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O País – A verdade como notícia

O Director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Mandlakazi, um extensionista e o motorista do Governo distrital estão detidos, acusados de envolvimento num alegado esquema de desvio de insumos agrários destinados às comunidades. O motorista foi detido no distrito de Chókwè, quando transportava adubos numa viatura protocolar do Governo de Mandlakazi. O caso está sob investigação das autoridades judiciais há cerca de três meses e poderá resultar na detenção de outros alegados envolvidos.

O Director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Mandlakazi, um extensionista e o motorista do Governo distrital estão detidos desde 28 de Agosto deste ano, acusados de envolvimento num alegado esquema de desvio de insumos agrários destinados às comunidades.

A informação foi confirmada, na manhã desta quarta-feira, ao O País por uma fonte do Governo de Mandlakazi, que não revelou, até ao momento, as quantidades de insumos alegadamente desviadas.

A detenção do motorista ocorreu no distrito de Chókwè, quando terá sido flagrado a transportar adubos numa viatura protocolar do Governo de Mandlakazi. Segundo fontes do O País, os insumos faziam parte do processo de distribuição às comunidades e eram transportados no trajecto Mandlakazi–Guijá–Chókwè.

O caso está a ser investigado pelas autoridades judiciais há cerca de três meses. As investigações poderão resultar na identificação e detenção de outros alegados envolvidos.

Permanecem por esclarecer as quantidades de adubos e outros insumos que terão sido desviadas, bem como o destino dado aos produtos alegadamente retirados do processo de distribuição às comunidades.

As regiões sul e centro de Moçambique poderão enfrentar, nos próximos anos, uma das secas mais severas da história do país, com uma intensidade que poderá superar a registada no início da década de 1990.

As previsões meteorológicas apontam para o prolongamento do fenómeno El Niño durante os próximos quatro anos, aumentando o risco de défice de chuvas e escassez de água em várias zonas do país.

O Centro Operativo de Emergência, que acompanha a evolução do fenómeno climático, reuniu-se esta terça-feira para avaliar os possíveis impactos. As projecções indicam que pelo menos 30 distritos das regiões sul e centro poderão ser afectados por uma seca severa.

Apesar dos alertas, a Direcção Nacional de Recursos Hídricos garante que, até Janeiro, não deverá haver falta de água nas zonas abrangidas.

Entretanto, o Governo ainda não dispõe de um plano de contingência para responder à eventualidade de uma seca prolongada. Também não está definido o montante necessário para a reabilitação e reforço dos sistemas de abastecimento de água, de forma a fazer face aos efeitos do fenómeno.

A desnutrição aguda continua a matar na província de Nampula. Nos primeiros seis meses 13 crianças morreram, de um universo de mais de 16 mil crianças que tiveram esse diagnóstico. alimentação pobre em nutrientes por estar por detrás.

A sala da pediatria do Hospital Central de Nampula costuma estar sobrelotada no período de pico de pessoas que sofrem de malnutrição em estado agudo.

“Os casos normalmente começam a aumentar nos meses de Outubro, Novembro, Dezembro até Março, que são os meses em que começam as colheitas. Neste período em que nós estamos, ainda há alimentação e geralmente os casos diminuem.”, disse Raúl Atibo, representante do Serviço de Pediatria II do Hospital Central de Nampula.  

Segundo explica, 13 crianças morreram nos primeiros seis meses em Nampula vítimas de desnutrição aguda. O número até representa uma redução porque nos primeiros seis meses do ano passado morreram 30 crianças, mas não deixa de ser preocupante, numa província onde a cada 100 crianças, 47 sofrerem de desnutrição crónica.

A dieta alimentar pouco diversificada e pobre em nutrientes, aliado ao fraco aleitamento materno, podem ser as causas deste problema de saúde pública.

“Nós não podemos ter uma alimentação só composta por farinha de milho ou por mandioca. Nós temos que combinar a mandioca, que é fornecedora de energia, combinar com uma fonte fornecedora de proteína, por exemplo a carne de frango ou de cabrito, ou peixe ou feijão, e também combinar com uma fonte fornecedora de vitaminas e minerais. Falo concretamente das folhas verdes, assim como as frutas, que são fornecedoras de vitaminas e que têm uma importância muito grande, que é evitar o aparecimento de doenças.”, alerta Cecília Boaventura, nutricionista e docente da UniLúrio.

Entretanto, a relidade em muitas famílias na província de Nampula mostra que a mandioca seca é a base da alimentação.  É transformada em farinha que faz a xima vulgarmente conhecida por caracata.

A mandioca é rica em carbohidratos e fibras, mas para que possa compor um prato saudável precisa ser acompanhada com outros alimentos, como feijões, verduras, peixe ou carne.

O Tribunal Judicial da Província de Gaza mandou a julgamento quatro arguidos acusados de envolvimento no alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias em Xai-Xai.

Entre os pronunciados estão a antiga administradora de Xai-Xai, Argilência Chissano; o chefe do Posto Administrativo de Inhamissa, Jeanet Teasse Novela; o director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas, Adolfo Maciel; e o fiel de armazém, Dionísio Maciel.

