer outra província partilham os mesmos campos, alojamentos e experiências”. Para Chapo, é precisamente neste encontro que as diferenças geográficas, culturais, étnicas, religiosas e linguísticas deixam de constituir fronteiras e passam a expressar a diversidade de uma mesma nação.

Mas foi na ligação entre educação e desporto que o discurso presidencial ganhou uma das suas mensagens mais fortes.

Daniel Chapo defendeu que a escola não deve preparar os jovens apenas para os exames, mas também para a vida. E é nesse processo que se coloca o desporto escolar como instrumento para formar carácter, descobrir capacidades e transmitir valores. Para o Presidente, “o campo desportivo é uma extensão da sala de aulas”, onde os estudantes aprendem disciplina, persistência, trabalho colectivo e respeito pelo adversário.

A vitória, nesta perspectiva, deixa de ser medida apenas pelo número de medalhas. Chapo considera que o verdadeiro campeão é também aquele que consegue ultrapassar as próprias limitações, manter humildade quando vence e dignidade quando perde.

A mensagem presidencial procura, desta forma, deslocar parte do peso dos resultados para aquilo que os Jogos Escolares conseguem deixar na formação dos estudantes. Porque, terminada a competição, poucos seguirão necessariamente uma carreira profissional no desporto, mas todos regressarão às escolas e comunidades onde os valores adquiridos durante a competição poderão ser colocados à prova.

Há, entretanto, uma outra expectativa depositada nos campos de Inhambane e Maxixe: descobrir quem poderá representar Moçambique no futuro.

Chapo acredita que entre os estudantes que hoje disputam os Jogos Escolares podem estar futuros campeões nacionais, africanos e mundiais e jovens que, um dia, poderão carregar a bandeira moçambicana nos Jogos Africanos, Commonwealth, CPLP, campeonatos mundiais e até nos Jogos Olímpicos.

A ambição, contudo, coloca também uma responsabilidade sobre o Estado. Descobrir talento é apenas o primeiro passo. Mantê-lo, desenvolvê-lo e conduzi-lo até à alta competição exige uma estrutura capaz de acompanhar o jovem depois de terminado o festival.

É precisamente aí que o Presidente reconhece um dos grandes desafios do desporto nacional.

Chapo defendeu a criação de uma “verdadeira ponte” entre escolas, clubes, federações e selecções nacionais, para impedir que jovens promissores desapareçam do radar depois das competições escolares. A responsabilidade, advertiu, não pertence exclusivamente ao Estado, pois deve envolver também a sociedade e o sector privado.

A questão é particularmente relevante porque, em muitos casos, o talento emerge longe dos grandes centros urbanos e em famílias sem capacidade financeira para sustentar uma carreira desportiva. É por isso que Chapo comparou o talento a uma semente que pode nascer em qualquer distrito, escola ou família, mas que não floresce sem oportunidade, orientação, disciplina e trabalho.

O desafio lançado pelo Presidente transforma, assim, os Jogos Escolares numa espécie de primeira peneira de um sistema que terá de provar capacidade para acompanhar aquilo que descobre.

Para que essa ponte funcione, Daniel Chapo assumiu compromissos.

O Governo promete continuar a investir na melhoria das infra-estruturas desportivas, valorização dos professores de Educação Física, formação de treinadores, massificação da prática desportiva e identificação precoce de talentos. O Presidente defendeu ainda que os investimentos feitos para a realização do festival não devem perder utilidade quando as delegações regressarem às respectivas províncias.

Chapo quer que as infra-estruturas continuem ao serviço dos estudantes, que os atletas identificados sejam acompanhados e que professores e treinadores consigam multiplicar o conhecimento adquirido durante a preparação e realização da competição. Em síntese, o festival deve terminar, mas o investimento não pode terminar com ele.

Essa poderá ser, aliás, uma das principais medidas do sucesso desta edição. Para além da organização e das medalhas, será preciso perceber, nos próximos anos, quantos dos talentos descobertos em Inhambane conseguirão efectivamente fazer a transição entre o desporto escolar, os clubes, as federações e, eventualmente, as selecções nacionais.

