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O País – A verdade como notícia

A Frelimo, na cidade de Maputo, realizou várias actividades culturais para marcar as festividades dos cinquenta anos do Segundo Congresso do partido no poder.

De 20 a 25 de Julho de 1968, o partido Frelimo realizava o seu Segundo Congresso e o primeiro em solo pátrio. O também chamado Congresso da Vitória, realizado em Matchedje, na província do Niassa, ditou as linhas de governação do partido, e que foram culminar com a libertação do país.

Ontem, no campo de Hulene, encerraram as festividades que iniciaram em Abril último.

A cerimónia foi dirigida pelo primeiro-secretário desta formação politica Francisco Mabjaia. “Tudo isto achamos que podia ser uma forma de contribuirmos para a celebração dos cinquenta anos do segundo congresso da Frelimo. Fazemos isto porque, como sabemos, os combatentes, mesmo depois da luta de libertação nacional, encontraram momentos para entretenimento”, disse Mabjaia.

O evento foi marcado por diversas actividades culturais, feira de saúde, gastronomia, exibição de vídeos, serviços de emissão de bilhetes de identidade, NUIT, futebol entre outras.

Munícipes que se fizeram ao local do evento manifestaram a sua satisfação.

“Correu tudo bem, eu ali estava a medir tensão e estou bem não tenho tensão”, disse Olga Francisco.

“Estive aqui para saber do meu estado de saúde e isso faz bem. Como as vezes não temos tempo, esta oportunidade nos ajudou para sabermos mais sobre o nosso estado de saúde”, acrescentou David Paulo.

Através do seu primeiro-secretário da cidade de Maputo, a Frelimo aproveitou a ocasião para fazer a entrega de cartões de membros a centenas de munícipes que se filiaram ao partido.

Refira-se que o Segundo Congresso da Frelimo reelegeu Eduardo Mondlane a presidente do partido, papel que não exerceu por mais tempo, pois a 3 de Fevereiro do ano seguinte veio a perder a vida na vizinha Tanzânia, vítima de um ataque bombista.

 

 

Ricardo Tomás foi apresentado na ‘última sexta-feira’ como membro da Renamo em Tete. A sua apresentação ao partido da perdiz surge poucos dias depois de ter renunciado Movimento Democrático de Moçambique, partido no qual era deputado da Assembleia da República e eleito à cabeça-de-lista para a cidade de Tete.

Ricardo Tomás diz que preferiu juntar-se à Renamo por entender que este partido satisfaz os anseios do povo.

 O País sabe que nos próximos dias, Ricardo Tomás deverá ser indicado pela Renamo como cabeça-de-lista para as eleições de Outubro próximo ao nível do Conselho Autárquico de Tete.

Teve lugar, na última sexta-feira, a terceira Sessão Ordinária do Comité Provincial de Maputo, que pretendia apreciar e analisar o relatório do Secretariado do Comité Provincial, o informe do Gabinete Provincial de Preparação das Eleições e informe do Governo Provincial relativos ao primeiro semestre de 2018.

A terceira sessão da Frelimo apreciou também os relatórios do Círculo Eleitoral da província de Maputo na Assembleia da República e da bancada da Frelimo na Assembleia Província. Por outro lado, os camaradas avaliaram o seu desempenho de modo a capitalizar as melhores experiência e afastar os males que podem concorrer para minar o desempenho dos órgãos do partido.

Durante a sua intervenção, o primeiro secretário da Frelimo na província de Maputo, Avelino Pinto Muchine, disse que a sessão decorria num momento importante para o país, tendo em conta a aprovação pela Assembleia da República dos instrumentos legais que vão viabilizar a realização das eleições autárquicas agendadas para o próximo dia 10 de Outubro.

“Este é um importante passo conseguido graças a contínua entrega e amor ao povo do nosso camarada Presidente Filipe Nyusi que, através de uma visão, conseguiu consensos sobre a paz e reconciliação com a liderança da Renamo, configurados no pacote da descentralização anunciado pelo camarada presidente no início do ano”, disse Muchine.

