Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

A Associação dos Produtores de Açúcar de Moçambique procedeu esta quarta-feira, em Maputo, a entrega simbólica de 60 toneladas de açúcar às vítimas da tempestade que fustigou a região centro do país.

A ajuda diversa às vítimas do ciclone Idai continua a chegar nos mais de 130 centros de acomodação instalados. Esta quarta-feira, foi a vez da Associação dos Produtores de Açúcar-APAMO, dar a mão aos afectados, com o INGC a agradecer o gesto de solidariedade.

São 60 toneladas de açúcar fortificado a serem canalizadas às vítimas, segundo o director-executivo da APAMO.

Refira-se, que o auxílio da APAMO surge numa altura em decorre um levantamento dos danos causados pelo Idai às açucareiras activas na região centro do país.

 

O Primeiro-Ministro exige maior preservação dos oceanos e mares para evitar a exposição do país aos efeitos de mudanças climáticas como: ciclones, cheias e secas. Carlos Agostinho do Rosário falava hoje no lançamento da Conferência “Crescendo Azul”, a realizar-se em Maio.

Numa altura em que o país vive situações dramáticas em resultado das alterações do clima, a cidade de Maputo vai acolher entre 23 e 24 de Maio próximo uma conferência internacional, com o nome “Crescendo Azul” para discutir a proteção do oceano e dos mares.

Na sua intervenção durante o lançamento da conferência, esta quarta-feira, Carlos Agostinho do Rosário destacou que preservar o oceano é uma das formas de evitar a exposição do país a mudanças climáticas.

Coube ao ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas explicar a essência da Conferência “Crescendo Azul” e a sua relevância para o país.

No acto de lançamento do evento estiveram presentes embaixadores de diversos países, além de várias personalidades.

 

 

O Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi recebeu no seu gabinete de trabalho esta quarta-feira, cinco novos embaixadores que apresentaram cartas credenciais. São Tomé e Príncipe tem pela primeira vez representação diplomática para Moçambique, desde o início da cooperação em 1981.

Carlos Gustavo dos Anjos, embaixador de São Tomé terá residência em Luanda. Na sua intervenção, destacou a necessidade de trabalhar com o sector privado e instituições governamentais para a consolidação da cooperação entre os dois países.

Para além de São Tomé e Príncipe apresentaram cartas credenciais os embaixadores da República de Ruanda, Reino da Tailândia, Estados Unidos da América e Malta. São estes embaixadores que segundo o ministro dos negócios estrangeiros e cooperação, José Pacheco, manifestaram disponibilidade dos seus países em apoiar Moçambique a reconstruir as províncias assoladas pelo ciclone Idai bem como cheias.

Pacheco fez saber igualmente que o enfoque da cooperação com estes países são as trocas comerciais e captação de mais investimento para as quatro áreas estratégicas definidas pele executivo, a Agricultura, Energia, Infra-estruturas e Turismo.

 

A Assembleia da República aprovou hoje na especialidade e por consenso duas leis, dentre elas a de organização e funcionamento do órgão executivo de governação descentralizada provincial, criando condições legais para que se conheçam as funções e limites da governação descentralizada provincial. Ainda nesta quarta-feira foi aprovada na generalidade a lei dos serviços de representação do estado.

Ainda nesta quarta-feira após a apresentação pelo governo, os deputados aprovaram na generalidade a lei dos serviços de representação do estado na província.

O parlamento sugeriu que a lei alargasse a representação do estado para cidade de Maputo através do secretário de estado.

A proposta foi imediatamente rejeitada pelo governo.

Por seu turno o presidente da primeira comissão, Edson Macuacua, propôs a introdução de um novo artigo na lei no sentido atribuir mais competências de forma transitória ao secretário do Estado.

Os instrumentos aprovados resultam da revisão pontual da constituição da República, fruto dos consensos entre o Chefe do Estado, Filipe Nyusi e a liderança da Renamo.
 

