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O País – A verdade como notícia

Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir marcha da ANAMOLA em Quelimane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir uma marcha de membros e simpatizantes da ANAMOLA, que pretendiam percorrer algumas artérias da cidade de Quelimane, na Zambézia, no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido. A marcha estava prevista para depois dos

O Presidente da República, Daniel Chapo, esclareceu, esta quinta-feira, em Kigali, que o Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA), assinado ontem entre Moçambique e Ruanda, não representa a criação de um novo acordo militar nem de uma aliança militar. 

Segundo explicou Daniel Chapo, trata-se de um instrumento jurídico internacional que estabelece regras de actuação das tropas estrangeiras quando destacadas num outro país.

O Chefe do Estado explicou ainda que o SOFA é um instrumento jurídico internacional utilizado sempre que um país tem militares ou forças armadas a operarem noutro território, estabelecendo regras de empenhamento que definem a forma de actuação, os limites e as restrições das forças envolvidas. Acrescentou ainda que este tipo de acordo já havia sido aplicado em Moçambique durante a presença da SAMIM, no âmbito da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Presidente da República reforçou que Moçambique não está diante de um novo acordo militar e, muito menos, diante de uma aliança militar, sublinhando que a assinatura do SOFA não implica aumento do contingente ruandês em Cabo Delgado, mas sim a clarificação legal da sua presença.

No balanço da visita de dois dias ao Ruanda, realizada a convite do Presidente Paul Kagame, o estadista moçambicano referiu que o objectivo foi “aprofundar o conhecimento mútuo e interpessoal” e “renovar e reforçar as relações de amizade e cooperação entre os nossos dois países”, com particular destaque para a solidariedade e apoio ruandês no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

O programa de trabalhos incluiu a visita ao Memorial do Genocídio de 1994, onde o Presidente moçambicano homenageou as vítimas e destacou que a experiência ruandesa constitui “um lembrete solene de que a humanidade nunca deve esquecer o que a intolerância e o discurso de ódio podem causar”. Acrescentou que o exemplo de resiliência do povo ruandês inspira o diálogo nacional inclusivo em curso em Moçambique.

No sector empresarial, a delegação moçambicana visitou a Zona Económica Especial de Kigali, onde empresas locais e internacionais geram emprego, sobretudo para jovens e mulheres. O Chefe do Estado afirmou que Moçambique pretende adoptar experiências ruandesas, reforçando a transformação de matérias-primas e a criação de emprego.

Em matéria de apoio ao sector privado, destacou o recente lançamento do Fundo de Garantia Mutuária, destinado a facilitar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas, que representam 90 por cento da economia nacional. “O Governo está a assumir este risco partilhado”, disse, frisando que o mecanismo visa estimular iniciativas empreendedoras de jovens e mulheres.

A visita incluiu também um encontro com a comunidade moçambicana residente no Ruanda, considerada pelo Chefe do Estado “exemplar” no seu enquadramento académico e profissional.

No encerramento, o Presidente Daniel Chapo avaliou a deslocação como positiva, sublinhando que “cabe-nos fazer o seguimento das decisões tomadas e implementar as experiências que aqui colhemos para desenvolver o nosso Moçambique”.

 

A Primeira-ministra, Benvinda Levi, diz que a nova conjuntura internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem o comércio bilateral. Levi falava hoje em Maputo durante a visita da Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina.

A Primeira-ministra, Benvinda Levi, recebeu esta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, a Vice-presidente da Colômbia e sua delegação numa visita de dois dias a Moçambique, onde as partes manifestaram interesse de cooperar em diversas áreas. Na ocasião,  Levi destacou que a actual conjuntura no comércio internacional imposta pelos Estados Unidos da América obriga os países a consolidarem relações comerciais ao nível bilateral. “A recente decisão dos Estados Unidos obriga os países a pensarem como maximizar o comércio bilateral e aproveitar as vantagens comparativas que os países têm em particular”, sublinhou.

