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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

A 42 km da cidade de Maputo, o distrito de Boane foi o primeiro ponto onde Daviz Simango trabalhou na manhã de hoje. Caminhou pelas ruas da mais recente autarquia, enquanto era seguido por membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Num ambiente pacífico e de festa, foi pedindo votos no mercado local e foi mesmo nas proximidades do mercado que decidiu parar para discursar.

“Vamos criar um fundo para que os jovens possam ter acesso ao emprego. O que queremos é que a cada jovem seja inovador, crie o auto empregos e que possa empregar os outros, associado ou não, mas que ele crie. Aqueles 7 milhões para os distritos, temos as nossas mães que nos educam, que cuidam dos nossos irmãos, que nos levam a saúde e não tem acesso a esse dinheiro que podia ajudar a aumentar o volume do seu negócio. São essas mães que queremos apoiar”, prometeu Daviz Simango, candidato Presidencial do MDM

Apoio, mais apoio e muito apoio de cada eleito é o que Daviz Simango diz precisar no dia 15 para que possa chegar à Presidência da República e trazer o que chamou de uma nova ordem social no país.

No bairro da Zona Verde, no município da Matola, houve grupos culturais para honrar a presença do candidato do “partido do galo”. E no Bagamoio, um bairro do Município de Maputo, Simango fez uma longa caminhada até chegar ao local do último comício do dia.

Diz ser o candidato que vai ao encontro da população, vive a realidade do povo, por isso enquanto caminhava ia fazendo o diagnóstico visual dos problemas que os munícipes enfrentam, a começar pela questão da do fundo de compensação autárquica para o desenvolvimento dos municípios.

“É preciso aumentar o fundo de compensação aos municípios porque queremos que haja saúde para a nossa população. Não podemos permitir que continuemos a viver assim por causa de grupo de ladroes e corrupto”, concluiu Simango. 

Esta quinta-feira, o candidato presidencial do MDM fecha o primeiro ciclo do périplo e depois volta ao Centro e Norte do país.

Houve pancadaria, está quarta-feira, na passagem de Ossufo Momade pelo distrito de Manjacaze. O candidato presidencial da Renamo trabalhou igualmente em Chibuto e Xai-Xai e Bilene onde além de promessas garantia que os resultados do recenseamento em Gaza não vai fragilizar o partido.

A jornada de caça ao voto de Ossufo Momade na província de Gaza começou pela capital Xai-Xai. Na província considerada bastião da Frelimo, o candidato da Renamo a presidente da República fez uma passeata onde saudou e foi saudado pelos munícipes de Xai-Xai, enquanto era acompanhado pelos membros e simpatizantes deste partido pelas ruas e avenidas desta urbe.

Parou no mercado Limpopo onde perante comerciantes e militantes falou dos planos da Renamo para Xai-Xai. De seguida, rumou a Manjacaze, mas à entrada ao distrito não foi de todo pacífica. No local onde Ossufo Momade ia discursar estavam simpatizantes da Frelimo. A polícia e segurança privada de Momade intervieram mas ainda ouve uma sessão de pancadaria.

Em Chibuto também passeou e, pelas ruas, do distrito fazia gestos de carinho aos presentes. Discursou perante simpatizantes da Frelimo e da Renamo.

Terminou pelo distrito de Bilene-Macie fazendo o mesmo exercício, mas desta vez com contingente policial reforçado. Aqui mostrou a sua indignação sobre os resultados do recenseamento em Gaza.

E foi assim: numa mescla de ambientes de tolerância e intolerância, tranquilidade e violência  eleitoral que Ossufo Momade fez a sua jornada de sensibilização ao eleitorado em Gaza, uma província onde  1 166 000 eleitores estão inscritos para votarem no dia 15 de Outubro.

No Segundo dia de visita à província de Gaza para campanha eleitoral, o candidato da Frelimo escalou os distritos de Massangena, Chicualacuala e Chókwè. Em Chicualacuala, na fronteira com o Zimbábwè, escolheu falar de forma detalhada sobre as linhas que deverão orientar a política externa de Moçambique caso vença as eleições.