A Comissão Permanente da Assembleia da República (AR) determinou hoje a perda de mandato do deputado do MDM, Ricardo Tomás. A decisão resulta do facto do deputado ter-se filiado à Renamo nas eleições autárquicas de 2018.

Ricardo Tomás, do círculo eleitoral de Tete, renunciou ao MDM, partido pelo qual foi eleito deputado da Assembleia da República em 2014, para concorrer como cabeça-de-lista da Renamo na autarquia de Tete.

Entretanto, ele continuou deputado do MDM, o que fez com que o partido solicitasse à Comissão Permanente a sua perda de mandato.

Contudo, Ricardo Tomás só irá abandonar a bancada do MDM quando a Primeira Comissão do Parlamento concluir o processo que formaliza a sua perda de mandato.

 A Comissão Permanente analisou ainda o pedido de perda de mandato de Geraldo Carvalho, deputado do MDM que nas autárquicas do ano passado apoiou a Renamo na Beira. Entretanto, a Comissão Permanente diz que não encontrou elementos para a desvinculação de Geraldo Carvalho da Assembleia da República.

A Primeira Comissão da Assembleia da República já havia esclarecido na semana passada, no âmbito da apreciação e aprovação da legislação sobre a governação descentralizada, que a perda de mandato não é impedimento para concorrer a novas eleições.

 

O distrito de Mossurize continua isolado do resto da província de Manica na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Lucite. Entretanto, algumas pessoas arriscam as suas vidas de e para aquele ponto com recursos a meios que não oferecem segurança.

No passado dia 14 de Março a combinação do ciclone Idai e das cheias destruiu parte da ponte sobre o rio Lucite, que dista a cerca de 150 quilómetros de Chimoio. Duas semanas depois, com Mossurize totalmente isolado por estrada, Lucas Maphossa decidiu ser criativo, montando uma escada com a qual já é feita a travessia de pessoas e mercadoria de e para Mossurize.

Outra opção tem sido o recurso a canoas, onde a travessia custa 50 meticais por pessoa e para mercadorias são estipulados preços entre 50 a 1000 meticais, consoante o seu peso e valor.

O atraso na reparação da ponte começa a prejudicar não só os passageiros. Enquanto não se conclui a obra de emergência na ponte, as pessoas fazem a travessia pelos meios improvisados.

MOTA ENGIL INVESTE UM MILHÃO DE DÓLARES EM OBRAS DE EMERGÊNCIA DA PONTE SOBRE O RIO LICUTE

Há cinco dias que as máquinas já roncam na ponte sobre o rio Lucite. A empresa Mota Engil que construiu e ampliou a estrada nacional número 260, que liga Chimoio a Mossurize é a mesma que está encarregue pelas obras de emergência da ponte, uma vez que ainda não havia oficialmente feito entrega ao Governo.

A empresa está a investir um milhão de dólares nas obras e avança que precisa de uma semana para repor a circulação de pessoas e bens e por conseguinte, livrar Mossurize de isolamento.

O responsável da obra diz que outro problema que ditou a demora na conclusão tem que ver com a limpeza de entulhos que haviam se arrastado para estrada, na zona de Dombe.

 

 

“O Conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, vai ter uma nova edição especial de apoio às vítimas do ciclone Idai no Centro do país. Segundo noticia Observador, todos os lucros da venda do livro, que custa 13,30 euros, cerca de 900 MT, e os respectivos direitos de autor vão reverter para a missão de assistência da Cruz Vermelha Portuguesa.

Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, que apoia esta edição exclusiva da Porto Editora, acredita que esta é uma maneira de preservar a ética da responsabilidade, que José Saramago defendia como norma fundamental de convivência, avança o Observador.

Publicado pela primeira vez em 1997, pelo Pavilhão de Portugal e pela Assírio & Alvim, “O Conto da Ilha Desconhecida” (concluído por Saramago a 27 de abril desse ano) narra a história de um homem que procura um barco para navegar até a uma ilha que ninguém sabe existir. Cheio de “optimismo e perseverança”, nas palavras da Porto Editora, foi reeditado em diversos momentos para apoiar o trabalho da Cruz Vermelha em países afectados por catástrofes naturais, como El Salvador ou Colômbia. Agora chegou a vez de Moçambique.

