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O País – A verdade como notícia

A Primeira-Ministra, Benvida Levi, recebeu hoje o vice-Presidente do Zimbabwe, que está de visita a Moçambique. Durante a estadia, o governante vai visitar monumentos de cidadãos zimbabweanos mortos no país  durante a luta de libertação do Zimbabwe.

Moçambique e Zimbabwe partilham laços de cooperação desde a suas lutas de libertação. 

Neste âmbito, o vice-presidente deste país africano está em Moçambique para visitar momentos dos heróis daquela pátria, que pereceram em solo moçambicano. 

O vice-presidente reitera o interesse do seu país em continuar a cooperar com Moçambique em vários sectores, especialmente no de segurança.

“Vocês se lembram que, durante os confrontos com a Renamo, nós viemos aqui com toda a força e conseguimos repelir e derrotá-los. Actualmente, diante deste cenário que está a  acontecer em Moçambique, trouxemos o nosso povo para realizar treinamentos e ajudar os moçambicanos a lutar contra o inimigo, a repelir o inimigo. Portanto, estamos a cooperar e a cooperar de forma intensa”, disse Kembo Dugish.

O Governante chegou a Moçambique este domingo, 31 de Agosto, e vai permanecer até dia 6 de Setembro.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirige, amanhã, pelas 10 horas, na Presidência da República, Cidade de Maputo, a Cerimónia de Tomada de Posse dos membros do Conselho de Estado.

Serão empossados Alberto Chipande, Graça Machel, Eduardo Nihia e Felizarda de Boaventura Paulino, pelo Presidente da República pelo período do seu mandato.

Logo após a cerimónia de posse, o Chefe do Estado convoca todos os membros do Conselho de Estado para a primeira Sessão Ordinária, que terá lugar às 11:00 horas, no mesmo local.

Fazem parte dos restantes membros do Conselho de Estado Margarida Adamugi Talapa, Presidente da Assembleia da República; Maria Benvinda Delfina Levy, Primeira-Ministra; Lúcia da Luz Ribeiro, Presidente do Conselho Constitucional; Isac Chande, Provedor de Justiça; Joaquim Alberto Chissano, Armando Emílio Guebuza e Filipe Jacinto Nyusi, antigos presidentes da República; Eduardo Joaquim Mulémbwè, Verónica Nataniel Macamo Dlhovo e Esperança Laurinda Nhiuane Bias, antigos presidentes da Assembleia da República; O grupo dos membros inclui igualmente Alcinda António de Abreu Mondlane, Maria Luísa Fonseca Neto Lázaro Massamba, Jamisse Uilson Taimo, Aminuddin Mohamad, Albino Forquilha, Ossufo Momade e Lutero Chimbirombiro Simango, personalidades de mérito eleitas pela Assembleia da República pelo período da legislatura de harmonia com a representatividade parlamentar; e Venâncio Bila Mondlane, segundo candidato mais votado ao cargo de Presidente da República. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, advertiu, este sábado, em Maputo, para o avanço da varíola dos macacos (NPOX) no país, apelando aos cidadãos para adoptarem medidas de prevenção semelhantes às da Covid-19. 

No balanço da sua visita de dois dias à capital, o Chefe do Estado reforçou ainda a necessidade de paz, reconciliação e solidariedade nacional, com especial atenção às comunidades de Cabo Delgado, ainda afectadas por ataques terroristas esporádicos.

 A deslocação à Cidade de Maputo iniciou-se com a cerimónia de entrega da Chave da Cidade, pela edilidade, gesto que o governante qualificou como expressão de pertença e auto-estima dos moçambicanos. O estadista agradeceu a distinção e afirmou que a homenagem simboliza a abertura das portas da capital a todos os cidadãos.

Seguiram-se encontros com o Conselho de Serviço de Representação do Estado e com o Conselho Municipal, durante os quais o Presidente da República avaliou a coordenação institucional e a qualidade da governação local. Reconhecendo progressos, apontou, contudo, desafios persistentes.

