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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Iniciou o carregamento e transporte, para sofala, de diversos bens disponibilizados por várias instituições em gesto de solidariedade para com as vítimas do ciclone IDAI. Neste momento existem cinco camiões que vão assegurar o transporte de produtos de higiene, alimentares, roupa e tendas.

As empresas de diferentes ramos baseadas em Nampula juntaram se a esta causa solidária para com as vítimas do ciclone IDAI que devastou a região centro do país deixando famílias em situação difícil.

O instituto nacional de gestão de calamidades assegura que estão disponíveis cerca de cento e vinte toneladas de produtos diversos que passam a ser canalizados a população da cidade da Beira por meio de cinco camiões.

Espera se que mais apoios cheguem nos próximos dias ao INGC.

O Milionário sul-africano Patrice Motsepe doou ontem mais de um milhão de dólares em apoio às vítimas dos desastres naturais em Moçambique. O cheque gigante foi entregue ao Presidente da República, Filipe Nyusi.

Ao meio da tarde desta quinta-feira o Presidente da República, Filipe Nyusi, visitou a cidade da Beira. Para o receber para além dos membros do Governo estava o edil da Beira, Daviz Simango. E porque nos últimos tempos anda de camisa desbotoada, depois de cumprimenta-lo, Filipe Nyusi tratou de ajudar o edil a abotoar a sua camisa. Depois foi saúdar a Ministra Sul-Africana das Relações Exteriores que acabava de sobrevoar as áreas afectadas e reunido com a vasta equipa sul-africana que presta assistência às vítimas. Lindiwe Sisulu fazia-se acompanhar pelo empresário e milionário Patrice Motsepe, um dos homens mais ricos de África que no momento ofereceu um cheque de mais de um milhão de dólares ao Governo.

"Esta humilde doação é para contribuir para fazer face à crise e aos desafios com que são confrontados dentro do país. Como pode ver é uma singela contribuição. Muito obrigado senhor presidente", disse Motsepe.

O Governo sul-africano também entregou um cheque de 60 milhões de randes a Filipe Nyusi:

“Nós continuaremos a fazer tudo que estamos a fazer para vos ajudar. E viemos para entregar isto que em nome do povo da África do Sul para garantir que ajude nos vossos esforços de assistir as vítimas”.

E o Presidente da República agradeceu as ajudas:

Lindiwe Sisulu disse na ocasião que o apoio da África do Sul a Moçambique é o cumprimento de um dever:

“Fizemos o melhor para salvar vidas e termos a certeza de que o povo deste país saiba que para além da fronteira há um país chamado África do Sul, que fez muito para apoia-los e muito eles fizeram aquando da luta pela nossa independência. Temos uma fronteira entre nós mas somos o mesmo povo que a atravessa. E se há uma mensagem a passar é a África do Sul fará de tudo que for possível e convidamos o povo sul-africano para dar a ajuda que pode”, disse Sisulu.

Refira-se que os sul-africanos foram os primeiros a posicionar homens e meios de transporte para salvar pessoas afectadas pela devastação.

Uma brigada da Frelimo chefiada pelo Secretário-geral deste partido, Roque Silva, iniciou nesta sexta-feira uma digressão na região centro do país que sofreram os efeitos do ciclone Idai com objecto de mostrar a sua solidariedade de forma directa para com  os afectados.

A primeira escala foi a cidade da Beira, onde a brigada manteve  logo de seguida um encontro com o INGC, e disponibilizou um milhão e duzentos mil meticais para apoiar as vítimas do ciclone e inundações.

O SG da Frelimo referiu que o seu partido tem consciência que todos os apoios disponibilizados até agora  ainda não são suficientes para responder totalmente às necessidades imediatas e futuras.

A inclusão das mulheres nos processos políticos e na tomada de decisões continua longe do desejado, segundo o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) e deputadas das três bancadas da Assembleia da República.

Falando numa mesa redonda sobre participação da mulher sobre processos políticos, esta sexta-feira, em Maputo, o director do Instituto para a Democracia Multipartidária, Hermenegildo Mulhovo, defendeu que os partidos políticos têm um papel fundamental para mudar a fraca inclusão das mulheres.

As deputadas dos três partidos com assento na Assembleia da República defenderam que participação da mulher melhorou, mas persistem desafios, dos quais a pobreza e a fraca escolaridade da mulher.

O evento serviu para trocar experiências sobre participação da mulher na política e desenhar estratégias para superar desafios em questão.   
 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, visitou hoje o maior centro de acomodação na cidade da Beira e ouviu reclamações relacionadas com a alimentação. Filipe Nyusi foi ao local dias depois de termos noticiado o problema de fome a que estão sujeitas às mais de 1000 pessoas acolhidas.

O Chefe de Estado procurou saber dos serviços garantidos para assistir as famílias aqui acolhidas e manifestou preocupação em relação ao risco de eclosão de doenças altamente contagiosas como a cólera.

No centro, apenas as crianças de colo têm uma papa especial para tomar logo cedo. Os restantes aguardam até ao período da tarde para ter a primeira refeição do dia. Ou seja, é servido o almoço e o jantar.