“O Conto da Ilha Desconhecida” chega às livrarias quinta-feira, mas já pode ser adquirido em pré-venda na Wook, na livraria online da Bertrand e em breve no site da Fnac.

 

Depois da recolha de donativos em apoio às vítimas do ciclone Idai, os colaboradores do Grupo SOICO procederam, esta quarta-feira, a entrega ao Instituto Nacional de Gestão e Calamidades, dos bens amealhados, constituídos na sua maioria por géneros alimentícios, roupas, produtos de higiene entre outros.

Para os colaboradores da instituição, a responsabilidade de formar e informar deve ser acompanhada da componente social e este é momento em que os moçambicanos devem estar unidos.

“Mais do que informar e formar ao cidadão, nós temos uma responsabilidade e a componente social faz parte daquilo que é o nosso “DNA”. Não podíamos ficar alheios a esta situação que afectou a região centro do país e centenas de famílias, por isso o Grupo SOICO, através dos seus colaboradores, juntou os seus esforços e o resultado é este que estamos a ver aqui”, disse José Macamo, jornalista do Grupo SOICO.

“Penso que é importante que todos estejamos unidos neste momento, porque o nosso país está acima de qualquer pessoa. Temos que nos despir de tudo aquilo que somos e trabalhar em prol de uma única causa, que é ajudar ao próximo”, avançou Emerson Miranda apresentador do Music Box.

Por sua vez, a representante do Instituto Nacional de Gestão e Calamidade, Marta Monjane, agradeceu e considerou o gesto da SOICO, um exemplo do seu compromisso com as causas sociais, que vai contribuir para aliviar o sofrimento de muitas famílias.

 

 

 

A cada dia descobrem-se comunidades que estão isoladas devido aos estragos causados pelo ciclone Idai e pelas cheias. Na localidade de Gruja no distrito de Búzi, há mais de 500 famílias que estão isoladas porque as estradas estão intransitáveis, aliás o mesmo acontece para a sede da localidade, que entretanto, as famílias ali residentes têm a alternativa de caminhar 10 quilómetros até ao povoado de Nhabzijoca para receber ajuda. Enqunto que Mamudji dista pelo menos 30 km.

Mesmo assim aquele povoado tem recebido alguns produtos via aérea e assistência médica, mas não chega a ser suficiente porque os voos não são regulares.

As distâncias e o corte de estradas torna a logística de assistência alimentar e médica bastante complexa uma vez que a maior parte das comunidades só são acessíveis via aérea. Mas apesar disso os poucos meios aéreos disponíveis têm sido maximizados para conseguir alargar o raio de cobertura da ajuda, com helicópteros a terem que fazer diariamente várias viagens para vários locais distribuídos produtos alimentares e pessoal médico e medicamentos.

Hoje mais de 300 famílias da localidade de Gruja recebeu diversos produtos alimentares e equipas médicas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique trataram mais de 148 pessoas, cuja maioria padecia de malária e diarreias. Gruja é uma das localidades que foi severamente devastada pelas cheias que chegaram a engolir por completo quase todas as casas e edifícios existentes na localidade, tendo apenas escapado a secretaria da localidade cujo tecto albergou por três dias quase cem pessoas.

A localidade perdeu 16 pessoas, maioritariamente crianças. Encontramos naquela comunidade duas famílias, uma que perdeu cinco crianças e a outra, três dos seus quatro filhos. Todas foram arrastadas pelas águas ante a impotência dos pais em salvar-lhes. Das oito crianças, sete foi possível recuperar os seus corpos e uma continua desaparecida.

Ao todo há mais de 850 famílias em Gruja que aguardam por ajuda alimentar e apenas 300 recebeu produtos para se alimentar por pelo menos 15 dias. Refira-se que o Instituto de Gestão de Calamidades e seus parceiros estão a assistir mais de 850 mil pessoas nas quatro províncias da Zona Centro.  

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos