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O País – A verdade como notícia

Moçambique e Sérvia abrem novas frentes de cooperação

Moçambique e a República da Sérvia identificaram novas áreas estratégicas para o aprofundamento da cooperação bilateral, com destaque para a agricultura, indústria, formação e comércio. A definição das novas frentes de parceria surge no âmbito da visita de trabalho da Primeira-Ministra, Benvinda Levy , à Sérvia, onde participou na Cimeira

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza diz haver muito boato e muita poeira com objectivos obscuros em torno do processo das chamadas dívidas ocultas. Armando Guebuza espera que a justiça seja feita sem interferências.

“Eu penso que os tribunais são melhor local para haver um pronunciamento sobre isso. Há muito boato, há muita poeira nisto tudo, mas muita poeira. Há alguma poeira que surge espontaneamente e outra que é mesmo provocada com objectivos escusos mas eu acredito que a justiça é aquela que deve ser feita e vamos deixar a justiça ser feita, sem interferências de nós que temos consciência da importância de uma solução correcta deste assunto”, disse Guebuza.

Sobre o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), dos homens residuais da Renamo Guebuza diz que não devem ser desvalorizados os pronunciamentos da chamada junta militar da Renamo. O ex-chefe de estado acredita igualmente que haverá entendimento entre o Governo e a Renamo.

 “Eu tenho confiança de que as negociações em curso que tem o nosso governo como protagonista e a Renamo vão ser bem sucedidas. Não é por acaso que nascem esses espinhos e estes conflitos. Receia-se um bom resultado que certamente vai ser aclamado. Não digo isto para ser ignorado mas faz parte e um processo negocial e há momentos de perturbação mas esta perturbação não pode impedir que o povo moçambicano alcance definitivamente a paz que tanto merece”, frisou o ex-chefe do Estado.

 

Hoje os guerrilheiros que estão contra o actual presidente da Renamo voltaram a falar à imprensa a partir das imediações da Serra da Gorongosa e garantiram que dentro de 10 dias anunciarão o novo líder da Renamo.

Os guerrilheiros começaram por indicar as razões da zanga, que se seguiu depois do VI congresso do partido Renamo onde Ossufo Momade foi eleito presidente. Os guerrilheiros afirmaram ainda que a nova lista para o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) enviada pela Renamo ao governo, é uma surpresa para eles.

“Mereceu confiança do estado-maior general para continuar a dirigir todos os processos que levassem a conclusão efectiva do processo da paz efectiva. No lugar de dar continuidade aos passos que levassem ao desfecho do processo, os membros do estado-maior general da Renamo ficaram surpresos com as medidas vandalísticas do presidente Ossufo Momade que perigam de novo a paz, medidas essas que culminaram com o afastamento dos oficiais superiores do estado-maior general criando pânico total e isolamento no seio dos militares”, disse João Machava, Tenente-Coronel.

“Ossufo Momade é incomunicativo. Nós não fazemos parte, e ele nem consulta a ninguém, toma as suas próprias decisões. É por isso que nós dissemos que não o queremos. Ele deve sair. Essa lista não é da Renamo”, acrescentou João Machava.

Por esta razão os comandos dos guerrilheiros da Renamo indicaram que dentro de dez dias será encontrada uma nova figura na Renamo para dirigir os destinos do partido.

 

Mas como será indicado o novo presidente da Renamo?

João Machava explica que “nós começamos a revolução saindo do estado-maior general. As eleições serão no estado-maior general. Se ele recusar sair vamos atacar, vamos abater”. Apelamos a comunidade internacional para parar de dialogar com Ossufo, porque ao invés de as consequências serem para Renamo e Ossufo, as consequências podem cair para o povo moçambicano, o povo pobre que não tem nada a ver com política. Apelamos à essas pessoas para nos respeitarem porque quando se fala da Renamo, a Renamo somos nós”, reiterou Machava".

Os guerrilheiros garantiram que a ala militar da Renamo já não é responsável pela segurança do presidente da Renamo, por Momade deve abandonar o cargo.

