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O País – A verdade como notícia

Num ambiente bastante conturbado, a bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Assembleia Municipal (AM) da Cidade de Maputo pediu a suspensão de mandato dos cinco membros do organismo que recentemente desertaram para o partido Renamo.

Trata-se de Esmael Nhacucué, antigo Chefe da Bancada, Armando Paia, Sérgio Dique, Domingos e Camilo, que no no passado dia 29 de Junho submeteram um ofício pedindo o cancelamento dos subsídios alocados ao MDM, facto interpretado pelo ex-partido como improcedente porque os mesmos devem renunciar o mandato na plenitude.

Em resposta a este pedido, a bancada parlamentar da Frelimo, entende que não cabe a ela aprovar a suspensão de mandatos, porque para o exercício deste poder cabe aos outros órgãos de tutela.

Os membros em questão foram apresentados publicamente pelo partido Renamo, em duas cerimónias, na última segunda-feira.

Nas comemorações dos cem anos do ícone da luta contra o apartheid, Graça Machel abriu as portas da sede da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade para uma equipa da RTP, onde falou dos valores defendidos por Nelson Mandela: "Ele tinha uma maneira muito natural de fazer alguém sentir que, naqueles poucos segundos, esta pessoa era a mais importante da vida dele. Em momento algum, Nelson Mandela se apresentou como "EU". É só prestar atenção em todos os discursos dele; ele diz sempre "Nós", disse Graça.

Graça Machel reconheceu que, dentre as três mulheres de Madiba, o amor da vida do líder do ANC foi Winnie Mandela, apesar de Graça ter trazido o verdadeiro sentido do conceito de família a Mandela: "o grande amor da vida de Madiba foi sempre Winnie Mandela. Era um amor real, mas não era um amor ideal. E comigo foi uma coisa diferente. Eu ofereci a Nelson Mandela a possibilidade de ter uma família e de viver em família. E, se tiver reparado, por exemplo, nós andávamos sempre de mãos dadas, como se nos tivéssemos a necessidade dessa conexão, até física. Quando ele deixou a segunda esposa, uma das filhas tinha três anos e a outra filha tinha dois. Ele volta da prisão, elas já são adultas, estão casadas, e têm filhos. Então, os meus filhos aparecem como se o tivessem dado a oportunidade de ser pai outra vez." Uma convivência de cerca de quinze anos e Graça Machel apontou alguns defeitos do Nobel da Paz: "Madiba era teimoso. Muito teimoso. Ele confiava por demasiado nas pessoas e que ele as vezes foi abusado por isso." Concluiu Graça Machel.

Nelson Mandela perdeu a vida no dia 5 de Dezembro de 2013, em Johannesburg, vítima de doença.

 

O antigo combatente de libertação de Moçambique, Óscar Monteiro defende que é preciso procurar compreender sempre o outro, para poder evoluir.   

Monteiro fez estes pronunciamentos no final da tarde de esta quarta-feira, em Maputo, no debate promovido pela Universidade Pedagógica (UP), em homenagem ao ícone da luta contra apartheid, Nelson Mandela, que completaria 100 anos, hoje, se estivesse vivo.

Segundo o combatente, em África houve todo tipo de colonização, com colonias de povoamento, principalmente na região austral, mas a evolução foi outra na África do Sul (RSA) porque Mandela soube compreender o outro.

A fonte disse que o século XX foi de progressão internacional e permitiu a evolução dos movimentos nacionalistas africanos, mas dentro desses movimentos, houve pessoas que pensaram diferente, não traçaram a luta contra o avanço. “Ter tomado atitudes diferentes, no tempo do Nacionalismo Africano, como por exemplo, ter aceitado o Nacionalismo Multirracial e ter rejeitado o terrorismo, são alguns dos motivos que contribuíram para o desenvolvimento da RSA”, explicou.

Óscar Monteiro criticou o facto de algumas organizações ficarem presas aos seus slogans, tendo acrescentando que é preciso compreender o próximo em vez de atribui-lo um caracter demoníaco. 

Monteiro terminou a sua intervenção, em directo através da STV Notícias, dizendo que Madiba soube fazer a guerra e a pátria.

 

O Chefe de Estado, Filipe Nyusi, recebeu na terça-feira, o seu homólogo da Guiné Bissau, José Mário Vaz, e o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Viegas Filho, em Cabo Verde, onde falou do processo de paz em Moçambique.

Na declaração à imprensa aos jornalistas moçambicanos, de acordo com a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o Chefe do Estado destacou o papel fundamental do diálogo na estabilidade de qualquer país, e afirmou ter transmitido a experiência de Moçambique nas questões do diálogo visando a paz, tranquilidade e estabilidade do país.

Por sua vez o Presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz falou do processo de preparação das eleições, para além do governo de inclusão recém-formado no seu país e da escolha do primeiro-ministro de consenso.

“Saio daqui realmente satisfeito com a experiência do Presidente Nyusi. As informações que me forneceu e a experiência de Moçambique enquadram-se neste processo”, disse, acrescentando que espera que nos próximos tempos as relações de cooperação entre os dois países sejam reforçadas.

