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O País – A verdade como notícia

Chapo exige respostas às recomendações do Parlamento Infantil

O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola. Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento

Antigo ministro das Finanças já é procurado pela justiça moçambicana.Na tarde de ontem, o Tribunal Supremo emitiu um mandato de prisão contra Manuel Chang, apurou O País junto de fonte próxima ao processo.

O mandato é emitido um dia depois de a Comissão Permanente da Assembleia da República ter deliberado a favor do pedido do Tribunal Supremo, que queria consentimento para aplicar a prisão preventiva de Manuel Chang.

Ainda assim, a Comissão Permanente fez saber que o seu sim não implicava necessariamente a retirada de imunidade de Manuel Chang, e lembrou que o Tribunal Supremo está informado dos passos que deve seguir para que tal aconteça.

No ar ficou a impressão de que a comissão estava a dizer que sem um pedido de levantamento da imunidade, não havia condições legais para o Supremo mandar deter o deputado Manuel Chang.

Interpelado pela imprensa na manhã desta terça-feira, o presidente do Supremo não esclareceu se o tribunal iria ou não solicitar a quebra da imunidade.

Adelino Muchanga disse que não comentava matérias processuais e aconselhou a imprensa (e aos moçambicanos, por tabela) a aguardar pelo desfecho do caso.

Mas já no período da tarde, o tribunal que dirige emitia um mandado de prisão contra o ainda deputado Manuel Chang, detido na África do Sul, faz um mês.

Aliás, o mandado foi emitido a menos de 24 horas do início de mais uma sessão no tribunal de Kempton, em Johanesburgo, que vai discutir as possibilidades de Chang sair em liberdade provisória mediante pagamento de caução. Ou seja, Chang vai lutar pela liberdade provisória numa altura em que é alvo de outro mandado de prisão.   

Com a emissão do mandato, a Procuradoria-geral da República deverá reforçar os fundamentos do seu pedido de transferência de Manuel Chang para Moçambique.

O tribunal sul-africano marcou para 5 de Fevereiro a sessão que irá discutir a extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos da América ou a sua transferência para Maputo.

O mandado de prisão que tem como alvo o antigo ministro das Finanças é o primeiro a ser promovido pelo Ministério Público moçambicano no âmbito o processo que investiga as dívidas ilegais desde 2015.

Na fundamentação do pedido de aplicação da prisão preventiva contra Chang, o Tribunal Supremo disse que havia receio de fuga e de perturbação da investigação que corre na Procuradoria-Geral da República.

Estranhamente, o antigo ministro das Finanças só começou a representar perigo de fuga ou de perturbação da investigação justamente no momento em que foi detido na África do Sul a mando da justiça norte-americana.

Fora estão 17 arguidos que não representam nenhum perigo para a justiça moçambicana.

 

Afinal, a Renamo e o MDM na 1ª Comissão da Assembleia da República defenderam que não foram cumpridas as exigências legais para o pedido de prisão preventiva de Manuel Chang. O parecer da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade foi aprovado apenas com votos dos membros maioritários da Frelimo.

A divergência entre os três partidos esteve em torno do número 1 do artigo 173 da Constituição da República, que estabelece que: “nenhum Deputado pode ser detido ou preso, salvo em caso de flagrante delito, ou submetido a julgamento sem consentimento da Assembleia da República”.

Ora, analisado o pedido do Tribunal Supremo, a Assembleia da República, os representantes do MDM defenderam que o parlamento não pode consentir a detenção de Manuel Chang, pois esta não acontece em flagrante delito, muito menos o deputado está para ser submetido a julgamento. O processo está apenas na fase de instrução preparatória.

“O grupo parlamentar do MDM na Comissão considera que a Assembleia da República não pode anuir a solicitação do Tribunal Supremo, nos termos em que a faz, uma vez tratar-se de um pedido de consentimento para imposição de medida de coação máxima (prisão preventiva) fora de flagrante delito, tendo em consideração o plasmado no nr 1 do artigo 173 da CRM que impõe que apenas há lugar a detenção ou prisão nos casos de flagrante delito, o que no caso em análise fere esta disposição constitucional”, lê-se no parecer.

