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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

Os Presidentes de Moçambique e de  Portugal reafirmaram, esta  quinta-feira, em Maputo, o compromisso de aprofundar a  cooperação bilateral e responder, juntos, aos desafios do futuro, num  momento considerado histórico para ambos os países. 

“A visita do Chefe do Estado português ocorre no rescaldo das  celebrações dos 50 anos da independência moçambicana e  simboliza o arranque de um novo ciclo de relações estratégicas, assente no desenvolvimento económico sustentável, na justiça social e  na valorização da língua e cultura comuns”, refere a  Presidência da República.

No final do encontro mantido na Presidência da República, Daniel Chapo destacou os laços históricos entre Moçambique e  Portugal, que qualificou como de amizade, cooperação e até de  fraternidade. “Temos relações históricas de amizade e cooperação,  de fraternidade, e até laços de familiaridade, para além de laços de  língua entre Moçambique e Portugal”, afirmou. 

O Presidente moçambicano realçou a importância simbólica da  presença do seu homólogo português em Maputo, num momento de  elevada carga histórica para o país. “Para nós é um privilégio, uma  grande honra, receber o Chefe do Estado, que é o Presidente da  República, aqui em Moçambique, Maputo, e sobretudo num  momento especial que é a passagem dos 50 anos da independência  de Moçambique”, declarou. 

Segundo o estadista, o encontro serviu para fazer um balanço positivo  das relações bilaterais e perspectivar novas áreas de cooperação.  “Fizemos um balanço bastante positivo, fizemos avaliação das nossas  relações de amizade e cooperação neste momento, que são  portanto extraordinárias”, acrescentou. 

O governante moçambicano destacou a aposta comum no  crescimento económico e na criação de melhores condições de vida  para os povos. “A nossa aposta é no crescimento e no  desenvolvimento económico de Moçambique, e os países são como  as pessoas, ninguém cresce sozinho, ninguém desenvolve sozinho”,  defendeu, reiterando a importância de parcerias económicas e  financeiras sólidas com Portugal.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que tanto  Portugal como Moçambique atravessam um novo ciclo histórico,  caracterizado por uma transição geracional e por desafios que  exigem respostas conjuntas, acrescentando que este novo capítulo  deve ser iniciado e está já a ser construído em parceria entre os dois  países. 

O Chefe do Estado português afirmou que o desenvolvimento  económico sustentável, com justiça social, é um objectivo partilhado  pelos dois países. “Os desafios que temos para frente são os mesmos, o  desafio do desenvolvimento económico sustentável, isto quer dizer,  com condições de justiça social […] e a preocupação de ter para isso  uma colaboração económica e financeira sólida”, explicou. 

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ainda à aceleração do tempo  como um desafio actual e transversal. “O tempo acelera todos os dias,  as necessidades aceleram, a pressão das necessidades acelera”,  observou, apelando a uma resposta conjunta e estratégica entre  Moçambique e Portugal. 

O Presidente português concluiu destacando o simbolismo da sua  presença em Maputo neste momento, elogiando a mensagem do  Presidente Chapo durante as celebrações da independência.  “Honramos o passado, mas estamos preocupados com o futuro,  esperança no futuro. É a mesma preocupação de Portugal, e estamos  juntos nisso […]. Este é o momento maior de evocação do passado,  mas sobretudo arranque para o futuro, e assim arrancamos juntos”,  finalizou. 

O Presidente da República Popular da China, Xi  Jinping, felicitou Moçambique por ocasião da celebração dos 50 anos da  Independência Nacional e do 50.º aniversário do  estabelecimento das relações diplomáticas entre Moçambique e  a China.

As felicitações foram enviada através de uma mensagem ao Chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo. Na mensagem, o Presidente Xi Jinping transmite, em nome do  governo e do povo chineses, “as sinceras felicitações e os  melhores cumprimentos ao governo e povo moçambicanos”,  enaltecendo os laços históricos e de amizade entre os dois países. 

O estadista chinês sublinha que “desde o estabelecimento das  relações diplomáticas há 50 anos, apesar das mudanças na  situação internacional, a China e Moçambique têm sempre  mantido a confiança e os apoios mútuos, e vêm desfrutando de  uma amizade sólida como uma rocha”. 

Expressando o seu empenho no fortalecimento das relações  bilaterais, Xi Jinping declarou: “Atribuo grande importância ao  desenvolvimento das relações China-Moçambique, e estou  disposto a trabalhar junto com o senhor”. 