“Há questões que têm a ver com a mobilidade urbana […], principalmente nas horas de ponta”, disse, sublinhando que a solução requer também o envolvimento do Governo central. O estadista destacou igualmente a necessidade de travar a expansão desordenada em zonas de retenção de águas pluviais, principal causa de inundações em bairros suburbanos. Sublinhou ainda a urgência de concluir o processo de reassentamento das famílias da lixeira de Hulene, adiantando que faltam apenas 23 casas, das cerca de 200 que deviam ser construídas, e garantiu que o Executivo vai projectar uma nova lixeira, mais segura e moderna.

Em encontro com funcionários públicos, o Chefe do Estado reiterou o compromisso de resolver as pendências salariais e de subsídios, apesar das limitações financeiras. 

“Estamos, na medida do possível, a pagar aos poucos, para que um dia possamos regularizar estas dívidas”, afirmou, acrescentando que o Governo vai melhorar a assistência médica, medicamentosa e habitacional para os servidores do Estado.

O programa incluiu igualmente encontros com líderes comunitários e juventude. Aos primeiros, Chapo pediu maior vigilância organizada nos bairros suburbanos, como forma de reforçar a segurança. Aos jovens, incentivou o empreendedorismo e a literacia financeira, defendendo que estas são ferramentas essenciais para gerar emprego e dinamizar a economia nacional.

Num jantar de trabalho com empresários, o estadista moçambicano ouviu preocupações ligadas ao ambiente de negócios e assegurou reformas para simplificação administrativa. Destacou, nesse sentido, a criação do novo Ministério de Comunicações e Transformação Digital, sublinhando que a digitalização da Função Pública será determinante para reduzir a burocracia, combater a corrupção e criar condições mais favoráveis ao investimento privado.

No encontro com líderes religiosos, o dirigente agradeceu o apoio espiritual recebido durante o processo eleitoral e convidou todas as confissões a participarem no diálogo nacional inclusivo, cujo lançamento oficial terá lugar a 10 de Setembro.

 “Não há nenhum moçambicano que está excluído neste processo”, disse, salientando a importância de recuperar valores éticos e morais e de continuar a promover a unidade nacional.

A visita terminou com um comício popular no distrito municipal KaTembe, onde o Chefe do Estado voltou a exortar os moçambicanos à paz e à reconciliação.

“Moçambique é Cabo Delgado, portanto Cabo Delgado é como o nosso dedo, do pé ou da mão. Se alguém corta, dói todo o corpo”, afirmou.

Considerando positiva a actuação do município da capital, Daniel Chapo garantiu que “o Governo central vai dar o seu apoio” para enfrentar os grandes desafios da cidade, desde a mobilidade ao saneamento, passando pelo reforço da segurança e pela expansão de serviços básicos como água e electricidade. 

 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, prometeu, esta sexta-feira, resolver gradualmente as pendências  salariais e subsídios em atraso na Função Pública, destacando o papel  central dos funcionários e agentes do Estado na consolidação da  estabilidade política, económica e social do país. 

No encontro mantido com os Funcionários e Agentes do Estado, no  âmbito da sua visita de trabalho de dois dias à capital moçambicana,  o Chefe do Estado sublinhou que os progressos registados no país  resultam do esforço colectivo da máquina governativa e do empenho  individual de cada trabalhador público.

Na sua intervenção, Daniel Chapo abordou os  compromissos financeiros assumidos pelo Executivo. Destacou o  pagamento do 13.º mês, inicialmente acordado em 50% em  2024, que não pôde ser cumprido em Janeiro, mas foi regularizado em  Fevereiro.

Relativamente às horas extraordinárias em regime de turnos, sobretudo  nas áreas de Educação e Saúde, o Presidente da República  reconheceu a existência de dívidas herdadas dos anos de 2023 e  2024. 

Quanto aos subsídios em atraso, o Chefe do Estado explicou que o  Governo está a tomar medidas para assegurar a sua liquidação  faseada, procurando garantir maior justiça e previsibilidade no  rendimento dos funcionários públicos, um dos eixos de valorização da  classe no novo ciclo de governação. 

