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O País – A verdade como notícia

Parlamento Infantil reúne crianças de todo o país para debater desafios e direitos

O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil. A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas

Um número significativo de postos de recenseamento eleitoral abriu tarde no dia do arranque do processo, sobretudo em Sofala e Manica, devido à ausência de brigadistas, falta de material e outras condições logísticas, segundo algumas organizações da sociedade civil.

Além da fraca afluência, os observadores queixam-se de interrupções temporárias no processo, devido à avaria do sistema de registo e impressoras, falta de boletins, fraca capacidade das baterias dos computadores e falta de energia elétrica.

Em alguns casos mais graves, a interrupção no recenseamento de cidadãos levou dias por conta da ineficácia dos técnicos do STAE.

Como consequência, em algumas brigadas de Maputo, Manica, Zambézia e Cabo Delgado, os cartões de eleitores foram entregues tardiamente.

O especialista em legislação eleitoral, Guilherme Mbilana, apela aos órgãos eleitorais a darem atenção especial ao distrito do Búzi e explique porquê.

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) recomenda a potenciação da educação cívica.

Para o representante da organização Sociedade Aberta, José Dias, os órgãos eleitorais devem flexibilizar a credenciação dos observadores 

 

Cinquenta e oito elefantes e três rinocerontes foram abatidos em diversas áreas de conservação durante o ano de 2018. No mesmo período, as autoridades apreenderam 42 kg de cornos de rinoceronte e 3.487 kg de pontas de marfim, também provenientes da caça proibida.  
Os dados foram revelados esta quarta-feira pela Procuradora-geral da República durante a apresentação do informe anual sobre a situação da justiça e legalidade.

Beatriz Buchili lembrou que os crimes ambientais constituem uma ameaça para o equilíbrio ecológico, alertando que Moçambique continua a registar altos índices de abate de espécies protegidas da fauna e da flora. Para além do abate de espécies protegidas, a PGR criticou ainda o tráfico de troféus apreendidos.  

Por exemplo, em Abril de 2017 foi apreendido no Porto de Maputo um contentor com pouco mais de três quilogramas de pontas de marfim catalogadas pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) em processo de exportação para o Reino Unido do Cambodja. O destinatário era uma empresa moçambicana de comércio de vestuário que, entretanto, se dedicava ao tráfico de espécies protegidas.
Sobre este caso, foi aberto um processo-crime que se encontra em fase de instrução preparatória, com três arguidos em liberdade provisória.

Já em Dezembro de 2018, as autoridades alfandegárias do Camboja apreenderam 3,2 toneladas de pontas de marfim também registadas e catalogadas pela ANAC. O marfim estava armazenado num contentor que tinha saído de Moçambique há um ano e encontrava-se num dos portos de Camboja.

Sobre esta apreensão, a PGR não disse se havia ou não um processo-crime aberto pelo Ministério Público, muito menos se havia indicação de moçambicanos envolvidos. Ainda assim, fez notar que decorrem diligências em Moçambique e no Reino Unido do Camboja para a identificação e responsabilização dos responsáveis.

O informe de Beatriz Buchili contém ainda dados sobre as detenções feitas nas áreas de conservação transfronteiriços: 535 caçadores ilegais (14 dos quais estrangeiros) foram recolhidos à cadeia indiciados da prática de crimes de abate de espécies proibidas ou protegidas. Na mesma acção, as autoridades apreenderam 158 armas de fabrico convencional e artesanal.

De 2018 a esta parte, o Ministério Público instaurou um total de 639 processos relacionados com crimes contra a biodiversidade. O número representa um aumento de 15 casos em relação ao período anterior.
“Foram despachados 619 processos, tendo sido deduzida acusação em 535 e abstenção em 84, dos quais arquivados e 60 aguardam a produção de melhor prova”, disse Beatriz Buchili, no seu último informe do primeiro mandato como PGR.