O discurso de Chapo colocou ainda uma forte carga de unidade nacional sobre o festival.

O Presidente descreveu o desporto como uma das maiores escolas de patriotismo, precisamente porque permite que adversários disputem intensamente uma partida e, terminado o jogo, continuem a reconhecer-se como membros da mesma comunidade nacional. E quando um atleta veste as cores de Moçambique, acrescentou, deixa de competir exclusivamente por si e passa a carregar as expectativas de todo um país.

Na leitura do Chefe do Estado, os mesmos princípios exigidos num campo, disciplina, trabalho em equipa, respeito pelas regras e perseverança, são necessários para acelerar o desenvolvimento de Moçambique. O desporto, sustentou, não deve produzir apenas atletas, mas cidadãos capazes de participar na construção de uma sociedade mais coesa e de uma economia mais forte.

Foi também neste quadro que Chapo defendeu igualdade de oportunidades para rapazes e raparigas e inclusão de crianças com deficiência na prática desportiva, argumentando que uma sociedade inclusiva começa na própria escola.

Aos estudantes, deixou talvez a parte mais directa da mensagem: que a condição em que começam a caminhada não determine até onde podem chegar. Pediu-lhes dedicação aos estudos, disciplina nos treinos, respeito pelas famílias, professores e colegas, além de honestidade, responsabilidade, competência, integridade e patriotismo.

No final, Daniel Chapo não se limitou às palavras. Entrou em campo e participou numa partida de futebol, num gesto que marcou simbolicamente o arranque da XVI edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares.

Nos próximos dias, Inhambane e Maxixe terão vencedores, derrotados e novos campeões. As medalhas encontrarão os seus donos e, como reconheceu o próprio Presidente, os campos voltarão depois ao silêncio.

O verdadeiro teste começará depois, que é saber se os talentos que hoje brilham nos campos de Inhambane e Maxixe, continuarão a ser vistos quando as luzes do Festival se apagarem.

Produtores associados da localidade de Lionde, no distrito de Chókwè, estão agastados com alegados desmandos praticados por um Extensionista e outros membros da comissão comunitária responsável pela distribuição de insumos e utensílios agrarios.Face às queixas  o governo distrital de Chókwè  decidiu suspender  com efeitos imediatos toda comissão enquanto decorrem investigações.

Agricultores da localidade de Lionde, no distrito de Chókwè, acusam um extensionista e outros quatro membros da comissão comunitária de alegados desmandos e arrogância durante a distribuição de insumos agrícolas destinados à recuperação pós-cheias.

“São 32 associações que estamos a representar. Então, nós ficamos envolvidos, começámos a seguir a situação de Lionde. Ele não tem modo de informar o produtor”, relata Alberto Paulo, secretário da União das Associações de Chókwè (UNAR).

O representante dos produtores aponta ainda situações em que agricultores teriam encontrado dificuldades para confirmar a sua inclusão nas listas de beneficiários.

“Eu apareci alguma vez, uma senhora chegou ali, não tinha lá nome, encontrou um nome que já havia assinado alguém. Então, ele não teve modo de acarinhar”, afirma Alberto Paulo, defendendo que o papel do extensionista deve incluir uma comunicação clara com os produtores.

A demora na entrega dos insumos terá aumentado a insatisfação entre os agricultores.

“A população já começou a se agitar, porque está demorando com os insumos, porque o tempo também já está um pouco avançado. Daí já começou a criar uma confusão”, conta Horácio Tivane, produtor de Chókwè, acrescentando que os insumos terão chegado ao distrito em Abril.

O descontentamento levou os produtores a exigir a substituição da comissão.

“O período de sementeira do feijão já passou. Já se passaram três semanas, ou até um mês, à espera de receber os insumos”, denuncia Mucholo Cossal, produtor de Lionde.

“Por isso, houve agitação por parte da população. Exigimos, por isso, que ele seja retirado e que sejam colocadas outras pessoas que possam trabalhar como se pretende”, acrescenta.

Perante as queixas, o Governo do distrito de Chókwè decidiu afastar toda a comissão local e abrir uma investigação para apurar as acusações.

