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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

Ossufo Momade está na província de Inhambane e trabalhou nos distritos de Vilanculos e Massinga. O candidato presidencial da Renamo promete melhorar o fornecimento de energia e abastecimento de água, assim como transformar os recursos naturais em benefícios para a população.

Depois de Tete e de dois dias de interregno, Ossufo Momade trabalha desde esta segunda-feira na chamada "terra da boa gente".

Em Vilanculos, um dos distritos turísticos de Inhambane foi recebido e desfilou com gente à qual transmitiu os seus planos para Inhambane, caso seja eleito chefe de Estado.

Passeata feita, o candidato da Renamo seguiu para um comício nos arredores da vila onde garantiu estar pronto para governar e prometeu resolver os problemas de energia e água.

 

No segundo dia de campanha eleitoral da província de Gaza, hoje, Daviz Simango enfrentou mais um dia de violência, desta-feita, no distrito de Chókwè. Houve pancadaria entre simpatizantes do MDM e da Frelimo. A Policia foi obrigada a disparar ao ar para evitar o pior.

A entrada de Daviz Simago no distrito de Chókwè na manhã de hoje foi pacífica e até foi saudado por alguns simpatizantes da Renamo. Seguiu para o mercado local para a campanha interpessoal e no mesmo local estava uma caravana da Frelimo a seguir na mesma direcção que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) tomava.

Pouco a pouco, o cenário ia deixando claro que dali sairia uma confusão…e não tardou.

Membros e simpatizantes dos dois partidos entraram em pancadaria com recurso a paus. A Polícia que estava presente foi obrigada a efectuar disparos ao ar para evitar que o confronto registado resvalasse num tumulto difícil de controlar.

Algumas balas usadas são verdadeiras, tal como testemunhamos, mas ninguém foi atingido.

Simango continuou com o seu trabalho namorando o eleitorado para votar em si e no MDM, e como tem sido habitual posou para fotos e falou aos jornalistas.

“Não faz sentido, estamos em plena campanha eleitoral e estamos a gastar balas, umas de borracha, outras verdadeiras num altura em que há crianças que morrem de fome, não têm acesso a cadernos, numa altura em que não há escolas, as crianças sentam no chão, não há medicamentos. Porquê não direcionar essas balas para adquirir cadernos”, questionou o candidato presidencial do MDM e criticou igualmente a postura da Polícia.

“Essas Forças de Defesa e Segurança que também achamos de ingénuas porque não precisavam disparar. Deviam prevenir que isso acontecesse”.

Ainda no distrito de Chókwè, no posto administrativo de Chilembene, Daviz Simango orientou um comício popular onde mostrou-se indignado com o que chama de intolerância política. Sobre o seu manifesto eleitoral, prometeu mudar o cenário de desemprego que leva muitos jovens de Gaza a deixarem o seu país para procurar melhores condições na vizinha África do Sul.

“Os nossos filhos quando vão para lá não é porque querem, porque este governo da Frelimo não cria condições de emprego para os jovens. O que sabem é roubar, por isso no dia 15 de Outubro vamos tirar os ladroes”.

Quando deixava o local, mais uma vez estava um grupo da Frelimo pronto para bloquear a passagem. Houve ameaça de mais uma situação de violência com recurso a paus e estacas, entretanto a situação foi controlada pelos agentes da Polícia.

No domingo, mesma situação de violência, com os mesmos moldes de actuacao, aconteceu na cidade de Xai-Xai e no distrito de Manjakazi.

O trabalho do candidato presidencial do MDM na província de Gaza terminou no final da tarde de ontem no distrito de Bilene Macia.

A província de Gaza é um autêntico bastião da Frelimo. Os dados falam por si: desde as primeiras eleições, em 1994, até hoje a oposição nunca conseguiu eleger neste ponto do país um deputado sequer para a Assembleia da República.

Para estas eleições, estão inscritos cerca de 597 mil eleitores na província de Gaza e estão disponíveis 22 mandatos para a Assembleia da República.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, disse, sábado, na 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, que o Governo continua empenhado na mobilização de fundos para a reconstrução pós-ciclones. O governante pediu maior celeridade no desembolso da ajuda prometida em Maio passado, na Cimeira Internacional de Doares, realizada na cidade da Beira, em Sofala.

