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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

O Presidente da República efectua, a partir de hoje, uma visita de trabalho ao Reino de Eswatini, a convite do Rei Mswati III. Esta é a primeira visita de Daniel Chapo ao Reino de Eswatini, enquanto Chefe do Estado. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a visita decorre no âmbito do estreitamento e fortalecimento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois países, e serve de ocasião para os dois estadistas avaliarem o actual estágio da cooperação bilateral, bem como partilharem informação sobre a situação política e económica dos dois países, da região, continente e a nível internacional. 

Nesta deslocação, o Presidente Daniel Chapo far-se-á acompanhar pelos Ministros do Interior, Paulo Chachine, e na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Ricardo Sengo. Acompanham o Presidente da República também os Secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, Chinguane Sebastião Mabote; Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Djedje; Indústria, Custódia Rute Jone Paunde; Minas, Jorge Gerson Momade Daúdo; Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso; como também quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Moçambique e Malawi reforçaram,  esta Quinta-feira, os laços de amizade e cooperação com a  assinatura de três instrumentos jurídicos bilaterais, no início da visita de  trabalho de dois dias que o Presidente da República, Daniel Chapo,  realiza ao Malawi, a convite do seu homólogo malawiano, Lazarus  Chakwera. 

“A visita marca um novo impulso nas relações históricas  entre os dois países, que este ano assinalam 50 anos de cooperação  desde a independência de Moçambique em 1975”, refere a Presidencia da Republica.

Na capital Lilongwe, depois das conversações, dentre vários  instrumentos jurídicos, foram assinados um acordo, um memorando e 

um protocolo. Os dois líderes saudaram o momento como um marco  no aprofundamento da cooperação bilateral. 

“A visita é uma oportunidade para reforçar as nossas relações de  amizade, irmandade, solidariedade e de cooperação entre os dois  povos e países”, afirmou Daniel Chapo, acrescentando  que Moçambique está comprometido em “continuar a cooperar com  o país irmão Malawi em prol do desenvolvimento económico dos dois  países e do bem-estar social dos dois povos”. 

Por sua vez, Lazarus Chakwera sublinhou a importância  histórica da visita do Presidente moçambicano. “A visita vai  proporcionar uma plataforma importante para fortalecer as relações  existentes, que são baseadas em valores compartilhados, identidade  comum e boa amizade”, disse, reafirmando o empenho do seu  governo em continuar a fazer florescer as áreas de cooperação  bilateral. 

O estadista moçambicano destacou ainda a estabilidade política e  social que se vive em Moçambique, os esforços no combate ao  terrorismo em Cabo Delgado e o papel solidário do Malawi no seio da  força regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral  (SADC). “Queremos agradecer ao povo irmão Malawi que fez parte  da SAMIM, a força da SADC, que combateu o terrorismo naquela  região”, declarou. 

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado moçambicano falou  também sobre os desafios impostos pelas mudanças climáticas,  mencionando os três ciclones que afectaram Moçambique este ano.  “Este é um desafio global que temos de enfrentar juntos, para  desenvolver casas e infra-estruturas mais resilientes”, defendeu, 

destacando ainda a importância estratégica dos corredores de  desenvolvimento, nomeadamente o de Nacala e da Beira, para a  ligação entre os dois países. 

A expansão da cooperação nos sectores de energia, transporte,  comércio, agricultura, turismo e recursos minerais foi outro ponto  salientado pelo estadista, que expressou igualmente o desejo de  estabelecer uma ligação aérea directa, por exemplo, entre Tete e  Nampula, com o Malawi, para dinamizar os negócios e facilitar a  mobilidade. 

“Queremos desenvolver mais as nossas relações na área de recursos  minerais, energia, economia, transporte, logística, pesca, recursos  hídricos”, disse o governante, acrescentando que os memorandos  assinados “vão permitir às nossas equipas produzirem resultados  concretos para os nossos dois países, porque precisamos de  desenvolver Moçambique e desenvolver o Malawi”. 

Chapo convidou ainda o seu homólogo  malawiano a participar nas celebrações dos 50 anos da independência de Moçambique, a terem lugar no próximo dia 25 de  Junho, destacando que o marco será também uma comemoração  dos 50 anos de relações diplomáticas com o Malawi. 

