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Parlamento Infantil reúne crianças de todo o país para debater desafios e direitos

O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil. A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas

Um dos casos que polarizava as atenções públicas em torno deste Comité Central é a reivindicação de Samora Machel Júnior contra algumas decisões tomadas pela liderança do partido. São reivindicações que, apesar do tom agressivo que chegaram a atingir, alguns membros da Frelimo classificam que não são mais do que a demonstração da vitalidade do partido.

O Comité Central analisou o caso, mas não tomou qualquer posição conclusiva. Uma das figuras que terá contribuído para arrefecer a fervura foi o antigo Presidente do partido, Joaquim Chissano, que considera agora que os fantasmas foram exorcizados.

Apesar do seu caso ainda estar em aberto, Samora Machel Júnior diz que o partido sai do Comité Central mais reforçado.

Refira-se que o Comité de Verificação da Frelimo pediu mais tempo para analisar o caso Samito, que voltará assim a ser apreciado na próxima sessão do Comité Central.

 

 

Os membros do Comité Central da Frelimo reiteraram hoje, no segundo dia da III Sessão Ordinária, o seu apoio incondicional a Filipe Nyusi como candidato nas eleições presidenciais de Outubro próximo.

A informação foi revelada pelo porta-voz do partido momentos depois da apresentação e debate do relatório do gabinete central de preparação das eleições gerais.

 

O caso Samora Machel Júnior não terá desfecho na sessão do Comité Central que termina amanhã. O Comité de Verificação da Frelimo pediu mais tempo para analisar o processo, alegando a existência de novos elementos. 

Foi durante a apresentação do relatório do Comité de Verificação que os membros do Comité Central foram informados sobre o ponto de situação do processo disciplinar aberto contra Samora Machel Júnior, após ter tentado concorrer nas eleições autárquicas como cabeça-de-lista da AJUDEM, na cidade de Maputo. 

Apesar de o filho do primeiro Presidente de Moçambique ter apresentado a sua defesa, o desfecho deste caso não será conhecido nesta sessão que termina este domingo, segundo explicaram à Stv Tomaz Salomão e Eduardo Mulémbwè, membros da Comissão Política da Frelimo.

Na sua defesa, Samora Machel Júnior negou ter violado os estatutos da Frelimo e disse que aceitou o convite da AJUDEM depois de o partido ter o excluído do processo sem nenhuma explicação. 

O ministro da Economia e Finanças diz que o Governo ainda não começou a pedir apoio financeiro para as eleições gerais. Adriano Maleiane argumenta que o Executivo ainda está a estudar com a Comissão Nacional de Eleições o que se pode reduzir das despesas e só depois disso é que se vai pedir apoio.

Faltando cinco meses para as eleições gerais de 15 de Outubro, o Estado moçambicano continua com défice de quase 60 por cento do orçamento. Mas isso não preocupa ao ministro da Economia e Finanças, até porque para Maleiane, as eleições vão acontecer de qualquer forma.

E o recurso ao Orçamento Rectificativo é também uma incógnita. Tudo vai depender dos cortes que poderão ser feitos nas despesas dos órgãos eleitorais neste processo.

Sobre o atraso no pagamento dos salários na Função Pública, Maleiane volta a explicar que foram razões técnicas que levaram à demora e não tem nenhuma ligação com a falta de dinheiro.

 

Os membros do partido Frelimo já começaram a chegar à escola do partido, na cidade da Matola. Naquele ponto da província de Maputo, o Porta-voz dos “camaradas” interveio, esta manhã, para adiantar quais serão alguns pontos da agenda no evento que inicia dentro de instantes. De acordo com Caifadine Manasse, a Frelimo vai, na III sessão ordinária do Comité Central, a última antes das eleições gerais, preparar a máquina partidária para o escrutínio agendado para 15 de Outubro. De igual modo, esta sessão servirá para os frelimistas discutirem os documentos orientadores de todo o processo eleitoral.

Ainda de acordo com Caifadine Manasse, que interveio a partir da Matola, a Frelimo vai discutir sobre os problemas que afectam os moçambicanos, pois é do interesse do partido compreender e aprofundar as vicissitudes do quotidiano do povo.