Chapo apelou à continuidade do empenho e espírito de missão dos  trabalhadores do Estado, salientando que o maior objectivo da  governação é servir o povo moçambicano.

O Presidente da República prometeu medidas duras contra a produção, venda e consumo do álcool, como uma das soluções para a recuperação da juventude perdida nas bebidas alcoólicas. O compromisso foi assumido na manhã de hoje por Daniel Chapo, no encontro mantido com líderes religiosos da cidade de Maputo, que apelam à mais acções para a resgate dos valores éticos e morais na sociedade.

“O outro aspecto que eu queria ouvir nesta nossa conversa é esta perda de valores morais e éticos, que está a acontecer na sociedade. Nós estamos a fazer a nossa parte, como disse a mensagem, em relação a bebidas alcóolicas, começando pelas nocivas   à saúde pública, paramos a emissão, mas estamos a trabalhar num decreto que tomará medidas mais duras do que parar simplesmente com a emissão”, garantiu o Chefe do Estado. 

Chapo disse satisfeito com a colaboração da sociedade em relação às medidas adoptadas para reduzir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. “Isto é bastante positivo e motiva-nos a tomar medidas mais duras em relação a esse aspecto”, afirmou.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu nesta sexta-feira a chave da Cidade de  Maputo, num acto simbólico que marcou o início da visita de trabalho  de dois dias à capital do país. Na cerimónia, realizada na sede do  Conselho Municipal, o Chapo destacou o significado do  gesto como expressão de reconhecimento, unidade nacional e  reforço da auto-estima dos moçambicanos. 

Na sua intervenção, o Presidente da República começou por  agradecer a distinção, sublinhando que recebia com sincero apreço  a honra de lhe ser entregue a chave da Cidade de Maputo pelas  autoridades municipais.

Por conseguinte, explicou que o momento é revestido de grande  importância, por se tratar da primeira vez que visita oficialmente a  capital desde a sua tomada de posse. 

O Chefe do Estado sublinhou que o gesto tem um peso particular  para os cidadãos da capital, reforçando a identidade e a coesão  nacional. “Queremos endereçar uma palavra de apreço às  autoridades municipais, por este gesto que reforça a nossa auto estima como moçambicanos, em particular citadinos de Maputo, e o  sentimento de pertença a uma Nação una e indivisível”, disse. 

Daniel Chapo destacou ainda o papel de Maputo como cartão-de-visita de Moçambique e símbolo da unidade nacional. “A posição  de capital política e administrativa do nosso país confere à Cidade de  Maputo um estatuto especial e serve de cartão-de-visita que nos  orgulha a todos nós como moçambicanos”, acrescentou.

 No mesmo sentido, reiterou o compromisso do Governo em dar  atenção especial à capital. “A atribuição desta chave da Cidade é  um acto de distinção e prestígio que nos enche de imensa satisfação  e um verdadeiro convite para redobrarmos a atenção que Maputo  merece como Governo Central”, frisou.

Ao longo da visita, o Presidente vai percorrer os distritos  municipais de KaMavota, KaMpfumo e KaTembe, onde se reunirá com  administradores, secretários de bairro e líderes comunitários, para  abordar questões de governação local e desenvolvimento urbano. O  programa inclui ainda encontros com jovens, agentes económicos e  líderes religiosos, numa agenda que privilegia o diálogo inclusivo e a  promoção da coesão social. 

O governante destacou também o papel das autoridades locais na  consolidação da descentralização e da democracia. “A Cidade de  Maputo, enquanto capital da República de Moçambique, deve  continuar a ser o melhor exemplo e espelho do processo de  descentralização e da consolidação da democracia em que as  políticas e a sociedade civil se afirmam como agentes da paz, a  reconciliação e união entre os moçambicanos”, defendeu. 

A previsão indica que a visita terminará com a realização de um  comício.

O Presidente da República, Daniel Chapo, esclareceu, esta quinta-feira, em Kigali, que o Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA), assinado ontem entre Moçambique e Ruanda, não representa a criação de um novo acordo militar nem de uma aliança militar. 

Segundo explicou Daniel Chapo, trata-se de um instrumento jurídico internacional que estabelece regras de actuação das tropas estrangeiras quando destacadas num outro país.

