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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

O Presidente da República,  Daniel Chapo, realiza uma visita de trabalho de três dias à província da Zambézia, no quadro do  acompanhamento directo da implementação dos programas de  governação ao nível local. 

Durante a sua estadia, o Chefe do Estado vai dirigir a Sessão  Extraordinária do Conselho Executivo Provincial, alargada ao 

Conselho dos Serviços de Representação do Estado, Administradores Distritais e Presidentes dos Conselhos Autárquicos. 

O Presidente da República manterá ainda, segundo o comunicado da Presidência da República, encontros com os  Órgãos Locais do Estado e com empresários da província, com  vista ao reforço da coordenação institucional e ao estímulo à  actividade económica e ao investimento local. 

A visita inclui, igualmente, a realização de comícios populares e  reuniões com líderes religiosos e comunitários, bem como com representantes da juventude da província, num exercício de  auscultação e aproximação entre o Governo e os cidadãos. 

O Chefe do Estado irá escalar, no decurso desta deslocação, a  cidade de Quelimane e os distritos de Guruè, Mocuba e Pebane. 

Acompanham o Presidente da República nesta visita de trabalho  os Ministros do Interior, Paulo Chachine; da Administração Estatal  e Função Pública, Inocêncio Impissa; da Justiça, Assuntos  Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize; das Finanças, Carla  Loveira; da Economia, Basílio Muhate; e da Juventude e  Desportos, Caifadine Manasse.

Manuel de Araújo defende que a solução para a actual crise na Renamo é o respeito pelos estatutos e, acima de tudo, o diálogo. Em entrevista ao canal televisivo Stv, o político disse também que Venâncio Mondlane não era a única pessoa capaz de catapultar a Renamo, quando ainda era membro do partido 

Manuel de Araújo foi o convidado do programa Grande Entrevista desta quarta-feira, do canal televisivo Stv. Durante o programa, o militante da Renamo, Presidente do Município de Quelimane, fez uma breve radiografia sobre a saúde da Renamo, marcada por conflitos internos. Ao apontar possíveis soluções para a crise, Manuel de Araújo apontou ao respeito pelos estatutos e, acima de tudo, ao diálogo.

Ao referir-se ao antigo militante do partido, Venâncio Mondlane, Manuel de Araújo recusou-se a aceitar que o ex-candidato presidencial era a única pessoa capaz de catapultar a “perdiz”.  

Ainda no programa televisivo, o Presidente do Município de Quelimane defendeu que Venâncio Mondlane poderia ter adoptado uma estratégia diferente da que tomou face à crise interna no partido. 

Sobre o processo do diálogo nacional inclusivo, Manuel de Araújo sugere que seja feita uma auscultação pública para dar legitimidade ao que se pretende.

O programa Grande Entrevista vai hoje ao ar na Stv, depois da telenovela das 21h. Na Stv Notícias, o programa será exibido depois do programa Noite Informativa.   

A Rússia diz que se mantém disponível a continuar a apoiar Moçambique no sector da Defesa, particularmente no combate ao terrorismo. Num encontro havido hoje entre os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e de Moçambique, o chefe da diplomacia russa prometeu visitar Moçambique.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, confirmou hoje em Conferência de Imprensa que a Rússia está disponível para reforçar a capaciadade de defesa de Moçambique que está a braços com o terrorismo, desde 2017. 

A declaração surge após ter sido convidado pela diplomata moçambicana, Maria Manuela dos Santos Lucas, com quem se reuniu, hoje de manhã, para assinalar os 50 anos de “amizade e cooperação” entre as duas nações, conforme noticiou a agência russa TASS.

Lavrov sublinhou que ameaças à segurança, nomeadamente por terrorismo, continuam a afectar Moçambique e outras nações africanas.

O representante russo referiu que, durante as conversações, as partes também discutiram outros conflitos em África, incluindo a situação na República Democrática do Congo, na região dos Grandes Lagos, no Sahel e no Corno de África.

Falando em terrorismo, ainda esta terça-feira, a Rússia aprovou uma lei que vai punir todos os cidadãos deste país que pesquisarem conteúdos ligados aos actos terroristas.

O Governo assegura que, até ao momento, a alegada contaminação da água do rio Limpopo não representa um risco para a saúde pública. No entanto, por precaução, foram solicitadas análises complementares em dois laboratórios independentes, visando obter resultados mais fiáveis e definitivos.

A preocupação surge após relatos de alteração na coloração da água do Limpopo, um recurso essencial para as comunidades da província de Gaza, que dele dependem para múltiplos usos. Em conferência de imprensa realizada após a sessão do Conselho de Ministros desta terça-feira, o porta-voz do Executivo explicou que já está em curso um plano preventivo para responder a qualquer eventualidade.