Com efeito, na III sessão ordinária do Comité Central sobrará espaço para os políticos ouvirem o Governo, que se deve pronunciar sobre os passos que estão a ser dados de modo a mitigar-se os danos de todos os moçambicanos afectados pelos ciclones Idai e Kenneth, cujos impactos continuam a assolar a zona Centro e Norte do país.

Já iniciou a III sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, na cidade da Matola. O programa do partido dos “camaradas” arrancou com vários momentos de saudação, com cantos e discursos à mistura. Entre os intervenientes deste primeiro dos três dias que vai durar o encontro, destaca-se a Secretária-Geral da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), quem se referiu à importância do presidente do partido na governação do país. Na óptica de Mariazinha Niquice, Filipe Nyusi tanto está a conseguir levar Moçambique a bom porto como tem-se destacado na gestão das duas grandes calamidades que ora abalam vários moçambicanos no Centro e Norte.

Referindo-se concretamente à III sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, Niquice considera que este encontro entre os frelimistas vai contribuir para trazer a coesão aos membros do partido e, consequentemente, ao país inteiro. Dito isto, a Secretária-Geral da OMM reiterou o apoio incondicional ao presidente do partido, respeitando, assim, a decisão do 11º Congresso, que proclamou Filipe Nyusi candidato do partido para as eleições de 15 de Outubro.

Por fim, sempre entre cânticos e aplausos muito sonantes, Mariazinha Niquice frisou que Filipe Nyusi promove paz e reconstrução económica nacional, rumo ao progresso.

Outro orador, na cidade Matola, foi Secretário-Geral da ACLLN. Fernando Faustino defendeu que os membros da Frelimo devem obedecer a disciplina partidária e aproveitou a ocasião para pedir aos jovens e mulheres a entrega nos objectivos do partido, com a coragem de combater infiltrados, lambe-botas e fofoqueiros. Para Faustino, os frelimistas devem também se empenhar na mobilização da sociedade, na divulgação da imagem de Filipe Nyusi, inclusive, com recurso às redes sociais.

“Fomos capazes de ultrapassar adversidades ao longo dos cinco anos de governação. Por isso chegamos ao fim deste ciclo com várias conquistas, como a recuperação da confiança internacional, o que influenciou na retoma de investimentos ao país e na estabilização dos indicadores macroeconómicos, daí Moçambique ter dado passos para a independência económica, que deve ser uma realidade alcançada”. Esta é a convicção do presidente da Frelimo. Ainda assim, entende Filipe Nyusi, há muito por fazer para se garantir o progresso nacional. Para o efeito, há que continuar a avançar com o mesmo vigor e entrega à causa do país.

Um dos êxitos apontados por Filipe Nyusi na abertura da III sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, esta manhã, na Matola, tem que ver com a revisão da Constituição da República, que inclui novos modelos de governação, quer ao nível provincial quer ao nível municipal. Na percepção do presidente da Frelimo, a alteração vai proporcionar muitas vantagens, por exemplo, a não realização de eleições intercalares.

Virando o olhar para o interior do partido, Nyusi disse aos “camaradas” que a Frelimo deve comprometer-se em indicar quadros competentes, idóneos e aceites pelas qualidades que possuem. E não ficou indiferente aos resultados das últimas eleições. Para Filipe Nyusi, o facto de 83% das autarquias estarem nas mãos da Frelimo quer dizer que o partido continua sendo a preferência da maioria dos moçambicanos. E porque o Centro e o Norte enfrentam momentos difíceis, Nyusi pediu um minuto de silêncio dedicado às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth. Nisso, reiterou apelou à solidariedade de todos os moçambicanos, pedindo que as autoridades façam as coisas acontecer, porque na Frelimo que o povo deposita esperança.  

