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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Os Estados Unidos da América anunciou a liberação de cerca de 3,4 milhões de dólares em alimentos como auxílio humanitário para atender às urgentes necessidades provocadas pelo ciclone Idai, totalizando 4,1 milhões de dólares de ajuda humanitária concedidos pelos EUA.

Este auxílio alimentar emergencial e vital servirá de subsistência para aproximadamente 160.000 pessoas pelo período de um mês, lê-se numa nota publicada no site da USAID.

A USAID mobilizou uma equipa de assistência para liderar a resposta do governo americano ao ciclone Idai. A mesma equipa identificou como necessidades prioritárias das comunidades afectadas comida, cuidados com a saúde, abrigo, água, saneamento e higiene.

Os Estados Unidos se mantêm comprometidos em ajudar as populações afectadas por esse devastador ciclone. Estamos unidos ao povo de Moçambique em nossos pensamentos.

Falando a nação, esta quarta-feira, o presidente da República, Filipe  Nyusi anunciou a visita do Papa Francisco a Moçambique,na primeira semana de Setembro do ano em curso.
Durante a visita ao país, o sumo pontífice irá manter encontros com o  Estado, instituições religiosas, entre outras.

Durante a sua visita, o Papa Francisco irá realizar uma missa para todos os moçambicanos.

Filipe Nyusi referiu que a vinda do Papa vai encorajar os moçambicanos na manutenção da paz e bem- estar.

Refira-se que esta será a segunda visita de um sumo pontífice a Moçambique, 30 anos depois da vinda do Papa João Paulo II.

Os primeiros pagamentos de subornos das dívidas ocultas foram para o trio Ndambi Guebuza, Teófilo Nhangumele e Bruno Langa. Informação consta da acusação da PGR remetida ao tribunal judicial da capital na semana passada. São 120 páginas (excluindo os anexos) de muitas revelações sobre quem fez o quê e quanto recebeu por isso.

Faz hoje seis anos e dois dias que caíram nas contas de Armando Ndambi Guebuza, Teófilo Nhangumele e Bruno Langa os primeiros pagamentos de subornos para a aprovação do projecto (protecção da zona económica exclusiva de Moçambique) da ProIndicus.

O primogénito de Armando Guebuza, antigo Presidente da República, recebeu, na primeira transferência datada de 25 de Março de 2013, 19.8 milhões de dólares, equivalentes a 60% do total de 33 milhões de dólares que encaixou do grupo Privinvest.

Na mesma data, Teófilo Nhangumele e Bruno Langa receberam, cada, 5.1 milhões de dólares. A primeira transferência corresponde a 60% do total de 8.5 milhões de dólares que cada um recebeu do mesmo grupo baseado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

Passados três meses (Junho de 2013), os três arguidos receberam 20% do total a que cada um tinha direito e, seis meses depois, os últimos 20% caíam nas suas contas abertas em Abu Dhabi. As contas de Teófilo Nhangumele e Bruno Langa estão domiciliadas no First Gulf Bank e a de Ndambi Guebuza no National Bank of Abu Dhabi.  

A ordem de pagamento dos subornos foi emitida a 23 de Janeiro de 2013, pela Privinvest Shipbuilding, através de uma instrução dirigida ao gerente do First Gulf Bank, de nome Nauman Nazir, orientando que depois da recepção da primeira tranche do valor referente ao contrato entre Privinvest e ProIndicus, o banco devia iniciar as transferências para as contas dos três arguidos.

Por isso, os primeiros pagamentos de subornos ocorreram quatro dias depois da transferência de 327.9 milhões de dólares do banco Credit Suisse para a Privinvest Shipbuilding, a construtora naval que celebrou o contrato de fornecimento de bens com a ProIndicus.

Para justificar os pagamentos de subornos, o grupo Privinvest, através de Jean Boustany (detido nos Estados Unidos desde Dezembro último), e os três co-arguidos forjaram dois contratos de consultoria e serviços. À luz dos contratos assinados a 12 de Janeiro de 2012, os arguidos iam prestar à Privinvest consultoria e outros serviços em regime de exclusividade durante 18 meses.