Já a Renamo na 1ª Comissão, estranha a celeridade que o processo agora regista, quando não teve avanços desde 2015. E pelo mesmo motivo invocado pelo MDM apelou a comissão a não aceitar o pedido.

“Tomou-se conhecimento por via da imprensa, após a detenção do deputado Manuel Chang em território estrangeiro, que haviam cerca de 18 arguidos no caso das dívidas ocultas. O porquê do silêncio da PGR desde 2015 até então sobre o presumível processo-crime em curso. Do acima exposto, a Bancada Parlamentar da Renamo considera que não estão reunidos os pressupostos e requisitos constitucionais e legais para que a Assembleia da República possa consentir a prisão preventiva de Sua Excelência Manuel Chang, Deputado da Assembleia da República”.

Ainda assim, o parecer foi aprovado com maioria de votos da Frelimo, na Primeira Comissão da Assembleia da República, e submetido à análise, esta terça-feira, pela Comissão Permanente.
 

A Comissão Permanente deliberou a favor do pedido do Tribunal Supremo relativo à aplicação da prisão preventiva contra o deputado Manuel Chang. Tal como tinha avançado ontem a Primeira Comissão do Parlamento, a Comissão Permanente faz notar que o pedido do Supremo não visa o levantamento da imunidade do deputado Manuel Chang, mas sim a aplicação da medida de coacção máxima, nomeadamente a prisão preventiva. Por isso, o primeiro vice Presidente da Assembleia da República explicou, depois de tanta insistência da imprensa, que para que Chang seja detido, o Supremo deverá solicitar ao Parlamento a quebra de imunidade do deputado, conforme dispõe a legislação aplicável ao caso. "Nós deliberamos a favor do pedido, mas o Tribunal Supremo sabe o que deve fazer para chegar até à detenção do deputado Manuel Chang. E nós acreditamos que o Tribunal Supremo vai respeitar a lei", disse António Amélia.

A sessão extraordinária da Comissão Permanente foi marcada por momentos extraordinários: o MDM não esteve presente e a Renamo abandonou o encontro como forma de manifestar o seu desacordo com o posicionamento da FRELIMO, que controla a maioria naquele órgão.

Em conferência de imprensa separada, a Renamo explicou que não fazem nenhum sentido os fundamentos expedidos pelo Tribunal Supremo para a prisão preventiva  de Manuel Chang, nomeadamente o risco de fuga e/ou de perturbação das investigações. "Manuel Chang não constitui preocupação para nós, pois ele está detido na África do Sul e não há risco de fuga ou de perturbação de investigação que corre em Moçambique", disse Ivone Soares, chefe da bancada da RENAMO.

Mais adiante, Ivone Soares lembrou que há 17 moçambicanos constituídos arguidos no mesmo processo e que nenhum deles está detido. "Esses é que podem fugir ou perturbar as investigações". Como quem diz, há tanta gente envolvida na contratação das dívidas ilegais por prender em Moçambique.

A Comissão Nacional de Eleições já está a preparar as eleições gerais de Outubro deste ano, num cenário de escassez de recursos.

Esta informação foi partilhada, esta terca-feira, na abertura da Conferência sobre Processos Eleitorais em Moçambique.   

 “Lições das eleições autárquicas de 2018, desafios para o futuro”, foi sob este lema que o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo abriu a Conferência Sobre Processos Eleitorais em Moçambique. 

Abdul Carimo revelou que, apesar da escassez de recurso, já estão em curso os preparativos rumo às eleições gerais de Outubro próximo. 

Reconhecendo falha nas últimas eleições autárquicas, a CNE diz que já está no terreno para que estas situações não se repitam nas gerais deste ano.

 A Conferência sobre Processos Eleitorais em Moçambique decorre em Maputo e tem a duração de dois dias. 

 

A Comissão Nacional de Eleições diz que não foi responsável pela reprovação de algumas candidaturas e muito menos pela derrota de partidos políticos, nas últimas eleições autárquicas.

Abdul Carimo acrescentou que a revisão pontual da Constituição pode ter contribuído para a criação de clima de desconfiança pelos órgãos que gerem as eleições.