Foi neste contexto que a Primeira-ministra disse que, para consolidar estas relações, empresários colombianos que acompanham a Vice-presidente estiveram na FACIM para identificar as áreas de investimento igualmente. “No domínio de investimentos gostaríamos de referir que a delegação de sua Excelência à Vice-Presidente da Colômbia faz-se acompanhar de empresários que aproveitam a oportunidade para estar na FACIM, ver as potencialidades que o país oferece e, a partir daí, ver em que medida nós podemos cooperar e dinamizar as nossas relações comerciais.”, destacou a Primeira-Ministra.

Paralelamente, a responsável disse que as partes vão continuar a trabalhar em fóruns multilaterais em que ambos são parte, como as Nações Unidas, o Movimento dos Não Alinhados e os grupos dos 77 mais China, para além de outras organizações multilaterais, como o caso da Organização Mundial do Comércio.

A visita da Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, enquadra-se no âmbito do esforço que ambos os países pretendem levar a cabo para revitalizar as históricas relações político-diplomáticas existentes desde, por um lado. Por outro, Levi referiu que este encontro serve como caminho para o estabelecimento de relações em várias outras áreas, com particular destaque para a área econômica.

Para consolidar estas relações, as partes tencionam criar uma ligação aérea que vai permitir conectar os dois países.

“Falámos da possibilidade de futuramente desenvolvermos comunicações aéreas, portanto transporte aéreo entre Moçambique e Colômbia, por forma a permitir o melhor estreitamento das relações entre os dois países.”, destacou.

Por sua vez, a Vice-presidente da Colômbia, Francia Mina, que agradeceu a Primeira-ministra pelo convite de visita a Moçambique formulado à Colômbia no ano passado, também convidou o país a participar da Cimeira Agrária na Colômbia, que terá lugar no próximo ano.

“Do mesmo modo, está previsto que no próximo ano se realize a Cimeira Agrária na Colômbia, e Moçambique foi convidado a participar nesta Cimeira Agrária”. Para a Estadista, a cimeira será um campo fértil para um intercâmbio e partilha de experiências, compromisso com a soberania alimentar e a erradicação da fome no mundo.

As partes descreveram o encontro como muito produtivo e de grande importância para estreitar as  históricas relações entre os dois países. Benvinda Levi disse que foram conversações bastante úteis, profícuas, em que de forma bastante aberta partilhámos os nossos pontos de vista sobre vários assuntos de interesse comum.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, hoje, em Kigali, numa Mesa  Redonda de Negócios, que juntou empresários de Moçambique e do  Ruanda, no quadro da visita de trabalho que efectua ao país a convite  do seu homólogo, Paul Kagame. 

No início da sua intervenção, o Chefe do Estado manifestou apreço pela  hospitalidade do povo ruandês e destacou a organização da visita,  reiterando, em nome do povo moçambicano, o reconhecimento pelo  apoio do Ruanda na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.  

Daniel Chapo afirmou ainda que  Moçambique e Ruanda, apesar da distância geográfica, partilham uma  visão comum de transformação estrutural das suas economias, de  promoção da inovação, da digitalização e da construção de  sociedades mais inclusivas e prósperas. 

O estadista moçambicano acrescentou que a ocasião representa um  marco importante para dinamizar os acordos já existentes e aproveitar as  oportunidades da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA),  que abre espaço para uma maior integração económica entre países  africanos. 

Outrossim, o Presidente moçambicano apresentou como áreas  prioritárias de investimento a agricultura e o agro-processamento, a  energia e os recursos naturais, a logística e conectividade, a indústria e  transformação local, bem como o turismo e serviços. Sobre este último  sector, sugeriu a possibilidade de uma ligação aérea directa entre os  dois países como forma de potenciar este sector. 

O Chefe do Estado sublinhou ainda que Moçambique vê no Ruanda um  parceiro estratégico pela sua experiência em inovação tecnológica,  digitalização e gestão urbana moderna. “Juntos, podemos construir  parcerias complementares, com o Ruanda como polo de inovação e  serviços, e Moçambique como polo de energia, recursos e mercados”,  afirmou. 

Além disso, realçou que os Governos criam as condições políticas e  institucionais, mas é o sector privado que garante a dinamização e  sustentabilidade da transformação económica. Nesse sentido, apelou  aos empresários moçambicanos e ruandeses para investirem em  conjunto, partilharem conhecimento e criarem emprego através de  cadeias de valor regionais.

