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O País – A verdade como notícia

Governo quer aumentar produção de algodão e gerar 65 milhões de dólares em exportações

O Governo aprovou, esta terça-feira, a revisão do Regulamento do Algodão, numa medida que pretende travar a queda da produção nacional, recuperar empregos e aumentar as receitas provenientes das exportações. A nova regulamentação estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, transporte, armazenamento, descaroçamento, exportação e importação de algodão, procurando tornar

O deputado da bancada parlamentar do MDM, Geraldo Carvalho, reintegrou a Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública – 6ª. Comissão. A Assembleia da República (AR) concluiu que não há provas de que o visado assumiu funções na Renamo, o que implicaria a sua perda de mandato.  

Em Dezembro de 2018, Geraldo Carvalho foi afastado daquela comissão na sequência de um pedido de perda de mandato submetido pelo MDM. Este alegava que o seu antigo chefe nacional de mobilização, bem como do deputado Ricardo Tomás, filiaram-se do ao maior partido da oposição, a Renamo, nas vésperas das eleições autárquicas de 2018.  

Nas referidas eleições, Geraldo Carvalho apareceu publicamente a promover a campanha eleitoral do candidato da Renamo ao município da cidade da Beira, Manuel Bissopo, enquanto Ricardo Tomás encabeçava a lista da mesma formação política pelo município de Tete.

Após a análise do processo remetido pelo “galo”, a Comissão Permanente da AR decidiu que Carvalho devia se reintegrar na 6ª Comissão.

Para o feito, no dia 04 de Abril passado, a presidente da AR, Verónica Macamo, exarou um despacho publicado no Boletim da República (BR), esclarecendo o deputado visado reassume o lugar que desde Dezembro último era ocupado pelo seu colega suplente, Raimundo Pitágoras.

O fundamento foi de que “não há base legal nem sinal evidências” de que Carvalho tenha assumido alguma função específica na Renamo. O MDM não gostou da decisão mas nada mais resta senão acatar.

O processo contra Ricardo Tomás ainda está em curso. Tanto ele como o MDM já foram ouvidos pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDH) e aguardam pelos trâmites subsequentes.

Entretanto, José de Sousa, da bancada parlamentar do “galo”, acredita num desfecho diferente ao do caso de Carvalho.

 

A activista social Fátima Mimbire submeteu uma queixa à Procuradoria-Geral da República contra a deputada Alice Tomás. Mimbire foi alvo de um comentário ameaçador feito no Facebook supostamente pela deputada da Frelimo.

Tudo começou com uma publicação na conta do Facebook de Yola Bernardo onde ela questiona as razões que levaram a activista social e jornalista Fátima Mimbire a defender que o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, devia ser considerado herói nacional. Reagindo ao post, Alice Tomás, deputada da Frelimo, terá escrito o seguinte comentário:

“Aquela precisa ser violada com 10 homens fortes cheios de energia. E depois lhe deixar ir embora, porque aquela boca só tira palavras venenosas para o povo moçambicano”.

As reacções de indignação a este comentário ameaçador vieram de todos os lados, tendo em conta a postura que seria de esperar da suposta autora na sua qualidade de deputada da Assembleia da República.

Aliás, no seu artigo 21, o Estatuto do Deputado fala dos deveres de um representante do povo, dos quais destacamos:

 d) Fomentar a cultura de paz, de democracia, de reconciliação nacional e de respeito pelos direitos humanos

h) ter conduta que se coadune com a dignidade de deputado.

Entretanto, a Frelimo através do seu porta-voz Caifadine Manasse distancia-se do comentário que é atribuído à deputada Alice Tomás, “um membro da Frelimo tem que ser exemplar, tem que fazer com que a sociedade admire cada vez mais o partido Frelimo. É verdade que esta situação colheu nos com muita preocupação, trata-se de assuntos da rede social e logo que vimos, eu pessoalmente tratei de ligar para Fátima Mimbiri pedindo desculpas. Nós distanciamo-nos totalmente de qualquer atitude que seja, que atenta contra a liberdade de expressão dos moçambicanos, nós a Frelimo somos pelo respeito e a dignidade entre os moçambicanos“.

Fátima Mimbiri recorreu ao Facebook para agradecer a todos que se solidarizaram com ela e revelou que já submeteu queixa à Procuradoria-Geral da República.

 

 

A província de Manica já inscreveu mais de 218 mil eleitores dos 452 mil que deverão ser abrangidos no processo. 

Apesar do número ainda não abranger o previsto, os órgãos eleitorais fazem uma avaliação positiva do decurso dos primeiros vinte dias do recenseamento.

Apesar do processo caminhar a bom ritmo, dois indivíduos foram detidos depois de serem descobertos a recensearem-se pela segunda vez, uma situação que tende a tornar-se recorrente.

“Não é aconselhável e constitui um crime para qualquer cidadão promover dupla identificação. Todo cidadão tem direito de se inscrever uma e única vez porque só tem direito de exercer seu direito de voto uma e única vez na República de Moçambique e para cada tipo de eleições” afirmou Luciano José, director provincial do STAE em Manica. 

O STAE deixou claro à imprensa que o alcance de metas não é objectivo do recenseamento, tendo dado o exemplo do distrito de Báruè que mesmo tendo ultrapassado a meta prevista vai continuar a recensear até ao último dia.

 

O Presidente da República defende maior rigor na gestão e aplicação das finanças públicas. Filipe Nyusi diz que alguns casos de corrupção resultam do desvio de aplicação dos fundos públicos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, falava, esta segunda-feira, durante a abertura da 16ª Reunião das Instituições Africanas Supremas de Controlo.

Numa altura em que a sociedade exige o esclarecimento de casos de corrupção, o Chefe de Estado diz que o país está a encarar a questão com seriedade e alguns actos ilegais dessa natureza resultam da má aplicação de fundos públicos.

No evento com o lema: As Instituições Supremas de Controlo Como Uma Voz Para Influenciar os Governo, Nyusi deixou ficar algumas desafios aos presentes.

Com duração de cinco dias, a 16ª Sessão do Comité Directetivo da Organização das Instalações Supremas de Controlo dos Países Africanos de expressão inglesa, incluindo Moçambique e Angola, que arrancou esta segunda-feira, em Maputo, junta mais de 120 delegados de 26 países membros.

 

 

A situação poderá comprometer as metas, mesmo depois de inicialmente ter-se registado uma adesão que satisfaz aos dirigentes dos órgãos eleitorais. O presidente da CNE, Abdul Carimo, esteve recentemente em Manica a monitorar o processo de recenseamento

A redução da afluência aos postos de recenseamento resulta do facto de, nos primeiros dias, ter havido cortes de corrente eléctrica, o que fez com que as pessoas desistissem de se inscrever, tal como explicou o director provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em Manica, Luciano José, que lamenta o facto.

Para contornar a situação, os órgãos eleitorais estão a intensificar nas comunidades as campanhas de educação cívica, que segundo avançou, para o seu reforço foi alocada uma unidade móvel que promove actividades culturais que atraem pessoas, e nessas ocasiões são difundidas mensagens de educação cívica.

“Queremos acreditar que nos próximos dias os números irão subir e fazendo com que acreditemos que cumpramos a meta de 452.402 de eleitores”, disse José, ressalvando que “não estamos a fazer recenseamento eleitoral para apenas cumprir com as metas. Entretanto, em alguns distritos já cumprimos com as metas. É o caso do distrito de Báruè, que inscreveu 150 por cento de eleitores. Esses distritos continuam a inscrever, tendo em conta que temos a pretensão de inscrever todo o cidadão eleitor de modo que tenha o direito de eleger e ser eleito”.

Para já, os números apontam para mais de 218 mil cidadãos inscritos.

