Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Foi a vez do partido Frelimo prestar o seu apoio às vítimas do ciclone tropical Idai através do donativo de 250 toneladas de diversos produtos alimentares, 750 toneladas de produtos de higiene e limpeza, vestuário e diverso material de construção para ajudar a reconstruir as mais de 51 mil casas que ficaram destruídas.

Roque Silva, secretário-geral do partido Frelimo enalteceu igualmente o papel do Estado na assistência às vítimas do ciclone idai na zona centro do país.

O director geral Adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Casimiro de Abreu, apelou os outros partidos políticos a apoiarem a causa.
Referir que, o ciclone Idai afectou mais de 160 mil famílias na Zona centro do país.

 

Hoje, os colaboradores da SOICO juntaram-se, na sede do Grupo, na cidade de Maputo, para doar bens às vítimas do ciclone Idai. Foram vários os donativos entregues à instituição que, por sua vez, encaminhará ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Muitos estiveram envolvidos na causa, desde apresentadores, repórteres de imagem, técnicos, funcionários que trabalham longe das câmaras e o PCA, Daniel David, que fez a sua entrega simbólica para encorajar aos demais colaboradores. Todos unidos por uma só causa: ajudar os que mais precisam neste momento.

JERSIL CHIRINDA – JORNALISTA

“Depois desta tragédia no Centro do país, cada moçambicano tomou o seu papel e atitude. Nós, como comunicadores, estivemos na linha da frente da informação, numa primeira fase, para levar informação aos telespectadores sobre o retrato do Centro do país. Mas este é o momento mais humano, em que nós, dos media, sentimo-nos comovidos com a situação que os nossos irmãos estão neste momento a passar, e nada melhor que tirarmos parte de nós para ajudar. A Beira, o Centro do país em geral, está a precisar de cada mão, de cada moçambicano para ultrapassarmos esta situação, que é uma tragédia não só do Centro mas também de todo um país”.

EMERSON MIRANDA – APRESENTADOR

“Hoje é a cidade da Beira, hoje é a província de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, mas amanhã poderemos ser nós aqui em Maputo. Por isso eu penso que este é o momento de todos nós, os moçambicanos, mostrarmos a nossa moçambicanidade e a nossa compaixão para com os nossos irmãos.

O sentimento de pesar foi tanto, que quase todos aderiram à campanha de angariação de produtos.

HELTON TSEMBANE- REPÓRTER DE IMAGEM

“É uma causa nacional, e cada moçambicano tem sentimento e vê que são nossos irmãos que estão a passar por essa situação, um momento difícil. Então penso que cada um naquilo que pode é importante dar a sua mão, o pouco que tiver vai aliviar o sofrimento dos nossos irmãos que se encontram no Centro do país”.

Tendem a subir os casos de cólera na província de Sofala, com destaque para cidade da Beira. Desde as 8 horas de ontem até as primeiras horas da manhã de hoje, foram registados 134 novos casos, totalizando assim 139.

A fim de prevenir os cidadãos da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vai promover, a partir da próxima segunda-feira, uma campanha de vacinação contra a cólera nas zonas afectadas pelo ciclone Idai. Para o efeito, vai disponibilizar suplementos para tratar doenças diarreicas, malária, fluídos intravenosos e testes de diagnóstico. Serão no total 900 mil doses de vacinas orais contra cólera.

A campanha  vai decorrer na cidade da Beira, nos distritos de Dondo, Búzi e Nhamatanda, zonas mais afectadas pelas cheias a nível da província de Sofala.

 

 

O Presidente da República falou, esta noite, à nação moçambicana, a partir da cidade da Beira, capital de Sofala. Ao dirigir-se aos moçambicanos, Filipe Nyusi fez uma recapitulação actualizada dos danos causados pelo Ciclone Tropical Idai no Centro do país. De acordo com Nyusi, cerca de 1.8 milhão de pessoas podem ter sido afectadas pela calamidade natural que destruiu a segunda maior cidade do país, além de deixar muitos moçambicanos sem tecto.