Três meses depois da realização das eleições autárquicas que deram vitória ao partido Frelimo em 44 municípios, académicos, jornalistas e observadores eleitorais estiveram reunidos esta terça-feira, em Maputo, na Conferência sobre Processos Democráticos em Moçambique para tirar ilações do escrutínio de 10 de Outubro do ano passado e desafios para as gerais.

No calor do aprendizado que se pode tirar da última votação, Abdul Carimo aproveitou para responder a todas críticas que lhe foram lançadas por alguns partidos pela forma como conduziu o processo.

Em clara resposta à rejeição da candidatura da Samora Machel Júnior, o presidente da CNE recordou que todos os partidos políticos e coligações de partidos políticos receberam instruções de concorrer, mas não seguiram, o que resultou na rejeição da sua candidatura.

Outro aspecto que, segundo Carimo, pode ter contribuído para a agitação de alguns concorrentes logo depois do escrutínio foi a revisão pontual da Constituição da República já nas vésperas das eleições.

Num outro desenvolvimento, o presidente da CNE argumenta que o problema da interpretação da lei arrastou até ao período da votação altura em que os partidos políticos não sabiam onde direcionar as suas reclamações.

Já no processo de votação e apuramento, exaltaram-se os ânimos dos membros e simpatizantes dos partidos políticos nas mesas, o que poderá ter contribuído para manchar as eleições autárquicas de Outubro.

Para evitar que situações do género se repitam nas eleições gerais deste ano, Abdul Carimo revelou a CNE tem realizados encontros com vários actores para repensarem numa forma pacífica de realizar o escrutínio deste ano.

Abdul Carimo disse, ainda, que já está em curso a preparação das eleições gerais deste ano e que será feito um recenseamento de raiz nos distritos sem autarquia e actualização aos que já possuem o estatuto de autarquia.

O jornalista e jurista, Ericino de Salema, defende um novo formato na indicação de membros para a Comissão Nacional de Eleições.

Na sua opinião, apenas membros eleitos através de um concurso público podem assegurar a sua independência e imparcialidade que se exige.

As ideias de Salema foram partilhadas num painel que tinha como tema “democracia e credibilização dos processos eleitorais”.

Na ocasião vincou que a democracia moçambicana ainda está cheia de inconsistências e muitos pontos críticos, cuja solução passa, em parte, pela forma da composição da CNE.

Porque a Comissão Nacional de Eleições é um órgão administrativo e que presta serviço público no âmbito eleitoral, precisa, segundo Salema, de se reinventar.

Assim sendo, o jornalista propõe a indicação de membros da CNE através de um concurso público.

Actualmente, Ericino de Salema exerce a função de diretor residente do Electoral Institute for Sustainable Democracy in Africa, EISA, uma instituição vocacionado para monitorização de processos eleitorais no continente africano.

 

 

Há fundamentos legais para a Assembleia da República permitir a prisão preventiva de Manuel Chang. A constatação é da Primeira Comissão que esta segunda-feira analisou o pedido do Tribunal Supremo.

“O pedido que foi formulado pelo Tribunal Supremo à Assembleia da República é que esta possa manifestar o seu consentimento para que o deputado Manuel Chang possa ser preso preventivamente. Isto porque correm autos de instrução preparatória ao nível da Procuradoria-Geral da República e é preciso evitar riscos de fuga ou até de perturbação do processo de investigação”.

É assim como a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade interpreta o pedido do Tribunal Supremo enviado à Assembleia da República na última quinta-feira. No seu parecer, a Primeira Comissão entende que nada impede que o Parlamento permita a prisão preventiva do deputado Manuel Chang.

Segundo Edson Macuácua, “da apreciação feita do ofício enviado pelo Tribunal Supremo, a Comissão de Assuntos Constitucionais, Legalidade e Direitos Humanos entende que estão reunidos os fundamentos, pressupostos e requisitos constitucionais e legais para que a Assembleia da República possa consentir a prisão preventiva do deputado Manuel Chang. Isso vai permitir que o processo em curso ao nível das instâncias competentes do fórum judicial possa continuar a decorrer com a necessária normalidade”.