Ainda durante a sessão, o Governo confirmou a existência de 13 casos da doença MPOX, anteriormente designada varíola dos macacos, no distrito do Lago, província de Niassa. As autoridades de saúde estão a implementar medidas rigorosas para conter a propagação do vírus.

O Executivo anunciou também a aquisição de mais 300 tractores atrelados para o transporte de passageiros em áreas rurais e de difícil acesso. A decisão surge como parte da estratégia para melhorar a mobilidade e promover a inclusão social nas regiões mais remotas do país.

O Conselho de Ministros aprovou a autorização para o Instituto Nacional do Turismo (INATUR) erguer um empreendimento turístico na Ilha Santa Carolina, junto ao Arquipélago de Bazaruto, na província de Inhambane. A iniciativa visa dinamizar o turismo sustentável e atrair mais visitantes à região.

Por fim, o Governo aprovou a resolução que reconduz Paulo António da Graça ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), assegurando a continuidade na liderança da entidade reguladora do sector energético.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência Chen Xinzhi,  representante da companhia chinesa Yucheng Group, que  apresentou o interesse em estabelecer um parque industrial de  reciclagem de metais não ferrosos em Moçambique. 

A proposta de investimento prevê uma produção anual de cerca de  um milhão de toneladas, a criação de três mil empregos e a geração  de “receita significativa de moeda estrangeira”.

Esta é a primeira visita de Chen a Moçambique. O representante do  Grupo Yucheng declarou à imprensa, após o encontro com o Chefe  do Estado, que o país lhe “deu uma muito boa impressão”. 

O Grupo Yucheng, que possui presença em mercados como Estados  Unidos da América, Europa e Austrália, está “a procurar oportunidades  para estabelecer um parque industrial de reciclagem de metais não  ferrosos” em África, tendo Moçambique sido identificado para este  projecto. 

O investimento proposto pelo grupo chinês na área da reciclagem de  metais é de grande porte. Chen Xinzhi indicou que o “volume total de  produção será por volta de um milhão de toneladas por ano”, o que  implica um volume considerável de processamento de materiais como  cobre, alumínio e níquel. 

Em termos de impacto social, o projecto prevê a criação de  empregos. “Vamos criar empregos por volta de três mil trabalhadores,”  afirmou Chen. 

A recepção por parte do Presidente Daniel Chapo foi um ponto  abordado por Chen Xinzhi. “Fomos muito bem recebidos e nos deu a  confiança de que vamos trabalhar bem aqui em Moçambique,”  reportou o representante do grupo. 

A produção do futuro parque industrial incluirá produtos como “cabos  de cobre, fios eléctricos, fios de cobre para automóveis, entre outros”. 

O Grupo Yucheng manifestou o seu interesse em avançar  rapidamente com a iniciativa. “Nós vamos implementar o projecto o  mais rápido possível em Moçambique”, assegurou Chen Xinzhi.

Este potencial investimento indica o interesse de grupos internacionais  em Moçambique no sector de recursos, com a concretização do  parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos, podendo  posicionar Moçambique como um centro neste segmento na região.

O ex-candidato a Presidência da República, Venâncio Mondlane, anunciou hoje, à saída da Procuradoria Geral da República, que é acusado pelo Ministério Público de cometer cinco crimes no contexto pós-eleitoral, nomeadamente: apologia pública ao crime, incitamento a desobediência colectiva, instigação pública a um crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo.

No entanto, o político diz não reconhecer nenhum dos crimes de que é acusado. “É a primeira vez em 30 anos de democracia, em que nós conseguimos levar até o extremo a questão de tirar o véu da fraude e levamos até ao extremo a resistência contra um regime ditatorial que se mantém com base nas armas, no assassinato e no sequestro”.

 MONDLANE DIZ QUE NÃO FOI CUMPRIDA AGENDA DOS ENCONTROS COM O PR

   Além de falar do objecto da sua notificação, Venâncio Mondlane leu, à saída da PGR, um comunicado sobre os encontros que manteve com o Presidente da República, começando por indicar o que considerou a agenda das reuniões com o Chefe de Estado, nomeadamente: o fim de todas as formas de violência física e verbal entre as partes, a população e autoridades públicas; o acesso livre e gratuito à saúde no Sistema Nacional de Saúde e assistência médica e medicamentosa  aos cidadãos feridos pelas Forças de Defesa e Segurança, durante as manifestações; Compensação às famílias que tiveram parentes assassinados durante as manifestações; Libertação dos cidadãos detidos durante as manifestações pós-eleitorais; Viabilização do registo do seu partido e possibilidade de integração de quadros do seu projecto político na Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo.   

