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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

O Presidente da República, Daniel Chapo, enalteceu hoje, em Maputo, o papel histórico de Samora Moisés Machel na construção do Estado moçambicano, com destaque para o seu contributo nos domínios da educação, cidadania e boa governação.

O acto solene foi organizado pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), no âmbito das celebrações do 50.º aniversário da Independência Nacional e coincidiu com o dia do nascimento de Eduardo Chivambo Mondlane.

Para o Presidente da República, a atribuição do título representa um reconhecimento merecido ao fundador da Nação. “Trata-se de uma distinção há muito aguardada. Samora Machel destacou-se pela sua dedicação à educação, à construção da cidadania e à promoção de uma governação assente em valores éticos e sociais”, afirmou Chapo.

Segundo o estadista, o primeiro Presidente da República Popular de Moçambique não se limitou ao exercício da governação, tendo desempenhado um papel fundamental na edificação de um Estado centrado no bem-estar do cidadão.

“A cerimónia constitui uma justa homenagem ao seu legado político, histórico e humanista, que permanece como referência para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o Presidente Chapo.

A Universidade Eduardo Mondlane indicou que o título foi atribuído em reconhecimento ao contributo de Samora Machel para o progresso nacional e o fortalecimento das instituições democráticas.

O acto contou com a presença de académicos, membros do Governo, antigos combatentes, representantes de instituições públicas e privadas, estudantes e outros convidados.

Na ocasião, o Chefe de Estado destacou a pertinência da homenagem neste período de celebração nacional. “A homenagem ocorreu num momento oportuno, no quadro das festividades dos 50 anos da independência, e reflete o sentimento colectivo do povo moçambicano”, sublinhou.

Chapo apelou à juventude para preservar os valores defendidos por Samora Machel e continuar a inspirar-se no seu exemplo de liderança e compromisso com o povo.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, garantiu hoje que o processo de transformação do distrito de Mocuba, na província da Zambézia, em sede do Parlamento moçambicano é uma realidade.

Margarida Talapa disse que já foram identificados os terrenos para a construção do novo edifício parlamentar e de um aeroporto internacional, enquadrados numa visão articulada com o Presidente da República, Daniel Chapo, expressa durante a campanha eleitoral de 2024.

A Presidente da Assembleia deslocou‑se hoje à província da Zambézia na qualidade de chefe da brigada central de assistência. Durante a visita, foi apresentado oficialmente o novo secretariado provincial da Frelimo, recentemente eleito.

Está também programada para este sábado uma marcha de saudação aos 100 dias do Governo de Daniel Chapo e o acto de tomada de posse do novo primeiro‑secretário do comité provincial da Frelimo na Zambézia.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, encorajou, esta quinta-feira, a organização não governamental World Vision a continuar a reforçar e expandir as suas  intervenções nas áreas de saúde, nutrição, educação, água e  protecção infantil. Chapo apelou ainda que programas de maior  impacto, como a alimentação escolar, possam abranger mais  províncias do país. 

O apelo foi lançado durante uma audiência concedida ao Director  Regional da organização para a África Austral, Matthew Pickard, na Presidência da República, ocasião em que a ONG reafirmou o seu  compromisso com o desenvolvimento de Moçambique, destacando  os resultados alcançados ao longo dos seus 41 anos de actuação no  país. 

“O encontro foi para parabenizar o Governo de Moçambique por  ocasião do aniversário de independência, na próxima semana, e  também porque nós estamos a receber a visita do nosso Director  Regional para a África Austral, que trabalha não apenas com  Moçambique, mas também com outros oito países aqui na África  Austral”, explicou a Directora Nacional da World Vision, Maria Carolina  da Silva, em declarações à imprensa no final da audiência. 

A Directora Nacional reforçou ainda o  papel da organização como parceira do Estado em iniciativas de  impacto comunitário. 

Segundo a responsável, a World Vision tem vindo a desenvolver  projectos em várias frentes, com foco especial na saúde, água e  saneamento, educação e nutrição.

“Recentemente voltámos de uma  visita a Gaza, onde visitámos projectos de água e saneamento,  projectos de educação, de saúde e nutrição e, dentro do projecto de  saúde, de redução da malária”, afirmou. 

Durante a audiência, o Chefe do Estado reconheceu o contributo da  organização, especialmente nas províncias de Nampula e Zambézia,  onde a World Vision desenvolve programas de alimentação escolar.  