O MDM não se opõe à prisão preventiva de Manuel Chang, mas defende que tal deve acontecer mediante o levantamento da imunidade do deputado.

“Para poder satisfazer as démarches que o Tribunal Supremo quer, embora eles falem no consentimento da Assembleia da República, tudo passa necessariamente pela perda da imunidade do deputado. Dai que nós como bancada do MDM queremos que se efectue a prisão preventiva, mas isso significa que o deputado tem que ser chamado para ser ouvido e devem ser cumpridos todos os procedimentos que se impõem no Estatuto do Deputado. Isso significa que o assunto deve ser levado ao debate em plenária – o órgão que toma decisões desse género”, afirmou Lutero Simango, chefe da bancada do MDM.  

Sobre este ponto, o presidente da Primeira Comissão, Edson Macuácua explica em que circunstâncias há quebra de imunidade de um deputado.

“É necessário que haja uma pronúncia por parte do juiz do Tribunal Supremo. Havendo este despacho pronúncia, o juiz do Supremo formula um ofício que é dirigido à Presidente da Assembleia da República, juntando o despacho de pronúncia. A Presidente é enviado para a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade que emite o seu parecer, que depois é submetido à apreciação da Comissão Permanente. Este órgão submete o processo à Assembleia da República que toma a decisão final através de um processo de voto secreto e pessoal dos deputados. Este é o regime estabelecido para situações de quebra de imunidade do deputado e não é o caso aplicável ao processo em apreço. Neste caso nós ainda estamos na fase de instrução preparatória ao nível da Procuradoria-Geral da República e o objectivo deste processo é garantir que haja consentimento para uma prisão preventiva de modo que processo possa decorrer com a necessária normalidade”.

Segundo a carta do Tribunal Supremo enviada ao Parlamento na última quinta-feira, Manuel Chang é indiciado da prática de crimes de abuso de cargo ou funções, violação da legalidade orçamental, burla por defraudação, peculato, corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais.

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectuou durante o fim-de-semana, uma visita surpresa às posições militares das Forças de Defesa e Segurança, destacadas para o combatem os homens armados que aterrorizam a zona norte da província de Cabo Delgado.
 
Segundo um comunicado da Presidência da República, Filipe Nyusi pretendia inteirar-se no terreno do desenrolar de  acções das diversas unidades das Forças de Defesa e Segurança, que garantem a ordem e combatem os malfeitores que têm vindo a protagonizar ataques às populações.

Durante o diálogo que manteve com os membros das FDS, encorajou-os a continuarem firmes na defesa da pátria e da soberania, realçando que, e passamos a citar, “somente quem está no terreno dia e noite, a enfrentar todos os desafios, tem a dimensão do que está ser feito”.

Por outro lado, Nyusi explicou que tem tido contactos de várias formas com as populações, e que elas se sentem encorajadas, com a presença das FDS no terreno para a garantia da normalidade da sua vida.

“Espero que tenham consciência de que os ataques sempre vão prevalecer por parte daqueles que minimizam a vossa tarefa, mas é importante que mantenham o foco das vossas acções e energias na defesa da pátria e da soberania” disse

O Chefe do Estado instou, igualmente, aos membros da FDS a observarem a disciplina, principalmente no trato com a população, pois segundo o estadista, não faz sentido defender sem respeitar. Apelou por outro lado, à colaboração da população, tida como fundamental para o sucesso da missão das FDS.
 

 

 

 

Adelino Buque e Francisco Mazoio são parte dos seis acusados pelo Banco de Moçambique de ter tido uma gestão danosa no extinto Nosso Banco.

Ambos discordam das sanções e já interpuseram recurso ao tribunal.

Instalado braço-de-ferro entre pelo menos dois dos seis antigos gestores do extinto Nosso Banco e o Banco de Moçambique. São eles Adelino Buque e Francisco Mazoio.

Foi no dia 09 deste mês que o Banco de Moçambique publicou uma lista de ex-gestores do Nosso Banco que deverão ser sancionados por suposta gestão danosa naquele Banco detido pelo Instituto Nacional de Segurança Social (77.2%) e pela Electricidade de Moçambique (15.1%).