 

 

A Frelimo condena a afronta de Samora Machel Júnior para com as lideranças do partido. Num contacto telefónico, Caifadine Manasse, porta-voz do partido, disse que o filho do primeiro Presidente de Moçambique deve saber a quem canalizar as suas preocupações. Por outro lado, Caifadine diz que o caso já está a ser analisado pelo Comité de Verificação e, numa reunião do Comité Central, o partido vai posicionar-se sobre o assunto.

Refira-se que Samora Machel Júnior redigiu um documento ao instrutor do processo disciplinar e membro do Comité Central, Francisco Cabo na qual apontava uma série de irregularidades de que estava a ser alvo.

 

Flávio Menete é uma das pessoas que com regularidade acompanha os informes da procuradora-geral da República, Beatriz Buchili. E neste último, apresentado hoje, o bastonário da Ordem dos Advogados afirma ter notado alguma diferença, chegando a classificá-lo como o melhor de todos apresentados por Buchili. Tal entendimento contrasta com aquilo que tem sido apanágio das análises de Menete, que tem criticado abertamente as acções do Ministério Público.

“Para além dos aspectos de natureza organizacional e de desenvolvimento institucional da própria Procuradoria, foram abordados aspectos importantes de processos que interessam a todo o povo moçambicano, com uma indicação clara de que as coisas estão a ser levadas a sério”, afirma o bastonário da Ordem dos Advogados. Flávio Menete fala também da alegada falta de colaboração de alguns países sobre o processo das dívidas ocultas, apontada por Buchili, referindo que estes países deviam mostrar abertura, caso queiram que de facto haja avanços no processo.

“É importante que os países para os quais foram expeditas cartas rogatórias respondam, colaborem com a justiça moçambicana, até mesmo porque só assim é que esses países, que são afinal países que tem estado a criticar a inercia da nossa justiça, podem demonstrar que estão interessados em ver esta justiça a funcionar é responder as solicitações feitas”, argumenta o advogado.

Isaque Chande, por sua vez, acompanhou o informe de Buchili pela primeira vez na qualidade de Provedor de Justiça. Mas vinha acompanhando os anteriores como ministro no actual Governo e por isso, tem também algo a dizer.

“O informe foi o mais exaustivo possível”, afirma Chand.

Contrariamente ao que tem acontecido das vezes anteriores, o informe da procuradora-geral da República deste ano foi o menos concorrido, pelo menos hoje, primeiro dia reservado à apresentação e análise do documento, em termos de presença de convidados do Governo no Parlamento.

 

Menete diz que jornalista detido ilegalmente pode exigir responsabilização

 

O bastonário da Ordem dos Advogados diz que o jornalista que esteve detido por mais de 90 dias em Cabo Delgado, Germano Adriano, pode judicialmente procurar responsabilizar as pessoas que o mantiveram na cadeia. Flávio Menete diz que a manutenção deste jornalista na cadeia depois de três meses sem acusação forma é considerada prisão ilegal. Esta terça-feira, o MISA-Moçambique disse num comunicado que Adriano foi mantido em prisão e sem acusação formal por um período além do que a lei prevê. Menete diz, ainda, não haver muita clareza nas acusações que pesam sobre os dois jornalistas que estiveram detidos em Cabo Delgado.

Refira-se que a Ordem dos Advogados sempre se opôs à forma como aconteceu a detenção do jornalista Amade Abubacar, dizendo que ela não seguiu os processos exigidos.

Chama-se Délio Miguel Pereira Portugal, o jovem juiz que se destacou na Secção de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e que passa agora para a Secção Laboral do Tribunal Judicial da Província de Maputo.

A ordem de transferência é, ao mesmo tempo, promoção e despromoção. Promoção porque Délio Portugal vai presidir o Tribunal do Trabalho da Província de Maputo, mas despromoção porque já não será o “super-juiz” que dirige a instrução criminal dos casos de grande corrupção que chegam ao Tribunal Judicial da capital.

Dos casos que chegaram às suas mãos, destaque vai para o das “dívidas ocultas” e do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). No primeiro caso, Délio Portugal tinha em mãos a legalização da prisão dos 10 arguidos detidos no âmbito do processo que investiga o maior escândalo financeiro de que há memória no país.

