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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

A Restauração e a hotelaria localizadas ao longo da costa da Beira e não só sofreram danos incalculáveis. Os proprietários pedem ao governo para isentar algumas taxas facto que para eles impulsionará a recuperação económica.

O clube náutico da Beira, um dos restaurantes de referência da cidade da Beira é uma das faces da devastação causada pelo ciclone Idai na cidade da Beira. Nada escapou à fúria a velocidade do vento. Tudo ficou desfeito.  Aliás a força do vento projectou uma canoa do mar para o restaurante, uma distância de cerca de 200 metros.  O funcionários estão desolados.

O restaurante monte verde, também de referência, sofreu igualmente danos incalculáveis. O ciclone destruiu tudo tanto fora assim como no interior. As árvores só pioraram a situação. O restaurante Tango, que pertence ao mesmo proprietário, não escapou às rajadas do vento do Idai.  O Rani´s Hotel, foi igualmente destruído parcialmente pelos ventos. O tecto desabou e as águas das chuvas estão a danificar as paredes. Os proprietários dos restaurantes e hotéis destruídos que tentam a todo o custo minimizar as necessidades para poder satisfazer o público, falam de prejuízos incalculáveis e a falta de corrente eléctrica esta a encarecer  a actividade de muitos comerciantes. 

A reconstrução das zonas destruídas pelas calamidades naturais no centro do país será delicada e vai exigir frieza. Quem o diz é o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine. Este adianta que o próprio levantamento dos prejuízos causados é já por si, um processo difícil e que levará tempo.
 
De acordo com João Machatine, para além do ciclone Idai, a situação da região centro do país agravou-se por conta do transbordo das bacias do Búzi e Púnguè.

Machatine alerta que o rio Zambeze pode transbordar, por isso, as comunidades que se encontram nas zonas ribeirinhas devem se precaver.

João Machatine falava à margem do lançamento da primeira pedra do projecto Zintava II, na sexta-feira, no distrito de Marracuene, província de Maputo.
 

Iniciou na noite desta sexta-feira o fornecimento condicionado da corrente eléctrica da rede nacional na cidade da Beira, nove dias depois do mesmo ter sido interrompido após a passagem do ciclone Idai.

A Beira continua a erguer-se aos poucos dos danos causados pelo ciclone Idai. Na noite desta sexta-feira a empresa electricidade de Moçambique começou a distribuir energia da rede nacional, facto que não acontecia há nove dias,  na sequência da destruição de vários postos de transporte de energia e de Postos de Transformação em todos os bairros de Chiveve, incluindo danos na subestação da Munhava, após a passagem do ciclone Idai.  

A prioridade foi o Hospital central da Beira, que desde a passada quinta-feira socorria-se de um grupo de geradores, gastando assim cerca de 93 mil meticais por dia para compra de perto de mil e quatrocentos litros de diesel.

O Ministro dos Recursos Minerais e energia, Max Tonela, que tem estado a monitorar de perto as actividades dos técnicos da EDM com vista a repor a energia na cidade da Beira, pediu calma aos beirenses pois a reposição de energia em toda cidade está dependente de um aturado trabalho por parte da EDM com vista a garantir que não haja mais danos.

Para além do Hospital Central os moradores dos prédios grelha, mexicana e Emose e o Porto da Beira, já beneficiam de corrente eléctrica da rede nacional.  

A província de Cabo Delgado vai doar cerca de 2 milhões de Meticais as vítimas do ciclone Idai. O Donativo, composto por alimentos, medicamentos, material de construção e em valor monetário, deverá partir de Pemba para o centro do país, na próxima quarta feira.

O donativo foi anunciado na reunião de coordenação operativa de emergência, e resultado de contribuição dos membros do governo provincial que descontaram um dia de salário e dos empresários locais que vão ajudar com mais de um milhão e quinhentos mil meticais em produtos diversos.

O movimento de Solidariedade ainda não terminou, entretanto, devido a gravidade da tragédia provocada pelo ciclone Idai, o governo provincial decidiu começar o processo de envio do donativo.

Segundo o governo provincial, o movimento de solidariedade vai continuar em Cabo Delgado, até que a vida dos sobreviventes do Ciclone Idai, volte a normalidade.

O número de mortos na zona centro subiu para 417 e estima-se em mais de um milhão o número dos afectados pelo ciclone Idai e cheias. Neste momento o Governo continua com operações  de busca e salvamento e paralelamente está a distribuir produtos alimentares.

A cada dia que passa a catástrofe que se abateu pela zona centro e com especial enfoque na província de Sofala está a ganhar contornos cada vez mais alarmantes. O número de mortos quase que duplicou de sexta para sábado e o dos afectados já supera um milhão.

Os números são provisórios porque há ainda pessoas que esperam por salvamento e por apoio alimentar.

Nesta altura trabalha-se arduamente para repor a EN6 e permitir o acesso a Beira por via terrestre.

A cada dia chegam a Beira cada vez mais apoios internacionais. Este Sábado, Quênia enviou militares e aguarda-se pela chegada do apoio chinês e português.

 

O acesso à cidade da Beira que é o centro por onde se assiste às vítimas do ciclone e das cheias é feito via aérea. O aeroporto da Beira solicitou aumento do número de controladores aéreos para atender à demanda.

A cada minuto há um avião a levantar voo ou a aterrar. O mesmo acontece com helicópteros que levam pessoal, produtos e medicamentos para os centros de acolhimento fora da Beira e ou mesmo para operações de resgate. Mas também chegam a todo momento aeronaves que trazem apoio a Beira, assim como aviões comerciais.