O MECÂNICO HIDRÁULICO CHAMADO NDAMBI GUEBUZA
Forjados os contratos para branquear os pagamentos de subornos, os arguidos tinham outra batalha: forjar vínculo laboral com a Privinvest para conseguir vistos de trabalho que lhes permitissem permanecer em Abu Dhabi. É aqui onde surge a história do mecânico hidráulico. Ndambi Guebuza obteve um visto de trabalho após se apresentar às autoridades como mecânico hidráulico contratado pela Logistics International SAL; Teófilo Nhangumele era engenheiro mecânico de petróleo e Bruno Langa era engenheiro mecânico diesel, da mesma empresa.  

Ndambi, Nhangumele e Langa foram os primeiros arguidos a receber subornos das dívidas ocultas, numa extensa lista de quase duas dezenas de pessoas. Tal como a maioria dos arguidos, Bruno Langa e Teófilo Nhangumele aplicaram grande parte do valor em investimentos imobiliários.

 

O número de vítimas mortais, na sequência do cicolone Idai e de inundações, que assolaram o centro do país, passou de 447 para 468, anunciou hoje a directora do INGC, Augusta Maíta.

“Neste momento estamos a falar de uma população afectada de cerca de 795 mil pessoas. Infelizmente o número de óbitos subiu de 447 para 468. Continuamos a dar indicação de que estes são números preliminares”, avançou a directora do INGC.

“A comunicação está restabelecida na cidade da Beira, Dondo e parte de Nhamatanda mas há distritos como Muanza e Chibabava que temos ainda redes condicionadas. Mas um trabalho que está a ser feito para restabelecer esta comunicação”, acrescentou.

 

Os estragos do ciclone Idai no Centro de Moçambique ainda estão na fase de levantamento em termos dos custos, mas já há uma certeza. O montante para cobrir as obras de reconstrução das infra-estruturas destruídas e assistência às vítimas será superior a meio bilião de dólares norte-americanos.

“Ainda é muito cedo para falar de custos. Nas cheias de 2000, as necessidades foram de USD 500 milhões, por exemplo, mas se olharmos para este efeito (Idai) que foi muito mais devastador os números podem ser mais elevados”, revelou o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

Salientando, que o Governo e parceiros ainda estão na fase de levantamento dos estragos deste fenómeno natural.

“Neste momento priorizamos a fase de assistência de emergência, depois seguimos para a reconstrução das infra-estruturas e por fim, a fase de prevenção de médio a longo prazo”, referiu.

Sobre a criação de seguro para gestão de calamidades, anunciada semana finda pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, o governante disse que a materialização do mesmo (seguro) depende também da criação de um fundo de calamidades, cujo financiamento não deve ser suportado pelo Orçamento do Estado (OE), mas sim, independente.

“O seguro é possível. Com esta conta (fundo) criada é possível pagar o prémio (seguro) com o dinheiro do fundo”, explicou Adriano Maleiane.

Refira-se que enquanto decorre o levantamento dos custos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou que está a estudar um financiamento de emergência a Moçambique entre 60 milhões e 120 milhões de dólares, solicitados pelo Executivo de Maputo para fazer face aos efeitos do ciclone Idai.

Ora, pensando no pós-ciclone, o Governo já está a trabalhar num plano de reconstrução e recuperação das zonas afectadas. Foi nesse contexto que o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, reuniu-se esta quarta- feira com os embaixadores e membros do corpo diplomático acreditados em Moçambique, para pedir apoio. “Reiteramos à necessidade de continuarmos a trabalhar em conjunto para concessão de um plano global de recuperação e reconstrução das zonas afectadas no período pós-ciclone idai. Queremos trabalhar em conjunto, para encontrarmos a forma mais adequada e eficaz, de fazer o lançamento do referido plano quanto mais cedo possível. A implementação será parte da segunda fase do processo de assistência e apoio às vítimas do ciclone”

O corpo diplomático assegura que vai prestar o apoio necessário, mas para já o foco está na distribuição de medicamentos e alimentos para alíviar o sofrimento das vítimas.

 

A ajuda não para de chegar. Esta quarta-feira foi a vez da França anunciar o seu apoio que resulta da contribuição do Governo francês através da sua embaixada em Moçambique e organizações não governamentais francesas. Helicópteros e navios chegam ainda esta semana à Beira, com mais de 150 toneladas, compostas por kits de abrigo e medicamentos.