Ainda de acordo com o Chefe do Estado, do número de vítimas acima apontado, já estão assistidas 450 mil pessoas. No entanto, sem cessar, as equipas no terreno continuam vigilantes. E enquanto as equipas procuraram salvar mais gente, afirmou o Presidente, neste momento a principal acção que tem sido desenvolvida nos centros de acolhimento consiste em garantir assistência humanitária, alimentar e medicar as pessoas.

Não obstante, nos dias que se seguiram ao ciclone Idai, a Beira ficou incomunicável e com vários serviços suspensos. Por isso, Nyusi destacou que o Governo conseguiu: restabelecer a via de acesso à cidade da Beira, o que permitiu lançar equipas de assistência às áreas afectadas e inverter a tendência de subida de preços de bens de consumo; restabelecer o sistema de abastecimento e instalação dos sistemas de tratamento de água nas vilas sedes distritais, bem como restabelecer a electricidade aos locais críticos da Beira e em todas as vilas afectadas, com realce para hospitais e empreendimentos socioeconómicos.

Doravante, disse Nyusi, o Governo pretende garantir, no sector da saúde, a vacinação de 800 mil pessoas contra a cólera para evitar surtos explosivos. Paralelamente a essa medida, nas zonas afectadas, haverá suspensão de todas taxas cobradas no Sistema Nacional de Saúde, com acesso à medicação gratuita nas áreas afectadas.
Quanto às outras áreas, na educação, o Governo vai proceder à distribuição de livros escolares aos alunos, incluindo cadernos; na energia, as vítimas do Idai vão beneficiar-se de desconto de 50 por cento da factura para os sectores produtivos, nomeadamente para os agentes económicos do sector da indústria e comércio; na agricultura, prevê-se distribuição gratuita inicial de 100 mil utensílios e mil toneladas de sementes diversas para culturas nas áreas afectadas; nos transportes, Nyusi referiu-se a desconto de 50 por cento das tarifas de passageiros em todos os serviços ferroviários, na linha de sena, assim como na de Machipanda, cedendo-se transporte ferroviário gratuito de todos os bens e donativos de emergência.

O Governo promete ainda acelerar o processo de reabilitação dos sistemas de abastecimento de água, redes de distribuição de energia, centro de saúde, escolas e vias de acesso para permitir a rápida normalização da vida.

Ainda no discurso de hoje, Filipe Nyusi felicitou aos bancos comerciais pela disponibilidade manifestada de encontrar com os seus clientes a melhor solução para a continuidade dos seus negócios.

Por fim, Nyusi agradeceu a todos que se juntaram no movimento solidário, nacionais e estrangeiros. E porque o Idai não ocorreu apenas em Moçambique, o Presidente da República solidarizou-se com os governos do Malawi e Zimbabwe.

 

O ciclone IDAI, que no passado dia 14 de Março abalou as províncias da região central do país, provocou danos consideráveis nas centrais hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba, ambas localizadas na província de Manica.

A situação, de acordo com o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, que falava à imprensa pouco depois de se inteirar do impacto da intempérie, fez com que a produção baixasse em cerca de 20 megawatts na central de Chicamba, enquanto que a de Mavuzi está totalmente paralisada.

Augusto de Sousa Fernando fez notar que não há uma previsão da reparação de fornecimento de energia, lembrando ainda que “na linha que sai de Lamego a Guara-guara na província de Sofala muitos postos estão tombados, verificando-se o mesmo em relação às linhas de transporte de energia para Sussundenga, Mossurize e Machaze na província de Manica”.

De Sousa diz, por outro lado, que o governo necessita de mais de seis milhões de dólares para a reparação das infra-estruturas que deixaram parte das províncias de Manica e Sofala sem o fornecimento de energia eléctrica.