O aeroporto da Beira ficou aberto três dias depois da passagem do ciclone e isso não foi por acaso.

Fruto da boa preparação, o aeroporto da Beira foi transformado como centro de todas operações de emergência e a cada dia recebe cada vez mais jornalistas bem como pessoal de assistência humanitária provenientes de vários cantos do mundo. E há que alojar a todos.

Aliás até cidadãos comuns vão ao aeroporto para conseguir carregar seus telemóveis e computadores.

O governo da Guiné-Bissau mostrou-se solidário para com as vítimas do ciclone IDAI e decidiu oferecer 50 milhões de francos RFA (100 mil dólares americanos) para minimizar o sofrimento dos afectados.

Recebido no hotel onde está hospedado a selecção nacional pela vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, disse que o povo do seu país está solidário com os moçambicanos.

"Somos dois povos irmãos e sentimos muito pelo que acontece no vosso país. Temos acompanhado o que está a acontecer e estamos bastante sensibilizados. Viemos aqui para prestar nossa solidariedade para o povo de Moçambique e dizermos que estamos juntos", disse o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes.

"Para minimizar o vosso sofrimento, queremos dizer que vamos entregar um envelope com 50 milhões de francos, 100 mil dólares, para apoiar. Essa é a nossa singela contribuição para os moçambicanos", assegurou Aristides Gomes.

Em resposta, Ana Flávia Azinheira agradeceu o gesto solidário, bem como o apoio e o conforto. Agradeceu ainda a hospitalidade e ofereceu uma camisete, cascol e um galardão de Moçambique como recordação.

A primeira equipa de resgate a chegar a Beira é sul-africana. Hoje terminou a sua missão e entregou todas operações à equipa internacional de ajuda humanitária e diz sair com o sentido de missão cumprida.

foi no aeroporto internacional da Beira onde se instalou um grupo de 22 voluntários sul-africanos que na quarta-feira, 13 de Março partiu de Joanesburgo a caminho da Beira depois de ter tido confirmação da passagem do ciclone Idai. O grupo fazia-se transportar em seis viaturas carregadas com toneladas de equipamento de salvamento.

Pernoitaram em Vilanculos na noite em que o ciclone fustigou a cidade da Beira e arredores e só conseguiram entrar em Chiveve na noite de sexta-feira. Foi a primeira ajuda a chegar à cidade.

“O primeiro trabalho foi limpar a estrada para o aeroporto, não havia caminho para o aeroporto e nem para o Governo chegar aqui. Depois de limpar a estrada instalamos o nosso acampamento aqui e começamos a fazer salvamentos. Fomos o primeiro grupo a fazer salvamentos no terreno nos primeiros cinco dias depois do ciclone, fomos os únicos a fazer isso”, disse Trevor Trowel, líder da equipa.

“O primeiro salvamento foi para 22 mulheres e crianças, no rio e nas árvores. Durante o segundo e o terceiro dia aqui fizemos salvamentos usando helicóptero, um pequeno helicóptero, antes da Força Aérea Sul-africana chegar, antes de qualquer pessoa estar aqui, usamos um helicóptero privado. Fazemos isto voluntariamente. Ninguém entre nós é pago. Fazemos um resgate profissional é muito importante para nós respondemos dentro das primeiras 12 a 18 horas”, acrescentou.

Quando saíram da África do Sul tinham ideia do que podiam encontrar na Beira, mas a realidade ultrapassou a sua imaginação.

“Quando nós chegamos e vimos toda aquela devastação ficamos surpreendidos, mesmo que tivéssemos imaginado. Ver muitas pessoas desalojadas, muitos tectos das casas destruídos e ver muita água, nunca tinha visto tanta água em toda minha vida. Quando sobrevoei há poucos dias nunca tinha visto tanta água, a devastação é absolutamente catastrófica”.

Um galpão serviu nos últimos oito dias como seu dormitório, armazém dos equipamentos mas também como cozinha e refeitório. Agora estão a arrumar todo o seu equipamento para regressar a África do Sul pois já chegaram a Beira outros especialistas em resgate e salvamento.

A paróquia são Cipriano, localizada no bairro Chamanculo, na cidade de Maputo foi o local escolhido para acolher a primeira missa da igreja Anglicana de prestação de solidariedade para com as vítimas do ciclone Idai. A missa foi marcada por orações e cânticos cujas mensagens eram de apelo a Deus para acolher a alma dos mortos e proteger os sobreviventes.

Além da missa, a igreja Anglicana está prestar solidariedade através de mobilização de bens para apoiar as vítimas. Na ocasião o bispo da Igreja Anglicana, Dom Carlos Matsinhe, destacou a necessidade de mais pessoas juntarem para conformar as vítimas do ciclone. Dom Carlos Matsinhe disse ainda que a igreja Anglicana na cidade de Maputo já conseguiu enviar duas toneladas de diversos bens para apoiar as pessoas afectadas pelo ciclone na Beira.
 
“Queremos confortar os nossos irmãos afectados pelo ciclone sobretudo aquelas famílias que perderam seus ente-queridos. Por isso estamos nesta oração solidária para pedir a Deus que conforte todas as vítimas do mau tempo. Louvamos os nossos crentes que estão a mostrar-se solidário, o que permitiu conseguirmos enviar duas toneladas de vários produtos para as vítimas do ciclone”, disse Dom Carlos Matsinhe.

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