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O País – A verdade como notícia

Moçambique defende diálogo e segurança na reunião da Troika da SADC

Moçambique vai defender o reforço do diálogo e da cooperação regional para responder aos desafios de segurança e integração na região da SADC. A posição será apresentada pelo Presidente da República, durante a reunião da Troika do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da organização regional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou total apoio à iniciativa “Moçambique Primeiro”, proposta nesta quinta-feira por uma delegação do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), liderada pelo seu presidente, o bispo Rodrigues Júlio Dambo. A iniciativa visa promover a união, a paz e o compromisso dos moçambicanos com o desenvolvimento do país, colocando os interesses nacionais acima de quaisquer divergências

Durante o encontro, o bispo Dambo explicou que a proposta do CCM pretende despertar o patriotismo e a responsabilidade individual e colectiva. “Esta iniciativa visa juntar todos os moçambicanos, unir-nos e olharmos para Moçambique primeiro, e que cada um de nós, governantes, partidos políticos ou toda a sociedade possamos fazer algo de bem para Moçambique”, afirmou o líder religioso.

O bispo acrescentou que a iniciativa procura inspirar um exercício contínuo de cidadania consciente. “Acordar de manhã e dizer: o que faço por Moçambique primeiro. Ao dormir, perguntar: o que faço por Moçambique primeiro”, disse, sublinhando que a mensagem central da proposta é a rejeição da violência e a valorização da paz como condição indispensável para o progresso.

Segundo Dambo, o Presidente da República acolheu positivamente a proposta do CCM e demonstrou abertura ao espírito de reconciliação e coesão nacional. “Foi um encontro muito positivo, Sua Excelência Presidente da República acolheu a iniciativa e deu todo o apoio necessário, porque Moçambique precisa reconciliar-se, precisa reencontrar-se e precisa que todos nós caminhemos juntos”.

Na audiência, a delegação do Conselho Cristão de Moçambique destacou também que, embora as diferenças políticas e ideológicas façam parte da história dos povos, é fundamental que os moçambicanos se mantenham unidos. “As diferenças sempre existiram, mas nós, como moçambicanos, devemos estar unidos em prol de Moçambique primeiro”, reforçou o bispo. O presidente do Conselho Cristão de Moçambique reconheceu que o país enfrenta desafios históricos e complexos, mas sustentou que a superação exige coesão nacional. “Os problemas também são históricos. Desde a história da humanidade, temos atravessado diferentes tipos de problemas, mas para ultrapassarmos só podemos estar unidos”, afirmou, garantindo que a igreja sai encorajada da audiência com o Chefe do Estado.

Antes de apresentar a iniciativa, a equipa do Conselho Cristão saudou o Presidente Chapo pela sua eleição, destacando que ainda não tinham tido oportunidade de felicitá-lo oficialmente. Reconheceram que o estadista assumiu o cargo num momento desafiante e elogiaram a liderança que tem exercido, que, segundo os religiosos, têm contribuído para a harmonia nacional.

Os representantes do CCM encorajaram o Presidente da República a continuar no caminho do diálogo e da reconciliação, saudando, também, os encontros com o então candidato Venâncio Mondlane como um gesto de coragem e de grande significado político.

“Devemos felicitar, também, o encontro com o candidato Venâncio Mondlane, que foi um acto de coragem, e isto contribui realmente para a reconciliação dos moçambicanos.”

O Conselho Cristão reiterou ainda o seu compromisso com a paz e a estabilidade, reafirmando o seu papel como parceiro do Estado na promoção do diálogo, da reconciliação e da edificação de uma sociedade mais justa e solidária.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, concluiu, ontem,  a visita de trabalho de três dias à província de  Gaza, reforçando o seu compromisso com uma governança mais  próxima da população. A agenda incluiu comícios,  encontros com diversos sectores sociais, reuniões com órgãos locais do  Estado e a entrega de infra-estruturas cruciais para o desenvolvimento  agrícola. 

Um dos pontos de destaque da visita foi o anúncio da suspensão  temporária da cobrança de portagens em três vias da província, 

Macia-Chókwè, Macia-Praia do Bilene e Chókwè-Macaretane, uma  medida destinada a aliviar a carga sobre os cidadãos e priorizar  investimentos mais viáveis. 

A agenda de trabalho estendeu-se pela província, abrangendo a  cidade de Xai-Xai, onde o Chefe do Estado presidiu a uma Sessão  Ordinária do Conselho de Ministros e outra do Conselho Executivo  Provincial, alargada a administradores distritais e presidentes de  conselhos autárquicos. Essas reuniões foram cruciais para a  coordenação governativa e para se inteirar do trabalho desenvolvido  no terreno.