A terminar, o Presidente Nyusi sublinhou a importância da paz, estabilidade para que um país possa se desenvolver. “Para nós, a tónica principal do encontro foi a força do diálogo na estabilidade de um país e transmitimos a nossa experiência neste âmbito”, explicou o Chefe do Estado moçambicano, realçando que muito tem sido feito no contexto das relações de amizade e cooperação com a Guiné-Bissau.

Na audiência concedida ao Representante Especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Viegas Filho, o tema aprofundado foi a questão da estabilidade de Guiné-Bissau.

Na declaração à imprensa, José Viegas Filho disse aos jornalistas moçambicanos que as Nações Unidas se mostram satisfeitas com a forma como o processo de paz é conduzido em Moçambique, tendo acrescentado igualmente que o ambiente de estabilidade em Moçambique é constante.

Na ocasião, felicitou o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi pelo consenso alcançado visando a desmilitarização da Renamo, facto que satisfaz toda a Comunidade Internacional, pois vai contribuir, sobremaneira, para a estabilidade do país.

Quanto ao processo da Guiné-Bissau, José Viegas Filho disse que o país é soberano, todavia, para as Nações Unidas, do ponto de vista da demonstração da estabilidade, é fundamental que as eleições sejam realizadas na data prevista, 18 de Novembro deste ano. “Embora seja esta uma decisão soberana da Guiné-Bissau, há esperança que tal aconteça, neste sentido”, desejou.

 

Foi num ambiente de festa e na presença de simpatizantes, membros e quadros seniores da Renamo que Venâncio Mondlane foi apresentado, esta ter-feira, pelo secretário-geral desta formação política, Manuel Bissopo, como novo reforço da perdiz na cidade de Maputo.

Se Venâncio Mondlane será ou não cabeça de lista da Renamo na cidade de Maputo, Manuel Bissopo não confirmou e nem desmentiu, limitando se apenas em dizer que as bases estão a trabalhar e dentro de quinze dias o partido irá anunciar.

Lembre-se que Mondlane renunciou ao cargo de deputado na Assembleia da República pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) alegando incompatibilidade e constrangimentos no exercício das suas funções.

 

A Renamo, ao nível da autarquia de Dondo, viu as suas fileiras a serem engrossadas nesta segunda-feira, com a entrada de mais de 100 novos membros, com destaque para 70 antigos membros do Movimento democrático de Moçambique, 8 do partido Frelimo e os restantes eram membros da sociedade civil.

O mesmos foram apresentados num encontro que decorreu no município de Dondo e que foi orientado pelo delegado provincial da Renamo, Albano Balaunde. Parte dos membros explicam as razões das suas novas opções políticas.    

Para a Renamo a adesão de novos membros é sinónimo que este partido está num bom caminho e é, por outro lado, sinónimo de vitória nas próximas eleições autarquias.

 

Os deputados da Assembleia da República vão analisar e aprovar em sede da III sessão extraordinária, que inicia esta quarta-feira, a lei que visa ajustar a proposta do novo pacote eleitoral, na sequência da recente revisão pontual da Constituição da República.

A bancada parlamentar da Renamo mostra- se expectante. Já, a bancada do MDM através do seu porta-voz, Fernando Bismarque, diz que vai participar dos debates e aprovar o instrumento apesar de que não é esta a revisão que o partido defende.

Em dois dias os deputados vão aprovar as propostas de alteração das leis de implementação das autarquias locais, bem como de eleição dos presidentes dos municípios e dos membros das assembleias municipais e de povoação.

 

O Presidente da República Filipe Nyusi partiu, esta segunda-feira, para Cabo Verde onde vai participar, a partir de amanhã, da cimeira dos Chefes de Estado e de Governos da CPLP. De lá, Nyusi segue para o Ruanda, onde vai efectuar uma visita de Estado, de 19 a 21 de Julho.
 
Entre vários objectivos, Moçambique participa na cimeira, em Cabo Verde, com vista a consolidar as relações existentes com os países da CPLP. A cimeira vai servir também para troca de impressões na componente económica, política e social.

De Cabo Verde, Filipe Nyusi segue para Ruanda, onde efetuará uma visita de dois dias em resposta ao convite formulado pelo seu homólogo. Por se tratar de uma visita de Estado, houve um cerimonial no Aeroporto de Maputo.   

Dentre vários interesses em termos de trocas comerciais, Ruanda pretende importar de Moçambique, açúcar, milho e carvão. Filipe Nyusi segue a Ruanda acompanhado por empresários e quadros da Presidência da República.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, nesta segunda-feira, Amadeu Paulo Samuel para o cargo de Representante Permanente da República de Moçambique junto das Nações Unidas em Genebra e para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da Confederação Suíça.

O comunicado de imprensa da Presidência da República indica que o Presidente Nyusi exonerou Amadeu Paulo Samuel do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Federal da Alemanha, da Santa Sé, da República da Áustria, da República da Hungria e da República Checa.

Segundo o mesmo documento, Nyusi exonerou também, Pedro Comissário Afonso do cargo de Representante Permanente da República de Moçambique junto das Nações Unidas em Genebra e do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da Confederação Suíça.

Em outro Despacho, o Chefe do Estado nomeou Mónica Patrício Clemente Mussa para o cargo de Alto-Comissário da República de Moçambique junto da República do Ruanda.

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