“O senhor Presidente da República fez uma alusão ao facto de que já  conhece os trabalhos da World Vision e também parabenizou pelos trabalhos em relação à provisão de refeições escolares, que  acontecem sobretudo em Nampula e na Zambézia, e também à  redução dos índices de malária”, referiu Maria da Silva. 

O estadista moçambicano motivou ainda à organização no sentido  de alargar o alcance das suas acções a outras regiões. “Na verdade,  nós compartilhávamos que temos uma actuação nas províncias de  Gaza, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, mas o Presidente  falava sobre a necessidade, também, sobretudo, de o programa de  alimentação escolar ser expandido para outras províncias”, indicou a  Directora Nacional. 

Em resposta, a World Vision manifestou abertura para estudar a  viabilidade dessa expansão, em articulação com parceiros nacionais  e internacionais. 

Presente no país há mais de quatro décadas, a World Vision tem  desenvolvido iniciativas centradas na protecção da criança, no  desenvolvimento comunitário e no fortalecimento da resiliência das  famílias mais vulneráveis. 

O Presidente da República desafiou os jovens empresários a investir na produção local, transformação de matéria-prima e a exportar produtos acabados, como forma de alcançar a independência Financeira. Daniel Chapo falava, hoje, durante a abertura da Conferência de jovens empresários.

A juventude reuniu, nesta quinta feira, empresários, Académicos, Políticos e sociedade civil, para debater o seu papel na consolidação da independência económica, 50 anos depois de alcançar a independência, facto que coincide com os 13 anos de criação da Associação dos Jovens empresários de Moçambique (ANJE).

Na sua intervenção, o Chefe do Estado reconheceu os ganhos obtidos desde 1975, mas  advertiu que “a liberdade económica continua a ser um grande  desafio”, sublinhando que a nova geração tem o dever de vencer o  subdesenvolvimento e transformar os recursos nacionais em progresso  e dignidade.

“O desafio da nossa geração não é de sobreviver, é de  vencer o subdesenvolvimento […], criar empregos dignos e de  qualidade, principalmente para a nossa juventude”, afirmou. 

Daniel Chapo destacou os investimentos em curso na área dos  recursos energéticos, apontando que, nos próximos anos, Moçambique poderá beneficiar de cerca de 50 biliões de dólares  norte-americanos em investimentos nos três grandes projectos de gás  na Bacia do Rovuma. Sublinhou ainda a importância do conteúdo  local e da revisão da legislação para garantir que parte substancial  desses recursos beneficie directamente os moçambicanos. 

Dirigindo-se aos jovens, o Chefe do Estado deixou seis mensagens  centrais, entre as quais a valorização da experiência dos mais velhos,  o empreendedorismo como acto patriótico e a urgência de criar um  novo ambiente de negócios. 

“Vocês são a geração da segunda  independência. Cinquenta anos depois da nossa libertação política, cabe a esta geração conquistar a libertação económica de  Moçambique”, exortou. 

Na ocasião, jovens empresários pediram ao Governo o reforço  institucional ao sector privado nacional, mais incentivos à inovação,  apoio à industrialização e facilitação ao investimento. Garantiram, por  outro lado, estar “organizados, determinados e prontos a fazer a sua  parte” na construção de um Moçambique mais próspero. 

O Presidente da República deixou também uma mensagem de mobilização e esperança:  “Chegou a hora da verdade económica, a hora da segunda  libertação, que é o lançamento dos alicerces para a nossa  independência económica. Vamos dar conteúdo económico à nossa  soberania”.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu mensagens de felicitações endereçadas pelos homólogos da República de Cuba, Miguel  Diaz-Canel Bermudez, e, do Malawi, Lazarus Chakwera, alusivas ao 50º aniversário da Independência Nacional da República de Moçambique. 

Na mensagem, o Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel  Bermudez, refere que por ocasião da comemoração do 50º aniversário da Independência da República de Moçambique,  endereça cordiais felicitações em nome do povo e do Governo  Cubano.

“Tenho a honra de reiterar a vontade de continuar  a fortalecer as  relações de amizade e de cooperação entre os nossos países”, lê se na mensagem do governante cubano. 

Por seu turno, o Presidente Lazaruz Chakwera, do Malawi, realça  que por ocasião da efeméride, o Governo e o povo da República  do Malawi juntam-se para estender as felicitações e os melhores  votos ao Presidente moçambicano, Daniel Chapo, o Governo e ao povo  moçambicano. 

