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O País – A verdade como notícia

Venâncio Mondlane foi eleito presidente interino do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, ANAMOLA. O acto aconteceu ontem, durante a primeira reunião da Comissão Executiva desta formação política.

A eleição dos membros de direcção do ANAMOLA é um dos primeiros passos da vida política deste partido. Venâncio Mondlane foi indicado para liderar o partido até a realização do primeiro Conselho Nacional, no próximo mês, em Maputo, explicou  Dinis Tivane, Porta-voz do ANAMOLA.

A reunião aprovou e constituiu as organizações sociais, que deverão dinamizar as actividades do partido.

O partido deliberou ainda sobre o sistema de adesão de membros nesta formação política, que, segundo o porta-voz, Dinis Tivane, é inovador.

O lançamento oficial do partido será feito no próximo mês, em Maputo.

 

O Presidente da República reiterou hoje, no Japão, a abertura de Moçambique a investimentos nos domínios da logística portuária e da segurança marítima — sectores considerados fundamentais para a integração económica e para a estabilidade na região do Oceano Índico. Daniel Chapo destacou, em particular, o potencial estratégico do Corredor de Nacala.

O Chefe do Estado moçambicano chegou na noite de ontem ao Japão, onde participa em mais uma edição da Cimeira Japão-África, a TICAD, numa deslocação centrada na diplomacia económica. A comitiva moçambicana integra membros do Governo ligados a pastas como Transportes e Logística, Recursos Minerais e Energia.

Esta quarta-feira, à margem da Cimeira, o Presidente da República foi um dos intervenientes no Fórum de Parceria Económica com os países africanos do Oceano Índico. Reconhecendo os desafios impostos pelas alterações climáticas, pela dívida externa e pelas barreiras do sistema financeiro internacional, Daniel Chapo promoveu as potencialidades nacionais, voltando a sublinhar o Corredor de Nacala.

Moçambique dispõe de uma costa com mais de dois mil quilómetros banhados pelo Índico — um potencial que o país pretende rentabilizar, conciliando desenvolvimento económico com preocupações ambientais. 

O Japão é um dos principais financiadores de projectos de desenvolvimento em Moçambique, com destaque para a assistência técnica e a cooperação directa. Empresas japonesas estão também entre os investidores nos projectos de gás em Cabo Delgado. O Governo espera que, após a Cimeira, essa cooperação ganhe novo impulso.

 

Venâncio Mondlane reitera que está disponível a participar do Diálogo Nacional Inclusivo, como parte dos planos de acção do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, ANAMOLA

A recém-criada força política Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) realizou, esta terça-feira, em Maputo, a sua primeira sessão extraordinária da comissão executiva, com foco na definição do plano de actividades para o biénio 2025-2026.

Entre as prioridades anunciadas está a participação activa no Diálogo Nacional Inclusivo. O líder da formação, Venâncio Mondlane, sublinhou que este é um compromisso firme do partido.

“Queremos participar e contribuir para o chamado diálogo político inclusivo. É um ponto que temos vindo a reiterar, inclusive nas duas sessões que mantivemos com o Governo. Temos propostas concretas a apresentar”, reforçou.

Mondlane defende ainda uma profunda revisão da Constituição da República, com destaque para a reforma do sistema eleitoral.

“Precisamos de um sistema eleitoral moderno, despartidarizado e independente do controlo do poder executivo. É isto, em linhas gerais, que defendemos.”

Segundo o líder do partido, estas reformas ajudariam a prevenir conflitos pós-eleitorais. Um dos pontos-chave, referiu, é a adopção do apuramento online, em tempo real:

“O apuramento parcial que fazemos actualmente pode ser convertido num processo online e público na mesma noite da votação. Não precisamos inventar nada, basta aprimorar o que já existe, como fazem países como a África do Sul ou o Botsuana.”

Além dos membros da comissão executiva, a sessão contou com convidados, entre os quais o jornalista Salomão Moiane, que deixou conselhos estratégicos ao partido.

“O partido deve estar organizado, sobretudo em termos de quadro, porque vai receber uma avalanche de pessoas vindas de outras formações. Há duas possibilidades: rejeitar essas pessoas ou, como recomendo, recebê-las e integrá-las em tarefas concretas.”

A sessão encerrou com um apelo à abertura e à inclusão, num momento em que o partido estrutura a sua presença orgânica e define prioridades políticas.