Nyusi diz que o seu Governo vai manter a linha segundo a qual “Moçambique vai continuar a fazer mais amigos e zero inimigos no mundo” e por isso a orientação é promover a paz entre as nações e se for até necessário enviar missões de pacificação onde for necessário sem no entanto descurrar de garantir que internamente se viva essa paz. “Aqui na nossa região da África Austral vamos continuar a capitalizar a integração regional de modo a tirarmos mais vantagens para o nosso país. Vamos promover o comércio entre Moçambique e o Zimbábwè, por exemplo, com África do Sul, o Botswana, Tanzania, Malawi, etc, tudo na base de vantagens mútuas e Moçambique tem que sair a ganhar nesse comércio” garantiu o candidato.

Por outro lado, a futura Administração Nyusi pretende juntar-se aos esforços globais para combater os crimes transnacionais tal é o caso da pirataria, o terrorismo, o extremismo, o tráfico de drogas e de pessoas, entre outros males que atravessam fronteiras.

O candidato propõe-se a continuar o processo de reafirmação da fronteira com os países vizinhos de modo a se conhecer com exactidão onde começa e termina o território nacional de modo a evitar conflitos futuros com os países vizinhos. Nyusi quer ainda promover a cooperação técnicas e científica com os países que estão mais avançados nesse domínio enviando moçambicanos para formação nesses países e ou trazendo técnicos desses países para formar cidadãos nacionais em Moçambique. O intercâmbio cultural e desportivo com vários países de modo a expor o potencial do país além fronteiras e melhorar o desempenho dos atletas nacionais.

“Primeiro moçambicano, segundo moçambicano e terceiro moçambicano” é a garantia de Nyusi no diz respeito a defesa dos interesses dos cidadãos nacionais residentes no estrangeiro. O incumbente diz que o Estado tem de sempre sair em defesa da diáspora e só depois é que deverá se perceber a raiz do problema ou situação em que se encontrar. Pretende promover a criação de associações para ajudar os nacionais no estrangeiros e até garantir-lhes financiamento para desenvolverem actividades de sustento. Mas também quer atrair aqueles que são cérebros, talentosos e até cientistas para regressar ao país e contribuírem no desenvolvimento na base de uma iniciativa clara do seu enquadramento.

Ainda em Chicualacuala prometeu concluir a Estrada que parte de Caniçado até àquela vila fronteiriça, construir um hospital distrital, electritificar na totalidade o distrito, expandir o acesso a água potável e construção de uma escola de ensino técnico profissional.

Em Massangena também mandou entregar próxima semana uma nova ambulância e prometeu construir um hospital distrital para reduzir a distância de 210 km em Estrada terra batida para Mapai onde há uma unidade sanitária de referência. Prometeu igualmente asfaltar a Estrada para Mapai, assim como para Mabote em Inhambane, bem como a ponte sobre o rio Save ligando a Machaze em Manica. Garantiu ainda que dentro de dias será concluído o sistema de abastecimento de água.

E em Chókwè deixou a garantia de que se for eleito vai reabilitar a Estrada Chókwè-Macia assim como o regadio de Chókwè para que seja explorado na totalidade e aumentar a produção e produtividade dos agricultores, tendo em vista a criação de mais emprego.

Pio Matos diz que a Frelimo deve ganhar a cidade de Quelimane nas eleições do dia 15 de Outubro. Matos inicia hoje os dois dias de caça ao voto em Quelimane.

Quelimane conta com mais de 193 mil eleitores inscritos e Pio Matos quer que a Frelimo ganhe o escrutínio na autarquia dominada pela Renamo.

“Estejamos atentos a todos as manobras do inimigo, estejamos atentos a todas as formas de agir dos adversários. Não podemos nos distrair”, disse Pio Matos.

Já a brigada da Renamo trabalhou está terça-feira na localidade de Bajone, distrito de Mocubela, onde estão inscritos mais de 34 mil eleitores. O cabeça-de-lista Manuel de Araújo fez várias promessas mas acima de tudo fez o seguinte apelo.

“No dia da votação, quando vocês acabarem de votar fiquem lá para defender o vosso voto. Ninguém sai da votação antes de saber qual é o resultado”, enfatizou De Araújo.

Cabeça-de-lista da Renamo trabalha no distrito de Mocubela e insta a população a votar e aguardar pela contagem.

A Renamo acusou esta segunda-feira os órgãos de estarem a registar e incentivar os eleitores para votarem na Frelimo, partido que classifica a acusação de infundada e sem cabimento.

A preocupação foi apresentada ao nível da província de Maputo, no 31º da campanha eleitoral. A acusação da perdiz foi feita pelo seu cabeça-de-lista ao nível da província de Maputo, António Muchanga, quando pedia voto no Boquisso, um dos bairros da autarquia da Matola.