O ministro aproveitou a ocasião para reiterar o agradecimento de Moçambique a todos os parceiros bilaterais, multilaterais e a outras entidades pelo apoio multiforme prestado aquando dos ciclones Idai e Kenneth, que devastaram as regiões centro e norte, em Março e Abril deste ano. Sublinhou ainda que a zona sul do país “continua a ressentir-se dos efeitos da seca e do ciclone Dineo que ocorreu em 2018”.

José Pacheco deixou transparecer que os 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos (ao todo o Governo precisa de 3,2 mil milhões de dólares) prometidos na Conferência Internacional de Doadores ainda não foram desembolsados na totalidade.

“O nosso Governo continua empenhado na mobilização de recursos para suprir o défice de financiamento de reconstrução” pós-ciclones. Em nome do Executivo, o ministro reiterou a “prontidão para continuar a trabalhar com os parceiros visando imprimir maior celeridade ao processo de desembolso da ajuda prometida”.

Sobre as mudanças climáticas, o governante falou do empenho das autoridades no “reforço das medidas de adaptação e resiliência” e disse haver consciência de que “os desastres naturais, induzidos pelo clima, se tornaram fenómenos recorrentes”.

Nesse sentido, Moçambique é considerado, por alguns cientistas, o segundo país do mundo mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, por conta da sua localização geográfica, afirmou Pacheco, destacando que os ciclones Idai e Kenneth “são prova disso”.

 

Desigualdades e miséria no mundo

A respeito, Pacheco começou por referir que o multilateralismo ainda é “o mecanismo privilegiado de debate de ideias, concertação e forja de consensos”, mas há “um défice crescente de confiança entre as nações”.

Aliás, a 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU “realiza-se num momento em que o mundo testemunha o recrudescimento de tensões políticas geo-estratégicas e comerciais, dos efeitos das mudanças climáticas, do aumento de desigualdades entre estados e no acesso aos serviços sociais básicos de qualidade essencial” susceptíveis de sustentar um “padrão de vida digna”.

De acordo com Pacheco, a África Subsaariana, onde Moçambique se situa, é um exemplo inequívoco dos problemas que enumerou, uma vez que continua a ser a região na qual ainda há maior número de pessoas desfavorecidas com: “baixa renda, reduzido acesso à educação, saúde, alimentação, água e saneamento, bem como fraco desenvolvimento de infra-estruturas económicas e sociais, que são indutoras do desenvolvimento sustentável”.

Discursando nas Nações Unidas, sobre a “erradicação da pobreza”, em representação do Chefe de Estado Filipe Nyusi, ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação disse que a problemática da pobreza é um desafio para todos os estados e galvaniza as agendas globais, particularmente a “Agenda 2030, para o Desenvolvimento Sustentável”.

Para a materialização dos objectivos definidos nesse programa, Moçambique defende, de acordo com Pacheco, a relevância e observância do princípio de responsabilidade comum, mas diferenciada, e a importância de os parceiros respeitarem os compromissos no quadro dos objectivos internacionalmente acordados, incluindo a previsibilidade dos fluxos de assistência dos parceiros nos termos da Declaração de Paris, sobre a eficácia da ajuda ao desenvolvimento.   
 

Violência extrema

Moçambique está preocupado com a prevalência de acções ligadas ao fundamentalismo e extremismo violento, à proliferação e ao comércio e armas, mormente as de destruição massiva e as de pequeno e ligeiro porte, disse Pacheco, para quem esta situação ameaça a paz e a segurança nacional, regional e global.
Por isso, o país apoia quaisquer iniciativas com vista a conter esses males, daí que reitera o seu apoio ao secretário-geral da ONU, António Guterres, na reforma do sistema das Nações Unidas, na vertente da “paz e segurança (…)”.
E Moçambique considera que a reforma do Conselho de Segurança “é um objectivo incontornável para prevenção e gestão de conflitos”.

No quinquênio que está a terminar o turismo foi uma das quartas áreas definidas pela Administração Nyusi como prioritárias para o desenvolvimento do país, a par da Agricultura, Energia e Infra-estruturas. Para o próximo mandato, o candidato da Frelimo propõe-se a manter aquele sector como prioridade por isso é tema central dos comícios que Nyusi dirigiu hoje em Mapinhane, no distrito de Vilanculos, em Massinga e na cidade de Inhambane.

Não é para menos. É que Inhambane é das províncias do país com um enorme potencial turístico e que segundo o candidato da Frelimo nos últimos cinco anos o sector viu o número de turistas e de investimentos  crescer. E porque o potencial ainda não está  a ser explorado na sua plenitude, Nyusi quer, no próximo mandato, fazer de tudo para que aquele sector contribua significativamente para o desenvolvimento da economia nacional.