“A França mobilizou 370 mil euros para as acções da plataforma regional e de intervenção da cruz vermelha francesa no oceano índico baseado na Ilha reunião e das numerosas organizações não governamentais ou de fundações de empresas e 710 mil euros para o avião do centro de crise e de apoio. Assim no total foram mobilizados cerca de dois milhões de euros”, disse o embaixador da França em Moçambique, Bruno Clerc.

E nesta quinta-feira Bruno Clerc vai a Beira prestar o seu apoio de forma mais directa, e perceber o que mais pode ser feito.

“Vou fazer a recepção dos apoios que vão chegar através de navios e helicópteros. Também vou reunir com as autoridades locais e governamentais para perceber de que forma podemos continuar a apoiar para que a vida das populações afectadas volte a normalidade.

Ainda esta semana chegam a Beira equipas médicas vindas da França.

“No primeiro momento após o ciclone fizemos uma mobilização que permitiu enviar equipas de urgência da cruz vermelha baseada na ilha reunião que até hoje encontram-se na beira. A PIROI enviou 60 toneladas de material humanitário composto por 300 kits de reconstrução de habitação, 6000 lonas, tendas, geradores, material de iluminação e ferramentas. Um avião de transporte de carga das forças armadas francesa foi disponibilizado para efectuar um primeiro voo de frete humanitário de emergência com 2.4 toneladas”, detalhou Clerc.

O avião transportará igualmente unidades de purificação de água da Fundação Veolia e da Aquassistance, material eléctrico de electricistas em fronteiras, da SOS Attitude e de Plan International, kits medicinais da associação Tulipe e dos Médicos do Mundo, kits de abrigo e kits de higiene da Solidariedade Internacional, material ortopédico de Humanité et Inclusion e kits para organizar a distribuição da ajuda da cruz vermelha francesa. Já a fundação Airbus ofereceu 20 horas de vôos de helicoptéro para efectuar reconhecimento nas áreas afectadas e transporte de mercadorias.

Enquanto o Ministério da Saúde diz que ainda está a investigar se as seis mortes registadas até a última Terça-feira foram causadas pela cólera, o Presidente do Conselho Autárquico da Beira, Daviz Simango diz que não há dúvidas quem sim.

Por isso a edilidade está a envidar esforços para garantir a limpeza da cidade e desobstruir as vias de acesso bloqueadas pela queda das árvores e a sensibilizar os munícipes a observarem com rigor as mais elementares regras de higiene. Paralelamente o município diz que está a distribuir cloro para purificar a água.

Simango diz que há 10 anos que Beira não regista casos de cólera e mesmo com as inundações que registou no início do ano não se registou nenhum caso porque os residentes da cidade já estão habituados a medidas específicas para evitar a doença em situações de chuvas ou dificuldades no saneamento do meio, pelo que considera que a imigração de pessoas dos distritos para a cidade pode ter originado o surto.

É que nos últimos dias milhares de pessoas dos distritos de Búzi, Nhamatanda e Dondo foram levados para centros de acomodação na Beira na sequência das cheias. Outras refugiaram-se em casas de familiares. É a esses grupos que Simango considera que tem de ser feito um trabalho profundo para conter a propagação da doença.

O edil disse ainda que o seu executivo estava convencido que só haveria de conseguir limpar a cidade em três meses, mas nas últimas duas semanas houve grandes avanços graças a ajuda de 650 voluntários, disponibilidade de mais de 40 camiões e 15 mil litros de combustível que todos os dias é usado para abastecer as máquinas e os camiões.

Outra medida tomada pelo Conselho Autárquico da Beira é a isenção de taxas municipais por 45 dias aos vendedores formais e informais com o objectivo de estimular a sua actividade e consequente reconstrução das suas residências e estabelecimentos comerciais. Por outro lado as obras de reabilitação de edifícios danificados pelo ciclone até 31 de Maio deixam de precisar obrigatoriamente de licença de construção.

O objectivo é promover a rápida reconstrução da cidade e o edil diz que se for necessário a data pode vir a ser prorrogada.

 

Acontece neste momento tudo o que Manuel Chang e seus advogados não queriam. Não só o pedido de extradição dos Estados Unidos é o primeiro a ser analisado, como já está a ser discutido.

Os advogados defendem que  Manuel não pode ser extraditado por que é apenas acusado de conspiração e na África do Sul, a conspiração não é ofensa suficiente para que alguém seja extraditado.