No distrito de Chókwè, considerada a capital económica de Gaza, Chapo dedicou tempo a encontrar-se com jovens,  funcionários e agentes do Estado, agricultores e agentes económicos.  O objectivo era claro: promover o diálogo a vários níveis e identificar  as prioridades para acelerar o desenvolvimento local. “Ao escutar  directamente a população, para além de comícios populares, temos  feito também encontros com vários estratos sociais,” salientou o  Presidente moçambicano. 

Os desafios levantados pela população foram diversos, incluindo a  necessidade de mais estradas, centros de saúde, medicamentos,  enfermeiros e médicos. A construção de mais escolas, principalmente 

salas de aula nos distritos, postos administrativos e localidades, foi  também uma preocupação central. 

A questão do abastecimento de água, especialmente na zona norte  da província, como Chigubo, onde há problemas sérios devido ao  nível freático, e a expansão da energia eléctrica, completaram o  quadro das principais reivindicações. 

Um dos momentos mais simbólicos da visita foi a entrega do Regadio 7  de Abril, no distrito de Guijá, um projecto considerado vital para o  desenvolvimento agrícola da província.

A Liga da Juventude da Renamo exige a restituição à liberdade dos ex-guerrilheiros detidos, ontem, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na sequência da invasão ao gabinete do líder do partido, Ossufo Momade, assim como à sua respectiva sede.

Em conferência realizada esta manhã, em Maputo, o presidente do braço juvenil da “perdiz”, Ivan Mazanga, condenou a “acção musculada” da polícia para dispersar os ex-guerrilheiros. Mazanga diz que a agremiação é contra todo tipo de violência.

“Se esta acção tiver sido efectuada em coordenação e concordância com as estruturas directivas do nosso partido, enquanto Liga da Juventude, colocamos aqui a nossa firme e total oposição porque estamos convictos de que o diálogo incessante deve ser o caminho permanente para ultrapassarmos os nossos diferendos, hoje e sempre”, disse Ivan Mazanga. 

A Liga da Juventude da Renamo aponta como uma das soluções imediatas visando acabar com o ambiente de crispação entre os ex-guerrilheiros e a liderança do partido, a convocação da reunião do Conselho Nacional onde deverão ser discutidos todos os problemas. 

“É verdade que também não concordamos com a tomada e encerramento da nossa sede e delegações e isso deve cessar. Contudo, a maior responsabilidade para a resolução pacífica dos diferendos está com quem lidera”, adverte Mazanga. ‎

O Presidente da República, Daniel  Chapo, garantiu, nesta Quarta-feira, na vila da Macia, em de Gaza, que o seu Governo vai continuar a trabalhar e a  tomar medidas que tragam benefícios ao povo. Chapo apelou ainda  à  contribuição activa dos cidadãos na construção do país. 

“Nós vamos continuar a trabalhar e tomar medidas bem pensadas que beneficiam o povo  moçambicano”, afirmou o Chefe de Estado durante comício, sublinhando a importância da paz  como fundamento para o desenvolvimento do país. 

O Presidente da República agradeceu à  população de Bilene e de toda a província de Gaza pelo voto de  confiança que lhe garantiu a vitória nas eleições do ano passado. E  destacou o comportamento ordeiro da população que não aderiu às  manifestações pós-eleitorais. 

O estadista moçambicano destacou o diálogo nacional inclusivo  como um instrumento essencial para a união e coesão social no país,  explicando que essa iniciativa surge da necessidade de promover a  unidade entre os moçambicanos, através do envolvimento de todas  as forças da sociedade.

O governante apelou ainda à preservação das infra-estruturas públicas e privadas construídas com fundos do Estado. 

A população, por sua vez, manifestou preocupações concretas,  incluindo o custo de vida, a falta de financiamento para pequenos  produtores, o difícil acesso às escolas básicas e o deficiente  abastecimento de água potável na vila sede. Pediram ainda a  construção de um instituto técnico-profissional para capacitação dos  jovens.

 

Ex-guerrilheiros da Renamo invadiram, na manhã desta quarta-feira, o gabinete de Ossufo Momade, na Cidade de Maputo. Os desmobilizados reiteram que o presidente do partido deve abandonar o cargo.

É mais uma forma de pressionar a demissão de Ossufo Momade do cargo de presidente da Renamo.

Depois de invadirem as delegações provinciais do partido, foi a vez do gabinete do presidente, na Cidade de Maputo.