“Neste momento, a nossa perspectiva é de mobilizar geradores para servirem aos serviços básicos com destaque para o fornecimento de energia às unidades sanitárias”, referiu.

Entretanto, o governante diz estar trabalhar-se a todo vapor de modo a que as centrais voltem a operar para fornecer energia aos mais de seis mil clientes que estão às escuras.

Neste momento, a energia que é fornecida a alguns pontos das províncias de Manica e Sofala provém da hidroeléctrica de Cahora Bassa.

 

 

 

O governo municipal da Beira autorizou a realização de obras de reconstrução de casa e infra-estruturas, destruídas pelo ciclone Idai, sem licença prévia até 31 de Maio.

A autorização foi dada pelo presidente da autarquia, Daviz Simango, segundo escreve o Observador.

“O ciclone Idai destruiu muitas infraestruturas e porque as famílias, o sector económico e público precisam de realizar obras de reposição, o Conselho Municipal da Beira comunica que essas obras podem ser feitas sem prévio pedido de licença até o dia 31 de maio de 2019”.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabwe e no Malawi fez pelo menos 762 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.

A cidade da Beira foi uma das mais afectadas pelo ciclone, na noite de 14 de Março.

A Assembleia da República (AR) observou, esta quarta-feira, um minuto de silêncio em memória às 468 pessoas que morreram na região centro do país, em consequência do ciclone Idai e das inundações.

Na semana passada, alguns membros das três bancadas parlamentares visitaram as zonas devastadas pelos desastres naturais. A presidente da AR, Verónica Macamo, disse, na qualidade de chefe da equipa, que o que se viu na cidade da Beira e no distrito do Búzi, por exemplo, foi "dramático e penoso".

A passagem da depressão tropical Idai, na noite de 14 de Março em curso, transformou Beira numa ilha. A urbe "ficou isolada" em resultado da destruição de estradas e do blackout dos serviços de comunicação.

Verónica Macamo falava em sede do Parlamento, antes do início da apresentação e apreciação, na generalidade, da Proposta de Lei de Organização e Funcionamento do Órgão Executivo de Governação Descentralizada Provincial e da Lei de Tutela do Estado sobre os Órgãos de Governação Descentralizada Provinciais e das Autarquias Locais.

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL) da Assembleia da República (AR) não acolhe a Proposta de Lei de Organização e Funcionamento do Órgão Executivo de Governação Descentralização Provincial nos termos em que foi submetido pelo Governo e sugere melhorias significativas.

O presidente daquela comissão, Edson Macuácua, diz que, primeiro, o instrumento que o Executivo deseja que tenha o crivo da "Casa do Povo", para regular o processo  de descentralização no país, a partir da consumação das eleições gerais deste ano, deve tratar "os órgãos executivos de governação descentralizada provincial no plural, passando a chamar-se Proposta de Lei  de Organização e Funcionamento dos Órgãos Executivos do Governação  Descentralizada".

Ele explica que os órgãos a que o instrumento do Governo se refere são dois, nomeadamente o Governador da Província e o Conselho Executivo Provincial, em respeito à Constituição da República.

Macuácua chama atenção ainda para a necessidade de os conflitos entre os órgãos executivos de governação provincial e os cidadãos não serem dirimidos pelo Tribunal Administrativo (AT), conforme propõe o Governo, mas sim,  pelo Conselho Constitucional (CC).

Depois de apreciar artigo por artigo do documento em alusão, Macuácua disse ao Parlamento que "acolhidas as propostas" sugeridas pelas Comissão que dirige, a Proposta de Lei de Organização e Funcionamento do Órgão Executivo de Governação Descentralização Provincial "pode ser apreciada positivamente".

Relativamente à fundamentação daquela proposta do Executivo, a CACDHL não vê problemas, porquanto a descentralização que se pretende implantar respeita os limites constitucionais, tais como a unidade nacional, a soberania.

+ LIDAS

Siga nos