“Afastámos todo o grupo, porque não foi fácil perceber, na verdade, se era ele sozinho que lidava mal com as pessoas. Então, nós preferimos dizer que esse grupo aqui fica de fora”, explica Atanásio Taelane, representante dos produtores de Chókwè.

O responsável considera que a comunicação é fundamental num processo que envolve agricultores afectados pelas cheias e que aguardam pelos meios de produção.

“Estamos a lidar com pessoas que sofreram de cheias. Então, quando a pessoa não recebe na hora e vê que o outro recebeu, o que lhe vai na cabeça é que eu estou sendo preterido do processo”, afirma.

Após o afastamento da comissão, uma nova equipa foi indicada para retomar a entrega de sementes e demais insumos em Lionde.

“Aqui em Lionde, nós temos cerca de sete associações. Então, estamos a verificar agora, uma por uma, se resta alguém”, explica Arcénio Francisco, director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE).

O responsável esclarece que o apoio abrange produtores do regadio e das áreas adjacentes.

“Não só as pessoas do regadio, porque devo sublinhar que este donativo abrangeu as pessoas do regadio e das áreas adjacentes”, afirma.

As autoridades apelam à vigilância comunitária e à denúncia de eventuais irregularidades durante o processo.

“Estamos disponíveis para qualquer um que ache que o processo não ocorreu bem, possa denunciar. E nós vamos trabalhar no sentido de dar uma resposta em relação a qualquer preocupação”, garante Arcénio Francisco.

Segundo o director do SDAE, foram alocados ao distrito de Chókwè “34.193 kits” através do Ministério da Agricultura, estando a entrega em fase avançada.“Neste momento, estamos a cerca de 98% do processo de entrega”, revela.

As intervenções realizadas até ao momento apontam para uma produção global superior a 400 toneladas.

A chuva que caiu recentemente na Baixa do Limpopo, equivalente à precipitação de dois meses concentrada num único dia, arrasou mais de dois mil hectares de culturas e deixou mais de 60 produtores endividados e com dificuldades para retomar a produção.Perante este cenário, o Governo do Distrito de Limpopo diz ter distribuído sementes a 21 mil produtores e garante que vai dar continuidade às intervenções para acelerar a recuperação das áreas afectadas.

A chuva intensa que caiu recentemente no distrito de Limpopo, na província de Gaza, destruiu mais de dois mil hectares de culturas, deixando igual número de produtores afectados e com dificuldades para recuperar os investimentos feitos nas machambas.

Num dos blocos de produção de baixa de Chicumbane, Ezio Tovela, um dos produtores afectados, percorre a sua machamba e aponta para as culturas que já não podem ser aproveitadas.

A chuva, que registou cerca de 162 milímetros de precipitação num único dia, destruiu culturas que representavam meses de trabalho e investimento. ” Perdi mais de 80 hectares de culturas diversas e até aqui não tenho condições para voltar a produzir” .

Entre os afectados está Genesio Chaúque, que investiu mais de 20 mil meticais na produção, na expectativa de obter uma colheita de cerca de 18 toneladas. Só no milho, estima perdas de mais de 20 mil meticais, entre mão-de-obra, aplicação de herbicidas e outras despesas.

“Perdi aproximadamente 22 a 23 mil meticais” só na cultura de milho, lamenta o produtor, que também perdeu parte da produção de feijão.

A água levou igualmente as sementes que estavam reservadas para a próxima produção, obrigando os agricultores a procurar novos meios para voltar a semear.

“Eu tinha sementes de milho e feijão, mas perdi tudo. Tinha dois hectares, mas perdi tudo. Agora estou à espera de procurar outras sementes para começar a semear”, explica Ezio Tovela.

Na associação Benzula Limpopo, 27 homens e mulheres também contabilizam perdas em cerca de sete hectares de hortícolas, incluindo malfezes, couve e beterraba.

Para além das culturas, as chuvas danificaram vias de acesso às zonas de produção e abriram valas que dificultam o escoamento dos produtos.

Os produtores dizem que a distância entre as machambas e a estrada principal, aliada ao mau estado das vias, agrava as dificuldades para transportar a produção.