“Estes números são satisfatórios, pois até ao dia 4 de Maio corrente, Manica já inscreveu 218.222 eleitores, o que corresponde a uma execução na ordem de 48.24 por cento”, disse Luciano José, director provincial do STAE em Manica, quando chamado a fazer o balanço, esta segunda-feira, do recenseamento.

Lembre-se que o recenseamento eleitoral termina a 30 de Maio corrente, depois de ter arrancado no dia 15 de Abril. Inicialmente, o processo estava marcado para iniciar a 1 de Abril, mas devido ao ciclone Idai, que abalou o centro do país, incluindo Manica, acabou sendo adiado.

 

Os membros da Frelimo continuam reunidos na III sessão ordinária do Comité Central (CC), na cidade da Matola. Está manhã, através de Edson Macuácua, o CC saudou o presidente do partido pela forma pragmática e firme como tem liderado o país. De acordo com aquele órgão, num contexto em que Moçambique enfrentou muitas adversidades, o Governo conseguiu superá-las sob a liderança criativa e determinada de Filipe Nyusi na busca de soluções.

“O CC da Frelimo faz balanço positivo do programa quinquenal do Governo”, rematou Edson Macúacua, em representação do CC, destacando as conquistas alcançadas nestes anos, atinentes à expansão da rede de água potável e do ensino. Macuácua realçou ainda como êxito a fixação de pensões para antigos combatentes, alocação de autocarros que geram aceso de transporte para os cidadãos, a consolidação da unidade, paz e soberania, indispensáveis para a estabilidade económica, política e social do país.

Para o CC, o Governo chega ao fim de governação com vitórias resultantes de passos dados com firmeza, capacidade de gestão da sociedade em tempos de crise, sem convulsões sociais, e criação de condições económicas para retoma de investimentos para os próximos cinco anos, o que permitirá a tranquilidade das famílias moçambicanas.

Com efeito, o CC orientou o Governo a continuar a apostar na educação para o exercício da cidadania e a garantir que a exploração dos recursos nacionais tenham impacto na vida social das comunidades.  

Tendo aprovado o programa de governação de 2015 a 2019, o CC, ora através de Esmeralda Mutemba, afirmou que a Frelimo inspira-se no povo moçambicano, por quem nutre admiração e apreço: “povo heroico e firme na longa marcha pela prosperidade e progresso, com espírito de solidariedade manifestado num momento de dor causado pelos ciclones Idai e Kenneth”. Tal solidariedade, segundo Mutemba, reforça valores nobres do povo, que devem ser transmitidos às novas gerações.

Portanto, na manhã de hoje, o CC da Frelimo, através de mensagens de saudação apresentados por membros como António Niquice, Calisto Cossa, Mariazinha Niquice, Celina da Silva, congratulou-se com o desempenho do Governo, num contexto em que as adversidades também destacou-se a depreciação do metical e a suspensão do apoio ao OE do estrangeiro.

O presidente da Frelimo encerrou, neste início de tarde, na cidade da Matola, a III Sessão Ordinária do Comité Central. Falando aos membros do partido, numa frase, Filipe Nyusi frisou que a vitória da Frelimo é um imperativo da vitória do povo moçambicano no processo do desenvolvimento do país. Tal vitória depende de votos nas urnas, por isso, Nyusi apelou ao recenseamento eleitoral e/ou actualização dos dados por parte de todos que até à realização das eleições terão 18 anos idade.

Na óptica de Nyusi, a marcha da vitória já iniciou, inclusive, o partido tem, ao nível das províncias, criados os gabinetes das eleições. E porque a vitória da Frelimo é um imperativo da vitória do povo, Nyusi afirma que este é um momento de trabalho rumo à concretização do maior objectivo do partido escrutínio de 15 de Outubro. Por isso mesmo, o presidente daquele parido apelou à participação de todos, lembrando que a Frelimo continua assente no povo, na união e coesão, considerando que a construção de uma pátria é um processo longo.