Entretanto, Eduardo Mulémbwè, Membro da Comissão Política e Chefe da Brigada de Assistência e Apoio à província de Maputo, desafiou membros do partido a serem mais fortes tendo em conta a alta concorrência política.

No seu discurso de abertura, Mulémbwè começou por questionar a prestação dos membros do partido durante o recenseamento eleitoral, onde a província estava no nono lugar durante as primeiras três semanas do processo, o que classificou de linha vermelha tendo em conta os desafios que a província tinha em termos de resultados.

Mais adiante, Mulémbwè questionou se os camaradas estariam preparados para vencer as eleições de Outubro.

 “ Hoje com o novo figurino devemos indagar-nos com toda honestidade, vamos manter os quatro presidentes dos conselhos municipais oriundos do nosso partido? A pergunta pode parecer desnecessária, a pergunta faz se porque se efectivamente queremos manter o poder autárquico com os presidentes oriundos da Frelimo, temos que fazer passar as listas da Frelimo na cidade da Matola, Boane, Manhiça e Namaacha. Estamos contentes com a situação de hoje? Que avaliações fazem dos resultados das eleições de 2008 para 2013 e de 2013 para 2018, que projecção estamos a fazer?”. Questionou Mulémbwè.

Mulémbwè convidou os camaradas a avaliarem e reflectirem em relação aos resultados obtidos nas eleições autárquicas passadas.

Eduardo Mulémbwè recomendou os membros do partido a planificar uma vitória com objectivo de obter todos os lugares nas assembleias municipais durante as eleições de Outubro próximo.

Os governos de Moçambique e do Ruanda continuam sem acordo para a extradição de cidadãos ruandeses procurados por alegado envolvimento no genocídio de 1994, que causou a morte de perto de um milhão de cidadãos da etnia Tutsi.

O governo de Kigali entregou, no ano passado, ao executivo moçambicano, a lista de pelo menos 10 cidadãos que, acredita, estejam a viver em Moçambique, onde terão entrado como refugiados.

A intenção ruandesa voltou a ser abordada na sexta-feira em Kigali, durante as conversações oficiais entre o Presidente Filipe Nyusi e o homólogo ruandês. Filipe Nyusi disse, em conferência de imprensa que marcou o final da sua visita ao Ruanda, que ainda não há qualquer acordo, contudo, há avanços.

“As conversações sobre o processo, os critérios e o momento da extradição evoluíram”, disse o Presidente da República, na conferência de imprensa que marcou o fim da sua visita de Estado ao Ruanda.

Segundo o Chefe de Estado, o governo de Paul Kagame voltou a manifestar interesse de ver os foragidos da justiça a serem extraditados.

De acordo com o Chefe de Estado, o processo está dependente do acerto nos dispositivos jurídicos para o efeito, mas garantiu que há compreensão por parte das autoridades de Kigali.

“Estamos a desenvolver e eles estão a compreender, porque há muita coisa envolvida” explicou.

Apesar do processo de reconciliação ter iniciado há cerca de duas décadas, o governo de Kagame, não prescinde da extradição dos cidadãos envolvidos na trágica situação de 1994, para que respondam perante a justiça e se reconciliem com a história.

Questionado na quinta-feira sobre o estágio da reconciliação, Paul Kagame disse que ainda está em curso.

“A reconciliação não é um processo acabado. Não se podem definir datas para que esteja concluído. Houve muita coisa feita mas, o que há ainda algo por fazer e o que está por fazer, ainda está lá e o fim e estamos a trabalhar” disse o estadista ruandês.

Apesar deste caso, Filipe Nyusi considera que as relações bilaterais estão boas e saíram reforçadas durante a visita de Estado que realizou.

“Foram reforçadas as nossas relações de amizade e cooperação que era o objectivo central da visita, mas também, durante a visita, de forma contundente, trabalhamos na diplomacia económica”, disse Filipe Nyusi.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, visitou esta sexta-feira um dos memoriais das vítimas do genocídio de 1994 no Ruanda. Nyusi homenageou as vítimas e destacou os passos que os ruandeses estão a fazer no sentido de uma reconciliação efectiva.

“Este genocídio foi violento, como se pode ver. Quem está aqui praticamente vive o que aconteceu”, disse Nyusi.

Nyusi destaca ainda a capacidade que os ruandeses estão a ter para virar a página, uma situação que deve ser lição para todo mundo.

“Ruanda é um país que está a prosperar, o povo vingou-se, mostrou que era um único povo, uniu-se e agora está a desenvolver o país, são experiências que temos que capitalizar”, disse o Chefe do Estado acrescentando que, o patriotismo que se vive em Ruanda é o resultado da reconciliação, tolerância, perdão mas sobretudo da clareza de onde vem a cidadania que o povo vive.

Por seu turno o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, diz que o processo de reconciliação ainda não está acabado.

“A reconciliação será sempre um trabalho que deve ser progressivo pelo tempo. Não se pode definir um horizonte temporal onde se possa dizer que a esta data estará a 100 por cento. As coisas não funcionam assim. A reconciliação no Ruanda já tem bons progressos, mas como disse, o que resta fazer ainda está lá e ainda estamos a trabalhar”, disse Kagame.

 

O recém-anunciado membro da Renamo, Venâncio Mondlane, foi este sábado eleito cabeça-de-lista deste partido para o Conselho Autárquico de Maputo.

Inicialmente estavam alistados quatro candidatos a cabeça-de-lista, nomeadamente Jaime Jingador, Aristídia Txukela, Gilberto Chirindza e Venâncio Mondlane.

Entretanto, Gilberto Chirindza disse que os primeiros três candidatos depositaram seus votos em Venâncio, anunciando assim a sua desistência.

Venâncio Mondlane foi anunciado membro da Renamo em Julho corrente, depois de ter abandonado o MDM mês passado.

 

O Presidente da República chegou na tarde deste sábado ao país depois de visita de Estado a Ruanda e de ter participado na conferência da CPLP em Cabo Verde. Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, disse que o governo vai capitalizar experiência do Ruanda na área económica.

Depois de ter sido recebido pelo Primeiro-ministro e outras personalidades, o Chefe de Estado assistiu às honras militares e a actuação de grupos culturais. Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros e cooperação falou à imprensa. José Pacheco informou que a visita do Chefe de Estado a Ruanda produziu resultados esperados.

Outro resultado da visita à Ruanda é que um grupo de empresários daquele país deverá vir ao país ainda este ano para junto dos moçambicanos reforçar as relações económicas.
 

 

 

No balanço das relações bilaterais entre Moçambique e Ruanda o Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou o sector privado moçambicano e Ruandês, a serem mais activos na busca de parceria visando impulsionar o comércio entre os dois países.

“Notamos com satisfação que a pesar de algum momento de estagnação que ultrapassamos, os nossos países têm dado passos encorajadores ao nível da cooperação bilateral havendo espaço para o seu aprofundamento nas diversas áreas de interesse”, disse Nyusi.

Nyusi disse que há possibilidades de maximizar as potencialidades dos dois países em domínios como Agricultura e Turismo e aumento de trocas comerciais.

O Presidente ruandês, Paul Kagame, destacou os passos que foram dados no âmbito da consolidação das relações diplomáticas entre os dois países

"Não há melhor caminho para continuar a nossa jornada de libertação do que combinar os nossos respectivos esforços e capacidades para transformar a vida dos nossos povos", disse Kagame.

 

 

A Universidade Pedagógica (UP) acolheu, esta sexta-feira, as celebrações dos 50 anos do II° Congresso da Frelimo, na ocasião o General Francisco Cabo disse que parte da história oficial moçambicana deve ser revista.

John Cachamila e Francisco Cabo, foram os palestrantes da cerimónia, os veteranos da luta de libertação defenderam que a Juventude actual deve aprender com a história da Frelimo aprofundando a investigação da mesma.

Durante a palestra, o general Francisco Cabo avançou que alguns pontos da  história de libertação nacional e da Frelimo devem ser corrigidos, porque os mesmos apresentam certas imprecisões.

O II Congresso da Frelimo foi realizado de 20 a 25 de Julho de 1968, em Matchedje, na província de Niassa, e neste ano a Frelimo celebra os 50 anos da sua realização.

 

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