“A saída daqui, para chegar à estrada principal, são três a quatro quilómetros. É muito difícil para tirar e escoar [a produção], porque a estrada não está boa”, queixa-se um dos produtores.

O Governo do distrito de Limpopo confirma a dimensão dos prejuízos, embora o levantamento das áreas afectadas ainda esteja em curso.

“Neste momento, o mapeamento das áreas perdidas por conta da última chuva ainda está em curso. Entretanto, já registámos mais de dois mil hectares perdidos, afectando igual número de produtores”, explica a autoridade distrital.

Milho, hortícolas diversas e feijão vulgar estão entre as culturas mais afectadas.

Para apoiar os produtores, o Governo diz ter recebido 21.900 kits agrícolas, destinados ao mesmo número de produtores. Os kits incluem sementes de milho, hortícolas e feijão vulgar, havendo também combinações com arroz.

Segundo o Governo, os produtores perderam culturas da época fresca, mas dispõem de sementes para fazer face à próxima campanha agrícola.

As autoridades garantem ainda que vão prosseguir com as intervenções de recuperação das áreas afectadas, incluindo a reabilitação de mais de 20 quilómetros de valas.

O distrito conta também com o apoio de parceiros, entre eles a empresa Wambao Africa Agricultura Development, que já iniciou trabalhos de intervenção.

Apesar das perdas provocadas pelas chuvas, o Governo do distrito de Limpopo mantém a meta de aumentar a produção agrícola de cerca de 250 mil para 300 mil toneladas de culturas diversas, envolvendo aproximadamente 48 mil produtores.

O distrito de Nipepe, na província do Niassa, passou a contar com novas infraestruturas de abastecimento de água, numa intervenção que beneficia comunidades locais, estabelecimentos de ensino, uma unidade sanitária e serviços do Governo do Distrito.

As obras abrangeram a vila-sede de Nipepe e a comunidade de Muichi, onde foram realizadas intervenções de captação e canalização de água, além da instalação de um ponto de abastecimento comunitário para uso público.

Na vila-sede, os trabalhos incluíram a perfuração e canalização de água, enquanto em Muichi foi instalado um ponto de abastecimento destinado às comunidades. As intervenções foram concebidas para responder às necessidades de acesso à água nos dois locais.

A intervenção incluiu ainda a instalação de um sistema automático de abastecimento e a colocação de cerca de 2,5 quilómetros de tubagem para levar água às instalações do Governo do Distrito, estabelecimentos de ensino e uma unidade sanitária local.

As novas infraestruturas deverão contribuir para melhorar o acesso à água e as condições de higiene e funcionamento dos serviços públicos abrangidos pela intervenção.

As obras foram realizadas pela DH Mining Development Company, Lda., empresa do Grupo Jinan Yuxiao, no âmbito das suas acções de responsabilidade social no distrito de Nipepe.

Mais de 400 jovens chegaram ao fim da capacitação no Programa de Graduados – GMAP, iniciativa que procura reforçar competências técnicas e profissionais de recém-formados para facilitar a sua inserção no mercado de trabalho, com destaque para participantes moçambicanos.

A formação promovida pelo Banco UBA, incidiu sobre competências técnicas e comportamentais, preparando os participantes para lidar com as exigências do sector financeiro e de outras áreas do mercado de trabalho. O percurso incluiu igualmente componentes ligadas à liderança, pensamento crítico, ética, colaboração e orientação para resultados.

A presença e o desempenho dos jovens moçambicanos foram destacados durante a cerimónia de graduação. Para o Administrador Delegado do UBA Moçambique, Pedro Maranguene, os resultados demonstram que o país dispõe de jovens com capacidade para assumir responsabilidades crescentes no sector financeiro e contribuir para o desenvolvimento económico.

“Estamos particularmente orgulhosos dos jovens moçambicanos que se destacaram ao longo deste percurso. O seu desempenho é motivo de orgulho e mostra que Moçambique possui uma geração preparada para assumir responsabilidades cada vez maiores no sector financeiro e no desenvolvimento económico do país.”

A Directora dos Recursos Humanos do UBA Moçambique, Millaw Uaila, considera que a formação deve ir além da componente técnica, sobretudo num mercado de trabalho que exige capacidade de adaptação e aprendizagem contínua.