“Membros dos órgãos eleitorais andam pelos bairros a recolher dados dos cartões de eleitor, registam pessoas e incentivam-nas a votarem na Frelimo" acusou Muchanga.

"Estamos preocupados com o silêncio de quem de direito, porque este é um fenómeno que acontece em quase todos os cantos da província de Maputo. Sabemos que estão a preparar a fraude eleitoral, cujo objectivo é garantir voto ao partido Frelimo”, queixou-se o cabeça de lista.  

Deste modo, o cabeça-de-lista da Renamo exortou aos eleitores a não se distraírem nem se deixarem intimidar com o provável registo de pessoas.

“Queremos alertar as pessoas para não se deixar intimidar com aqueles que andam a recolher dados pessoais e a fazer registo dos eleitores, porque desta vez, estamos atentos e não vamos permitir que haja roubo dos vossos votos”, disse Muchanga.

 

Acusações "falsas"

Do lado do partido Frelimo, a resposta não tardou. Ao nível da província de Maputo, o partido classifica as acusações de infundadas, e diz que a oposição está equivocada.

“Nós como partido político não temos essa cultura de recolha de cartões, mas também sabemos que há partidos políticos que fazem de tudo, até recolhem cartões de idosos para impossibilitá-los de irem votar no dia 15 de Outubro", reagiu Alves Cossa, que representava a Frelimo na conferência de imprensa realizada terça-feira.

 

Trinta dias em balanço

Esta segunda-feira, o partido Frelimo reservou o dia para fazer o balanço dos 30 dias de campanha eleitoral já transcorridos.
O partido mostrou-se satisfeito com os resultados obtidos neste período, porque segundo frisou, conseguiu um nível de cobertura de 82%.

Com o índice de cobertura já atingido, a Frelimo está confiante que vai atingir os 100% de cobertura até ao fim da campanha. Nesta terça-feira, a Frelimo vai trabalhar no distrito de Boane e a Renamo no distrito da Manhiça.

 

Hoje o candidato da Frelimo iniciou a sua campanha eleitoral na província de Gaza onde durante três dias visita oito distritos de norte a sul daquela província que é um bastião da Frelimo. E porque nos últimos dias houve confrontações entre simpatizantes da Frelimo e do MDM Nyusi condenou a violência e pediu aos membros e simpatizantes da Frelimo para evitarem as provocações e confrontações com os adversários políticos.

Nyusi lembrou aos presentes no comício que orientou na vila de Mandlakazi que a Frelimo é um partido sério e responsável os seus membros e simpatizantes devem sempre esperar e deixar passar as caravanas dos outros partidos. Lembrou que Gaza é grande demais para os partidos quererem fazer campanha no mesmo sítio e andarem em pancadarias, pelo que aconselhou a todos que estão envolvidos em campanha para estarem sempre na defensiva e evitar que os outros provoquem e acabe em violência. Nyusi diz que a Frelimo deve vencer de forma limpa e categórica a eleição sem necessidade de se envolver em escaramuças. E que esse deve ser o foco de todos.

E porque hoje era o dia Internacional do Idoso, o candidato da Frelimo pediu aos jovens e adultos para respeitarem os idosos como reserva moral e bibliotecas vivas de uma sociedade. Condenou a violência contra eles e recordou o recente caso de Inhambane em que o idoso foi morto acusado de feitiçaria e pela morte de membros mais jovens da família. Nyusi questionou a todos como é possível uma pessoa ter filhos, criá-los e educá-los para depois comê-los quando ficarem crescidos, porquê não os comeu quando ainda eram crianças e com a carne mais tenra? Acusou os jovens que violentam os seus pais ou avós de pessoas que fumam suruma e depois põe culpa dos azares das suas vidas a idosos. E questionou ainda “porque eles só são feiticeiros quando velhos? E nunca quando crianças?”

Para Nyusi em muitos casos as pessoas recorrem a acusação de feitiçaria para fugir da responsabilidade de cuidar dos seus pais e ou avós. Por vezes alegam que sejam sujos e se for isso aconselha a comprarem roupa nova. Apontou que há pessoas que passam a noite a beber nas barracas mas não conseguem dar um quilo de arroz ou farinha aos seus próprios pais e ou avós.

