O deputado da bancada parlamentar do MDM, Geraldo Carvalho, reintegrou a Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública – 6ª. Comissão. A Assembleia da República (AR) concluiu que não há provas de que o visado assumiu funções na Renamo, o que implicaria a sua perda de mandato.
Em Dezembro de 2018, Geraldo Carvalho foi afastado daquela comissão na sequência de um pedido de perda de mandato submetido pelo MDM. Este alegava que o seu antigo chefe nacional de mobilização, bem como do deputado Ricardo Tomás, filiaram-se do ao maior partido da oposição, a Renamo, nas vésperas das eleições autárquicas de 2018.
Nas referidas eleições, Geraldo Carvalho apareceu publicamente a promover a campanha eleitoral do candidato da Renamo ao município da cidade da Beira, Manuel Bissopo, enquanto Ricardo Tomás encabeçava a lista da mesma formação política pelo município de Tete.
Após a análise do processo remetido pelo “galo”, a Comissão Permanente da AR decidiu que Carvalho devia se reintegrar na 6ª Comissão.
Para o feito, no dia 04 de Abril passado, a presidente da AR, Verónica Macamo, exarou um despacho publicado no Boletim da República (BR), esclarecendo o deputado visado reassume o lugar que desde Dezembro último era ocupado pelo seu colega suplente, Raimundo Pitágoras.
O fundamento foi de que “não há base legal nem sinal evidências” de que Carvalho tenha assumido alguma função específica na Renamo. O MDM não gostou da decisão mas nada mais resta senão acatar.
O processo contra Ricardo Tomás ainda está em curso. Tanto ele como o MDM já foram ouvidos pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDH) e aguardam pelos trâmites subsequentes.
Entretanto, José de Sousa, da bancada parlamentar do “galo”, acredita num desfecho diferente ao do caso de Carvalho.