Feitos os interrogatórios, o juiz de instrução criminal decidiu manter em prisão preventiva nove arguidos, com destaque para Gregório Leão, o antigo director-geral dos serviços secretos, António Carlos do Rosário, o ex-PCA das três empresas envolvidas nas dívidas ocultas, e Armando Ndambi Guebuza, o filho do antigo Presidente da República, Armando Guebuza.

Já na semana passada, Délio Portugal esteve num frente-a-frente com Helena Taipo, a antiga ministra do Trabalho indiciada de receber cerca de 100 milhões de meticais desviados do INSS. Mais um caso de grande corrupção. Depois do interrogatório, o juiz decidiu manter a prisão preventiva de Helena Taipo, a antiga governante que também foi, por poucos meses, embaixadora de Moçambique em Angola.

Depois de dirigir a instrução criminal dos processos mais mediáticos de grande corrupção e de manter a prisão de antigos dirigentes públicos, Délio Portugal deixa o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e passa para Matola, onde vai presidir a Secção Laboral do Tribunal Judicial da Província de Maputo.

Ou seja, de juiz de instrução criminal na capital, Délio Portugal passa agora a se ocupar de conflitos laborais.

Ao todo, foram quatro juízes movimentados na última semana pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial: Luís de Deus Malauene, o juiz desembargador que deixa a 1ª secção de recurso do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo para ser juiz presidente do Tribunal Judicial da Província de Inhambane; Erzelina Manjate, a juíza que sai da 1º secção do Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado para ser juíza presidente do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo; e José Sebastião Domingos promovido para juiz presidente do Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado.

Com a passagem do ciclone tropical Idai na província de Sofala, parte das infra-estruturas  da Universidade UniLicungo, na cidade da Beira, ficaram destruídas. 

São cerca de 20 salas de aulas danificadas, quase metade de toda a instituição.  A reabilitação das mesmas  está avaliada  em cerca de 75 milhões de meticais (setenta e cinco milhões de meticais).  

De acordo com o Reitor da UniLicungo, Boaventura Aleixo, ainda não existe o valor, mas há esforços para tal.

Refira-se que com a danificação das salas de aulas, a instituição  funciona de forma condicionada e viu-se obrigada   a concentrar os  estudantes nas únicas  salas ainda em condições.

Com este problema, a universidade foi forçada a refazer o seu plano de formação e horários,  neste semestre, para garantir  continuação das aulas. 

 

A comunidade Indo ofereceu esta terça-feira diversos produtos alimentares ao Hospital Central da Beira (HCB).

Ao todo são 8 toneladas de produtos alimentares, dentre eles arroz, óleo, farinha de milho, açúcar entre outros, que vão beneficiar cerca de 400 doentes internados tanto na pediatria como na ortopedia.

De acordo com as autoridades hospitalares, os alimentos vão melhorar a dieta alimentar dos pacientes ali internados.

O hospital central da Beira não está a enfrentar crise de alimentos, mas necessita de produtos alimentares, de origem animal, e alimentos ricos em ferro como o feijã, por exemplo.

O apoio da comunidade Indo surge no âmbito da solidariedade às vítimas do ciclone Idai que também danificou parte desta unidade hospitalar.

 

A Procuradora-Geral da República apresenta amanhã, no parlamento, o seu informe anual sobre o estado da justiça. 

Em 166 páginas do seu quarto e último informe do seu mandato, Beatriz Buchilli faz uma radiografia da criminalidade e justiça no país e as perspectivas do sector que dirige. Os deputados já tem o informe há algum tempo e foi com este pressuposto que definiram à nossa reportagem, as espectativas em torno da sessão desta quarta-feira.

A bancada da Frelimo através do seu porta-voz Galiza Matos Júnior diz que a espectativa do seu grupo parlamentar está centrado no processo das chamadas dívidas ocultas, onde quer que a Procuradora Geral vá além do que o informe já traduz.