A Embaixada da África do Sul em Maputo assegura que os moçambicanos a residir no território sul-africano terão protecção das autoridades locais contra ataques ligados à operação “Dudula”. O alto comissário Puleng Chaba afirma que o governo de Pretória vai responsabilizar criminalmente todos os envolvidos neste movimento, que nas últimas semanas tem protagonizado acções de expulsão de estrangeiros e restrições no acesso a serviços básicos.

Há três semanas, grupos de activistas e algumas comunidades locais têm levado a cabo a chamada “Operação Dudula”, que consiste em impedir estrangeiros,  entre os quais se destacam moçambicanos, de frequentar hospitais públicos e escolas, além de promoverem expulsões nos bairros periféricos.

Distanciando-se dessas práticas, Puleng Chaba frisou que o governo sul-africano não apoia nem encoraja a violência, considerando que os problemas sociais e económicos devem ser resolvidos por via do diálogo.

“O governo não apoia esse tipo de abordagem. Sempre fomos conhecidos como um governo que quer negociar e discutir problemas em uma tentativa de resolvê-los. Não encorajamos o crime, não encorajamos a violência, mas sim o cumprimento das leis”, declarou o diplomata.

O alto comissário sublinhou que todos os protagonistas da operação serão levados à barra da justiça e reiterou que as instituições estatais já foram mobilizadas para garantir estabilidade.

“O governo, com certeza, vai usar todo o seu poder para garantir que as pessoas envolvidas sejam responsabilizadas. O nosso objectivo é continuar a construir uma sociedade que lida com os problemas através de diálogo e negociações”, acrescentou.

Chaba garantiu igualmente que os moçambicanos e demais cidadãos estrangeiros terão a mesma protecção que os nacionais sul-africanos, apelando para que eventuais incidentes sejam imediatamente reportados às autoridades locais.

“Os moçambicanos, como todos os estrangeiros, serão protegidos pelas nossas agências estatais. Eles devem manter a calma e reportar as ocorrências”, disse.

Relativamente às denúncias de privação de acesso a serviços básicos, o diplomata assegurou que o governo mobilizou recursos para mitigar os impactos e garantir que as comunidades afectadas não fiquem desamparadas enquanto a situação é resolvida.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, de 20 a 22 deste mês, em Yokohama, Japão, na nona Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD 9).

A participação do Chefe do Estado na TICAD , que se realiza sob o lema “Co-criar soluções inovadoras com África”, surge em resposta ao convite formulado pelo Primeiro-Ministro do Japão, Shigeru Ishiba.

À margem da cimeira, o Presidente da República irá manter encontros com o Primeiro-Ministro de Japão, entidades de instituições governamentais, parlamentares e responsáveis de empresas japonesas com interesses em Moçambique, bem assim com a comunidade moçambicana residente no Japão.

A TICAD contará com a participação de Chefes de Estado e de Governo de África, representantes de organizações internacionais e directores-executivos de empresas japonesas e africanas.

Na deslocação, o Chefe de Estado far-se-á acompanhar pela Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas; Transporte e Logística, João Jorge Matlombe; Recursos Minerais e Energia, Estevão Rafael Pale; e Saúde, Ussene Isse. 

Esta terça-feira, terá lugar, na Cidade de Maputo, a primeira sessão extraordinária do partido ANAMOLA, de Venâncio Mondlane. A informação foi revelada na tarde de hoje, à imprensa, pelo político, aquando da sua chegada ao país. Mondlane diz, ainda, que a sua formação política vai concorrer às eleições autárquicas de 2028.

Tal como das várias vezes que Venâncio Mondlane voltou ao país vindo do estrangeiro, os seus apoiantes foram ao Aeroporto Internacional de Mavalane para recebê-lo, mas desta vez, o momento coincidiu com a recente aprovação do seu partido, ANAMOLA.

À imprensa que também o aguardava, o ex-candidato presidencial falou do futuro do seu projecto político. Esta terça-feira, terá lugar a primeira sessão extraordinária da comissão executiva do ANAMOLA.

“Será nesta reunião onde vamos definir as linhas mestres, os pilares e as estratégias daquilo que vai acontecer para o futuro. O que posso dizer, posso adiantar aqui algumas coisas. É que nós vamos continuar a defender o povo acima do bolso. Nós vamos continuar a defender o povo acima dos interesses particulares.”, revelou Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial.

E esta defesa dos interesses do povo, deverá começar nas próximas eleições autárquicas, que o partido garante que vai concorrer.