Sobre este assunto, Mondlane acusou o Presidente da República, Daniel Chapo, de não cumprimento de nenhum dos pontos, acrescentando que, “Daniel Chapo tem, frequentemente, em eventos do Governo, usado uma linguagem agressiva e incendiária”. “Tem considerado, anacronicamente, as manifestações de violentas, ilegais e criminosas. Um flagrante exemplo de instigação ao ressentimento, do ódio entre os moçambicanos  e incentivos bastante para se abandonar o espírito de reconciliação e perdão entre os moçambicanos”, explicou. 

O político tinha sido chamado à procuradoria para, segundo a notificação, tomar conhecimento das respostas aos seus requerimentos.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirige hoje, no Centro Internacional de Conferências  Joaquim Chissano, a cerimónia oficial de abertura do Fórum Global sobre Inovação e Acção para a Imunização e Sobrevivência  Infantil 2025. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, o evento, organizado pelos Governos de Moçambique, Serra  Leoa e da Espanha, parceiros internacionais e multilaterais, tem  como objectivo discutir as principais estratégias e desafios para a acelerar a redução da mortalidade infantil no mundo, em geral, e  nos países em desenvolvimento, em particular. 

O Fórum Global sobre Inovação e Acção para Imunização e  Sobrevivência Infantil 2025 vai contar com a presença de  representantes de 29 países provenientes de todo o mundo. 

 

O antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane foi notificado para comparecer esta terça-feira na Procuradoria-Geral da República (PGR), após o seu regresso de uma digressão política pela Alemanha e Portugal. Mondlane afirma desconhecer os motivos da convocação.

“Talvez a expectativa que havia para hoje aconteça amanhã às 10 horas, porque vou à Procuradoria”, disse Mondlane, sublinhando que se mantém disponível para colaborar com a justiça. “Estou pronto para apresentar as minhas ideias e contribuir para a sociedade que todos almejamos”, afirmou.

O político considera a notificação “algo um pouco sinistro”, uma vez que, segundo diz, submeteu vários requerimentos à PGR desde 2023 sem nunca ter obtido resposta. “Agora há uma reacção célere, logo no dia seguinte à minha chegada. Mas não me perturba. Estou pronto”, declarou.

Mondlane garantiu que todas as suas saídas do país foram comunicadas às autoridades, mesmo quando não era obrigatório. “Fizemos isso por transparência, para evitar especulações”, explicou.

Por fim, reforçou o seu compromisso com o país: “Estou preparado para enfrentar todos os desafios, conhecidos e desconhecidos. Faz parte da missão que decidi carregar”.

O Presidente da República recebeu, esta segunda-feira, em audiências separadas, a Alta-comissária do Canadá, Sara Nicholls, e o Presidente do Hass Petroleum Group, Abdinassir Ali Hassan. Os encontros, realizados na Presidência da República, focaram-se na diplomacia bilateral e em novas oportunidades de investimento para Moçambique.

A audiência com a Alta-comissária marcou o encerramento da missão diplomática de Sara Nicholls em Moçambique, após três anos de trabalho. Na ocasião, a diplomata apresentou cumprimentos de despedida e fez um balanço positivo da cooperação entre os dois países. Nicholls destacou os 50 anos de solidariedade e parceria entre Moçambique e o Canadá, com avanços em áreas prioritárias como saúde, educação, protecção da criança, paz e promoção da igualdade de género.

“Este foi um momento importante para reflectir sobre três anos de parceria, mas também para reconhecer os 50 anos de relações entre os nossos países. Falámos das nossas prioridades comuns, incluindo a importância de investir nas mulheres e nas raparigas”, afirmou a diplomata à imprensa. Nicholls manifestou ainda confiança na continuidade desta colaboração, mesmo com a transição diplomática em curso.

Num outro momento, o Chefe de Estado recebeu Abdinassir Ali Hassan, Presidente do Hass Petroleum Group, que esteve em Moçambique em representação da OQT, o braço comercial do governo de Omã. O empresário apresentou uma proposta de cooperação estratégica com o objectivo de estabelecer soluções no domínio da energia e combustíveis.

“Viemos apresentar ao Presidente uma proposta de fornecimento energético e desenvolvimento do negócio petrolífero em Moçambique. A reunião foi muito produtiva e focada em parcerias entre Omã e o governo moçambicano”, explicou Hassan. O empresário destacou a abertura e hospitalidade do Presidente Chapo, bem como o potencial de Moçambique como destino de negócios.

Segundo Hassan, as vantagens logísticas e geoestratégicas do país — como a sua extensa costa marítima e portos em Maputo, Beira e Nacala, tornam Moçambique um ponto estratégico para abastecer mercados regionais sem acesso ao mar, incluindo o Malawi, Zâmbia, República Democrática do Congo, Congo e Zimbabwe.

Os dois encontros ilustram o compromisso do governo moçambicano em reforçar a cooperação internacional, ao mesmo tempo que promove parcerias para impulsionar o desenvolvimento sustentável e o investimento estrangeiro no país.

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