Desta III Sessão do Comité Central, de acordo com Filipe Nyusi, o partido sai comprometida em, nos próximos anos, apostar no investimento do capital humano, do sector privado e nas infra-estruturas. De igual modo, é do interesse do partido no poder financiar a transformação e modernização da agricultura, capacitar os moçambicanos para os desafios do século XXI e potenciar a mulher como agente activo da sociedade. Para o efeito, o investimento no ensino técnico profissional é um factor a ter em conta.

Nestes três dias reunidos, garantiu Filipe Nyusi no discurso de encerramento, os membros da Frelimo tiveram momentos ímpares de debate da vida do partido e do país, o que lhes vai garantir a tão almejada vitória nas eleições. “Tivemos debates francos e abertos com confluência de ideias inovadores”, afirmou Nyusi, acrescentando que o balanco do programa quinquenal do Governo servirá de base para o próximo manifesto eleitoral.

À imagem do que considera o Comité Central, Nyusi entende que os resultados alcançados pelo Governo nos últimos anos foram positivos, mesmo com inúmeras adversidades: “Este desempenho foi possível graças à entrega de militantes, simpatizantes e dos moçambicanos que consentiram sacrifícios decorrentes da austeridade. Os resultados do Governo motivam-nos porque controlamos a inflação, promovemos a expansão da educação, saúde entre outros indicadores”.

Contudo, Nyusi defende que a Frelimo precisa aprofundar a formação ideológica dos seus quadros, com conhecimento sobre a génese e princípios de lealdade partidária, com coragem de promover a cultura crítica e, daí, corrigir-se o que vai mal.

Por fim, Filipe Nyusi disse que a Frelimo termina os trabalhos da III Sessão do CC com a sensação de missão cumprida. Agora, o próximo passo é transmitir-se às bases os instrumentos fundamentais para a vitória nas eleições de 15 de Outubro.

A Frelimo discutiu, de sexta-feira até hoje, sobre o que deve ser feito de modo que a vitória nas eleições de 15 de Outubro seja certa. Em jeito de balanço, na cidade da Matola, Ana Rita Sithole afirmou que o seu partido provou, na III Sessão Ordinária do Comité Central, que sempre se mostrou aberta a reflectir sobre ideias diferentes. “O tipo de democracia da Frelimo é permitir que se esgotem as preocupações. Por isso, saímos unidos, coesos e com o único foco de vencer as eleições, conquistando mais assentos na Assembleia da República e nas Assembleias Provinciais”.

No mesmo tom que o da sua “camarada”, o antigo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Mulémbwè, afirmou que a III Sessão Ordinária do Comité Central serviu, como é hábito no seu partido, para se fazer um exame de consciência sobre o que o partido faz bem e/ou mal, pois só assim é possível impedir que os erros repitam-se. “A nossa razão de ser consiste em trabalharmos para o futuro melhor dos moçambicanos”, sublinhou.

Já a actual Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, garante que a coesão resultante da III Sessão Ordinária do CC vai permitir o seu partido vencer as eleições de forma convincente. E o Porta-voz do partido, Caifadine Manasse, acrescenta: tivemos debates com muita responsabilidade, pois queremos nos reposicionar na geografia do país. Saímos desta sessão apenas unidos e com foco na vitória”.

 

 

 

 

Um dos casos que polarizava as atenções públicas em torno deste Comité Central é a reivindicação de Samora Machel Júnior contra algumas decisões tomadas pela liderança do partido. São reivindicações que, apesar do tom agressivo que chegaram a atingir, alguns membros da Frelimo classificam que não são mais do que a demonstração da vitalidade do partido.

O Comité Central analisou o caso, mas não tomou qualquer posição conclusiva. Uma das figuras que terá contribuído para arrefecer a fervura foi o antigo Presidente do partido, Joaquim Chissano, que considera agora que os fantasmas foram exorcizados.

Apesar do seu caso ainda estar em aberto, Samora Machel Júnior diz que o partido sai do Comité Central mais reforçado.

Refira-se que o Comité de Verificação da Frelimo pediu mais tempo para analisar o caso Samito, que voltará assim a ser apreciado na próxima sessão do Comité Central.

 

 

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