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O País – A verdade como notícia

Parlamento Infantil reúne crianças de todo o país para debater desafios e direitos

O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil. A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas

O recenseamento eleitoral na zona centro do país está longe da meta, anunciou em Manica, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo.

Com a passagem do ciclone Idai e Kenneth na zona centro do país, várias pessoas ficaram afectas e a CNE teve que reforçar a educação cívica. 

"Até então registamos em todo o país 1.706.362 eleitores o que corresponde a 23.24 por cento da meta. Se mantivermos nesta actuação, temos garantia que vamos atingir 80 por cento", justicou Abdul Carimo.

Carimo que efectua a sua primeira visita à província de Manica desde que assumiu as funções de presidente da CNE diz que com a redução do número de eleitores e as actuais projecções a indicarem o alcance de cerca de 80 por cento, a meta prevista não será cumprida.

Refira-se que a CNE tinha como meta inicial do recenseamento 14 milhões de eleitores, mas decorridos os primeiros 15 dias, apnas um milhão e setecentos mil eleitores foram inscritos desde o arranque do recenseamento eleitoral. 

 

O presidente da Frelimo apelou, hoje, à Organização da Juventude Moçambicana (OJM) a continuar na vanguarda na resolução dos problemas do país. Filipe Nyusi, que falava durante a 5ª Sessão do Comité Central da OJM, desafiou o braço juvenil da Frelimo a não perder o foco no resgate da paz para o desenvolvimento do país. "O nosso partido atribui grande importância às questões da juventude. Os jovens têm mostrado que a OJM não é uma organização de lamentar problemas, mas sim de soluções".

Durante o seu discurso, Nyusi enalteceu os jovens pelo apoio às vítimas do Ciclone Idai: "Vários jovens engajaram-se a apoiar as vítimas das intempéries que fustigaram o nosso país. A OJM mostrou-se séria e consciente". E o presidente da Frelimo prosseguiu: "A OJM, à semelhança de outras associações, está comprometida com a Frelimo, levando sempre a mensagem do partido de forma fiel. Caminhamos para uma batalha com várias cursões, mas vamos para vencer".

Nyusi orientou os jovens a abrirem-se mais a novas ideias.

 

Foi lançada, hoje, a obra  "Moçambique, Revisão Constitucional de 2018; e Descentralização; Contexto, Processo Inovações, Desafios e Perspectivas". Da autoria de Edson Macuácua, o lançamento deste instrumento legal contou com a presença do Presidente da República.

Em 408 páginas, a obra "Moçambique, Revisão Constitucional de 2018; e Descentralização; Contexto, Processo Inovações, Desafios e Perspectivas" a nova obra de Edson Macuácua foi lançada num evento bastante concorrido por juristas, políticos, artistas, e diversas personalidades. E, porque o livro é um instrumento de aperfeiçoamento do exercício democrático nacional, o autor não podia melhor prefaciador senão o Presidente da República.

Na ocasião, Filipe Nyusi falou da importância da obra no contexto em que o país está a atravessar. Nyusi reconheceu o papel do já falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, no processo da descentralização do país. O Presidente da República disse ainda que que Afonso Dhlakama (falecido precisamente há um ano) perdeu a vida num momento em que o diálogo para o alcance de consensos estava a fluir.

Filipe Nyusi foi antecedido de Hermenegildo Gamito, Presidente do Conselho Constitucional, a quem coube a missão de proceder a apresentação da obra. Na sua abordagem, Gamito falou das vantagens de sociedade baseada na Constituição.

Por sua vez Edson Macuácua, autor da obra falou dos motivos que o levaram a embarcar no mundo da escrita.

Actualmente Docente e deputado na Assembleia da República, Edson Macuácua é Mestre em Direito, Mestre em Administração Pública.

 "Moçambique, Revisão Constitucional de 2018; e Descentralização; Contexto, Processo Inovações, Desafios e Perspectivas" vai às prateleiras sob a chancela da Escolar Editora.

O evento do lançamento da obra de Edson Macuácua contou com a animação de Anita Macuácua e Roberto Xitsondzo.

 

 

 

O Comité Central (CC) do partido Frelimo reúne, amanhã, na cidade da Matola, na sua III sessão ordinária, a última antes das eleições gerais de 15 de Outubro.