O Chefe do Estado explicou ainda que o SOFA é um instrumento jurídico internacional utilizado sempre que um país tem militares ou forças armadas a operarem noutro território, estabelecendo regras de empenhamento que definem a forma de actuação, os limites e as restrições das forças envolvidas. Acrescentou ainda que este tipo de acordo já havia sido aplicado em Moçambique durante a presença da SAMIM, no âmbito da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Presidente da República reforçou que Moçambique não está diante de um novo acordo militar e, muito menos, diante de uma aliança militar, sublinhando que a assinatura do SOFA não implica aumento do contingente ruandês em Cabo Delgado, mas sim a clarificação legal da sua presença.

No balanço da visita de dois dias ao Ruanda, realizada a convite do Presidente Paul Kagame, o estadista moçambicano referiu que o objectivo foi “aprofundar o conhecimento mútuo e interpessoal” e “renovar e reforçar as relações de amizade e cooperação entre os nossos dois países”, com particular destaque para a solidariedade e apoio ruandês no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

O programa de trabalhos incluiu a visita ao Memorial do Genocídio de 1994, onde o Presidente moçambicano homenageou as vítimas e destacou que a experiência ruandesa constitui “um lembrete solene de que a humanidade nunca deve esquecer o que a intolerância e o discurso de ódio podem causar”. Acrescentou que o exemplo de resiliência do povo ruandês inspira o diálogo nacional inclusivo em curso em Moçambique.

No sector empresarial, a delegação moçambicana visitou a Zona Económica Especial de Kigali, onde empresas locais e internacionais geram emprego, sobretudo para jovens e mulheres. O Chefe do Estado afirmou que Moçambique pretende adoptar experiências ruandesas, reforçando a transformação de matérias-primas e a criação de emprego.

Em matéria de apoio ao sector privado, destacou o recente lançamento do Fundo de Garantia Mutuária, destinado a facilitar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas, que representam 90 por cento da economia nacional. “O Governo está a assumir este risco partilhado”, disse, frisando que o mecanismo visa estimular iniciativas empreendedoras de jovens e mulheres.

A visita incluiu também um encontro com a comunidade moçambicana residente no Ruanda, considerada pelo Chefe do Estado “exemplar” no seu enquadramento académico e profissional.

No encerramento, o Presidente Daniel Chapo avaliou a deslocação como positiva, sublinhando que “cabe-nos fazer o seguimento das decisões tomadas e implementar as experiências que aqui colhemos para desenvolver o nosso Moçambique”.

 

A Primeira-ministra, Benvinda Levi, diz que a nova conjuntura internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem o comércio bilateral. Levi falava hoje em Maputo durante a visita da Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina.

A Primeira-ministra, Benvinda Levi, recebeu esta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, a Vice-presidente da Colômbia e sua delegação numa visita de dois dias a Moçambique, onde as partes manifestaram interesse de cooperar em diversas áreas. Na ocasião,  Levi destacou que a actual conjuntura no comércio internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem relações comerciais ao nível bilateral. “A recente decisão dos Estados Unidos obriga os países a pensarem como maximizar o comércio bilateral e aproveitar as vantagens comparativas que os países têm em particular”, sublinhou.

Foi neste contexto que a Primeira-ministra disse que, para consolidar estas relações, empresários colombianos que acompanham a Vice-presidente estiveram na FACIM para identificar as áreas de investimento igualmente. “No domínio de investimentos gostaríamos de referir que a delegação de sua Excelência à Vice-Presidente da Colômbia faz-se acompanhar de empresários que aproveitam a oportunidade para estar na FACIM, ver as potencialidades que o país oferece e, a partir daí, ver em que medida nós podemos cooperar e dinamizar as nossas relações comerciais.”, destacou a Primeira-Ministra.

Paralelamente, a responsável disse que as partes vão continuar a trabalhar em fóruns multilaterais em que ambos são parte, como as Nações Unidas, o Movimento dos Não Alinhados e os grupos dos 77 mais China, para além de outras organizações multilaterais, como o caso da Organização Mundial do Comércio.