Os desmobilizados tomaram de assalto o edifício, encerraram as portas, e o seu objectivo é bem claro: “Pretendemos acampar-nos aqui, como forma de fazer pressão para que o senhor Ossufo Momade se demita da presidência da Renamo, porque não está a fazer nada.”

Com a ocupação das delegações do partido e do gabinete de Ossufo Momade, os antigos guerrilheiros exigem que todas as actividades do partido sejam paralisadas.

“É claro que esta é a nossa intenção. Depois, iremos encerrar em todas as províncias, pois não estamos a traçar estratégia nenhuma, nem para ganhar as eleições. Usam dinheiro para comprar viaturas com o dinheiro das pensões e o que ganham na Assembleia da República.”

Os antigos guerrilheiros da Renamo afirmam que o partido está em crise, devido à gestão de Ossufo Momade.

Mais uma vez, o grupo reitera que só vai abandonar o local depois da demissão do líder da perdiz e abertura de espaço para a eleição do novo presidente.

O Governo está na Assembleia da Republica, entre quarta-feira e quinta-feira, para responder às perguntas dos deputados das quatro bancadas parlamentares.

As bancadas da Frelimo e Renamo questionaram ao Executivo de Daniel Chapo sobre “para quando a solução da questão da rede de estradas para o país e onde parou o dinheiro alocado ao Governo anterior e anunciado para a reabilitação de, a título de exemplo, Estrada Nacional N1, Maniamba-Metangula, Cuamba-Mecanhelas, Cuamba-Marrupa, Maxixe-Panda, Massinga-Funhalouro, Alto Molócue-Gilé-Muiane- Namuaca, Namacurra-Maganja da Costa-Pebane, Moatize-Doa- Mutarara, Caia-Sena-Chemba, NZero-Mopeia-Luabo Espungabera-Machaze-Save-Massangena?

A Primeira-Ministra, em representação ao executivo, não foi ao ataque, mas garantiu que, “enquanto continuamos a mobilizar recursos e aguardar o desembolso dos fundos para a reabilitação da Estrada Nacional Número Um, o Governo dará especial atenção às manutenções de rotina em algumas vias prioritárias”.

Benvida Levi avançou que já foi lançado o concurso para a manutenção de rotina para as vias Gorongosa-Caia, Inchope-Gorongosa, Metoro-Pemba.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou à juventude para se manter “unida, coesa, como jovens, de forma individual ou colectiva”, com vista à construção da independência económica do país.

Esta terça-feira, no Distrito de Chókwè, durante um encontro com jovens dos 14 distritos de Gaza, o Chefe do Estado destacou que “a única saída na vida não é só ser empregado”, sublinhando que é possível que um jovem “faça negócios, empreenda e empregue outros jovens”. 

O estadista afirmou ainda que os encontros com a juventude visam “exactamente multiplicar as iniciativas juvenis”, reforçando o papel central dos jovens no desenvolvimento nacional.

No encontro, que reuniu jovens de vários sectores sociais e económicos, o Chapo destacou que o Governo está a trabalhar para criar condições que favoreçam a autonomia financeira da juventude, promovendo uma visão de futuro ancorada no trabalho, na inovação e no espírito empreendedor. 

“Nós estamos a lutar como moçambicanos para lançarmos os alicerces para alcançar a independência económica, e isto só vai ser possível se cada um dos moçambicanos lançar os alicerces para a sua independência económica e começar a trabalhar”, declarou.

Chapo realçou que trabalhar não deve ser entendido apenas como ter emprego formal, mas também como criar soluções e oportunidades para si e para os outros.

“Quando eu digo trabalhar não é só emprego”, disse, sublinhando a necessidade de os jovens abraçarem o empreendedorismo como uma via sustentável para o progresso pessoal e colectivo.

O Presidente da República referiu-se à aprovação do novo Fundo de Desenvolvimento Local, uma ferramenta de financiamento que, segundo revelou, destina mais da metade dos seus recursos à juventude. 

“Sessenta por cento deste fundo tem que ir para os jovens”, referiu, defendendo que os recursos devem ser aplicados com responsabilidade, visão e compromisso com resultados concretos.

Chapo advertiu que o combate à pobreza exige disciplina financeira e espírito de iniciativa. 

“Para sairmos da pobreza é preciso compreendermos que temos que nos concentrarmos em multiplicar o dinheiro, com a mesma atitude, com a mesma humildade”, afirmou, acrescentando que o Governo continuará a investir em políticas e programas que permitam aos jovens gerar renda e empregar outros.

O Chefe do Estado criticou as narrativas que minimizam os avanços do país desde a independência, afirmando que há “uma informação falsa, errada, que manipula as pessoas, segundo a qual durante estes 50 anos não aconteceu nada”. 