A jornada oficial iniciou-se com uma recepção ao dirigente  moçambicano no aeroporto de Lilongwe, seguida de uma cerimónia  oficial no Palácio Kamuzu. O Presidente assinou o Livro de  Honra; visitou o Parlamento, onde plantou uma árvore, e prestou  homenagem no Mausoléu Kamuzu Memorial Park com a deposição  de uma coroa de flores. A agenda prossegue amanhã com o  lançamento da Fronteira de Paragem Única, considerada um passo decisivo na facilitação do comércio e circulação entre os dois países.  

A Delegada da Renamo em Nampula, Abiba Aba, nega haver uma contestação generalizada à liderança de Ossufo Momade. Abiba Aba disse ainda que a delegação da sua província não foi encerrada e os trabalhos decorrem normalmente. 

Abiba Aba, delegada da Renamo em Nampula, disse, nesta quarta-feira, que está em curso um diálogo entre a liderança do partido e os desmobilizados de guerra, para juntos encontrarem a solução dos problemas levantados.  A delegada diz ainda que não houve encerramento da sede da Renamo em Nampula. 

“É uma delegação grande e todos sabemos. A Renamo é também um partido reconhecido a nível nacional e internacional. Eu acho que se existe algum problema, é preciso haver uma sentada para se ultrapassar o problema.  A sentada está a acontecer na cidade de Maputo e, infelizmente, não pude ir, porque tenho alguns trabalhos pessoais”, explicou. 

Abiba Aba assumiu que pode haver um grupo descontente com Ossufo Momade, mas nega que seja um problema geral. “Estamos aqui nós, somos Nampulenses, Macuas de raiz. Estamos aqui porque Ossufo Momade existe. Estão aqui para receber a delegada da Renamo, nomeada pelo presidente Ossufo Momade”.  

O Presidente da Renamo disse que cabe ao Estado, através do Governo, fazer o pagamento de pensões aos desmobilizados. Ossufo Momade, que falava, hoje, dos últimos acontecimentos dentro da Renamo, afirmou que   o objectivo do partido é que os desmobilizados tenham pensões para manter a sua sustentabilidade económica. 

Ossufo Momade falou, nesta quarta-feira, à imprensa sobre as reivindicações dos antigos combatentes. Momade afirmou que, no âmbito da sua tomada de posse, o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) já estava em curso e nenhum ponto foi alterado. 

“Não mudamos a equipa nomeada pelo saudoso Presidente Afonso Dhlakama para aquele processo, nem mudamos uma única vírgula do que tinha sido acordado”, reiterou. 

Momade lamentou os últimos acontecimentos, e afirmou que as acções mancham o nome do partido.  

“Nos últimos tempos, o nosso partido tem sido notícia pelos piores motivos, que o descaracterizam o histórico que tem como robusto e peça-chave na transformação do país, desde 1977”, reclamou Momade. 

O líder da Perdiz lamentou ainda o facto de não terem sido alcançados os objetivos esperados com a assinatura dos acordos, no âmbito do DDR, sublinhando que é preciso manter as conversações com todos os envolvidos no processo de DDR. 

Para Ossufo Momade, os últimos acontecimentos da Renamo representam uma afronta aos princípios elementares da democracia da Renamo e, por isso, espera que sejam resolvidos durante a Conferência Nacional. “Neste sentido, esperamos que essa conferência nacional faça uma avaliação profunda de medidas que ajudem o partido a continuar sendo uma referência nacional”, disse. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu maior qualidade no sistema de justiça. Chapo, que falava, hoje, durante a cerimónia de empossamento dos dirigentes judiciais, afirmou que para firmar Moçambique como destino seguro para o investimento estrangeiro, é preciso investir na modernização da justiça e no reforço  da sua capacidade operacional. 

O Chefe de Estado empossou, nesta quarta-feira, Ana Maria Gemo, para o cargo de Presidente do Tribunal Administrativo; Matilde Augusto Monjane Maltez de Almeida, para o cargo de Vice Presidente do Tribunal Supremo; Carlos Pedro Mondlane, para o cargo de Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo; e Alberto Hawa Januário Nkutumula, para o cargo de Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional.