“Ao celebrar os 50 anos do seu país ser uma República, é meu  desejo que os laços de amizade e cooperação que felizmente  existem entre nossos dois países sejam ainda mais fortalecidos  para o benefício mútuo de nossos dois povos. A nossa  cooperação, conforme consagrado no quadro da Comissão  Conjunta Permanente de Cooperação, é uma ferramenta perfeita  para consolidar os laços fraternos”, sublinhou o Governante  malawiano, desejando melhores votos de saúde e felicidade  pessoal, paz e prosperidade contínuas para o povo amigável de  Moçambique.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, manteve, esta quarta-feira, audiências, em momentos  separados, com os responsáveis da Singita Management Company e  da DAEWOO, que manifestaram interesse em reforçar os seus  investimentos em Moçambique, nas áreas do turismo de luxo  ecológico e da indústria do gás natural, respectivamente. Ambos  destacaram o forte apoio recebido por parte do Chefe do Estado às  iniciativas apresentadas.

Falando à imprensa após o encontro, o Director-Executivo da Singita,  Luke Bailes, revelou planos ambiciosos para o sector turístico no país,  com destaque para o Arquipélago de Bazaruto. 

“Reunimo-nos com o  Presidente para discutirmos algumas iniciativas de turismo. Estamos  procurando fazer dois, talvez três, hotéis ou lodges em Vilankulo, no  Arquipélago de Bazaruto. E tivemos uma discussão muito boa com a  Excelência sobre o que queremos fazer”, disse, sublinhando que  recebeu forte apoio do Presidente da República, estando por isso  “muito feliz.” 

A Singita é uma empresa de renome internacional no sector do turismo  de luxo ecológico, com operações em vários países africanos. A  empresa combina safaris de alta qualidade com conservação  ambiental e o desenvolvimento das comunidades locais, promovendo  um modelo de negócio sustentável e inclusivo. 

Por sua vez, o Presidente da DAEWOO, Won-Ju Jung, destacou a  importância estratégica de Moçambique no sector energético,  particularmente no gás natural liquefeito (LNG), e manifestou o  interesse da empresa em expandir a sua presença no país. 

Won-Ju Jung afirmou que visitou Moçambique pela primeira vez e  destacou o apoio recebido do Presidente da República, com quem  manteve uma conversa marcada por grande entusiasmo.  

“Estamos envolvidos no projecto de gás LNG na Área 1, e queremos  participar no projecto de gás LNG na Área 4, por isso estamos aqui  para conversar com o Presidente, mas não só, também para adicionar  o valor do gás natural”, explicou Jung. A DAEWOO pretende participar  no desenvolvimento de infra-estruturas industriais associadas ao gás.

Segundo o dirigente sul-coreano, entre as propostas apresentadas ao  Presidente da República consta a criação de um centro de fertilizantes  e produção de energia eléctrica com base no gás natural. “Nós  propusemos uma iniciativa para desenvolver as indústrias com base no  gás natural, como o Centro de Fertilizantes e Energia Eléctrica. Nós  propusemos uma forma de fazer isso, e o Presidente gostou muito”,  sublinhou. 

“Hoje, tivemos uma ótima oportunidade, e estou muito feliz de poder  conversar com o Presidente”, disse, acrescentando que juntos  trocaram “algumas ideias” sobre os futuros projectos. 

As audiências reforçaram o compromisso do Governo moçambicano  em atrair investimentos sustentáveis e estratégicos, que contribuam  para o crescimento económico, a criação de emprego e o  desenvolvimento de infra-estruturas nas áreas prioritárias do país.

O Presidente da República de Moçambique recebeu uma mensagem oficial de felicitações do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, por ocasião da celebração do 50º aniversário da Independência Nacional, a assinalar-se no próximo dia 25 de Junho.

Na mensagem, Donald Trump parabeniza o Chefe do Estado moçambicano e todo o povo de Moçambique pela data histórica, destacando a resiliência da população e o potencial do país, particularmente nos seus vastos recursos naturais.

“A população resiliente e os vastos recursos naturais do seu país oferecem muitas oportunidades para parcerias que promovam a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e de Moçambique”, escreveu Trump.