A visita da Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, enquadra-se no âmbito do esforço que ambos os países pretendem levar a cabo para revitalizar as históricas relações político-diplomáticas existentes desde, por um lado. Por outro, Levi referiu que este encontro serve como caminho para o estabelecimento de relações em várias outras áreas, com particular destaque para a área econômica.

Para consolidar estas relações, as partes tencionam criar uma ligação aérea que vai permitir conectar os dois países.

“Falámos da possibilidade de futuramente desenvolvermos comunicações aéreas, portanto transporte aéreo entre Moçambique e Colômbia, por forma a permitir o melhor estreitamento das relações entre os dois países.”, destacou.

Por sua vez, a Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, que agradeceu a Primeira-ministra pelo convite de visita a Moçambique formulado à Colômbia no ano passado, também convidou o país a participar da Cimeira Agrária na Colômbia, que terá lugar no próximo ano.

“Do mesmo modo, está previsto que no próximo ano se realize a Cimeira Agrária na Colômbia, e Moçambique foi convidado a participar nesta Cimeira Agrária”. Para a Estadista, a cimeira será um campo fértil para um intercâmbio e partilha de experiências, compromisso com a soberania alimentar e a erradicação da fome no mundo.

As partes descreveram o encontro como muito produtivo e de grande importância para estreitar as  históricas relações entre os dois países. Benvinda Levi disse que foram conversações bastante úteis, profícuas, em que de forma bastante aberta partilhámos os nossos pontos de vista sobre vários assuntos de interesse comum.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, hoje, em Kigali, numa Mesa  Redonda de Negócios, que juntou empresários de Moçambique e do  Ruanda, no quadro da visita de trabalho que efectua ao país a convite  do seu homólogo, Paul Kagame. 

No início da sua intervenção, o Chefe do Estado manifestou apreço pela  hospitalidade do povo ruandês e destacou a organização da visita,  reiterando, em nome do povo moçambicano, o reconhecimento pelo  apoio do Ruanda na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.  

Daniel Chapo afirmou ainda que  Moçambique e Ruanda, apesar da distância geográfica, partilham uma  visão comum de transformação estrutural das suas economias, de  promoção da inovação, da digitalização e da construção de  sociedades mais inclusivas e prósperas. 

O estadista moçambicano acrescentou que a ocasião representa um  marco importante para dinamizar os acordos já existentes e aproveitar as  oportunidades da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA),  que abre espaço para uma maior integração económica entre países  africanos. 

Outrossim, o Presidente moçambicano apresentou como áreas  prioritárias de investimento a agricultura e o agro-processamento, a  energia e os recursos naturais, a logística e conectividade, a indústria e  transformação local, bem como o turismo e serviços. Sobre este último  sector, sugeriu a possibilidade de uma ligação aérea directa entre os  dois países como forma de potenciar este sector. 

O Chefe do Estado sublinhou ainda que Moçambique vê no Ruanda um  parceiro estratégico pela sua experiência em inovação tecnológica,  digitalização e gestão urbana moderna. “Juntos, podemos construir  parcerias complementares, com o Ruanda como polo de inovação e  serviços, e Moçambique como polo de energia, recursos e mercados”,  afirmou. 

Além disso, realçou que os Governos criam as condições políticas e  institucionais, mas é o sector privado que garante a dinamização e  sustentabilidade da transformação económica. Nesse sentido, apelou  aos empresários moçambicanos e ruandeses para investirem em  conjunto, partilharem conhecimento e criarem emprego através de  cadeias de valor regionais.

“A nossa visão é de uma parceria onde todos ganham: em que os nossos  jovens encontram empregos, as nossas economias se diversificam e as  nossas nações se tornam mais fortes em África e no mundo”,  acrescentou. 

O Presidente da República reiterou  que Moçambique está aberto, pronto e determinado a aprofundar a  cooperação com o Ruanda. Expressou confiança de que as discussões mantidas em Kigali vão gerar novos projectos, novas parcerias e novas  pontes de prosperidade entre os dois povos.

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