As sanções aplicadas pelo Banco Central ascendem a uma multa de 500 mil meticais e três anos sem ocupar cargos sociais e funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras.

A lista é constituída por Mariano Matsinha, Tomás Roque, Mussa Bashir Tembe, Jaime Mutolo, Adelino Buque e Francisco Mazoio, actual PCA do INSS, estes dois últimos entendem que não há razões para que lhes sejam imputadas tais sanções.

“Pessoalmente não reconheço que tenha havido esse grau de infracção que sou imputado, e, por conseguinte, não vejo por que teria de pagar multas”, revelou Buque, esta terça-feira, em entrevista exclusiva ao jornal O País.

O ex-gestor explica que, aliás, nem devia estar nessa lista porque não teve nenhuma participação no desmoronamento do negócio do Nosso Banco.

“Eu estive no Banco Mercantil de Investimentos (BMI) e quando se transitou para o Nosso Banco eu já não estava lá”, esclarece Buque repisando que o “Banco de Moçambique conhece o histórico do BMI e não vejo por que hoje levantar esta questão”.

O mesmo pensamento tem Francisco Mazoio que diz que abandonou o Conselho de Administração daquele banco há “muitos anos” e não entende a razão por que o Banco de Moçambique aparece agora para o “penalizar e cobrar 500 mil”. Tão insatisfeitos com a decisão que já interpuseram um recurso ao tribunal. Adelino Buque diz esperar que o tribunal possa levantar as sanções que o obrigam a pagar multas.

O também empresário do ramo agrícola diz, aliás, que não tem a mínima “vontade de pagar” essas multas. Mas, “se os tribunais chegarem à conclusão de que há essa responsabilidade, naturalmente que não terei outra alternativa que não seja cumprir com essa obrigação”.

O mesmo posicionamento tomou Francisco Mazoio, que falava ao jornal O País via telefone celular. “Eu fiz o mesmo que Adelino Buque. Fiz o recurso legal”, comentou recusando a aprofundar a questão.

O Nosso Banco, SA, foi encerrado por ordens do Banco de Moçambique em Novembro de 2016, devido à falta de capitalização, de uma estrutura económico-financeira sustentável e a graves problemas de liquidez e de gestão.

À data da sua dissolução e liquidação, o Nosso Banco era liderado por João Loureiro, um antigo quadro do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), este que não consta da lista dos sancionados.

Depois de encerrado, foi criada uma comissão liquidatária, onde foram pagos os clientes que tivessem menos de 20 mil meticais nas contas, ficando para mais tarde o reembolso do restante.

O valor dos reembolsos foi conseguido pela Comissão Liquidatária do Nosso Banco através da venda das participações financeiras que a instituição bancária tinha na SIMO – Sociedade Interbancária de Moçambique, venda de activos tangíveis como viaturas, equipamentos informáticos, venda de agências bancárias e outros imóveis, venda de créditos a outros bancos e cobrança de dívidas aos mutuários.

Ao todo, o extinto-banco tinha pouco mais de cinco mil contas bancárias de clientes particulares e cerca de 700 de empresas.
Ainda este ano o Nosso Banco anunciou que ia começar a pagar os grandes clientes, ou seja aqueles cujos depósitos estivessem acima dos 20 mil meticais.  

Enquanto isso… Matsinha pagou tudo

O também sancionado Mariano Matsina já pagou toda multa e fê-lo este mês de Janeiro.

Mas isso não quer dizer que ele concorde com as sanções, muito pelo contrário: não concorda e também tentou recorrer, mas diz que o seu recurso não foi aceite porque fê-lo “extemporaneamente”.

Diante disto, já quase sem opções nenhumas, Matsinha diz que foi pagar toda multa e já está limpo. Mariano Matsinha justifica dizendo que já não está em tempo para “seguir estas situações”.

O antigo gestor deu a entender que está no mesmo pensamento que Buque e Francisco Mazoio, mas já pouco lhe interessam batalhas desta natureza. “Já não tenho idade para isso”.

 

 

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