O líder chinês acrescentou que o 50.º aniversário do  estabelecimento das relações diplomáticas deve ser encarado  como um novo ponto de partida para reforçar a amizade  tradicional entre os dois países, aprofundar a cooperação de  benefício mútuo em iniciativas como a cooperação Cinturão e  Rota de alta qualidade e o Fórum de Cooperação China-África  (FOCAC), entre outras, e construir conjuntamente um novo  capítulo da Parceria de Cooperação Estratégica Global China Moçambique.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, na tarde desta quarta-feira, no Estádio da Machava, Província de Maputo, que o 25 de Junho deste ano é uma oportunidade para os moçambicanos pensarem o país, tendo em consideração a reflexão que importa sobre o passado, a avaliação do presente e a projecção do futuro. 

De acordo com o Presidente da República, a presença no Estádio da Machava, onde a independência nacional foi proclamada a 25 de Junho de 1975, pelo primeiro Chefe do Estado, Samora Machel, constitui uma tentativa de renovação da esperança dos jovens e das crianças, de modo que sejam capazes de prosseguirem com a marcha da independência económica. 

No seu discurso, Daniel Chapo lembrou os que, nos difíceis anos de opressão colonial, juntaram-se para libertar a terra e os homens. “Curvamo-nos diante dos nossos heróis, principalmente dos veteranos da luta de libertação nacional”.

Entre os heróis da luta de libertação nacional, Daniel Chapo enalteceu as contribuições dos anteriores presidentes da República, Samora Machel, Joaquim Chissano, Armando Guebuza, Filipe Nyusi, e das suas respectivas famílias na construção do país. 

De igual modo, o Presidente da República agradeceu a Tanzânia pelo apoio incondicional na luta armada de lbertaçao nacional, o que se revelou decisivo no processo que custou 10 anos de combates.  

Para Chapo, a independência nacional não teria sido possível sem o apoio diplomático e a vários níveis prestado pelos tanzanianos, que correram muitos riscos ao abrigarem no seu território a FRELIMO. Também por isso, quando Moçambique ficou independente, desde a primeira hora, apoiou os países vizinhos, como o Zimbabwe e África do Sul. “Sempre acreditamos que a nossa independência não faria sentido se os outros povos do mundo fossem oprimidos. Por isso nos sentimos honrados pela liberdade dos outros países”, disse o Chefe do Estado, pedindo, de seguida, uma salva de palmas a Emmerson Mnangagwa, presente no Estádio da Machava. 

De acordo com Daniel Chapo, Moçambique tem registado avanços significativos, com esforço de transformar a riqueza do país em riqueza humana. Inclusivamente, Chapo lembrou que os moçambicanos reduziram o índice de analfabetismo, em 50 anos de independência, e expandiram o ensino a todos os níveis. 

Ainda assim, admitiu o Chefe do Estado, o país enfrenta vários desafios. Pelo que cada moçambicano deve questionar sobre que Moçambique quer daqui para frente, inserido no ambiente de paz e com união, estabilidade, reconciliado a dominarem uma aspiração que seja capaz de erradicar o crime organizado, o tráfico de drogas e outros males. Assim, entende o Chefe do Estado, será possível a gestão transparente dos recursos naturais. 

 

Daniel Chapo lembrou que a paz se constrói todos os dias, com responsabilidade, e defendeu que cada um tem de ter vergonha de ser corrupto ou corruptor.

A novidade foi revelada pelo Presidente da República, no princípio da tarde desta quarta-feira. Segundo Daniel Chapo, com a mudança do nome, proposta no Conselho de Ministros desta terça-feira, pretende-se registar, de forma indelével, o acontecimento mais simbólico da História nacional, de modo que se inspire as actuais e as novas gerações de moçambicanos.

Para Daniel Chapo, este 25 de Junho é uma celebração especial e uma festa sem igual, pois Moçambique assinala 50 anos de liberdade e de soberania, como como povo uno e indivisível na afirmação de uma nação que traça o seu percurso e destino. “O dia é um marco da nossa unidade”, sublinhou.

A Presidente da República da Tanzânia é convidada de honra nas cerimónias centrais dos 50 anos da independência de Moçambique. Discursando no Estádio da Machava, na Província de Maputo, Samia Sululu Hassan enalteceu a cooperação entre Moçambique e Tanzania, fruto das relações históricas entre os povos dos dois países.  

Segundo disse Samia Sululu Hassan, na tarde desta quarta-feira, a Tanzania e Moçambique não são apenas vizinhos separados pelo Rio Rovuma, são países irmãos, fortalecidos pelas acções de Julius Nyerere, Eduardo Mondlane e Samora Machel.

Conforme avançou Samia Sululu Hassan, houve muitos motivos que levaram a Tanzania a juntar-se no apoio da luta pela independência moçambicana. Por exemplo, a convicção de que África é uma só e os seus povos são irmãos. E sublinhou: “O makonde que vive no Norte do Rovuma não é diferente do makonde que vive no Sul do rio. Nenhum tanzaniano é livre quando os outros povos africanos são privados de liberdade”.