A sessão, com a duração de três dias, vai passar em revista o ponto de situação da “vida” do partido e alinhar o posicionamento para fazer face aos pleitos eleitorais de Outubro e os desafios da descentralização.

 

No primeiro dia da sessão, além do discurso inaugural a ser proferido pelo presidente do partido, Filipe Nyusi, a agenda inclui a apreciação dos Relatórios da Comissão Política e do Comité de Verificação, este último, que poderá ser polarizado pelo “caso Samora Machel Jr.” que se encontra em rota de colisão com a direcção do movimento de que é membro.

 

Depois das farpas que o filho do primeiro Presidente de Moçambique independente lançou ao secretariado-geral e de forma mais incisiva ao presidente do partido, através da carta feita em resposta ao processo disciplinar contra si instaurado, o CC vai ouvir o relatório do órgão que zela pela legalidade interna, para uma eventual decisão a cerca dos passos a seguir.

 

Segundo alguns círculos de opinião nacional, o CC poderá decidir pela aplicação de sanções a Samito, que podem ir desde a suspensão da qualidade de membro, uma repressão ou, no extremo da situação, a expulsão do partido.

 

A II sessão do CC terminará no final da tarde de domingo, com a adopção de algumas moções e deliberações, de entre as quais sobre as eleições que se avizinham.

 

Recorde-se que a sessão que amanhã arranca esteve agendada para o mês de Março, tendo sido adiada devido ao ciclone Idai que assolou a região Centro.

 

O sistema político, eleitoral e de governação, bem como o modelo de descentralização em Moçambique, são temas de um “debate latente” ainda por encerrar, para consolidar a paz e democracia, segundo o presidente da CACDHL da Assembleia da República (AR)

De acordo com Edson Macuácua, o fim desses problemas passa pela consolidação da unidade nacional, reforço da coesão, inclusão e a reconciliação nacionais, consolidação do Estado de Direito Democrático, bem como assegurar uma maior participação e representatividade dos cidadãos na vida política e desencadear um processo natural de revisão geral da Constituição da República.

Falando esta semana em Lisboa, no VI Congresso do Direito de Língua Portuguesa, o  presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL) da AR e docente universitário passou a imagem de um Moçambique cuja história é de arregalar os olhos, em todas as áreas. Mas também admitiu haver desafios, e muitos, que adiante ele próprio faz questão de elencar.

No âmbito do processo da construção da paz, é preciso “encerrar o processo de desmobilização, desarmamento e reintegração social das forças armadas residuais da Renamo, promover actos e discursos que concorrem para uma efectiva reconciliação nacional, promover a inclusão e da participação ao nível político, económico, social e cultural, respeitar os princípios e valores do Estado de Direito Democrático e reforçar a unidade e coesão nacionais”.

O parlamentar não parou por aí. Foi mais a fundo ao aponta que, no âmbito da consolidação da democracia e da paz, o país debate-se com uma transição democrática não concluída, que se manifesta por cenários tais como: “tensões político-militares, negociações políticas dos assuntos do Estado fora do Parlamento, recurso a expedientes inconstitucionais e ilegais para atingir fins políticos, organizações da sociedade civil pouco democráticas e pouco representativas”.
Na sua comunicação, intitulada “Reformas Constitucionais e Políticas em África, o Caso de Moçambique: Estado, Democracia, Paz e Descentralização 1975-2019: Passado, Presente, Desafios e Perspectivas”, Edson Macuácua, fala ainda das metamorfoses que o país sofreu e reformas adoptadas de 1975 a 2019.

Entretanto, ele não passou ao lado das questões que ciclicamente têm colocado os partidos políticos e os órgãos de gestão eleitoral em rota de colisão. Ele assinalou, por exemplo, a necessidade de se regulamentar devidamente as normas eleitorais “com vista a assegurar a estabilidade eleitoral e garantir que o mesmo seja mais simples, transparente, que inspire confiança nos actores políticos e na sociedade civil”.

Relativamente à organização e ao funcionamento dos órgãos do Estado, Edson Macuácua sugeriu, diante dos portugueses, que se deve assegurar uma maior responsabilização dos servidores públicos.

No que aos partidos políticos diz respeito, o consultor e docente universitário disse que os partidos políticos devem, na qualidade de principais sujeitos da democracia, enveredarem por uma democratização interna na sua organização e no seu funcionamento, sobretudo, “democratização e transparência no processo de constituição e eleição dos órgãos interno, promover o respeito pela diferença, diversidade e tolerância”.