A Frelimo atravessa um momento desafiante no capítulo financeiro. A gestão transparente dos escassos recursos e cultura de prestação de contas constituem requisitos importantes para alimentar a boa imagem do partido. Também nesse capítulo e em geral, a prioridade da Frelimo, na III sessão ordinária do Comité Central, é propor e organizar a vitória nas eleições gerais e legislativas. Logo, o foco principal nas discussões deverá ter em consideração o alcance dessa pretensão, de modo que fique provado, mais uma vez, que o projecto de libertar a terra e homem continua firme e forte, segundo Nyusi.

Sendo este o último ano do primeiro mandato de Filipe Nyusi, o Comité Central da Frelimo vai apreciar o desempenho do Governo, que, segundo o presidente, no que à paz diz respeito, continua a trabalhar para o desarmamento das forças residuais da Renamo. “Tem sido um processo lento, sim, mas estamos a avançar com precisão”, afirmou, sublinhando que a descentralização, a desmobilização e a integração são assuntos inseparáveis: “Os guerrilheiros da Renamo devem ser integrados na vida social. Os moçambicanos têm direito de irem às eleições num ambiente de paz”, daí Nyusi ter reiterado ao povo o seu compromisso no fecho deste dossier, que os homens da Renamo precisam sair do mato.

Outro ponto arrolado pelo presidente da Frelimo tem que ver com os ataques em Cabo Delgado, que constituem um atentado à segurança e ordem públicas. Nyusi pediu que a população se mantenha vigilante, denunciando os malfeitores às autoridades.

Já a terminar o seu discurso, Filipe Nyusi prometeu aos “camaradas” que o futuro é de vitórias porque a Frelimo assenta no amor ao próximo, na disciplina e no entusiasmo de milhões de moçambicanos. Para o efeito, o presidente da Frelimo apelou aos membros do partido à abertura e franqueza nos debates que ora iniciam, afinal “temos uma missão histórica de tornar a Frelimo de Mondlane vencedora”, afirmou, manifestando o desejo de, quando a III sessão do Comité Central terminar, as diferenças sejam apagadas e que os “camaradas” saiam da Matola de mãos dadas, determinados a vencer o adversário comum: todos os partidos da oposição. Para Nyusi, todos os membros da Frelimo são um só e, em princípio, não há inimigos entre eles. E encerrou, depois de ter tido: “Não podemos permitir que os nossos inimigos de ontem e de hoje usem-noa como descartáveis. Juntos podemos vencer todos os obstáculos. A nossa vitória de 15 de Outubro depende do nosso trabalho, com unidade, paz e desenvolvimento”.  

 

Foi a três de Maio de 2018 que morreu um dos maiores líderes da oposição no continente africano. Um líder também conhecido pela sua frontalidade nos seus discursos. Para recordar o dia em que Afonso Dhakama deixou de fazer parte do mundo dos vivos, a delegação política da Renamo, na província de Maputo, juntou seus quadros para juntos reflectirem sobre o percurso daquele que consideram um homem que dispensou tudo para se entregar de corpo e alma em defesa dos mais desfavorecidos.

Durante quatro décadas, Afonso Dhlakama deixou gravado para as gerações futuras valores intemporais de patriotismo, integridade e amor ao próximo, segundo Clementina Bomba, Delegada Política da Renamo¬ em Maputo.

As cerimónias fúnebres de Afonso Dhlakama tiveram lugar na cidade da Beira e na sua terra natal Mangunde, distrito de Chibabava, no interior da província de Sofala.

 

 

O Banco Mundial vai disponibilizar 545 milhões de dólares norte-americanos em apoio às vítimas do ciclone Idai, em Moçambique, Malawi e Zimbabwe.

Do montante, Moçambique, país mais afectado pela intempérie, receberá 350 milhões de dólares, 120 milhões para o Malawi e 75 milhões para Zimbabwe.  

O fundo destina-se ao restabelecimento da provisão de água, prevenção de doenças, reconstrução de infra-estrutura públicas, culturas danificadas, segurança alimentar, protecção social e instalação de sistemas de aviso prévio nas comunidade devastadas pelo ciclone Idai.

Segundo o presidente do Banco Mundial, David Malpass, o valor anunciado será disponibilizado através da Janela de Reposta a Crises da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA).

 

 

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