“Pensamos que devemos ouvir um pouco mais sobre questões das dívidas ocultas. O país deve recuperar os activos que se encontram um pouco por todo o mundo e aqui dentro do país para que possamos fazer aplicações em benefício dos moçambicanos” disse o porta-voz da bancada da Frelimo. 

Na mesma linha avança o grupo parlamentar da Renamo, que diz mesmo que Beatriz Buchilli tem a sua maior oportunidade para mostrar o seu alinhamento. 

“Entendemos que esta é uma das oportunidades única ou última para a Procuradoria-Geral da República, na pessoa da Procuradora Geral, de dizer ao povo moçambicano, primeiro, para quem trabalha como Procuradora e, segundo, se entende que o seu trabalho tem um trabalho positivo ou não ” desafiou Mohamed Yassin, em nome da bancada da Renamo.

Por seu turno, o porta-voz do MDM, Fernando Bismarque, diz que a sua bancada espera um informe que nos mostre, com toda a realidade, o rumo dos processos sobre as dívidas ocultas.

“Espero que as detenções que estão a ocorrer não sejam um teatro para beneficiar o partido no poder. Que sejam processos que possam culminar com a responsabilização das pessoas implicadas. Importante que se diga que não é esta gente apenas detida que está implicada nas dívidas ocultas. Espero que a procuradoria avance sem medo atras das pessoas implicadas” disse Bismarque. 

De casos de violação de menores (com destaque para os protagonizados pelos próprios progenitores) ao tráfico de pessoas, passando pelos crimes contra o património, até aos homicídios, Buchili traça um cenário preocupante do período que compreende 2018 a esta parte.

O informe que amanhã  será oficialmente apresentado, resume 2018 como um ano que “caracterizou-se pelo recrudescimento de homicídios e roubos que, pela forma violenta dos actos de execução e número de vítimas, criaram instabilidade no seio da sociedade”.

 

 

A primeira Comissão da Assembleia da República notificou e ouviu, hoje, a bancada parlamentar do MDM sobre a petição do pedido de perda de mandato do deputado Ricardo Tomas. Após a audição Lutero Simango reiterou o posicionamento do partido que quer ver Ricardo Tomas fora do parlamento.

Recentemente, a bancada parlamentar do MDM submeteu à Assembleia da Republica através da Primeira Comissão um pedido de perda de mandato de Ricardo Tomás, por supostamente estar filiado ao partido Renamo, segunda maior força política do país. Para fazer o contraditório, a comissão notificou o acusado para uma audição que aconteceu a porta fechada no passado dia dez do mês corrente. Na altura, à sua saída Ricardo Tomás, disse que neste momento é apartidário e desafiou o MDM e a Primeira Comissão a provarem que ele violou a lei ao encabeçar a lista da Renamo nas últimas eleições autárquicas. Quando faltam dois para o deputado Ricardo Tomas apresentar a sua defesa em relação ao pedido de perda de mandato formulado pelo MDM. A primeira comissão notificou hoje a bancada do MDM para dentre várias questões saber se tem ou não elementos que sustentam a acusação.

Segundo o presidente da Comissão do Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República, Edson Macuácua, a audição de hoje faz parte dos passos a serem seguidos nos termos da lei.

“Primeiro ouvimos o deputado Ricardo Tomás e em segundo lugar ouvido o MDM que é a bancada que pretende impugnar o mandato, o próximo passo será dar oportunidade ao acusado de se defender e ele tem quinze dias para o efeito, depois da sua defesa a comissão irá analisar todas informações para depois poder ponderar e emitir o parecer que será submetido a comissão permanente da Assembleia da República”.

MDM através do chefe da bancada, Lutero Simango, reiterou o posicionamento do seu partido e diz que não há duvidas que Ricardo Tomás Violou os estatutos do deputado e a Constituição da Republica.

“Com muita responsabilidade e na base nos estatutos do deputado e da constituição da república reforçamos a nossa petição a dizer que ele deve perder o mandato”, disse Lutero Simango.

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