Para tal chama o sector privado a desempenhar um papel preponderante e que o seu Governo vai criar várias facilidades para atrair investidores, como por exemplo a eliminação da burocracia. Para as empresas nacionais Filipe Nyusi promete  facilitar o acesso ao crédito para financiar o assunto. Ao mesmo tempo que prevê a construção e reabilitação de estradas e de sistemas de fornecimento de energia em locais com alto potencial turístico mas que não está a ser explorado porque o acesso é difícil.

Filipe Nyusi prometeu por outro lado a construção de hospitais pois entende que os locais turísticos devem ter resposta rápida para uma emergência médica, do mesmo jeito que vai ser necessário reforçar a segurança destes locais porque entende que um país instável não recebe turistas.

Aliado ao turismo está  a cultura. O candidato da Frelimo a Presidente da República diz que é preciso dinamizar a indústria cultural e criativa para que possa ser um dos motores de atracção de turistas, mas também criar mais emprego para os artistas nacionais através da venda dos seus produtos aos turistas. Promete capitalizar a fauna e a flora, por isso, diz que em.2015 quando assumiu a liderança do pais uma das prioridades foi combater a caça furtiva e o abate indiscriminados das árvores. Porque os animais e até as arvores são motivos bastantes para atrair turismo.

Não menos importante está a gastronomia. Apontou os diversos pratos típicos que podem atrair pessoas a visitar o país. Assim como as bebidas realçando a sura, a cerveja, o.piri-piri  como algo de que Moçambicaque pode ser conhecido no estrangeiro. E que esses produtos devem ser oferecidos aos turistas que visitam o país.

Falou da oportunidade de as comunidades garantirem renda através do turismo comunitário, em que famílias podem se juntar e  criar um estabelecimento hoteleiro de pequena dimensão e hospedar turistas, gerando renda para as suas famílias.

E para demonstrar que não só fala como também age, diz ter se reunido várias vezes com organizações empresariais do ramo do turismo e desses encontros resultou a decisão de permitir que os turistas possam adquirir o visto de entrada para Moçambique mesmo na fronteira. Mas também a liberalização do espaço aéreo para permitir que mais companhias possam voar em Moçambique e assim reduzir o custo de passagens aéreas domésticas. Prometeu ainda continuar a dialogar com as empresas do ramo para se possível reduzir outras taxas para incentivar ainda mais investimentos no sector.

 

Realizações em Inhambane

Filipe Nyusi apontou por outro lado as realizações do seu governo no último quinquênio na provincia de Inhambane. Apontou a construção dos Hospitais Distrital de Jangamo e da Massinga e o Hospital Provincial da Maxixe. A melhoria da qualidade de energia elétrica através da reabilitação de subestações de Lindela e construção da de Massinga e uma linha de transporte de energia ligando as duas subestações. Na educação citou por exemplo a construção de sete escolas secundárias e um hotel-escola cujas obras ainda decorrem.

Apontou ainda a reabilitação de emergência da estrada nacional número um entre Pambara e o Rio Save, bem como o arranque das obras da Ponte sobre o Rio Save.
Terminou prometendo a construção da estrada Mapinhane-Mabote e a conclusão de Homoine-Panda para permitir uma estrada alternativa à EN1 para quem sai do interior da provincia de Gaza.

Nyusi orientou ainda comício no distrito da Massinga o mais populoso de Inhambane onde prometeu no futuro Governo garantir a inclusão social, ou seja, garantir que todos moçambicanos independentemente da origem, crença, filiação partidária, raça tenham acesso às mesmas oportunidades. Trabalhou ainda em Inhambane e prometeu garantir a competitividade dos produtos nacionais, pelo que compromete-se a trabalhar para reduzir os custos de produção, de logística, de certificação, embalagem, processamento para os produtos produzidos localmente. Promete ainda proteger a produção nacional e procurar mercado no exterior.

Antes de chegar a Inhambane, Filipe Nyusi trabalhou nos distritos de Machaze, Mossurize, Gondola, Vanduzi e Sussundenga na provincia de Manica.

 

 

 

Os dois cabeças de lista a cargo de governador da Zambézia da Frelimo Pio Matos e Manuel de Araújo da Renamo trabalharam hoje no distrito de Inhassunge, província da Zambézia.