Durante o seu discurso, Daniel Chapo lembrou que o investimento estrangeiro num país não depende apenas dos seus recursos naturais, das suas infraestruturas ou da dimensão do seu mercado, mas  da percepção que se tem da solidez das instituições públicas e da integridade do Estado. 

“Os investidores procuram sistemas judiciais previsíveis, imparciais e independentes. Procuram certeza de que os seus contactos serão visados  e cumpridos, que as eleições são livres, justas e transparentes, e que, em caso de litígio, os    referendos serão julgados com justiça, imparcialidade, celeridade  e em tempo útil”, disse Chapo. 

O mais alto magistrado da Nação  disse ainda que a previsibilidade do sistema judicial, a independência dos tribunais, a imparcialidade dos juízes e a integridade do sistema são condições indispensáveis para a construção de uma justiça que sirva o desenvolvimento humano, social e ambiental do país. 

Chapo exigiu ainda que a justiça funcione “em pé de igualdade” para todos, reiterando que “não há desenvolvimento, nem independência económica, sem justiça”. 

O ex-Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou o papel da diplomacia na recuperação da confiança das instituições financeiras e económicas internacionais para com o país e pediu aos diplomatas para continuarem a promover Moçambique.

“Acho que se recordam quando fomos abandonados pelo mundo financeiro por muitas razões, mas a vossa ação, a ação da diplomacia que representam, foi fantástica para nós devolvermos a confiança junto desses parceiros”, declarou o antigo chefe do Estado de Moçambique, ao receber em audiência a Associação dos Diplomatas de Moçambique (Adimo), que celebra este ano 50 anos da diplomacia moçambicana, após a independência, em 25 de junho de 1975.

Os parceiros internacionais suspenderam a ajuda na sequência do escândalo das dívidas ocultas, que envolveu vários governantes do executivo liderado por Armando Guebuza.

As instituições referenciadas retomaram as ajudas em 2022, no segundo mandato de Filipe Nyusi enquanto Presidente de Moçambique.

Em declarações aos jornalistas no final do encontro com a Adimo, Filipe Nyusi realçou que a diplomacia moçambicana conseguiu “manter” a confiança e criou “crédito” junto das instituições financeiras.

“Fizemos muito esforço e devolvemos o Banco Mundial, o FMI e alguns parceiros da comunidade internacional. Mesmo a questão de conseguirmos a primeira plataforma de gás, esse que já está a dar qualquer coisa (…) pela diplomacia conseguimos convencer, porque para aquela plataforma vir aqui (…) era preciso ir ao Japão, Coreia, Holanda, discutir [com] os compradores do gás, nada podia arrancar sem negócio e essa diplomacia foi conduzida pela casa da diplomacia”, acrescentou, citado pela Lusa.

O ex-Presidente lembrou aos diplomatas que o país é rico em diversos recursos e pediu empenho de todos para promover as suas potencialidades.

O Governo aprovou, hoje, o decreto que cria a Administração Nacional de Obras Públicas, instituto público, abreviadamente designado ANOP, IP. Segundo o comunicado do Governo a ANOP, IP  é uma entidade que assegura a implementação das políticas públicas, no domínio das obras públicas, com a missão de planear, coordenar, executar e supervisionar a construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas públicas.

O Governo esteve reunido, nesta terça-feira, para mais uma sessão do Conselho de Ministros. Durante a sessão, o executivo apreciou e aprovou a resolução que autoriza a criação de uma equipa para avaliação dos Termos do Contrato de Concessão das Infra-estruturas da Estrada Nacional N4, entre o Governo de Moçambique e a TRAC.

Aprovou também a resolução que designa os membros do Governo para o Conselho Nacional da Infra-estrutura de Dados Espaciais de Moçambique (CNIDEMOC).

Ainda na mesma Sessão, o Conselho de Ministros apreciou a informação sobre o ponto de situação da preparação das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional.