SOCIEDADE CIVIL DEVE SE REINVENTAR

Para Edson Macuácua, a sociedade civil moçambicana também precisa de se reinventar e deixar de ser, na sua classe, uma maioria concentrada “em elites urbanas”. Há que pautar por uma maior democratização interna, na sua constituição, organização, funcionamento e eleição dos seus órgãos. Deve, igualmente, encontrar formas de ter sustentabilidade financeira e depender pouco de doações externas.

“Se as organizações da sociedade civil não forem democráticas e transparentes não terão autoridade e legitimidade moral para exigir o mesmo do Estado, pelo que paralelamente à necessária reforma do Estado, coloca-se com a mesma urgência a necessidade de reforma da sociedade civil”, disse a fonte.

DEMOCRACIA E COESÃO NACIONAL

Macuácua referiu ainda que as reformas constitucionais e políticas no país estão associadas ao processo de construção do Estado, da paz e da democracia, pese embora com algum imediatismo.

Contudo, o país tem uma “oportunidade soberana para realizar uma reforma constitucional com maior serenidade, num processo participativo, com um debate público aberto e inclusivo, voltada para a consolidação democrática e reforço da coesão nacional (…), capaz de gerir e resolver as crises e atender as preocupações dos cidadãos com maior eficácia e eficiência”.

 

Se a última mexida do salário mínimo na função pública, em 2018, cujo aumento foi de 6,5 por cento, era considerada a mais baixa dos últimos anos, neste 2019, baixou ainda mais. O aumento foi apenas de 5 por cento, sendo que o mais baixo ordenado dado pelo Estado passou de 4255 meticais para 4467,75 centavos.

No sector privado, os números revelam uma subida mais baixa em relação ao ano passado. Os salários deverão aumentar apenas entre 5 e 12 por cento. Ano passado houve aumento que variou de 6 a 18,67 por cento.

Significa isto que o subsector da pesca da capenta, por exemplo, se em 2018 tinha um salário mínimo de 4 063,5 centavos, o mais baixo salário de todos os sectores, este ano passou para 4 266, 68 centavos. A agricultura, sector que absorve a maioria dos moçambicanos, o salário mínimo aprovado é 4 390 meticais.

O governo argumenta que a aprovação dos novos salários mínimos visam salvaguardar a manutenção dos postos de trabalho, a eventual criação de outros postos de trabalho e a necessidade de não sufocar o patronato.

 

 

 

 

Afim de consolar as vítimas do ciclone Idai, que afectou o Centro do país, a Rainha da Espanha, Letizia Rocasolano, chegou, hoje, à cidade da Beira a meio da manhã. Na capital de Sofala, Letizia Rocasolano manteve um breve encontro com o governador de Sofala, Alberto Mondlane, com o edil da Beira, Davis Simango, e autoridades moçambicanas envolvidas  nas acções de ajuda humanitária.

Para o governador de Sofala, a visita da Rainha abre espaço para a mesma avaliar de perto os impactos positivos das ajudas prestadas por este país às vitimas do ciclone Idai. Já segundo o edil da Beira, Letizia Rocasolano ficou a saber das necessidades da urbe, depois da calamidade natural.

Refira-se que a Espanha foi um dos primeiros países a prestar apoios no sector de saúde após o ciclone e os técnicos deste país estão instalados no distrito do Dondo, para onde a Rainha foi  encorajar aos seus compatriotas e consolar as vítimas.

Rainha de Espanha visitou os afectados pelo ciclone Idai um dia depois de ter sido recebida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

Os estragos do ciclone Idai não parecem ter limites! Além do desastre humanitário causado na Beira, também retraiu os estrangeiros que normalmente visitam Moçambique em tempos de Páscoa. Este ano não fugiu à regra, entretanto poucos turistas de fora elegeram Moçambique como o destino para passar este período.

Foram, no total, 69.296 passageiros que escolheram Moçambique para passar o período pascal, menos 5.560 em relação ao ano passado, equivalente a 3.34 por cento. Mas a redução registou-se no movimento de viaturas, onde houve uma redução na ordem das 21706 viaturas, correspondente a 36.37 por cento em comparação com o ano passado.

Falando, hoje, no âmbito do encerramento da Operação Páscoa, o representante, Ambrósio Ourubalo, explicou que as pessoas sentiram-se retraídas com as imagens que foram sendo publicadas no pico da tempestade. “E as pessoas que não conhecem a Beira pensam que aquilo é Moçambique e ficam com medo”.