Samia Sululu Hassan lembrou que a Tanzania serviu como retaguarda dos combatentes da luta de libertação de Moçambique e como território para a definição de estratégias da FRELIMO nesse processo libertário. “Depois da independência, reforçamos a nossa cooperação com Moçambique”. 

Para a presidente tanzaniana, as celebrações dos 50 anos da independência nacional são importantes na exaltação dos feitos dos lutadores da liberdade. E defendeu que “A vitória e o progresso de Moçambique é uma vitória e um progresso de todos nós. A Tanzania junta-se a Moçambique para homenagear os seus heróis”, disse a Presidente da República da Tanzânia. 

O líder da oposição, Albino Forquilha, marcou presença nas celebrações dos 50 anos da independência nacional, esta quarta-feira, na cidade e provincia de Maputo.

Questionado pelos jornalistas, o presidente do partido PODEMOS disse que o país tem muito caminho pela frente. No entanto, o 25 de Junho deve continuar a ser um dia de festa para todos os moçambicanos. 

De acordo com Albino Forquilha, a independência nacional não pertence a um partido político, pois foram os moçambicanos, sem ideologias, que se uniram para libertar a terra e os homens. Por isso mesmo, frisou, “Pelo respeito ao Estado, temos de participar [nas celebrações dos 50 anos da independência nacional].

Para Albino Forquilha, a oposição deve participar na vida política nacional e apoiar naquilo que falta realizar, para que se alcancem os patamares que deveriam ter sido alcançados.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, defendeu, na manhã desta quarta-feira, em Maputo, que o 25 de Junho é uma data muito especial, não obstante os vários desafios que o país enfrenta. 

No contexto das celebrações dos 50 anos da independência nacional, Benvida Levi defendeu que cada moçambicano deve assumir a sua responsabilidade para o alcance da independência económica. 

Reagindo no mesmo contexto, a Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, reforçou que cada cidadão deve fazer a sua parte. E lembrou: “Estamos a comemorar os 50 anos do constitucionalismo moçambicano, que foi aprovado no dia 20 de Junho de 1975, na Praia do Tofo, e entrou em vigor no dia 25 de Junho do mesmo ano. Estamos duplamente em festa”. 

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, na sua curta intervenção, apelou à união e à coesão nacional, o que inclui a contribuição de cada moçambicano.

Por sua vez, para Rasaque Manhique, os jovens de ontem entregaram-se as luta pela liberdade de forma incondicional. Pelo que hoje, o desafio consiste no desenvolvimento de 

infra-estruturas, melhoramento da educação e saúde e qualidade de vida, o que, segundo disse, é o que o Governo está a tentar fazer. 

Para Graca Machel, igualmente, cada um dos jovens tem de imaginar o que deve fazer pelo país. “Temos de nos unir, como sugere o nosso hino, milhões de braços, uma só força. Devemos tomar iniciativas, debater e definir prioridades para resolver os problemas ao nosso nível, como cidadãos. Temos de saber que este país vai ser erguido por cada braço, com unidade”. 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, considera que os 50 anos da independência nacional devem ser celebrados dentro do espírito de paz e unidade nacional em todo o país.

Reagindo na manhã desta quarta-feira, à entrada do Estádio da Machava, na Provincia de Maputo, local que acolhe as cerimónias centrais dos 50 anos da independência nacional, Armando Guebuza disse que “Temos de continuar a valorizar a independência nacional”.

Para o efeito, a valorização dos feitos dos libertadores da pátria é importante, pelo que Armando Guebuza realçou a necessidade de recolha de dados biográficos sobre aqueles que deram a sua juventude por Moçambique. 

Para Armando Guebuza, o futuro de Moçambique deve incluir unidade, paz e desenvolvimento. 

O Presidente da República Portuguesa é um dos convidados às celebrações dos 50 anos da independência nacional. Falando na Praça do Heróis, na Cidade de Maputo, Marcelo Rebelo de Sousa disse que hoje é “Um dia muito bonito, um grande dia para Moçambique, para Portugal, para África e para o mundo, porque é o triunfo daquilo que é um futuro de esperança”.

Na percepção de Marcelo Rebelo de Sousa, o 25 de Junho traduz um futuro de esperança, igualmente, olhando para o que a juventude moçambicana deseja e sonha, ao nível económico, social  e cultural.

“É uma grande honra poder acompanhar o povo irmão de Moçambique. Hoje, Portugal está com Moçambique”, sublinhou o  Presidente da República Portuguesa. 

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