Pio Matos prometeu emprego, construir de centro de saúde e asfaltar vias de acesso.

Já o cabeça de lista da Renamo Manuel de Araújo trabalhou este domingo na localidade de Chirimane distrito de Inhassunge.

Manuel de Araújo que foi obrigado a usar motorizada até a localidade de Chirimane devido as péssimas condições de transitabilidade onde até viaturas com tracção a quatro rodas enfrentam dificuldades, voltou a fazer críticas da actual governação como forma de pedir voto.

A nossa reportagem deparou-se no final da tarde com os dois cabeças de lista prestes a tomarem o batelão para rumarem a Quelimane. Pio Matos prestou na ocasião solidariedade a Manuel de Araújo pelo incêndio ocorrido na residência da mãe de Manuel de Araújo em Coalane no passado dia 16 de setembro.

 

 

No comício que hoje orientou em Mossurize, na vila de Espungabera, em Manica, o Presidente da República explicou o que o Governo pretende fazer com os 880 milhões de dólares das mais-valias da venda dos activos da Anadarko para a Total. Naquele ponto do país, Filipe Nyusi apontou três caminhos: suprir o défice do custo da realização das eleições deste ano. Igual modo, o Governo pretende pagar a dívida que tem com as empresas nacionais. Por fim, o valor deve ser usado para suprir o défice fiscal decorrente das medidas tomadas para fazer face aos estragos provocados pelo ciclone Idai na economia nacional.

A outra parte do valor das mais-valias, segundo Nyusi, deverá ser usado para reserva orçamental. E o Presidente sublinhou, no que às dívidas diz respeito: “ninguém está a falar das dívidas não declaradas. Estamos a falar dos nossos compatriotas que prestam serviços ao país, que constroem escolas, hospitais e estradas, os quais precisam ser pagos como forma de incentivar a actividade económica dos moçambicanos”.

Nyusi disse no seu comício que a sua governação foi com o máximo de transparência possível, ouvindo o que o povo quer, equacionando daí soluções para o mesmo, sempre com prestação de contas.

Ainda no comício, Nyusi explicou o que foi feito com os 375 milhões de dólares das mais-valias decorrentes da compra de acções por parte da ExxonMobil a ENI. O Presidente da República disse que também esse valor foi usado para pagar as empresas de modo a financiá-las na construção de hospitais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou condolências a Emmanuel Macron pela morte de Jacques Chirac, antigo Presidente da França no dia 26 de Setembro.

Na sua mensagem, o Chefe de Estado moçambicano refere que Jacques Chirac foi uma figura política emblemática e um dos renomados líderes mundiais.

Nyusi diz ainda que o malogrado notabilizou-se na promoção da paz e segurança internacional e no progresso do seu país, daí que lamenta o seu desaparecimento físico que considera precoce e deixa um vazio difícil de preencher na família, na francesa e no concerto das nações.  

 

Liderada pelo seu cabeça-de-lista, Júlio Parruque, a Frelimo foi ao distrito de Marracuene pedir voto porta-a-porta, deixando promessas de desenvolver a agricultura, indústria e o turismo.

Já o cabeça-de-lista da Renamo, António Muchanga continuou a campanha na Matola, onde prometeu acabar com os conflitos de terra e revitalizar a indústria.

Este sábado, a Renamo vai trabalhar em Marracuene e a Frelimo estará a fazer campanha na Matola.

 

O candidato da Frelimo, Filipe Nyusi trabalhou hoje nos distritos de Sussundega, Vanduzi e Gongola. Em dois deles prometeu hospitais distritais e promover o desenvolvimento local e nacional.

Em mais um dia de campanha eleitoral, Filipe Nyusi escalou o distrito de Sussundenga. Aqui foi recebido por milhares de membros e simpatizantes da Frelimo. O candidato apontou alguns dos grandes desafio que o país enfrenta e disse ser o seu partido a solução para os mesmos.

Depois partiu para o distrito de Vanduzi. Aqui também foi recebido em festa e com animação de alguns músicos nacionais. O projecto um distrito um hospital foi o principal argumento para conquistar a confiança dos potenciais eleitores.

No início da tarde partiu para o distrito de Gondola. Aqui mais uma vez convidou os homens armados da Renamo a saírem das matas. Filipe Nyusi, falou ainda das principais linhas que orientam o manifesto eleitoral do Partido Frelimo e o seu compromisso como candidato presidencial.

 

 

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