Mas não essa não foi a única razão por que Moçambique teve menos hóspedes que o ano passado. Acontece que é um facto que os maiores visitantes de Moçambique têm sido os sul-africanos, mas este ano não vieram devido à ocorrência de Xenofobia.

“Alguns sul-africanos ficaram com medo de retaliação caso entrassem para Moçambique”, revelou o responsável explicando que, apesar disso, o nível de preparação a nível da força conjunta criada foi igual ou superior que a dos outros anos.

“Apesar desta ligeira redução do movimento de pessoas e viaturas, as forças destacadas para a operação cumpriram com as suas missões com prudência necessária a fim de assegurar a almejada facilitação na travessia das fronteiras durante a época pascal”, garantiu Ourubalo.

Um trabalho marcado, segundo aquele responsável, por insuficiência de recursos para cobrir as despesas. “Estamos cientes que a logística providenciada para esta operação foi a possível, o facto que exigiu de cada um dos funcionários e colaboradores destacados, algum sacrifício e gestão racional dos poucos recursos disponibilizados”, reconheceu Ambrósio Orubalo, dirigindo-se aos agentes da força conjunta que, uniformizados, cada um na sua corporação (Polícia de Protecção Civil, Polícia de Trânsito e Alfândegas).

A Operação foi lançada no dia 15 de Abril passado e durou duas semanas, sendo que foi encerrada quinte dias depois, em simultâneo com a Operação Bwerane, que tinha sido lançada em 2019 para a época festiva do final do ano e também contemplava o período pascal.

O Director-adjunto que em termos de receita fiscal ainda não há dados concretos, mas adianta que neste tipo de operações o foco não são as receitas e sim a facilitação de entradas e saídas de turistas.

 

O presidente da Frelimo reuniu-se esta terça-feira com a bancada parlamentar do seu partido, num encontro que foi extensivo a outros quadros do partido a diferentes níveis e ainda a membros do governo. Falou primeiro a chefe da Bancada Margarida Talapa para congratular filipe Nyusi pela mobilização da ajuda para as vítimas das calamidades naturais e pela liderança do partido

“Camarada presidente a bancada da Frelimo saúda-o pela forma patriótica como conseguiu mobilizar a nação, e o mundo para salvar e apoiar os afectados e mitigar os efeitos desastrosos dos ciclones Kenneth e Idai que assolaram as províncias de Sofala, Manica, Zambézia Tete e alguns distritos de Nampula” Disse Talapa. 

Talapa Saudou Nyusi pelos sucessos alcançados no processo de descentralização e de paz referindo que “ o pais e o mundo tem testemunhado q      eu tudo esta a fazer para que de uma vez para sempre em Moçambique reine a concórdia, a reconciliação e uma paz efectiva e duradoira” disse a chefe da bancada parlamentar da Frelimo

Por seu turno Filipe Nyusi explicou o ponto de situação das vítimas do ciclone Kenneth onde há relatos preocupantes devido a dificuldades de acesso a alguns pontos como ilha do Ibo e o distrito de Quissanga e prometeu melhores informações para breve

“Ate agora só tínhamos informações de Macomia que achávamos que estava mais arrebentado” disse Filipe Nyusi acrescentando que Quissanga pode estar pior e curiosamente as casas de alvenaria tinham sofrido mais que as precárias.

“ o numero de mortes ate agora tinha chegado a 41 pessoas , como podem ver ate ontem de manha falávamos de uma ou duas pessoas, mas agora estamos a conseguir chegar ao ibo, houve muitas destruições no IBO ,o que significa que não é exatamente aquilo que sabemos  mas podemos saber muito mais,  de certeza amanha(quarta feira) falaremos a nação dizendo concretamente o que terá acontecido” afirmou.

Depois apontou os Objectivos do partido para os próximos pleitos eleitorais que passam pela vitória em todos círculos eleitorais.

“ a nossa missão caros camaradas, é vencer as eleições em todas as províncias  assegurar assim que as mesmas sejam governadas por membros da Frelimo” apelou Nyusi

A reunião da Frelimo de um dia analisa também o último informe prestado por Filipe Nyusi sobre o estado da nação, a articulação entre a bancada e o executivo entre outras matérias de fórum interno do partido.

 

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