Os quatro vão aguardar pelo julgamento em liberdade, mediante o pagamento de cauções fixadas entre 50 mil e 75 mil meticais.

Na leitura do despacho de pronúncia e não pronúncia, o juiz de instrução, Justino Bungane, considerou existirem indícios suficientes para levar os quatro arguidos a julgamento, mas afastou, nesta fase, a acusação de associação criminosa, por falta de provas de uma actuação concertada.

O tribunal também entendeu que não havia elementos suficientes para sustentar a acusação contra Dora Artur, directora do Gabinete do Governador da Província de Gaza, que não foi pronunciada.

Outros quatro indiciados — Claudina Catarina Guaimbê, Samora Bernabé Catumbi, Imildo Simbinel e Inácio Artur Rui Sitoe — tiveram igualmente o processo arquivado por falta de elementos que demonstrassem o seu envolvimento consciente nos crimes.

O processo está relacionado com o alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias em Xai-Xai e chega a esta fase mais de seis meses depois da detenção de vários suspeitos.

A revolta popular que há quatro dias se regista em Hókwè, distrito de Chókwè, atingiu o ponto mais alto na noite desta segunda-feira, com o incêndio da esquadra da Polícia. O tumulto está relacionado com o desaparecimento de um mototaxista e com alegados casos de atrofia genital envolvendo quatro jovens. Populares exigiam a entrega de um homem de 34 anos, apontado como suspeito num dos casos.
Ângelo Tsane

A esquadra da Polícia da República de Moçambique em Hókwè foi incendiada na noite desta segunda-feira, depois de horas de tensão entre populares e agentes da Polícia, num episódio que terá sido desencadeado pela exigência da população para a entrega de um homem de 34 anos de idade, acusado de estar envolvido em alegados casos de atrofia genital de quatro jovens.

A agitação começou ainda durante a tarde, quando populares se concentraram junto às instalações da esquadra, pressionando as autoridades policiais para entregar o alegado envolvido. A Polícia mobilizou agentes para impedir a invasão das instalações, mas, por volta das 23 horas, a situação agravou-se e a população acabou por incendiar a esquadra.

“É verdade, confirmamos. Houve agitação devido a um jovem acusado de atrofiar órgãos humanos. Não dormimos, fomos até à madrugada e continuamos a apurar o caso”, confirmou Vasco Noé, chefe do Posto Administrativo de Hókwè.

O episódio ocorre no contexto de uma onda de revolta que se prolonga há cerca de quatro dias, na sequência do desaparecimento de um jovem mototaxista. Na sequência da indignação popular, chegaram a ser colocadas barricadas e bloqueadas vias na comunidade.
No âmbito das manifestações, um homem de 40 anos chegou a ser detido por alegada ligação ao desaparecimento. Entretanto, devido à agitação popular, o indiciado foi transferido para Chibuto, numa tentativa das autoridades de evitar novos confrontos.

A situação desta segunda-feira terá provocado também feridos entre populares, na sequência dos tumultos.A Polícia da República de Moçambique ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em actualização.

acusam o Ministério da Educação e Cultura de dever mais de 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo, dois meses após o término de uma capacitação sobre a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica. A Direcção Provincial da Educação em Gaza reconhece apenas 645 participantes e atribui a demora no pagamento a erros na identificação dos beneficiários e nas respectivas contas bancárias

São, ao todo, cerca de 670 professores e formadores de Gaza, Maputo e Maputo Cidade que reclamam o pagamento de mais de ” 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo”. Os beneficiários afirmam ter contraído dívidas para fazer face às despesas durante a formação e acusam o Ministério da Educação e Cultura de não cumprir o pagamento dos subsídios.

Em representação da Direcção Provincial da Educação, o chefe do Departamento de Educação Geral, Licínio Albino, confirma a existência da dívida, mas não avançou detalhes sobre o montante global em causa.

Albino explica que o pagamento ainda não foi efectuado devido a inconsistências nos dados fornecidos pelos professores, incluindo erros nos números de identificação e nas contas bancárias.

“Falha de um dígito, troca de outro dígito”, explicou Licínio Albino, acrescentando que os erros impediram o sistema de identificar correctamente alguns beneficiários.

A instituição diz ter devolvido o processo à origem para a correcção dos dados e garante que a documentação já foi novamente encaminhada à entidade competente para o pagamento.

Entretanto, apesar da pressão dos professores, a Direcção Provincial da Educação em Gaza não consegue indicar uma data concreta para a transferência dos valores, limitando-se a garantir que o pagamento poderá ocorrer “a qualquer momento”.

Licínio Albino reconhece que a demora levou os professores a recorrer aos meios de comunicação social, apresenta desculpas pelo atraso e apela à paciência dos beneficiários.

A Direcção Provincial da Educação diz ainda que cada um dos 645 professores deverá receber 1.800 meticais por dia de participação na formação, mas não avançou o montante global a pagar.