De acordo com a Presidência, o Presidente norte-americano destacou ainda os investimentos dos EUA em Moçambique em sectores estratégicos como o gás natural, minerais essenciais, internet, comunicações e agricultura, sublinhando que essas iniciativas, aliadas aos laços interpessoais entre os dois países, demonstram o fortalecimento contínuo da cooperação bilateral.

A mensagem termina com uma nota de compromisso: “Estamos ansiosos para trabalhar com Moçambique na busca de objectivos mútuos.”

O Presidente da República desafia o novo director-geral do SISE a indetificar, de forma clara e concreta, a origem do terrorismo, os mandantes e as ligações internas e externas, de modo a eliminar-se o crime do solo pátrio.

Depois de sete meses vazio, o cargo de director-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado, SISE, foi ocupado nesta quarta-feira, por José Pacheco, sobre quem recai a responsabilidade de resgatar o prestígio de uma organização que se antecipa aos crimes.

Durante a cerimónia de empossamento, Daniel Chapo desafiou o SISE a combater o terrorismo a partir da sua origem.

“É preciso chegar ao âmago da questão, trabalhar para, de uma ou de outra forma, encontrar-se soluções. Chegar ao âmago da questão significa identificar, de forma clara e com provas concretas, os mandantes, os líderes, as fontes de financiamento, a origem do terrorismo, os seus objectivos, as motivações, os operativos, as suas ligações internas e externas e o seu modus operandi a vários níveis, para que as outras forças façam o seu trabalho com os detalhes necessários e as instâncias judiciais cumpram o seu papel, para que este fenómeno passe, um dia, para a história”, disse Daniel Chapo.

O Presidente da República desafiou ainda o novo timoneiro da secreta moçambicana a olhar para dentro e expurgar o que chamou de infiltrados.

“Estamos a transmitir a mensagem de que este é o momento certo para acabar com o sentimento de impunidade e desmantelar toda a teia de práticas nocivas, que prejudicam o desempenho da instituição. Queremos resgatar o prestígio do SISE, que volte a ser aquela casa que todos respeitam, temem, cuja robustez de segurança é inquestionável e integridade inegociável. A nossa Independência, a nossa integridade territorial, a nossa soberania não têm preço e não se negociam.”

José Pacheco, que ocupou, entre outros cargos, o de ministro do Interior entre 2005 e 2009, diz estar preparado para cumprir as ordens.

Ainda nesta quarta-feira, Daniel Chapo empossou Leonilda Sanveca Muatiacale, como vice-reitora da Universidade Pedagógica de Maputo, e os assessores do Presidente da República, responsáveis por aconselhar o Chefe de Estado em domínios estratégicos de governação.

O Presidente da República promete mobilizar apoios para a Força Local continuar a combater o terrorismo em Cabo Delgado. Daniel Chapo falava na vila de Mueda. A promessa do Chefe do Estado foi feita no quadro da visita que efectuou à província onde dirigiu as cerimónias centrais do Dia do Massacre de Mueda e Dia da Moeda Nacional, que se assinalou na segunda-feira.

Daniel Chapo interagiu com os militantes da Força Local, que combate o terrorismo em Cabo Delgado, e prometeu mobilizar apoios para reforçar as acções de desmantelamento dos terroristas que criam desestabilização a alguns distritos da província desde 2017.

O Chefe do Estado referiu que no quartel da Força Local ainda há falta de muita coisa, como combustível para a logística e outros bens essenciais para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

“Não podíamos chegar a Mueda sem vos visitar e sem vos dizer que nós estamos convosco. Nunca nos esquecemos da Força Local, porque nós sabemos da sua importância no combate ao terrorismo.

Na breve visita ao quartel da Força Local, na vila de Mueda, o Presidente da República enalteceu os esforços que este grupo tem feito no combate ao terrorismo e ofereceu dinheiro numa quantia não especificada.

O Presidente da República explicou que há países amigos que estão a apoiar, mas que é preciso que se organize a logística para buscar outros apoios para a Força Local.

“Estamos a trabalhar para, brevemente, irmos buscar os apoios para trazermos para vós”, garantiu Daniel Chapo. Chapo enalteceu o trabalho que está a ser feito pela Força Local, tendo, como forma de encorajá-los, oferecido um valor não especificado  para suprir algumas necessidades pontuais.

A Força Local foi criada em 2022, com o objectivo de apoiar as Forças de Defesa e Segurança no combate ao terrorismo, um problema que ainda está muito longe do fim.

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