No diálogo com a população, o Presidente da República ouviu opiniões diferentes em relação às condições garantidas.

Filipe Nyusi lembrou que estamos em período de emergência e pediu paciência, tendo garantido que a situação vai melhorar nos próximos dias.

Todos foram desalojados das suas zonas de origem por força do ciclone idai. E daqui para frente? O que será desta população? A resposta ainda não é definitiva…apenas fica uma lição importante.

O governo do Japão juntou-se à onda de solidariedade internacional e decidiu mandar para Beira um grupo de especialistas em saúde para apoiar na assistência de emergência às vítimas do ciclone e das cheias.

O grupo desembarcou na manhã desta sexta-feira em Maputo.
Os especialistas japoneses vão permanecer na região centro do país durante duas semanas.

Ainda esta sexta-feira, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano doou ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades diversos bens, que incluem produtos alimentares, roubas e material de higiene.

 

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, pretende visitar Moçambique ainda este ano. Marcelo Rebelo de Sousa avançou que Portugal continuará a ajudar o país a reconstruir-se após a devastação do ciclone Idai.

“Caso o Presidente Nyusi venha a concordar comigo e entender que há condições para isso, gostaria de, no final do ano, correspondendo a um convite que já me formulou, ir a Moçambique para, nessa nova fase da reconstrução, poder testemunhar o que é o recomeçar da vida de milhares e milhares de irmãos nossos", disse o Presidente português.

O Presidente de Portugal já tinha demonstrando a vontade em visitar o país na sequência dos estragos causados pelo ciclone Idai, mas disse que não era oportuno uma vez que enviar ajuda era prioridade.

A cidade de Marraquexe (Marrocos) acolheu, esta semana, os trabalhos da Conferência Ministerial africana sobre o apoio da União Africana (UA) ao processo político das Nações Unidas a cerca do diferendo regional em torno do Sahara ocidental.

Participaram do encontro 38 personalidades, dentre os quais vinte e quatro ministros das cinco sub-regiões do continente, incluindo a África Austral (representada por cinco ministros: Comores, Eswatini, Madagáscar, Malawi, e Zâmbia e dois embaixadores: Angola e Tanzânia), que concordaram em implementar "a visão sábia e consensual", consagrada na 31ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UA, realizada nos dias 1 e 2 de Julho de 2018, em Nouakchott (Mauritânia), relativa a este diferendo regional.

Os trabalhos desta conferência começaram com um minuto de silêncio, em memória às vítimas do ciclone IDAI.

Na declaração final desta conferência, os ministros africanos saudaram a iniciativa constructiva do Reino de Marrocos de convocar esta conferência, o que demonstra o seu compromisso com a implementação da Decisão 693 adoptada, por unanimidade, durante a 31ª Cimeira da UA, em Nouakchott, com base no relatório do Presidente da Comissão da UA sobre a questão do Sahara.

Esta decisão reforça o papel das Nações Unidas enquanto quadro exclusivo na procura de uma solução política, mutuamente aceite, realista, pragmática e sustentável para esta disputa regional.
Além disso, os ministros africanos salientaram, o seu forte empenho a esta escolha estratégica dos chefes de Estado e de governo da UA para ultrapassar qualquer fonte de divisão e mal-entendidos que ameacem a unidade do continente.

Também concordaram em preservar o espírito e a letra da Decisão 693 da UA, fruto de consultas profundas do Presidente da Comissão e objecto de um consenso dos chefes de Estado e de Governo. Congratularam-se assim com o facto desta decisão ter criado o Mecanismo da Troika da UA, composto pelos presidentes cessante, em exercício e o recém eleito, bem como pelo Presidente da Comissão da UA para dar um apoio efectivo aos esforços das Nações Unidas com vista a resolver este conflito.

Os participantes reafirmaram, igualmente, o seu empenho na implementação constructiva e eficaz do mandato da Troika da UA que consiste em apoiar e preservar a integridade do processo político em curso no âmbito da exclusividade das Nações Unidas, na supervisão do Conselho de Segurança e sob os auspícios do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Gutteres, com vista a alcançar "uma solução política, realista, pragmática e duradoura para a questão do Sahara, que esteja baseada no compromisso ".

Sublinharam o apoio da Troika ao processo político das Nações Unidas, que deve ser protegido de qualquer interferência ou acções não consensuais que possam competir com os esforços do Secretário-Geral da ONU e do seu enviado pessoal, minar a coesão da UA ou desenvolver um processo paralelo que cultive a divisão entre os seus estados-membros.

Os ministros africanos também enfatizaram, por um lado, o impacto positivo da Decisão 693 sobre o funcionamento da UA, a coesão dos seus membros e a implementação da sua agenda e prioridades.

Por outro lado, consideraram que qualquer tentativa de minar o conteúdo da Decisão 693 comprometeria a credibilidade do processo político em curso, bem como qualquer contribuição na resolução do conflito.