Nos comícios que orientou em Xai-Xai, Mandlakazi e Chibuto falou das grandes obras implementadas pelo seu Governo nos últimos anos, nomeadamente a reabilitação das estradas danificadas pelas cheias de 2013, concretamente os troços Chongoene-Chibuto, Chissano-Chibuto, Chibuto-Guija-Chókwè-Macarretane. Mas também da conclusão da Estrada Cruzamento-Mandlakazi, a asfaltagem ruas daquela vila, bem como a construção da Estrada Mandlakazi-Macuácua e Mwadjahane. As obras do aeroporto de Chonguene em curso, bem como a reabilitação e expansão dos sistemas de abastecimento de água das vilas de Chibuto, Massingir e diversas localidades como a prova de que mesmo fustigado pelas calamidades, pela Guerra, pela crise financeira decorrente do corte de financiamento ao Orçamento do Estado pelos parceiros internacionais e pela descida do preço dos principais produtos de exportação, o seu Governo conseguiu garantir que o país não fosse à falência, pagasse salário aos funcionários públicos sem nunca falhar um mês sequer e ainda assim fazer investimentos para melhorar a vida dos moçambicanos.

Os esforços para garantir a paz no país é outro ganho importante e Nyusi diz que mesmo assim é para continuar a fazer de tudo para que ela prevaleça mas para o futuro é desenvolver iniciativas que possam gerar mais empregos para os moçambicanos.

Por outro lado, o incumbente prometeu ainda contruir uma Estrada alternativa à EN1 para evitar congestionamentos na cidade de Xai-Xai, continuar com a Estrada que liga Macuácua e Panda em Inhambane e ligar Massangena a Machaze em Manica por ponte sobre o rio Save.

Amanhã Nyusi trabalha nos distritos de Massangena, Chicualacuala e Chókwè onde deverá orientar comícios populares.

 

O dia de hoje nasceu com umas pancadas de chuva de granizo nalgumas zonas da província de Maputo, mas seguramente que não era uma conspiração divina para atingir o candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique porque momentos depois o tempo abriu e o trabalho de “caça ao voto” iniciou na zona de Palmeiras, no distrito da Manhiça onde para alem de um discurso pontual apresentou o candidato ao cargo de governador da província de Maputo pelo MDM, Augusto Pelembe.

Entretanto, o grande momento do dia estava reservado para o mercado de Malhampwene, no município da Matola, onde perante um público maioritariamente jovem apresentou um discurso que resume a mensagem que foi deixando nas nove províncias que já percorreu, volvidos 30 dias de campanha eleitoral rumo às eleições de daqui a duas semanas.

Sobre a democracia e tolerância política, mostrou-se crítico à narrativa política actual em que o discurso aponta para a reconciliação nacional e tolerância política, mas os últimos acontecimentos que viveu na província de Gaza entram por uma via totalmente contrária.

“Se você não permite que um partido politico apresente as suas ideias, manifeste politicamente o que pensa, procuras barrar, lançar pedras, então estas muito longe de ser um democrata. Nós como MDM vamos criar condições para que haja igualdade e equilíbrio social”.

O seu manifesto eleitoral tem um enfoque na exploração de recursos naturais e a tónica do seu discurso tende para uma priorização das comunidades onde os mesmos são explorados, por isso entende que “se queremos desenvolver Moçambique lá onde extraímos os recursos vamos começar por beneficiar aquela população porque se não fizermos isso aquela gente sente-se discriminada, excluída e fica vulnerável à violência, por isso há muitos conflitos onde há exploração de recursos naturais. Tive a oportunidade de visitar Cabo Delgado.

O grande problema é a explosão. Uns tiram e outros só vê poeira. Todos queremos dividir a nossa riqueza. Temos que treinar os moçambicanos para gerirem as nossas riquezas. Se não damos oportunidade aos moçambicanos, amanha Moçambique vai ser governado e controlado por estrangeiros”.

Num país onde grande parte da população vive nas zonas rurais e tem a agricultura como principal fonte de subsistência, a sua estratégia passa por criar condições de ligação entre as zonas de produção e os grandes mercados consumidores e definir instituições para intermediarem o negócio entre os produtores e os compradores.

Para os funcionários públicos, sobretudo os dos sectores de Saúde e Educação promete melhorar os salários, criar um crédito de habitação e seguro de saúde.

Na província de Maputo, de Maputo estão inscritos perto de 295 473 eleitores e estão disponíveis 20 mandatos para a Assembleia da República.

