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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Na cidade da Beira muitas pessoas procuram reconstruir as casas recorrendo a chapas de zinco amolgadas em resultado do desabamento de tectos de grandes construções como armazéns e supermercados.
 
Para muitos, o desejo de viver melhor numa casa própria foi substituído por um sonho básico.
 
Quem não tem como comprar material de construção recorre às chapas de zinco amolgadas, depois do desabamento do tecto de grandes construções como armazéns e supermercados.
 
São muitos que procuram aproveitar o que para os outros já não serve.
 

Mais um país solidariza-se com Moçambique. Cabo Verde vai apoiar às vítimas do ciclone Idai com 200 mil dólares e analisa possibilidade de enviar uma equipa para ajudar as populações afectadas.

De acordo com o primeiro ministro de cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva a ajuda a Moçambique irá concretizar-se através de uma verba oriunda do Orçamento do Estado e de empresas que estão a ser contactadas pelo Executivo para esse fim.

“Através do Orçamento do Estado, dentro das nossas condições, vamos afectar uma verba importante para o apoio à situação de emergência que existe hoje em Moçambique e estamos também a mobilizar recursos junto das empresas para que, de uma forma voluntária e solidária, possam participar”, disse Silva, citado pelo Expresso das ilhas.

As doações canalizadas às vítimas das calamidades naturais no centro de Moçambique serão auditadas à luz de uma parceria entre o Porto de Maputo e a KPMG.

Para o efeito, foi destacada uma equipa da KPMG, cujo trabalho vai consistir na verificação dos bens ofertados e na respectiva embalagem em contentores, no Terminal de Cabotagem do Porto de Maputo.

Na sequência do ciclone tropical Idai que fustigou a região centro do país, semeando luto e destruição de infra-estruturas, o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, anunciou hoje, em Maputo, a criação de um seguro para gestão de calamidades em Moçambique.

Para o efeito, Nyusi disse ter já accionado o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para materializar o referido seguro.

Sem, no entanto, avançar pormenores sobre a criação deste seguro, o Presidente da República apenas adiantou que o processo caminha à passos largos.

Filipe Nyusi apelou ainda a contínua solidariedade para com às vítimas do temporal no centro do país.

O estadista moçambicano fez esses pronunciamentos aquando do lançamento da primeira pedra do projecto Zintava II, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

O edil da Beira critica a atuação do governo que culminou com o lançamento do projecto habita Moçambique. Simango entende que neste momento as ações devem estar viradas para as vítimas do ciclone.
 
“Cada governo tem suas prioridades e metas a cumprir, mas neste momento as atenções estão viradas para reerguermos Beira e os distritos afectados”, disse Simango.

O edil da Beira espera que o Governo tenha dinheiro suficiente para o projecto de habitação e para atender as vítimas do ciclone.

“Se não há condições financeiras para atender os dois casos penso que a prioridade tem que ser dada às populações que estão em estado de emergência”, afirmou, acrescentando que o parque económico e industrial estão desequilibrados.

Simango disse ainda que  a prioridade tem que ser dada onde há mais necessidade.

“Manter a ausência de apoio e empurrar nossos concidadãos ao desemprego por uma prioridade de habitação nesta fase pode não ser aconselhável, acrescentou Simango.

As equipas de resgate e salvamento estão a cada dia a descobrir mais pessoas que estão há vários dias debaixo da água principalmente no distrito de Gorongosa e Búzi. A nossa equipa de reportagem acompanhou a expansão de um campo de acomodação em Guara-Guara.

A cada momento pousam helicópteros em Guara-Guara. Trazem pessoas encontradas em locais cercados com água, mas também levam lonas para improvisar abrigos e produtos alimentares e medicamentos. As FADM assistem as próprias vítimas a esticarem as tendas.

Médicos Moçambicanos e sul-africanos assistem às vítimas recém-chegadas ao centro. A maior parte tem filária nas pernas pois ficaram mais de cinco dias na água. Outros apresentam-se debilitados porque há dias que não comem.

A nossa equipa encontrou uma senhora que poderá dar parto a qualquer momento. Ela ia a Búzi para dar parto em casa dos pais, mas foi surpreendida com a água do rio Búzi que galgou e foi socorrida.

Entre os resgatados foi encontrada uma outra senhora que diz ter ficado três dias em cima do tecto da sua casa com os seus três filhos.

Nesta altura procura-se criar mínimas condições em Guara-Guara.

As operações de reconhecimento e buscas continuam um pouco por toda a região onde passam os rios Búzi e Púngué.
 

A Renamo anunciou, hoje, um apoio de 1 milhão de meticais para as vítimas do ciclone Idai, na região Centro do país. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, Ossufo Momade, em Maputo.

O líder da Renamo apelou ao Presidente da República a decretar efectivamente o estado de emergência no país.

Esta é a primeira vez que o presidente da Renamo fala à imprensa, a partir da capital do país, desde que assumiu a presidência do partido.

Antes da sua intervenção, Ossufo Momade pediu um minuto de silêncio pelo facto da nação moçambicana estar de luto.

Ora, a província de Sofala conta com um reforço de pessoal de saúde proveniente de Maputo, para ajudar a assistir a população em zonas afectadas pelas inundações. Neste momento, o Hospital Central da Beira já tem energia eléctrica e aos poucos vai-se normalizando a situação da enfermaria que estava alagada.
 

 

 

Os órgãos eleitorais propõem o adiamento do início do recenseamento eleitoral que havia sido marcado para 01 de Abril. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) justifica o adiamento com a falta de “condições objectivas” nas áreas afectadas pelo ciclone IDAI e pelas cheias no centro do país. Além da proposta de adiamento, a CNE submeteu ao governo três cenários para o processo eleitoral. “Não posso divulgar o conteúdo de cada cenário que propomos porque cabe ao governo analisar e tomar a decisão”, disse o porta-voz da CNE. Ainda assim, Paulo Cuinica deixou claro que em nenhum dos cenários a CNE propõe o adiamento das eleições para o próximo ano. “Isso posso vos garantir, teremos eleições neste ano. E de princípio no dia 15 de Outubro”.

A CNE não avança a proposta da nova data para o início do recenseamento eleitoral. “Tudo depende das condições no terreno. Estamos a interagir com o INGC para acompanhar a evolução da situação no terreno”. Com as escolas destruídas e aquelas que escaparam transformadas em centros de acomodação das vítimas do ciclone e das cheias, os órgãos eleitorais teriam de improvisar tendas para as brigadas de recenseamento. Uma operação que representaria custos a mais para um processo eleitoral que já tem um défice orçamental de cerca de 50 por cento. Ainda que houvesse dinheiro para tal, o adiamento seria inevitável: “não seria moralmente correcto fazer campanha de educação cívica (actividade que antecede ao registo de eleitores) nas zonas afectadas, porque as famílias ainda estão enlutadas”.

A proposta do adiamento do início do recenseamento eleitoral já foi comunicado aos partidos políticos.

 

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