“A nossa visão é de uma parceria onde todos ganham: em que os nossos  jovens encontram empregos, as nossas economias se diversificam e as  nossas nações se tornam mais fortes em África e no mundo”,  acrescentou. 

O Presidente da República reiterou  que Moçambique está aberto, pronto e determinado a aprofundar a  cooperação com o Ruanda. Expressou confiança de que as discussões mantidas em Kigali vão gerar novos projectos, novas parcerias e novas  pontes de prosperidade entre os dois povos.

Moçambique e Ruanda assinaram, ontem, um memorando sobre a permanência das forças ruandesas no país, que têm colaborado no combate ao terrorismo na zona norte. Tal ocorre num contexto em que continuam a acontecer ataques esporádicos em Cabo Delgado.

O Presidente da República de  Moçambique, Daniel Francisco Chapo, iniciou ontem uma Visita de  Trabalho de dois dias à República do Ruanda, a convite do seu  homólogo, Paul Kagame. 

Esta quarta-feira, primeiro dia da visita, os dois chefes de Estado  lideraram as conversações bilaterais entre as delegações de ambos  países, precedidas de um encontro entre os Presidentes  Chapo e Kagame.

As discussões incidiram sobre o actual estágio da cooperação entre os  dois países, reconhecida como estando num bom momento, tendo  sido nelas identificada a necessidade de operacionalização dos 23  instrumentos já assinados entre as partes, reforçando a cooperação,  sobretudo nos domínios político-diplomático, defesa e segurança,  jurídico, comércio e investimento, indústria e agricultura. 

O Presidente Daniel Chapo reiterou, em nome do povo  moçambicano, os agradecimentos ao Ruanda pelo apoio inestimável  no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, homenageando os  homens e mulheres ruandeses que, lado a lado com as Forças de  Defesa de Moçambique, têm contribuído para o restabelecimento  progressivo da paz e da estabilidade naquela província  moçambicana, localizada na região norte do país.  

No final das conversações, foi assinado um Acordo sobre o Estado da  Força (SOFA – Status of Forces Agreement, na sigla em língua inglesa),  instrumento regido pelo Direito Internacional, que regula, de entre  outros, o estatuto legal, direitos, obrigações, privilégios, imunidades,  regras de conduta e canais de comunicação das Forças de Defesa  do Ruanda em Moçambique.

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas suspendeu o concurso público do Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique que tinha sido ganho por uma empresa suspeita, que envolvia 130 milhões de meticais. A inspecção-geral interna deverá averiguar a conformidade legal do processo

A polémica começou com denúncias de que o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, tem ligações empresariais com a Flamingo, Lda., que detém acções na empresa Futere Technology of Mozambique, que, por sua vez, venceu o concurso público para criar uma plataforma digital de algodão e oleaginosas. 

O projecto pretende modernizar e controlar melhor toda a cadeia de produção e comercialização. Face às acusações, o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas veio a público negar qualquer ligação do ministro do pelouro com o processo e alegado conflito de interesses, classificando as acusações como especulações destinadas apenas a distrair o público.

Em comunicado, classificou as informações de meras especulações.

“Não constitui verdade que o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas é accionista da empresa Flamingo, Lda., que tem posição societária na Future Technology of Mozambique, a empresa vencedora do concurso em alusão. Esta informação é falsa”, lê-se no comunicado.  

A instituição admite que o ministro Roberto Albino tem participação numa outra sociedade criada em 2015, mas garante que a empresa nunca teve actividade e nunca concorreu a nada neste sector. 

“O Ministro faz, sim, parte de uma sociedade designada DonaWafica, S.A, detendo 2% na posição societária da mesma, onde a Flamingo, Lda. também é parte, com 15 sócios, detendo 24%. A empresa DonaWafica, S.A, criada em 2015, não chegou a ter operações, e queremos assegurar ao público, em geral, que ela não faz e nem fez parte de nenhum concurso no Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas.”