“O Programa de Graduados vai muito além da formação técnica. Procuramos desenvolver profissionais completos, com capacidade de liderança, pensamento crítico, ética, colaboração e orientação para resultados.”

A conclusão da capacitação coloca os participantes perante uma nova etapa, marcada pela procura de oportunidades de emprego e pela aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Para os jovens moçambicanos, a formação representa também uma oportunidade de reforçar o seu perfil profissional e aumentar a capacidade de resposta às necessidades do mercado.

A iniciativa surge num contexto em que a transição dos jovens da formação académica para o mercado de trabalho continua a constituir um desafio, tornando relevantes programas que aproximem os recém-formados das competências exigidas pelas empresas e instituições.

 

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar as autarquias para identificar as populações mais vulneráveis e responder de forma rápida às famílias afectadas por ciclones, cheias, secas e outros eventos extremos.

Os choques climáticos deixaram de ser apenas uma questão ambiental. Em Moçambique, ciclones, cheias e secas afetam diretamente as famílias, destruindo habitações, culturas e fontes de rendimento.
É neste contexto que os municípios estão a ser preparados para reforçar a resposta através dos mecanismos de protecção social.

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa explicou que a capacitação pretende dotar as autarquias de conhecimentos para identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e melhorar a coordenação da assistência em situações de emergência.

No últmo choque climático havido na provincia, o município de Gaza foi um dos pontos mais afectados na provincia. A edil diz estar agora, coma a capacitação, preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, mas diz que ainda existem marcas das inundações no município.

Com a formação, espera-se que os municípios estejam em melhores condições para planificar intervenções, identificar atempadamente os grupos vulneráveis e garantir que o apoio chegue às famílias afectadas de forma rápida e coordenada.

Cerca de 670 professores e formadores que participaram numa capacitação sobre a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica em Gaza acusam o Ministério da Educação e Cultura de reter mais de 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo, dois meses após o término da actividade.

Ângelo Tsane
Os professores e formadores , provenientes de Gaza, Maputo e Cidade de Maputo, alegam ter cumprido a missão entre 7 e 19 de Junho, mas alegam que apenas os técnicos do nível central receberam os respectivos subsídios, enquanto os demais intervenientes continuam à espera.
Segundo o grupo que participou na capacitação, a actividade envolveu docentes dos distritos de Xai-Xai, Limpopo, Chongoene, Manjacaze, Chibuto, Bilene e Chókwè, além de formadores dos Institutos de Formação de Professores.
“A Direcção Nacional de Formação de Professores apenas pagou ajudas de custos ao pessoal do nível central”, acusam os participantes, que dizem ter sido excluídos dos pagamentos, apesar de terem participado na mesma actividade.
Os visados afirmam que o valor em falta ultrapassa 2,5 milhões de meticais e que, desde o fim da capacitação, têm procurado esclarecimentos junto da Direcção Nacional de Formação de Professores, sem obter uma resposta concreta sobre a regularização dos pagamentos.
“Já passam dois meses, o que levanta indignação e insatisfação por nos sentirmos marginalizados e ignorados”, dizem os professores e formadores.
A capacitação tinha como objectivo preparar professores primários para a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica, abrangendo sete distritos da província de Gaza.
Apesar das dificuldades financeiras alegadamente enfrentadas durante a actividade, os participantes dizem ter cumprido as tarefas previstas, por considerarem a nova disciplina de importância para a formação dos alunos.
“Mesmo a meio de dificuldades, de tudo fizemos para garantir o sucesso da actividade”, afirmam.
Perante o alegado incumprimento, os professores e formadores apelam à intervenção do Presidente da República, argumentando que não deve haver tratamento diferenciado entre os participantes de uma mesma actividade.
“Nada justifica que, diante da mesma actividade, na hora de pagamento haja dificuldades para pagar uns e facilidade para pagarem-se entre si os técnicos do nível central”, reclamam.
A actividade esteve a cargo da Direcção Nacional de Formação de Professores, em coordenação com a Direcção Nacional do Ensino Primário, envolvendo técnicos do Ministério da Educação e Cultura e um supervisor nacional.
Até ao fecho desta informação, o Ministério da Educação e Cultura não tinha esclarecido as razões do alegado atraso nem confirmado o valor reclamado pelos professores e formadores.