Para o estadista, há “razões mais que suficientes para podermos celebrar os 50 anos”, apelando à juventude para honrar esse legado através do trabalho árduo e da construção de um futuro melhor.

No início do encontro, o Presidente da República fez uma retrospectiva da história do país, lembrando a luta da juventude moçambicana contra o colonialismo, e afirmou que os jovens de hoje têm o desafio de continuar essa luta, agora em prol da independência económica.

“Foi um passado triste de colonização, o presente é este dos 50 anos da independência que temos que celebrar e o futuro é este de que temos que trabalhar para o desenvolvimento do país”, afirmou. 

“Vamos comemorar este ano 50 anos da nossa independência, e 50 anos não são poucos”, disse, destacando a necessidade de os jovens compreenderem o valor do presente e a visão do futuro. Sublinhou que, apesar da independência política conquistada em 1975, Moçambique ainda depende de financiamento externo, o que exige um novo esforço colectivo centrado no trabalho produtivo.

O Presidente da República concluiu reiterando o compromisso do Governo em continuar a escutar a juventude em todas as províncias do país. Disse que estes encontros visam alinhar os jovens com a agenda do actual ciclo governativo, compreender o significado da independência económica e do seu slogan “Vamos trabalhar”, que se tornou um apelo nacional à acção, responsabilidade e desenvolvimento inclusivo. 

 

Os juristas consideram que o novo figurino do Serviço Nacional de Investigação Criminal, que passa a ser tutelado pela Procuradoria-geral da República, vai garantir maior flexibilidade na investigação e esclarecimento de crimes.

A Assembleia da República aprovou a proposta de Lei da revisão do Serviço Nacional de Investigação Criminal, instrumento que traz várias inovações na actuação do SERNIC. Para o jurista Sandro Sousa, essa mudança poderá garantir uma nova forma de estar deste órgão de investigação criminal.

Entende ainda que, com o novo figurino, a polícia será menos coerciva e o Ministério Público terá mais poderes no processo investigativo, tendo em conta que todos os elementos administrativos estarão centralizados.

“Estamos à espera de uma polícia robusta, uma polícia que seja capaz de justificar a resposta do processo investigativo nos casos criminais”, explica Sandro Sousa.

Por sua vez, o jurista André Júnior entende que se abre uma nova página ao nível do SERNIC, justificando que o novo figurino vai dar mais autonomia, independência e mais espaço de actuação aos agentes deste órgão.

“Quando os processos estão a ser investigados ao nível do SERNIC a intervenção do lesado é muito limitada, mas poderão fazer melhor quando o processo estiver no Ministério Público”, explica.

Ainda assim, os dois juristas apontam algumas fragilidades do novo figurino do SERNIC, uma vez que vai criar algumas limitações em alguns casos, sobretudo nos processos que envolvem magistrados e figuras ligadas à política.

O Presidente da República anunciou, nesta terça-feira, em Chókwè, a suspensão de cobranças em três portagens da província de Gaza, a partir do mês de Junho, por insustentabilidade. Daniel Chapo prometeu revitalizar o regadio de Chókwè e reactivar fábricas de agro-processamento para incrementar a produção agro-pecuária e a empregabilidade da população local.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a suspensão de pelo menos três das sete portagens na província de Gaza por não renderem nada. Trata-se das portagens de Bilene e Chókwè, e a medida entra em vigor a partir do próximo mês.

“A partir do dia 15 de Junho, vamos suspender temporariamente o funcionamento de três portagens: a portagem Chókwè–Macia, Chókwè–Macarratane e Macia–Praia de Bilene. Estas portagens não estão a render nada. Só os custos: o salário e a energia mensal. Pelo volume de viaturas que passam nessas portagens, não compensa. É por isso que nós vamos suspender temporariamente. Este não é negócio. O volume de tráfego que passa por estas portagens não justifica aquilo que se gasta”, disse o Chefe do Estado.

Daniel Chapo, prometeu, igualmente, que, caso as condições se mostrem diferentes nos próximos tempos, a decisão poderá ser reconsiderada. Chapo prometeu revitalizar o regadio de Chókwè e reactivar fábricas de agro-processamento para incrementar a produção agro-pecuária e empregabilidade dos jovens.

O Presidente da República explicou ainda que, para um melhor desenvolvimento, é também fundamental que sejam combatidas algumas práticas que enfermam a sociedade, como é o caso da corrupção, que faz com que o dinheiro que deveria servir para a construção de escolas, hospitais e estradas vá para o bolso de certas pessoas.

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