Os ministros participantes reconheceram que é “imperativo que a África dê prioridade às questões do desenvolvimento humano, da integração continental e do bem-estar dos cidadãos africanos no quadro da Agenda 2063”. Assim, reafirmaram seu comprometimento inabalável com uma África unida, estável, proactiva e próspera, uníssona e capaz de responder aos desafios multidimensionais do complexo mundo de hoje e de amanhã.

 

Um comunicado da Liga Portuguesa de Futebol enviado aos clubes da primeira e segunda ligas locais refere que a instituição que gere os campeonatos de futebol pretende levar a cabo uma campanha solidária de apoio às vítimas do ciclone Idai. Assim, em todos os campos onde vai decorrer uma partida da jornada 27 da Liga NOS, bem como da LigaPro, entre sexta-feira e segunda-feira, haverá um local identificado onde os portugueses vão depositar seu apoio para as vítimas do ciclone e das inundações no centro do país.

De acordo com o comunicado da Liga Portuguesa de Futebol, “a acção consiste na recolha de bens alimentares, vestuários e outras necessidades básicas, em todos estádios, entre os dias 29, 30 e 31 de Março e 01 de Abril de 2019”, sendo que por isso conta com a colaboração de todas Sociedades Desportivas “para se associarem a esta causa”.

Dentre os vários produtos solicitados pelas autoridades moçambicanas para apoio dos portugueses que forem assistir aos jogos da 27ª jornada dos campeonatos portugueses, o comunicado destaca desinfetantes de água, barras energéticas, solução oral hidratante, pensos higiénicos, redes mosquiteiras, anti-maláricos, medicação para diarreias, velas, lençóis e mantas.

Depois desta colecta nos estádios, a Liga Portuguesa de Futebol vai recolher os produtos angariados entre segunda e terça-feiras, devendo canalizar às vítimas, através dos Transportes Aéreos de Portugal (TAP), ainda na próxima semana.

O comunicado termina dizendo que “acreditamos que, juntos, ajudar quem mais precisa. Porque ser do futebol, também é ser solidário”.

Mas o ponto mais alto desta campanha de solidariedade nos campos de futebol em Portugal será no Estádio de Restelo, onde as equipas femininas do Benfica e do Sporting se defrontam para o jogo da segunda mão da Taça de Portugal. Para o efeito, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol convidou o seu homólogo de Moçambique, Alberto Simango Jr., para assistir ao jogo e assim testemunhar esta campanha. Simango Jr. deixou o país esta quinta-feira com destino a Lisboa para o efeito da campanha de solidariedade às vítimas do Idai, um ciclone tropical que devastou, inclusive, recintos desportivos nas províncias de Sofala e Manica.

O jogo entre as equipas femininas do Benfica e Sporting está marcado para sábado, às 18.00 horas de Maputo (16.00 Horas de Lisboa) no Estádio de Restelo, onde as receitas irão reverter a favor das vítimas da catástrofe. A receita líquida será integralmente entregue à Cruz Vermelha Portuguesa, que procede nesta altura a uma recolha de fundos para auxiliar as vítimas da emergência humanitária em Moçambique.

Outra forma portuguesa de ajudar Moçambique foi feita pela selecção local, que autografou camisolas que vão ser utilizadas para angariar receitas que permitam ajudar pessoas afetadas pela tragédia que assolou Moçambique. As camisolas foram autografadas pelos 24 jogadores que se encontravam no estágio da selecção portuguesa que disputou dois jogos de apuramento ao Campeonato da Europa de 2020, em que empatou a zero com a Ucrânia e a um golo com Luxemburgo, ambos jogos realizados no Estádio da Luz.
 
 Pedro Proença adia visita a Moçambique
O Presidente da Liga de Futebol de Portugal, Pedro Proença, adiou a sua vinda a Maputo a convite do seu homólogo moçambicano Ananias Couana, que estava prevista para este final de semana, curiosamente para coincidir com o arranque do Moçambola 2019. De acordo com o comunicado da Liga de Portugal, este adiamento tem que ver com “motivos de agenda, de carácter urgente”, nomeadamente para permitir que o dirigente máximo da liga portuguesa de futebol acompanhe de perto a campanha de angariação de apoios às vítimas das inundações e do ciclone Idai no centro do país, que vai ter lugar em todos estádios que vão acolher jogos da 27ª jornada da Liga NOS e da LigaPro.

Assim, a visita de Pedro Proença, que tem como objectivo principal a assinatura de memorando de entendimento entre as duas instituições que gerem os campeonatos nacionais dos dois países, ficou remarcada para os dias 01 a 04 de Maio próximos.

Pedro Proença reiterou, no comunicado enviado a Liga Moçambicana de Futebol, que “mais uma vez lamenta o sucedido” no centro do país e espera que “a visita contribua para a dinamização do futebol de Moçambique, sendo certo que continuaremos empenhados a dar nosso contributo para o seu engrandecimento”.

Esta visita de Pedro Proença é em resposta ao convite formulado pelo seu homólogo moçambicano, Ananias Couana, durante a visita que efectuou a Portugal e Espanha, em Janeiro passado, para procurar apoios de viabilização do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2019.

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