“Com ANAMOLA e convosco, 2028, os municípios todos, vamos limpar. Nós temos agora cerca de quatro, cinco municípios que estão com oposição. Esses cinco municípios que estão com oposição, queremos que se mantenham ainda, porque aí já não será a oposição, já será a oposição. Os outros municípios que estiveram a ser geridos com base na força do cano, com base no gás lacrimogêneo e nos blindados, queremos arrancar todos eles, limpar tudo”, disse Mondlane, com tom carregado de convicção.

Venâncio Mondlane sublinha, ainda, que o ANAMOLA abre espaço para todos aqueles que queiram coligar-se.

“Nós somos uma aliança, vocês perceberam, quer dizer, não é propriamente um partido, é uma aliança. O que isso significa? Que nós estamos aqui a sinalizar que estamos disponíveis a fazer uma frente comum com todos aqueles que amam Moçambique. Então significa partidos políticos, sociedade civil, outro tipo de organizações, movimentos associativos que amem Moçambique, que são patriotas, que querem o bem deste povo. Nós estamos abertos a fazermos essa frente comum para a libertação de Moçambique”, detalhou.

Logo depois de prestar declarações à imprensa, o ex-candidato presidencial saiu do aeroporto seguido pelos seus simpatizantes e a Polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-los.

 

O Presidente da República diz que as tarifas propostas pela Mozal para o consumo de energia da Hidroelétrica de Cahora-Bassa levariam a empresa de produção de energia ao colapso. Daniel Chapo reagia assim à pressão feita pela multinacional à HCB, para a redução drástica do custo de energia. 

Falando este domingo durante o balanço da visita de trabalho à República de Madagáscar, o Chefe do Estado garantiu que decorrem conversações para se encontrar tarifas mais justas. 

Diante das ameaças da empresa Mozal de fechar as portas caso falhem as negociações com o Governo sobre as novas tarifas pelo fornecimento de Energia da Hidroelétrica de Cahora-Bassa, o Presidente da República disse que Moçambique não vai abrir mão da sobrevivência daquilo que chamou de “galinha dos ovos de ouro”.

“A Mozal está a propor as suas tarifas e o Governo, através da empresa pública HCB, que fornece, vende e exporta energia elétrica a Escom, é  preciso deixar claro isso, está, neste momento, a discutir as tarifas, porque, com base nas tarifas que a Mozal está a propor neste momento, a serem aceites aquelas tarifas, a HCB pode colapsar”, disse o Presidente. 

O Governo e a Mozal negociam agora novas tarifas. “O que nós estamos neste momento a fazer é defender o interesse nacional e os interesses do povo moçambicano. Nós temos uma responsabilidade acrescida como governo, não podemos aceitar  tarifas, que vão levar a HCB a subsidiar  a Mozal e colapsar a HCB. Então, as conversações continuam e  se chegarmos a um consenso em relação às tarifas não há problemas”, declarou.  

O Chefe do Estado falava, neste domingo, durante o balanço da sua participação na 45ª Cimeira da SADC. Chapo falou ainda de acordos assinados.

“O outro aspecto positivo que emana desta cimeira foi a adoção do orçamento que permitirá a operacionalização plena do Centro das Operações Humanitárias de Emergência baseada em Nacala, na República de Moçambique,  concretamente na província de Nampula, num momento em que os estados membros enfrentam inúmeras dificuldades de ordem financeira. É um orçamento que achamos que vai ser importante, cerca de 3,5 milhões de dólares, o que vai nos ajudar a manter o trabalho ao nível de  Nacala e também da região (…)”, partilhou.   

A margem da Cimeira Chapo manteve dois encontros que espera que tragam resultados.  O Chefe do Estado terminou a sua visita de trabalho à República de Madagascar nesta segunda-feira.

O Presidente da República, Daniel Chapo,  procede hoje à abertura oficial do XII Festival Nacional da Cultura (FNC), na cidade de Tete, num acto que assinala o início da fase final do maior encontro cultural do país.

O evento, que ocorre sobre o lema “50 Anos Consolidando a Unidade Nacional e a Paz Através da Cultura”, decorre até 22 de Agosto e celebra o cinquentenário da Independência Nacional, promovendo a coesão social, a inclusão e o desenvolvimento sustentável, através da valorização do património e da diversidade cultural do povo moçambicano.

O Festival Nacional da Cultura enquadra-se nas prioridades estratégicas da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044, do Plano Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029 e do PESOE 2025, reafirmando o papel da cultura como eixo de identidade, de paz e de desenvolvimento económico. 

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