Os professores contestam este valor e afirmam que a ajuda de custo prevista é de 6 mil meticais por dia. Perante a divergência, exigem uma reunião urgente com a ministra da Educação e Cultura para obter esclarecimentos, bem como a responsabilização da directora nacional de Formação de Professores.

A erosão ameaça derrubar centenas de casas e postes de iluminação pública, no troço de 5km entre os bairros de Namicopo e Namiepe, na periferia da cidade de Nampula. 

A erosão evolui a cada dia nesta extensão de 5km, abrangendo os bairros de Namicopo e Namiepe, na periferia da cidade de Nampula. Casas, postes e postos de transformação estão expostos ao risco de desabar. O problema é antigo e não teve solução adequada nos governos anteriores.

As casas mais próximas da estrada foram sinalizadas em quase toda extensão da via, mas nada foi dito aos proprietários. Os meses da época seca já se vão. A preocupação aumenta quando chega o período de chuvas. O Município conhece o problema e diz que ainda este ano será lançado o concurso para identificar um consultor que vai desenhar o projecto de engenharia para trazer uma solução definitiva. Mas adverte que o investimento será avultado. 

“Uma infra-estrutura muito complexa tem que ser feita naquele local. Em termos de infra-estruturas hidráulicas, temos em média de 60% global de projectos. Só para a vala de drenagem, nos 60%, eu estimaria em média de 1.2 milhões de dólares.”, explica Mustafá Age, vereador de Manutenção e Obras do Conselho Municipal de Nampula. 

No bairro de Mutauanha, na chamada rua da Clínica, a enorme ravina que dava dor de cabeça foi eliminada. A via de 3km será pavimentada. Agora decorre a construção de valas de drenagem e passeios.

O Conselho Municipal da Beira deu início às obras de reabilitação da rede viária da cidade. Em Junho passado, o município adquiriu uma máquina própria de produção de asfalto com o objetivo de recuperar cerca de 200 quilómetros de estradas asfaltadas na urbe.

São vias construídas há mais de 60 anos e que, segundo o município, há décadas esperam por uma intervenção profunda. As obras já arrancaram pela Avenida 24 de Julho, no troço entre a Praça da Independência e a Praça dos Professores.

De acordo com o vereador para a área de Infra-estruturas, Getúlio Manhique, esta é apenas a primeira fase. O plano é avançar sequencialmente para outras vias da cidade, de acordo com a capacidade financeira do município.

“Estamos numa fase de certa forma experimental, mas perto de quarenta quilómetros, acreditamos ser possível atingirmos este ano. Nos nossos cronogramas, temos essa previsão”, disse Manhique.

O vereador adiantou que antes da asfaltagem foram feitos estudos de resistência das vias. Em alguns troços será preciso reaproveitar a base existente. Em outros, será necessário fazer toda a estrutura de raiz.

Além do tapete asfáltico, o projeto contempla também componentes sociais e ambientais.

“A cidade precisa muito da componente verde, no âmbito das mudanças climáticas. Também precisamos de ter a componente de circulação dos pedestres. É um direito que os pedestres têm de circularem de uma forma confortável. A segurança rodoviária também é uma preocupação”,referiu o vereador.

A intervenção é aguardada há anos pelos munícipes, sobretudo por causa do agravamento dos buracos na época chuvosa. Com a máquina própria, o município espera ganhar autonomia e acelerar o ritmo das obras para devolver mobilidade e dignidade às estradas da Beira.

Passageiros que utilizam o transporte público na Área Metropolitana de Maputo passam a ter acesso digital a informações sobre rotas, paragens, localização das paragens e horários, no âmbito da parceria estabelecida entre a Yango Moçambique e a Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT).

A informação está disponível, a partir desta quarta-feira, através da funcionalidade “Transportes” da SuperApp da Yango. Ao introduzir um destino, o utilizador pode consultar as opções de transporte público disponíveis para o percurso, incluindo rotas, paragens, pontos de transbordo e tempos estimados de viagem.

Os dados disponibilizados abrangem a rede de transporte público que opera na Área Metropolitana de Maputo, incluindo ligações entre a cidade de Maputo e zonas como Zimpeto, Albasine e Costa do Sol, além de Matola e Boane.

A parceria estabelece que a AMT disponibilize os dados relativos à rede de transporte público, enquanto a Yango fica responsável por apresentar essa informação através dos seus serviços digitais.

Localização dos veículos poderá ser acompanhada em tempo real

Uma segunda fase do acordo prevê a possibilidade de os passageiros passarem a acompanhar, em tempo real, a localização dos veículos de transporte público.

A funcionalidade ainda depende da instalação de dispositivos de rastreamento GPS, da infraestrutura técnica necessária e de um acordo adicional entre a Yango e a AMT.

Nesta primeira fase, o serviço permite consultar informações sobre a rede de transporte público antes e durante o planeamento da viagem, mas não disponibiliza ainda a localização dos veículos em tempo real.

A iniciativa abrange uma rede utilizada diariamente por passageiros que se deslocam entre diferentes pontos da região metropolitana, onde a diversidade de rotas e ligações pode dificultar a identificação do percurso adequado, sobretudo para quem não está familiarizado com determinadas zonas.

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