“Ele já não é nosso presidente. Já retiramos a defesa a ele. Quem nós apanharmos com ele com arma, ele vai nos dizer onde apanhoiu essa arma”, disse Mariano Nhongo – Major-General.

A Renamo, através do seu porta-voz, José Manteigas, garantiu que irá se pronunciar sobre os pronunciamentos dos guerrilheiros.     

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou, hoje, o vice-procurador-geral da República, Edmundo Carlos Alberto, e no nomeou Alberto Paulo, para o mesmo cargo.

O Chefe do Estado exonerou Edmundo Alberto " no uso das competências que lhe são conferidas pelas disposições conjugadas da alínea h) do artigo 158 da Constituição da República e do número 1 do artigo 121 da Lei número 4/2017, de 18 de Janeiro”, de acordo com nota da Presidência.

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou hoje, Lúcia da Luz Ribeiro para o cargo de presidente do Conselho Constitucional (CC) e reconduziu Beatriz da Consolação Mateus Buchili para o cargo de Procurador-Geral da República (PGR).

As nomeações enquadram-se nas competências conferidas ao Alto Magistrado da Nação pela da Constituição da República, segundo um comunicado da Presidência da República.

O mandato de Beatriz Buchili terminou no último domingo e o mesmo acontece com o do presidente do Tribunal Administrativo (TA), Machatine Munguambe.    

 

Uma semana depois de ver a sua recondução ao cargo a ser aprovada pela Assembleia da República, Adelino Muchanga tomou posse esta terça-feira como presidente da mais alta instância do poder Judicial. Além da toga de juiz, Adelino Muchanga recebeu do Presidente da República uma lista de desafios, com destaque para o maior empenho da justiça na responsabilização dos insurgentes que actuam em Cabo Delgado.

Tal como aconteceu em 2014, Muchanga volta a assumir o comando do Tribunal Supremo faltando cerca de três meses para a realização das eleições gerais. Mais um desafio em que o judiciário é chamado a intervir com isenção e imparcialidade.
Além dos desafios que têm que ver com o momento em que o país vive, o Presidente da República defendeu que a celeridade processual e o acesso à justiça devem merecer prioridade.

Adelino Muchanga ouviu os desafios lançados pelo Presidente da República e disse que alguns fazem parte do plano estratégico do Tribunal Supremo.

Nos próximos cinco anos, o Tribunal Supremo prevê alargar a cobertura nacional em termos de acesso à justiça para 24 distritos que actualmente não têm tribunais judiciais.

 

A Sala da Paz, plataforma de monitoria das eleições que congrega várias organizações da sociedade civil, juntou esta terça-feira, em Maputo, actores políticos e órgãos de administração eleitoral para partilhar um estudo que lança um alerta para possível eclosão de conflitos eleitorais. O documento justifica o alerta afirmando que a forma como foi conduzido o recenseamento eleitoral pode alimentar desentendimentos entre os principais concorrentes às eleições de Outubro. Entre as principais zonas de risco, o estudo aponta para as províncias de Nampula, Zambézia, Tete e Gaza.

No entanto, a Comissão Nacional de Eleições (CNE), minimiza o alerta e diz que o recenseamento eleitoral nunca foi causa de conflitos eleitorais ou pós-eleitorais.

“Não vemos porquê o recenseamento eleitoral deve ser motivo de conflitos. Para nós, o processo decorreu da melhor forma” disse Paulo Cuinica, porta-voz da CNE.

O alerta da Sala da Paz é lançado numa altura em que a Renamo e outros concorrentes denunciam vícios no recenseamento eleitoral em Gaza, cujos resultados apurados pelos órgãos eleitorais só seriam possíveis em 2040, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Arone Mussualho, que candidata-se a governador da província de Manica encabeçando a lista do Movimento Democrático de Moçambique, disse a nossa reportagem que quer ver melhorado aquele ponto do país passando pelo combate cerrado à práticas corruptas bem como priorizar a agricultura em detrimento da exploração dos recursos minerais foram as razões que o levaram a aceitar o desafio.