Um indivíduo de 38 anos está detido e outros três encontram-se em fuga, na sequência do abate de um rinoceronte no Parque Nacional do Kruger, ocorrido no passado dia 20.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Gaza, diz ter esclarecido o caso após uma operação que culminou com a apreensão de quatro armas de fogo, um machado e duas viaturas, no distrito de Massingir.

O chefe do Departamento de Relações Públicas da PRM em Gaza, Carlos Macuácua, revelou, esta sexta-feira, que as buscas pelos suspeitos começaram depois do abate do rinoceronte, tendo a Polícia trabalhado em coordenação com os fiscais da reserva.

“Feita a diligência, chegámos a estes senhores. Chegados à residência de um dos indiciados, eles puseram-se em debandada. A Polícia perseguiu-os, tendo neutralizado este”, explicou Macuácua.

Durante a operação, as autoridades apreenderam quatro armas de fogo, um machado e duas viaturas que estariam na posse dos suspeitos.

Os três indiciados que conseguiram escapar estão na condição de procurados. A PRM garante que prosseguem as diligências com vista à sua localização e posterior encaminhamento à Justiça.

“A qualquer momento, a Polícia vai localizar e entregar-lhes à Justiça”, afirmou o responsável.

Este é o segundo caso de caça furtiva registado este ano na província de Gaza e esclarecido pelas autoridades. Segundo a PRM, o primeiro caso também foi esclarecido.

 

O Grupo Jinan Yuxiao, por intermédio das suas subsidiárias locais, concluiu um conjunto de acções de responsabilidade social em duas províncias de Moçambique, visando responder a necessidades urgentes e estruturais das comunidades locais.

As iniciativas, realizadas em Cabo Delgado e na Zambézia, envolveram a distribuição de 30 toneladas de arroz a famílias deslocadas pela violência armada, bem como a construção de uma escola primária e de um mercado coberto para a venda de produtos alimentares.

Na província de Cabo Delgado, a Africa Great Wall Mining Development Co., Lda. entregou, a 31 de maio de 2022, um total de 1.200 sacos de arroz, equivalente a 30 toneladas, na Zona de Reassentamento de Upajo, distrito de Montepuez. A ação, coordenada com o Governo local, teve como alvo famílias oriundas de Quissanga, Mocímboa da Praia, Palma e Macomia, que fugiram dos conflitos no norte do país e perderam os seus meios de subsistência. A logística da operação envolveu o transporte do cereal desde a aquisição até à descarga no local de reassentamento.

Na província da Zambézia, a Mozambique Heavysand Company, Lda. concentrou os seus esforços no povoado de Arijuane, distrito de Chinde. Em julho de 2021, foi entregue à comunidade a Escola Primária Completa do 1.º e 2.º Graus Josina Machel de Arijuane, cuja construção foi concluída em maio do mesmo ano. A cerimónia de entrega contou com a presença do Administrador do Distrito de Chinde e de outros membros do governo local.

Paralelamente, a empresa construiu e entregou um mercado coberto na mesma localidade. A infraestrutura, que dispõe de cobertura e bancas fixas, visa substituir a venda informal de produtos alimentares diretamente no chão, proporcionando um ambiente mais adequado e protegido para vendedores e consumidores.

As intervenções, realizadas em momentos distintos, refletem uma abordagem prática de responsabilidade social empresarial, focada na identificação de carências específicas e na mobilização de recursos para oferecer respostas concretas. Enquanto a doação de arroz em Cabo Delgado atendeu a uma urgência humanitária imediata, as infraestruturas na Zambézia foram concebidas para contribuir para a educação das crianças e para o fortalecimento da atividade económica diária das famílias.

Com estas ações, o Grupo Jinan Yuxiao demonstra o seu compromisso com as comunidades moçambicanas, aliando o apoio em situações de emergência ao investimento em projetos que sustentam o desenvolvimento a longo prazo.

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