Para melhor clarificar o assunto, o Ministro ordenou a Inspecção-Geral interna a analisar o concurso do Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique, e garante transparência.

“… por despacho de Sua Excelência o Ministro — em face destas alegações —, foi accionada, de imediato, a Inspecção-Geral do Ministério para aferir in loco o processo em alusão junto do IAOM, I.P., visando atestar-se a conformidade legal do mesmo, enquanto se aguarda pelo pronunciamento ulterior das outras entidades supervenientes”, lê-se ainda no comunicado em que o ministro ordena igualmente a suspensão do concurso.

“Enquanto decorrerem os trabalhos da Inspecção, internamente, os processos relacionados com o concurso estarão suspensos e, tão logo que tenhamos novos desenvolvimentos sobre o assunto, prestaremos a devida informação ao público, em geral, pelas mesmas vias, assegurando que o MAAP se rege por princípios de independência, imparcialidade e isenção…”

Sobre este concurso, avaliado em cerca de 130 milhões de meticais, o porta-voz do Governo afrimou, na terça-feira, após a reunião do Conselho de Ministros, não ter detalhes do processo, mas garantiu que, se houver falta de transparência, a Procuradoria-Geral da República deve averiguar possíveis irregularidades.

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, já se encontra em Ruanda para a visita de trabalho de dois dias a convite do seu homólogo, Paul Kagame, centrada no estreitamento das relações de amizade e cooperação entre os dois países, com enfoque em áreas de interesse comum.

Durante a visita, os dois Chefes de Estado irão manter  conversações oficiais, centradas no estreitamento das relações de amizade e cooperação entre Moçambique e o Ruanda, com  enfoque em áreas de interesse comum. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, esta terça-feira, em audiência no seu  Gabinete de Trabalho, o Presidente do Parlamento Pan-Africano  (PAP), Chief Charumbira, que destacou a relevância de Moçambique  no processo de reformas em curso na União Africana (UA) e na  consolidação do papel do PAP como voz representativa dos povos do  continente.

No final do encontro, Chief Charumbira sublinhou que o Chefe do Estado moçambicano, enquanto membro da Assembleia de Chefes  de Estado e de Governo da UA, desempenha um papel central no  acompanhamento e valorização do trabalho desenvolvido pelo  Parlamento Pan-Africano. 

Chief Charumbira explicou que a reunião serviu para partilhar com o  Presidente da República formas de reforçar a colaboração entre a  Assembleia de Chefes de Estado da UA e o Parlamento Pan-Africano,  particularmente no quadro das reformas institucionais em curso. 

Segundo o Presidente do PAP, a organização está actualmente a  submeter actividades e propostas de reforma à Assembleia da União  Africana, tendo apelado ao apoio do Presidente moçambicano no  sentido de garantir uma melhor compreensão do papel e das  competências do Parlamento Pan-Africano. 

“Por exemplo, há  questões em que nós acreditamos que as pessoas não entendem  claramente como o Parlamento funciona”, acrescentou. 

Chief Charumbira destacou que o Parlamento Pan-Africano é um  órgão independente, com funções que não podem ser confundidas  com as do Executivo. Sublinhou ainda a relevância do órgão  legislativo na promoção da integração do continente africano, que  classificou como uma das suas principais missões.

“O Presidente está muito claro que nós não podemos ter uma União  Africana que não seja bem apoiada por um Parlamento. Portanto, um  Parlamento Pan-Africano fraco significa que nós estamos desviando  dos cidadãos deste continente”, declarou. 

Defendendo um Parlamento mais próximo dos cidadãos, o dirigente  salientou que a instituição deve ser a voz directa das populações  africanas junto da União Africana. “Nós precisamos ouvir as pessoas.  Nós precisamos responder às suas aspirações. E você só pode fazer  isso através de um Parlamento, porque eles são os representantes dos  cidadãos deste continente”, vincou. 

Charumbira acrescentou que a reunião com Daniel  Chapo reforçou o compromisso de Moçambique em apoiar o  fortalecimento do órgão legislativo continental. “E o Parlamento Pan Africano é a sua plataforma. Então o Presidente está acometido a  garantir que o PAP seja bem apoiado, para ser capaz de assumir seu  papel representativo, de assumir seu mandato, de observar o que a  União Africana está fazendo, e se a agenda 2063 está sendo  realizada”, concluiu. 