O procurador JJ. Du Toit abriu o Acordo de Extradição entre a África do Sul e os Estados Unidos para clarificar que a conspiração faz parte dos crimes que a justiça sul-africana considera extraditáveis.  "O senhor deve ser extraditado", diz o procurador que justifica para o efeito o facto de os crimes terem sido cometidos nos Estados Unidos da América.

Depois de um intervalo de uma hora, a audição retomou. O advogado acaba de tomar a palavra. Afirma que o ex-ministro não cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e imobiliária, mas apenas conspirou para o seu cometimento. "Se o crime de conspiração não é punido com pena pesada na África do Sul então não podemos extraditar alguém por um crime do qual não participou activamente ", diz Willie Vermeleun.

"Se o crime foi cometido no estrangeiro, significa que o arguido não pode ser julgado pela lei sul-africana. E se não pode ser penalizado pela nossa lei, significa que não pode ser extraditado", acrescentou, pedindo ao Tribunal que mande soltar o ex-ministro Chang.

Consumado: Tribunal recusa pedido de Manuel Chang e debate sobre extradição

 10h34:Mais uma derrota para Manuel Chang e sua defesa. Após explanar os argumentos que contribuíram para a sua posição, o juiz William Schutte anunciou a sua decisão sobre o pedido feito pelos advogados: "este pedido é recusado", disse.

O juiz considera que se o pedido fosse aceite, não se estariam a respeitar os direitos reservados ao pedido dos americanos, já que segundo o pedido dos advogados, apesar do pedido dos EUA ter sido o primeiro a dar entrada, devia ser analisado em simultâneo com o pedido moçambicano.

Sobre a intenção da defesa de recorrer ao PR Sul-africano, o Tribunal considerou que o pedido está a ser feito a pessoas que não fazem parte deste processo. "Por isso o pedido está a ser negado, não estamos aqui para dizer como o processo deve correr, mas há outros caminhos que o senhor Chang pode seguir", considerou o juiz.

Juiz diz que interpretação dos advogados não faz sentido e pedido é prematuro

William Schutte considera que não fazem sentido os argumentos colocados ao longo das audições pelos advogados de Manuel Chang, segundo os quais pelo facto do ex-ministro das Finanças preferir ser extraditado para Moçambique, o pedido de Maputo é que deve ser o primeiro a ser extraditado.

"Os procedimentos devem ser seguidos conforme estabelece a lei. O Tribunal deve tomar a sua decisão em relação aos dois pedidos e só depois o processo será levado às autoridades ao Ministro da Justiça ", diz o juiz.

Separação de poderes

O Tribunal diz ainda que se as autoridades executivas decidirem sobre o processo antes da justiça tomar a sua posição vai quebrar-se a regra sobre o funcionamento do processo de extradição. O juiz defende por isso que deve respeitar-se a separação de poderes e deixar que cada um faça a sua parte.

Os pedidos são prematuros porque o Tribunal ainda não fez os argumentos para que o ministro possa decidir. O juiz diz que se o caso for entregue ao Ministro o pedido dos Estados Unidos será retirado sem ter possibilidade de ser descritivo. "Se a África do Sul aceitar esse pedido não estará a seguir as regras do procedimento de extradição", disse.

Juiz do Tribunal de Kempton Park anuncia decisão sobre pedido de Manuel Chang

9h54:William Schutte, o juiz que está a analisar o processo de extradição de Manuel Chang, acaba de iniciar a leitura da sua decisão sobre o pedido feito semana passada pelos advogados do ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, segundo o qual deve ser uma autoridade executiva, no caso o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, a decidir sobre qual será o primeiro pedido e extradição a ser analisada pelo Tribunal.

Da decisão a ser tomada pelo juiz seguem-se dois caminhos possíveis. O primeiro, caso da justiça aceite o pedido da defesa, é que as audições observem uma pausa até que Cyril Ramaphosa decida qual será o primeiro pedido de extradição a ser analisado. Já o segundo caminho, alinhado com uma negação do pedido dos advogados, é que o pedido da defesa seja recusado e, efectivamente, comece a discussão sobre a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças.

Hoje fazem 86 dias desde que Manuel Chang foi detido aqui na África do Sul.

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