O comentador do Programa Noite Informativa da  STV, Ilídio Nhantumbo diz que não é novidade em África que as pessoas usem a política para obter benefícios próprios, principalmente financeiros. Nhantumbo, que reagia à intervenção do Presidente do PODEMOS,  adverte que os políticos têm de olhar para os interesses dos cidadãos e do eleitorado. 

“Quando se vai à política o pressuposto é de servir ao povo, mas temos que perceber que antes disso, os políticos não procuram idealismo, mas procuram interesse económico. E isto é comum, não vamos fugir da realidade, e não acontece só com o PODEMOS, mas acontece em outros partidos também”, explicou Ilídio Nhantumbo, reagindo ao pronunciamento de Albino Forquilha sobre o facto da  apetência aos cargos do partido estar ligado a “comida”.

Ilídio Nhantumbo não vê nenhuma novidade, mas adverte que não se pode normalizar o uso de cargos políticos para a satisfação de interesses pessoais. 

“Não vamos normalizar. Está somente a ser um hábito que não é só de Moçambique, mas os políticos devem aprender que Moçambique se pretende desenvolver como um Estado Democrático e, acima de qualquer interesse dos políticos, é preciso colocar o interesse dos cidadãos e do eleitorado em primeiro lugar”, explicou. 

O cientista político, Jorge Matine, por sua vez, defende que as contradições internas que estão a surgir no PODEMOS devem resultar no crescimento do partido e na forma como o partido vai expor as suas ideias para o público. Entretanto, critica a postura de Albino Forquilha. 

“A forma como  o Presidente do Partido se coloca, ou faz uma leitura daquilo que são as contradições internas, parece-me  que o Presidente é uma pessoa com um interesse para que esse nível de disputa não seja o mais cordial ou o mais natural possível.  Então, a posição do presidente é primeiro não reconhecer que esse processo de competição interna deve ser um processo normal e deve acontecer dentro de um espírito normal”, explicou o cientista político.

Jorge Matine afirmou ainda que a direcção actual do PODEMOS “não está a agir com a maturidade que deveria transparecer, tendo em conta que quer se tornar a segunda força política   no país”. 

Para Arsénio Cuco, a intervenção de Albino Forquilha não traz nenhuma novidade, mas revela imediatismo na abordagem do problema, pois nenhum partido assumiu que os seus membros têm usado de cargos para benefícios particulares.   

Cuco falou ainda da movimentação de alguns membros de um partido para o outro, na tentativa de chegar ao poder. “Não seria nenhum problema  se não fossem interesses económicos, porque as migrações que nós temos são migrações sem ideias (…) o único interesse que subjaz em todos os membros que fazem parte de determinado partido é justamente o acesso  de cargos para ter os seus interesses satisfeitos”, explicou. 

Refira-se que o membro-fundador do PODEMOS e candidato desistente ao cargo de Secretário-Geral do partido, Alberto Ferreira, submeteu, na última sexta-feira, uma providência cautelar, ao Tribunal Judicial do Distrito Municipal Kamavota, com objectivo de travar a realização da segunda volta de eleições no PODEMOS.

Daniel Chapo alerta aos membros e órgão  do partido Frelimo a ficarem atentos aos comportamentos desviantes dentro do partido e aos movimentos internacionais que  pretendem fragilizar  e derrubar os partidos políticos libertadores. O presidente da Frelimo falava, hoje, em Maputo,  durante o encerramento da terceira sessão ordinária da ACLLN.  

O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, dirigiu este domingo a terceira sessão do comité nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, na escola central do partido.  

Dentre vários assuntos, a sessão serviu para ratificar a nomeação dos membros do secretariado da organização. E no seu discurso de encerramento, Daniel Chapo deixou um alerta aos membros e órgãos do seu partido. 

De acordo com o presidente da ACLLN, os veteranos da libertação devem se colocar na linha da frente no combate às tendências da nova política que afecta os partidos libertadores. 

Segundo o Governante o pagamento de Quotas não é suficiente para cobrir as despesas da agremiação, por isso foi criada uma unidade de projectos e investimentos. 

No seu discurso de encerramento do Comitê Nacional da ACLLN, Daniel Chapo saudou a todas as crianças moçambicanas pela  passagem do dia um de Junho. 

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