O Parlamento Pan-Africano é um dos órgãos da União Africana,  criado com o objectivo de promover uma maior participação dos  povos africanos nos processos de integração económica, política e  social do continente, além de fiscalizar a implementação das decisões  e metas estabelecidas no quadro da Agenda 2063.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, efectua,a partir de amanhã, uma Visita de Trabalho à República do Ruanda, a convite  do seu homólogo, Paul Kagame. 

Durante a visita, os dois Chefes de Estado vão manter conversações oficiais, centradas no estreitamento das relações de amizade e cooperação entre Moçambique e o Ruanda, com  enfoque em áreas de interesse comum. 

Acompanham o Presidente da República nesta deslocação os  Ministros da Defesa Nacional, Cristóvão Chume; dos Negócios  Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas; das  Finanças, Carla Loveira; da Planificação e Desenvolvimento,  Salimo Valá; e na Presidência para os Assuntos da Casa Civil,  Ricardo Xavier Sengo; quadros da Presidência da República e de  outras instituições do Estado.

A República da Itália reafirmou a sua determinação em apoiar Moçambique no sector da saúde, através da Aliança Global para Vacinas (GAVI). O compromisso foi anunciado pela primeira-ministra do país europeu, Giorgia Meloni, durante a recente Cimeira da GAVI, em resposta ao apelo formulado pelo Presidente da República, Daniel Chapo

O Governo italiano assegurou um contributo de 250 milhões de euros, o equivalente a perto de 19 mil milhões de Meticais, para o período 2026-2030, valor que representa um aumento de 25 por cento em relação ao ciclo anterior. 

Esta decisão reforça o papel da Itália como um dos principais doadores da GAVI e sublinha a importância da cooperação bilateral na promoção da saúde pública em Moçambique.

O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou que “as valiosas contribuições da Itália através da GAVI têm sido determinantes na expansão da cobertura de imunização em Moçambique e na redução das disparidades em saúde”.

Recordou ainda que, nos últimos anos, o país enfrentou desafios severos que ameaçaram os ganhos que já tinham sido alcançados no domínio da saúde pública. “Moçambique tem enfrentado um aumento do número de crianças não vacinadas devido a múltiplas crises, incluindo a Covid-19, sucessivos eventos extremos, como ciclones, e surtos de cólera, pólio e sarampo. Além disso, a malária continua a ser um desafio nacional, responsável por um terço de todas as mortes e por quase metade das mortes de crianças com menos de cinco anos”, frisou.

Apesar destas adversidades, Chapo sublinhou os progressos obtidos graças à parceria com a GAVI, que “está a ajudar Moçambique a retomar o caminho certo”.

Moçambique foi um dos primeiros países a aprovar o seu Plano de Recuperação no âmbito da campanha “Big Catch-Up”, e os progressos iniciais no alcance dos mais vulneráveis, em especial as “crianças sem qualquer dose”, são encorajadores.

“Contudo, não podemos avançar sozinhos. Um financiamento pleno da GAVI é essencial para o sucesso contínuo, e esperamos poder contar com o forte apoio de Itália para o seu período estratégico 2026-2030.”

O Chefe do Estado moçambicano realçou ainda o impacto transformador da GAVI a nível global, lembrando que, desde a sua fundação, há 25 anos, a iniciativa ajudou a vacinar mais de 1,1 mil milhões de crianças, salvando mais de 18,8 milhões de vidas.

Na sua próxima fase, a organização prevê proteger mais 500 milhões de crianças, das quais mais de 60 por cento em África, e salvar oito milhões de vidas adicionais.

Nesse sentido, o Presidente da República destacou o papel dos países africanos na sustentabilidade do modelo, referindo que os beneficiários irão financiar mais de 40 por cento dos seus próprios custos com vacinas e que, até 2030, sete países africanos deverão transitar para uma situação em que já não necessitam do apoio da GAVI, o que demonstra a robustez do modelo.

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