 

Ossufo Momade pediu voto hoje nos distritos de Morrumbene, Maxixe e Zavala onde prometeu emprego, água e criar condições para que os habitantes de Inhambane não tenham de recorrer a África do Sul para buscar melhores condições de vida.

No distrito de Morrumbene presidiu um comício cujo tema de fundo foram os seus planos para Inhambane. Ossufo Momade reiterou que a população de Inhambane não está a beneficiar do gás de Pande e Temane e pediu confiança do eleitorado para fazer diferente.

De Morrumbene seguiu para o distrito da Maxixe, cuja cidade é atravessada pela Estrada Nacional Número 1, tendo por isso grande potencial de desenvolvimento. Mas Momade diz que apesar do potencial turístico, não há desenvolvimento humano neste distrito.

 

Hoje, o candidato da Frelimo terminou a campanha de dois dias na província de Inhambane. Escalou sucessivamente seis distritos onde apresentou de forma detalhada cada elemento que compõe o manifesto eleitoral do seu partido e do seu compromisso. No comício que orientou hoje, em Maxixi falou do que pretende fazer no sector dos transportes.

Filipe Nyusi apontou o sistema Bus Rapid Transit (BRT) como a solução para melhorar o transporte público urbano. Este é um projecto que devia ter sido implementado há anos em Maputo mas devido a crise financeira e ao corte do apoio brasileiro o mesmo ficou congelado. Mas segundo explicou Filipe Nyusi, a ser implementado não só em Maputo vai permitir criar corredores específicos para transporte público o que fará com que os utentes passem a ter acesso ao transporte rápido, seguro e com poucas horas de espera.

O candidato da Frelimo acredita que a iniciativa irá revolucionar a forma como os cidadãos se movimentam dentro das cidades e vai fazer com que quem agora usa sua viatura privada possa passar a preferir usar o transporte público, o que vai ter impacto no orçamento das famílias que vivem nas cidades.

Por outro lado, Filipe Nyusi, diz que o projecto de atribuição de mil autocarros de transporte de passageiros a operadores privados deverá continuar. Nyusi diz que é altura do Estado dar espaço ao sector privado para operar o transporte de passageiros porque ficou provado que as empresas públicas não conseguem gerir adequadamente as suas frotas, o que o sector privado mostrou conseguir fazê-lo com eficácia.

No entanto reconhece que devem ser atribuídos alguns incentivos e ajustar as tarifas de modo a que não lesem os operadores, muito menos o cidadão. Outra aposta de Nyusi é continuar com a liberalização do espaço aéreo nacional permitindo a entrada de mais companhias aéreas estimulando a competitividade e concorrência na perspectiva de conferir ganhos à economia do país.

O candidato presidencial pretende por outro lado investir na melhoria do transporte fluvial onde se mostrar necessário, até porque em várias partes do país é usado pela população para se movimentar de um ponto para outro. Nyusi quer ainda capacitar o sector privado para garantir a manutenção dos equipamentos a serem adquiridos para garantir a efetivação do projecto acima mencionado.

Em termos de realizações do Governo na Maxixe, Filipe Nyusi apontou a construção do Hospital Provincial naquela cidade, mas também de outros 12 centros de saúde, a entrada em funcionamento de oito escolas secundárias, duas instituições de ensino superior e 13 pequenos sistemas de abastecimento de água o que permitiu elevar o acesso a água potável para 83% naquela cidade que é capital econômica de Inhambane.

Filipe Nyusi visitou ainda hoje o distrito de Morrumbene. Foi onde realizou o primeiro comício do dia. Naquele local falou das realizações do Governo dos últimos quatro anos, nomeadamente a construção de um sistema de abastecimento de água que tem capacidade maior que a demanda. Foram construídos outros oito pequenos sistemas públicos e outros 15 privados.

Aquele distrito assistiu a construção de três escolas secundárias, quatro centros de saúde e ao nível de produção viu o gado bovino crescer de 15 mil para 21 mil efectivos. Para Nyusi esses dados mostram o quão aquele distrito cresceu e a Frelimo é aquele tipo de semente que quando é lançada na terra germina.

Prometeu ainda asfaltar a estrada que liga a EN1 a Kambine a missão onde estudou o fundador da Frelimo, Eduardo Mondlane. E terminou o périplo por Inhambane orientando um comício em Zavala. Amanhã inicia campanha na província de Gaza onde deverá escalar oito distritos.

 

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