Mussualho fez estas revelações pouco depois da formalização da sua candidatura junto à Comissão Provincial de Manica, onde referiu igualmente que caso vença as eleições irá introduzir o que considera de governação moderna.

“Governação moderna é primar pela paz e democracia, além da aposta por uma mudança radical do processo de transformação do país, onde o custo de vida está difícil”, disse Mussualho, para quem tudo isso passa pelo desenvolvimento de agricultura.

Por seu turno, o mandatário do MDM disse a jornalistas que o facto de ser o primeiro partido a inscrever-se em Manica revela o sentido de organização que aquela força política tem, sendo que o passo subsequente é ir as bases para mobilizar o eleitorado.

“Já submetemos a nossa candidatura e o passo seguinte é voltarmos ao terreno para podermos mobilizar os nossos membros e simpatizantes, para que no dia 15 de Outubro votem no nosso partido”, disse Filipe João.

O Conselho de Ministros aprovou nesta terça-feira, o projecto de concessão para um dos maiores investimentos a ser executado no Porto do Maputo, na região sul do país.

Através de um decreto aprovado na 24ª sessão ordinária, o governo entrega à empresa Belualuane Gas Campany, a autorização para a construção de uma rede de infraestruturas que tornarão este Porto, num dos pontos para operações de gás natural liquefeito.

O projecto, orçado em 2.8 biliões de dólares norte-americanos, será realizado durante cinco anos e explorado por um período de concessão inicial de cinco ano, com um impacto significativo na área do emprego.

De acordo com Ana Comoana, “o projecto vai criar 1700 empregos na fase de construção e 1050 postos de trabalho directo na fase de operação efectiva, para além de empregos indirectos”.

Através de um outro decreto separado, a Beluluane Gas Company ganhou uma outra concessão, focada na área de energia, e perspectivas ambiciosas para o país.

“Trata-se do decreto que aprova o contracto de concessão para geração e venda, incluindo a exportação de energia eléctrica à luz da lei de electricidade” explicou a porta-voz do governo.

A vice-ministra diz que o projecto enquadra-se no projecto integrado da Central Térmica de Beluluane e das infraestruturas associadas, cujo impacto deverá catalizar o país a vários níveis.

“Espera-se que o mesmo venha contribuir para responder ao desafio de tornar Moçambique no polo regional de produção e fornecimento de energia eléctrica, a materialização do Plano Director Integrado de Electricidade, que prevê, nomeadamente, a produção de oito mil Megawats de energia eléctrica a base de gás natural até 2043, bem como o abastecimento do mercado nacional a preços preferenciais, isto é, com descontos que variem entre 5 a 20 por cento” detalhou Comoana.

A Assembleia da República poderá prorrogar o mandato de alguns membros da Comissão Nacional de Eleições até Abril de 2020. O projecto de lei será submetido para o debate em plenária ainda esta semana.

O actual elenco da Comissão Nacional de Eleições é composto por 17 membros designados pelos partidos Frelimo, Renamo, MDM e pela sociedade civil. Deste número, nove já terminaram o seu mandato de seis anos no passado mês de Maio.

Trata-se dos membros provenientes da Frelimo, do MDM e da sociedade civil que tomaram posse em 2013, ano da realização das quartas eleições autárquicas boicotadas pela Renamo. Os membros da CNE designados pela Renamo após acordos com o governo tomaram posse em 2014, na véspera das quintas eleições gerais, e o seu mandato vai até 2020.

A Assembleia da República não quer mexer na composição da CNE, por isso vai prorrogar o mandato de nove membros da CNE. Trata-se de um procedimento que não irá acarretar custos.

A prorrogação do mandato dos membros da CNE surge numa altura em que o órgão é alvo de críticas devido aos resultados do recenseamento eleitoral em Gaza.

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